Quasares e Pulsares

Simples Astronomia

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Sexta-feira, 30 de julho de 2010

  • Quasares

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Um progresso estimulante aconteceu com a recente descoberta de objetos celestes que são verdadeiras fontes de rádio, são os chamados quasares. A palavra quasar vem da expressão inglesa “quasi-star” e significa, mais ou menos, “pseudo-estrela” ou “falsa estrela”; o nome se deve ao fato de que tais objetos parecem estrelas nas fotografias. Em 1963, o astrônomo norte-americano de origem holandesa Maarten Schmidt (1929-), no Observatório de Monte Palomar (USA), investigou o espectro de uma pálida estrela azul que fora identificada como coincidente com uma fonte de ondas de rádio. Surpreendeu-se ao descobrir, através de observações e cálculos matemáticos, que esse objeto deveria estar à bilhões de anos-luz de distância da Terra.

Obviamente não era uma estrela comum. Alguns outros destes objetos têm sido descobertos, aparentemente a mais de 7 bilhões de anos-luz de distância. Para serem tão luminosos opticamente, deviam ser 200 vezes mais luminosos que as galáxias comuns. Alem disso, parecem ser muito pequenos, com um diâmetro de 1 ano-luz. Ninguém explica como quantidades enormes de energia podem ser produzidas. Existem dúvidas sobre suas verdadeiras distâncias e a energia envolvida em seu processo. Não existe ainda explicação plausível para a sua existência. O quasar 3C 273 foi o primeiro objeto de sua espécie a ser observado. Fica a 3 bilhões de anos-luz de distância. Parece estar lançando gás no espaço. Tanto a sua região central quanto o gás expelido, são fontes de ondas de rádio.

  • Pulsares

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Pulsar sugando a energia de uma estrela

Em 1967, foram registrados por astrônomos ingleses, sinais de rádio rápidos, como pulsações, com a regularidade de um relógio. Esses sinais, com períodos menores do que 1 segundo, vinham de estrelas que foram denominadas pulsares. As pulsações indicaram um objeto em rotação menor do que uma estrela anã branca, para ser capaz de girar tão rapidamente. O objeto responsável pelas pulsações é uma estrela de nêutrons, cuja existência fora prevista cerca de 40 anos antes. O pulsar mais conhecido está situado na região central da Nebulosa do Caranguejo (M1), na Constelação de Touro, onde os chineses observaram uma estrela supernova em 1054.

Trata-se de uma estrela de nêutrons. Ela se apresenta como se estivesse explodindo. A sua variação luminosa foi transformada em pulsar, que envia um lampejo a cada 3/100 de segundo. Era difícil explicar a radiação de alta energia da Nebulosa do Caranguejo (M1), antes da descoberta deste pulsar. A emissão de ondas de rádio, por essa estrela de nêutrons, verifica-se a partir de uma zona perto do pólo magnético. Desse modo, o feixe de radiações atinge o observador de maneira intermitente. Os seus pólos magnéticos não coincidem com os de rotação. Uma estrela de nêutrons é mais densa do que uma estrela anã branca e tem apenas alguns quilômetros de diâmetro. Numa estrela de nêutrons, os elétrons foram impelidos para o núcleo do átomo, formando gás neutrônio, enquanto que a parte externa da estrela continua sendo uma camada rígida de nêutrons. Evidentemente, os pulsares constituem uma alternativa depois do estágio de estrela supernova, na vida evolutiva das estrelas.

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