O FAZENDEIRO AUSTERO - 2ª parte

Parte 2

Atendendo ao sábio conselho do meu capataz voltei para casa, tomei um chá de erva cidreira, me deitei um pouco e pedi para não ser incomodado por um bom tempo, enquanto alumiavam-se as idéias.
Lá pelas 10:00h da manhã, levantei-me, já com os ânimos mais serenos, entrei no carro e me dirigi ao Fórum para conversar com o Promotor, que é meu amigo, para lhe pedir instruções de como agir neste caso.
Não obstante estivesse despachando com o Sr. Juiz, deu uma pausa e me chamou pessoalmente, oferecendo-me o assento e logo pedindo que falasse o assunto que queria abordar. Ato contínuo e sem mais delongas lhe narrei todo o acontecido. Este, por sua vez, ao ouvir o meu relato, pegou o telefone e ligou para o Delegado solicitando que ele me desse a cobertura necessária para o caso. Em seguida, ligou para a seccional do IBAMA fazendo a mesma recomendação e mandou que eu fosse prestar as queixas de praxe e aguardasse o resultado.
Não deu outra! Os “homens” em conjunto verificaram o local, fizeram campana e apanharam-no com a mão na botija. Deram-no voz de prisão, colocaram-lhes as cadeias e o levaram a ferros. Foi preso em flagrante delito juntamente com os seus comparsas.
- Então foi assim, compadre? Como vai ser com prejuízo? Tem como reaver pelo menos em parte?
- É, compadre, talvez sim e talvez não. Quem sabe sim porque o caso está com a jus-tiça e talvez não, porque não sei se ele ou mais precisamente eles, já que se trata de uma quadrilha, dispõem do montante apurado com o rombo ou se já gastaram tudo, porque, ele mesmo acredito que já estourou a parte que lhe coube na divisão da ladroagem. Entretanto, de minha parte vou exigir o que me é de direito.
- E, por coincidência, compadre, há poucos dias ouvi alguns boatos de que ele é usei-ro e vezeiro nesse tipo de falcatrua. Que vem de um lugar para outro, qual macaco pulando de galho em galho, esquivando-se dos seus perseguidores, por causa de seus atos ilícitos, o que lhe valeu o apelido de Cigano. Por isso lhe procurei com o fim de corroborar os falatórios.
- Dessa eu não tinha tomado conhecimento, do contrário, teria me precavido.
Passados alguns instantes de silêncio enquanto cada um se acomodava melhor na ca-deira e era servida uma nova chávena de café, chega um segundo morador conduzindo um senhor de meia idade que queria ter uma conversa com o Sr. Justino.
Convidados a sentar e servir-se de café, o Sr. Justino pede que o visitante fale sem cerimônia, pois estava entre amigos.
- Sr. Justino, meu nome é Feliciano, sou novo na região e estou morando a cerca de légua e meia daqui. Sou um homem pobre, ainda não estou estabilizado por falta de alguém que me contrate para o serviço da roça, que é de onde eu vim. Por esta razão, venho aqui, com o devido respeito, fazer-lhe dois pedidos: o primeiro deles é trabalho, porque tenho mulher e três filhos menores pra sustentar. O segundo, se não lhe desagrada, deixar que pesque no seu açude o sustento de um dia para minha família, nada mais do que isto.
- Sr. Feliciano, por enquanto vou lhe atender um pedido; pesque e cace o que for ne-cessário enquanto se arruma, mas, somente o indispensável a sua subsistência e dos seus familia-res. Quanto ao segundo pedido, aguarde um tempo enquanto verifico a carência de pessoal e me procure daqui há quinze dias, isto se você não encontrar logo onde trabalhar. Só lhe peço uma coisa: não faça como alguns que me aparecem aqui com falácias embromadoras e que, ao invés de comer o que caça e pesca, vende e volta para desviar mais. Não me decepcione. Não quero ser ranzinza e nem exigente demais, porém, não gosto de pessoas falsas e trapaceiras. Por favor, me desculpe se estou sendo impertinente.. É o meu jeito.
- Sim, senhor, eu compreendo e lhe agradeço; que Deus lhe pague.
Após despedir-se o homem foi-se embora. A Conversa continuou reiniciada por Jus-tino que contou outros casos a mais para o amigo.
- Veja bem, meu compadre, como estamos rodeados de toda sorte de embusteiros da pior qualidade. Gente preguiçosa que não procura aprender uma profissão, que só pensa em tirar vantagem das outras pessoas sem se importar na ilicitude ou não dos seus atos. Estes, vez por outra me aparecem por cá, e, por mais cautela que se tenha sempre dão um jeito de nos engabelar.
Por outro lado, há gente que não tem precisão de coisas pequenas como a caça e a pesca de nossas terras. Gente que sai do conforto do seu lar para caçar avoante, nambu, tatu e até preá, somente pelo espírito esportivo.
Incitadas pelo vício de matar por matar, essas pessoas se arriscam ser picadas por uma cascavel ou escorpião. Compram armamento e munição caros, podendo, a qualquer momento, serem surpreendidas pela fiscalização do IBAMA ou batida da Polícia Ambiental, serem autuadas por porte ilegal de armas e por crime ambiental, complicando suas vidas, que não deixam de ser atribuladas por si mesmas. Em outras palavras, procuram sarna pra se coçar. Essa gente eu não aceito em minhas terras. Falem o que quiserem falar de mim.
...continua...
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O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

Há bem poucos anos atrás o governo brasileiro tinha duas desculpas para manter em alta o preço dos combustíveis: não ter o País reservas petrolíferas suficientes e o preço do Dolar ameri-cano, sempre num patamar elevado devido à corrosiva inflação gerada pelo próprio Governo que, de modo sucessivo estava constantemente majorando suas tarifas de serviços e, vez por outra, um aumento de imposto porque ele nunca foi de ferro.
Hoje, a realidade é outra. Somos auto-suficientes em petróleo e detentores de duas das maiores reservas do mundo e uma terceira ainda por confirmar, temos tecnologia de prospecção e extração própria e de ponta, uma das maiores companhias petrolíferas do mundo, produzimos etanol a partir da cana-de-açúcar, uma nova tecnologia em motores à combustão, criamos também o biodi-esel, temos condições de fazer muito mais ainda nesta área dependendo somente dos investimentos necessários.
Entretanto, temos um dos mais elevados preços do setor e ainda por cima, uma tal de CIDE, imposto criado pelos nossos broncos administradores, obcecados no afã de arrecadar pelo simples prazer de aumentar o bolo do fisco e propalar aos quatro ventos que o País está sendo con-duzido por mãos hábeis.
Há bem poço tempo tivemos aumento no diesel e, em conseqüência, podemos ter tam-bém na gasolina; no final de mês de maio, próximo passado foi a vez do GNV (gás natural veicular).
Por que tantos aumentos sucessivos? Qual a justificação alegada agora? Nenhuma! Cri-em eles o argumento que quiserem e ninguém de sã consciência acreditará. Podem nos impor os preços que quiserem que pagamos, já que não podemos fazer outra coisa.
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MAIS DOIS AVIÕES PARA FROTA LULA

Não é a toa que os apologistas do governo Lula o acham bonzinho e fazem de tudo para eternizá-lo no poder tentando de qualquer maneira presenteá-lo com um terceiro mandato e, se pos-sível, com poderes ilimitados para não ficar atrás do companheiro Chavez da Venezuela.
Seus prepostos devem estar comemorando a compra de mais dois aviões zerados para os seus passeios remunerados com polpudas diárias, pois, como é de conhecimento de todos, ninguém do Governo Federal. Estadual ou Municipal, seja lá qual for, viaja sem ser a serviço e nem abre mão das sinecuras de praxe.
Eis aí o resultado de sucessivas quebras de recordes da arrecadação. Dinheiro vazando pelo ladrão que bem poderia ser utilizado de uma maneira mais eficiente como o reaparelhamento da máquina administrativa, construção e recuperação de estradas, investimentos em pesquisas, re-armamento das Forças Armadas e Polícias, reajuste de salários de funcionários públicos e reciclagem dos mesmos, investimento em Segurança Pública, Saúde e Educação, dentre outras prioridades.
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Apostila Concurso STF 2008 - Nível Médio


Apostila completa + audio book sobre ética e ainda um excelente curso de memorização e como passar em concursos! 100% de acordo com o edital.

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Estilo: Apostilas
Tamanho: 12 Mb
Formato: Rar
Idioma: Português

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CONTO - por Antromsil

O DEPUTADO – Conto – 1ª parte.

- Caro amigo eleitor.
- Hoje estou aqui pedindo seu voto para a minha candidatura a deputado federal, após ter submetido o meu nome ao Partido ao qual pertenço.
- Eu tenho um sonho. Tenho um sonho ver meus concidadãos mais felizes com educação, saúde e trabalho digno; a nossa juventude não mais na ociosidade, mas, envolvida num clima de paz e fraternidade, estudando com melhores condições de aprendizado e praticando esportes saudáveis, etc., etc.
Meses depois o cidadão em pauta é eleito com uma boa soma de votos e assume uma cadeira na Câmara dos Deputados, cheio de idéias impolutas e com muita vontade de mostrar serviço em agradecimento aos seus eleitores pela votação recebida, e pela confiança que lhe foi depositada.
O calendário avança e o nosso deputado se empolga; procura entre seus pares a adesão para alguns de seus projetos, conversa com um e com outro, faz parcerias, enfim, se esforça para merecer o mandato que lhe foi conferido pelo povo, com a melhor das intenções.
Os primeiros resultados são animadores. Consegue votar alguns projetos de sua autoria, obtém alguma melhoria para sua cidade, outros benefícios para o seu estado, e assim prossegue sua jornada. Porém com o passar do tempo o nosso deputado um tanto quanto radical, condena os excessos praticados por alguns e descaso de outros para com o compromisso assumido com o eleitorado, enfim vai se distanciando da maioria dos companheiros, inclusive os do próprio partido, por defender a moral, a ética e a probidade.
Um dia, cansado de remar contra a maré, chega em casa um pouco abatido e apático.
- Qual o problema? Pergunta a esposa, dona Carmem.
- Nada não – responde José Justo ou JJ, o nosso protagonista.
- Qual o que, eu lhe conheço meu caro. Ande, desabafe.
-...É, você tem razão, eu preciso conversar com alguém e ninguém melhor que você para me dar o ombro amigo.
- Então fale logo, homem!
- Bem, você sabe o quanto que eu gostaria realizar meu sonho cumprindo um bom mandato na Câmara Federal. Acontece, minha querida, que lá as coisas não são do jeito que nós pensamos que é. Negociata, falcatruas, compra de votos, barganha política e tudo de impróprio que você pode imaginar. Troca-se de partido como quem troca de roupa, aliás, o escambo político é ali a moeda corrente e só depende de quanto se precisa e o que se deve fazer. Outro dia, conversava com um de meus colegas mais próximo e que também agora tem se afastado de mim aos poucos, falou-me o seguinte:
- Olha, JJ, eu era assim como você. Procurava fazer as coisas de acordo com minha consciência, tudo certinho, porém foi relegado ao ostracismo. Graças a um amigo que me abriu os olhos, fui pouco a pouco tentando assimilar as coisas e, agora, como você pode ver estou no segundo mandato e muito bem, obrigado. Aqui no Congresso você tem que aprender a ceder, não pode radicalizar. Tem que aprender a perder porque logo, logo estará ganhando, pois será com certeza procurado por amigos que estarão com você em qualquer situação.
- Mas, Geraldão, eu sempre fui fiel aos meus princípios. Meus eleitores, a quem devo a minha atual posição, meus amigos e minha família. Como vou encara-los?
- Ora meu caro, não precisa se preocupar; não se precipite; as coisas vão acontecendo aos poucos, naturalmente. Procure se adequar às circunstâncias e quando menos pensar já estará acostumado. Aos eleitores a gente enrola e diz que depende dos próceres do partido. Aos amigos a gente dá desculpas por não ter tido oportunidade e à família, a gente consola e diz que é para o nosso bem. Assim, meu caro amigo JJ, espero que você medite sobre o assunto que conversamos.
O tempo passa. O destino, como sempre, tem em seus caminhos tortuosos o recheio de armadilhas e espinhos, e, como o nosso deputado também é andarilho, está, como os demais mortais, sujeito às vicissitudes da vida. As coisas já não são como outrora.
Abstêmio e muito moderado, só bebia em ocasiões muito especiais e somente alguns goles; devido às circunstâncias, passou a provar mais freqüentemente. O filho mais velho tentando a sorte em jogos diversos, começou a contrair dívidas de jogo e empréstimos com agiotas. A filha mais nova envolveu-se com drogas e já estava trazendo problemas àquela distinta família. Os negócios da família também não estavam muito bons e a cada dia os problemas se avolumavam.
O telefone toca. Tratava-se do deputado Geraldão que gostaria de falar com JJ.
-- Alô, é o JJ?
-- É sim, pode falar.
-- Preciso encontrar-me com você para tratarmos de um assunto parlamentar.
-- Então fale!
-- Não pode ser agora. Marcamos um encontro, eu juntamente com outros amigos na vivenda de um deles no próximo sábado e contamos com você para um bom entendimento. Está combinado?
-- Bem, se você me disser do que se trata...
-- Não posso lhe adiantar nada, por enquanto. Lá detalharemos o projeto. E então, contamos com você?
--...É, está bem.
No dia combinado encontram-se alguns parlamentares e alguns executivos representantes de duas empresas multinacionais do setor elétrico. A pauta do encontro era discutir um projeto de grande importância para o setor; porém, poderia trazer grandes prejuízos ao meio ambiente, aos proprietários das terras envolvidas no projeto e à comunidade em geral, mas que as empresas tinham interesse na aprovação do tal projeto. (continua no próximo número)
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Dicionário AGNE de expressões em latim




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O NOVO BLOG PA-RUMÃO

Bem, meus amigos, como vocês podem observar o nosso blog está com um novo aspecto devido à algumas modificações e o acréssimo de novas postagens com links a serem copiados por quem desejar e com a vantagem de serem gratuitos.
Estamos trabalhando para deixá-lo melhor e à medida que o tempo e a criatividade nos forem favoráveis estaremos sempre inovando.
Obrigado por nos visitar.
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Pica-pau - Desenho animado

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POSTAGENS DO MÊS

CRENÇA IV

POSTULADOS BÍBLICOS
A GÊNESE I

Continuando o nosso estudo sobre as crenças e dissertando (discorrendo) um pouco mais sobre alguns postulados bíblicos, analisemos agora o surgimento do homem na Terra, de acordo com o que todo mundo cristão adota e aceita de modo inconteste.
O homem extremamente orgulhoso que é, quis, por sua vontade, ser o privilegiado da criação, e por sua vez, criou um deus à sua imagem e semelhança, cheio de todos os defeitos que lhe são apanágio. Um deus ciumento e irascível, pleno de todas as imperfeições humanas, como veremos a seguir.
A Gênesis, o primeiro livro do Pentateuco (conjunto dos cinco primeiros livros iniciais da Bíblia Sagrada), inicia com a descrição das origens da criação, oportunidade em que Deus criou toda sua obra e descansou ao 7º dia. Mas, eis que, depois de haver criado tudo e inclusive o homem e a sua companheira, e haver ordenado que estes crescessem e se multiplicassem e se assenhoreassem de tudo que estava sob as águas, sobre a terra e nos céus, conforme descreve o cap. 1, ver. 28, o Todo Poderoso desce à Terra para mais uma vez modelar o homem do limo, plasmando um duplo corpo de carne e alma.
Até aí tudo bem, Deus é o Criador e Senhor de tudo que existe e pode fazer o que bem lhe aprouver, do jeito que mais lhe agrade. O que não dá para aceitar sem questionamento, embora aceitemos axiomaticamente, é o fato de que Deus, contando com um incontável número de prepostos como anjos, arcanjos, serafins, querubins, santos, etc., tenha descido do seu “Trono” à Terra recém formada para, como um simples oleiro, sujar as suas divinas mãos com o limo impuro, quando poderia determinar que um de seus auxiliares o fizessem ou mesmo dizer um simples “faça-se”, a exemplo do que aconteceu com o restante da criação.
A própria ciência humana já é capaz de suscitar outro ser com apenas uma ou duas células como já foi demonstrado com experiências de clonagem. E a respeito do assunto, existem registros no Livro Perdido de Enki, de Zecharia Sitchin, obra que descreve a criação humana como sendo objeto de experiências genéticas com macacos terrícolas por seres oriundos de um planeta distante, possivelmente do mesmo sistema solar.
Mas, continuando a nossa avaliação, vemos no capítulo 2, versículos 8, 9, 16 e 17, agora um deus lavrador, pois, plantou um jardim onde colocou o homem como seu guardião. E, dentre todas as árvores frutíferas havia uma proibida a este que, se do seu fruto provasse teria a ciência do bem e do mal e em conseqüência, conheceria a morte. Ou seja, por tal decreto, era vedado ao homem o direito de se instruir e progredir, fadado à ignorância perpétua, não fora a sua transgressão consumada por instância da mulher que acedeu à astuciosa exortação da serpente, uma assertiva que a razão não pode aceitar por ferir a concepção de um verdadeiro Deus repleno de todas as perfeições, de ciências, virtudes e poderes superlativos.
Pelo que se depreende, havia um ser dotado de mais inteligência que o próprio homem, apesar de haver sido criado há bem pouco tampo, quiçá na mesma data que o este. Outra coisa que não dá para conciliar é por que Deus não teria feito a mulher quando da confecção do homem, do mesmo barro; por que ter o trabalho de fazer adormecer o homem para tirar dele uma costela e dela modelar uma mulher?
Um relato fantasioso digno das mais belas ficções ou contos de fadas, que, para a época que foi escrito e para o povo rude e atrasado de então, até que se justifica. Porém, para a nossa época, milhares de anos depois dos escritos bíblicos originais, estes mesmos textos não têm o mesmo significado dado em sua origem, a não ser como alegoria, salvo se quisermos estacionar no tempo. E hoje, certamente melhor que antes, somos capazes de entender certas nuances da história bíblica, pois, com a ajuda da arqueologia e da exegese, os registros históricos encontrados em escavações e em outros achados casuais em diversas partes, como os de Nag Hamamdi, uma aldeia egípcia onde foram encontrados, em 1945, um conjunto de manuscritos que ficaram conhecidos como “biblioteca de Nag Hammadi", contendo textos do antigo gnosticismo, afloram como que a mostrar evidências de que os nossos conhecimentosda sacros estão incompletos ou equivocados.
Deus havia gerado dois entes imperfeitos de tal modo que nem se davam conta de estarem nus. Um contrasenso, levando-se em consideração que haviam sido ordenados a crescer e a se multiplicar; como, pois, poderiam obedecer tal ordem sem o conhecimento pleno da sua potencialidade reprodutiva? Sem experimentaram o sexo, já que nem mesmo desconfiavam da sua simples nudez?
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POSTAGEM DA SEMANA

CAOS NA SAÚDE PÚBLICA

Estamos atravessando momentos difíceis em todos os sentidos. Violência, corrupção, inflação (que o governo nega existir), corrosão de salários, altas taxas de juros, etc., sem contar com os problemas de saúde pública, cujo gerenciamento é um desastre.
Os problemas vêm se agravando a cada dia e nós não estamos preparados para enfrentá-los porque, a bem da verdade, não se vê empenho das autoridades em encontrar a solução.
Assim falo porque não se tem investido o suficiente em pesquisas científicas na busca de novos medicamentos, vacinas e métodos de tratamento; nossos pesquisadores são mal remunerados e muitos deles procuram trabalho em outros países, posto que aqui não são valorizados.
Um exemplo bem recente é caso vacina contra o dengue, objeto de pesquisa do Laboratório de Bioquímica Humana da Universidade Federal do Ceará que reclama um investimento da ordem de R$ 500.000,00 para dar seqüência a outras etapas do projeto para a confecção de uma vacina tetravalente, comum aos quatro tipos de vírus analisados.
As faculdades não cumprem o seu papel na integra porque não dispõem de verba suficiente para ampliação, reforma, equipamentos médicos, aparelhos, material diverso, etc.; o corpo docente é mal remunerado, razão pela qual é também desmotivado e assim vamos caminhando na base do fingimento: o governo finge que resolve o problema; os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem e a sociedade finge compreender.
O resultado não poderia ser outro do que aquele que vemos diariamente em nossos hospitais, como mau atendimento, casos de erro médico, em decorrência do grande volume de pacientes a serem atendidos por um ou dois médicos e auxiliares plantonistas que se estressam, se irritam até e não é para menos, porque eles também são humanos e por isso sujeitos a todos os defeitos inerentes ao corpo e ao espírito.
O certo é que, devido ao mau gerenciamento do sistema como um todo, a repercussão é quase sempre negativa gerando descontentamento e desconforto tanto para pacientes como para os profissionais de saúde.
Os hospitais reclamam das tabelas do SUS, segundo eles, sempre desatualizadas, - e acredito piamente que sim, - em desacordo com a realidade. Daí resulta o acúmulo de problemas que são agravados com a grande afluência de pacientes vindos de outros municípios – e até de outros Estados da união, - os quais poderiam ser previamente examinados em seus lugares de origem, nos postos de saúde, se estes dessem um plantão de 24:00h, porque às vezes, - e não são poucas essas mesmas vezes, - trata-se de um caso simples e que poderia ser tratado no posto ou mesmo em casa. Os casos mais graves poderiam ser encaminhados aos hospitais de maior importância.
Cabe aqui, portanto, observar que, se as prefeituras adotassem na sede e nos respectivos distritos o sistema de atendimento integral nos pequenos hospitais ou nos seus postos de saúde, o atendimento dos nosocômios seria bem melhor.
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POSTAGEM DA SEMANA

ATOS ACINTOSOS

Até parece que o Puder Público medra quando se vê diante de situações embaraçosas como as que estão acontecendo no Acre, no Pará e em outras partes do País. Os movimentos ganham peso e se municiam com paus, pedras, armas de todo tipo, inclusive com bombas caseiras e coquetel molotov, deixando a Polícia impedida de agir com a energia necessária, constantemente ameaçada e recebida com as mais acerbas reações.
E ai da Polícia se reagir porque é rechaçada a ferro e fogo pelo grupo antagônico, corre o risco de cometer algum excesso e ser flagrada pelas câmeras de algum jornalista de plantão, que não perde uma oportunidade de incriminá-la com suas imagens comprometedoras, sem contar que tem ainda os olhos de lince dos organismos Internacionais e de Direitos Humanos inexoráveis na defesa de criminosos.
Na minha modesta opinião, falta pulso, falta também um pouco de determinação e coragem para impor o cumprimento da lei que foi instituída para todos, sem exceção. Afrouxar as rédeas do comando pode parecer fraqueza e é isso que o inimigo quer, descobrir o calcanhar de Aquiles para então atacar pelo lado debilitado do antagonista.
O Poder Público detém em suas mãos a autoridade, os homens e as armas necessárias para combater o inimigo, contudo, se abstém de cumprir o seu poder de polícia não se sabe por quê. Isso nós faz conjecturar as mais esdrúxulas situações e não é para menos, porque, como já foi exposto uma vez, deve ter a mão de alguém poderoso o bastante para inibir uma reação coibitiva, o escudo protetor de algum partido político ou ainda a campânula invisível de grandes fortunas, organismos internacionais, etc., pois, só encara a autoridade quem é abrigado em árvore frondosa que dê boa sombra.
A manifestação pacífica é constitucional e livre, mas, ações violentas e sempre seguidas atos de vandalismos, praticando crimes, arrepiando a lei e afrontado a autoridade como sói acontecer amiúde, protagonizadas pelo Movimento dos sem Terra, Via Campesina e grupos afins, é inconcebível e intolerável, porque tais confrarias podem evoluir para grupos paramilitares e levar o País a uma situação vexatória semelhante à vizinha Colômbia que, mesmo com ajuda internacional se vê impotente para debelar a guerrilha e os grupos paramilitares que há décadas assolam o seu território.
Por esse e por outros motivos, temos de colocar as nossas barbas de molho, pois, a cada dia que passa os noticiários da TV, rádio e jornal publicam novos atos de depredação, fechamento de rodovias, invasão de fazendas e prédios públicos e onde até jamais se imaginava que pudesse ocorrer, em pleno centro do Poder do País, em Brasília, no Congresso Nacional.
O mau exemplo foi copiado por outros grupos que, aqui e ali, estão botando as unhas de fora e cometendo as mesmas barbáries dos citados movimentos. Pouco ou nada mais resta para que tomem de vez os fôlegos da autoridade pública em definitivo.
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LEITURA

LEITURA CURTA

São raros os que gostam de ler demoradamente; poucos se adaptam há horas de leitura por deleite e outros tantos por necessidade, por imposição do ofício. É bem verdade que existem algumas leituras enfadonhas, de cunho repetitivo e nem sempre claras, exigindo maior esforço do leitor no sentido de captar a idéia de quem as escreveu. Nem todos têm o dom da boa escrita como também não os há na oratória, na poesia, nas artes, enfim. Nem todos se expressam com a desenvoltura esperada por inabilidade ou desconhecimento e isso é perfeitamente normal visto que somos humanos e, por esse modo, imperfeitos. Entretanto, a exemplo destes, existem aqueles leitores de meia página que, por aversão à leitura e à erudição, eximem-se de mergulhar no âmago do texto com a alegação de ser este muito extenso. Desculpa esfarrapada de quem tem preguiça de ler, pois, se a leitura não agrada ou não tem conteúdo, descarte-a. Cabe aqui se notar que alguns assuntos exigem um maior detalhamento no seu conteúdo porque os assuntos às vezes assim os requerem. Não dá para se escrever um romance, uma novela ou um tratado qualquer em apenas uma página. É como se quisesse colocasse o volume de um litro num simples copo. Você pode escrever o que quiser, sobre o assunto que bem lhe aprouver. Porém, para que esse texto seja qualificado e identificado são necessários alguns elementos característicos que lhes dê corpo e forma. Sem isso, sem os conhecimentos necessários você pode até se arriscar e grafar algumas linhas sem nexo e sem sentido, pode até tentar imitar, porém, dificilmente obterá o sucesso anelado.

TRATAMENTO IGUALITÁRIO

Países como Estados Unidos da América e agora os da União Européia, como a Espanha, e Irlanda se acham no direito de espezinhar os nossos concidadãos quando estes aportam em seus territórios. Ora, exigir o que suas leis de imigração determinam é um direito natural de qualquer nação soberana. Entretanto, o tratamento dado às pessoas que, supostamente não preenchem os requisitos de entrada naquele país, em hipótese alguma deve ser desumano, notadamente em se tratando de nações tradicionalmente amigas. Sem querer ser tido como jacobino, advogo aqui o direito de retaliação sim, e por que não? Por acaso não agem assim as demais nações do globo? E outra, quem começou toda esta confusão, não foram eles? Por acaso não é sabido que grande parte de viajantes estrangeiros e espanhóis, em particular, vêm aqui para delinqüir? Devemos, entretanto nos abster de atuar como eles, que humilharam os nossos patrícios. Pratiquemos, portanto, a política do tratamento igualitário, cordial e sincero, dever de todo homem civilizado. No entanto, quando formos mal tratados lá fora, façamos valer as nossas leis e tratados; e façamos um pouco mais, verifiquemos, a pente fino, toda nave e aeronave oriunda do país ofensor até porque o Brasil não é mais uma colônia portuguesa, mas uma nação soberana e como tal deve ser respeitada e, por nossa parte, temos o dever de nos impor.

MÃO-DE-OBRA ESPECIALIZADA

O crescimento do País reclama com urgência a implementação de mão-de-obra especializada, pois assim exigem setores da indústria, da construção, do comércio e prestação de serviços. Não podemos crescer sem tecnologia e em todos os seguimentos da sociedade há carência de conhecimentos e técnicas especiais. É incontável o número de vagas ociosas nas empresas que trabalham com técnicas avançadas porque o mercado não dispõe dessa mão-de-obra e nem a está arranjando. Existe o descaso dos órgãos governamentais que não dão a importância que o caso requer e os mecanismos empenhados neste ideal são poucos e dispendiosos para quem se propõe a se preparar para o porvir. Por outro lado, os cursos ofertados nos centros de formação e escolas preparatórias estão longe de atender às legítimas necessidades do mercado tecnológico e somente estão à disposição dos habitantes das cidades de maior porte. Entretanto, mesmo na cidade grande, profissional competente e que tenha conhecimento teórico e pratico do ofício que exerce, é coisa rara, - afirmo com sem medo de claudicar. Isso acontece porque quem deveria ter essa preocupação negligenciou dos seus deveres. Se não temos nos currículos escolares matérias destinadas com exclusividade a determinados ofícios como mecânica, eletricidade, química, eletrônica, etc., direcionados a esta ou aquela atividade, se as escolas profissionais existentes não cumprem o seu papel se torna evidente pressupor que alguma coisa não se encaixa bem. Temos, como resultado dessa desídia, o surgimento de pseudo profissionais que aprendem na prática com outros trabalhadores menos instruídos ainda e, em conseqüência, serviços prestados de péssima qualidade, posto que feitos sem técnica e sem esmero. Aqui mesmo em nossa urbe temos os exemplos requeridos pela exigente curiosidade de alguns mais céticos. Conheço vários que cobram caro pelo labor de poucos minutos e que não ostentam nenhum certificado de competência, que nunca freqüentou um curso regular e que muitos são até analfabetos, sem querer desmerecê-los.
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Meus Textos


Neste cantinho do blog postarei alguns de meus escritos.

Foto aérea de Sobral




CRENÇA I – VIDA EM OUTROS MUNDOS
Ensaio – por antromsil.

Acreditar neste ou naquele postulado, neste ou naquele sistema depende muito de convicção. Crer ou não crer depende de uma aceitação íntima, de um conhecimento e convencimento prévios do objeto em questão.
Pessoas há que, inconseqüentemente acreditam em tudo, sem nada analisar, sem contrapor qualquer argumento. Não pode ser assim. Outras há que dizem em nada ou quase nada crer a não ser que tais hipóteses possam ser demonstradas ou percebidas por qualquer um dos nossos sentidos. Todavia, existem aquelas mais ponderadas que, antes de tudo aceitar como verdade fazem antes uma apreciação dos parâmetros existentes para daí poder manifestar-se contra ou a favor de tal proposição.
Muitos acontecimentos bizarros, narrados por pessoas idôneas, instruídas e de nomes respeitáveis, das quais não se pode nem mesmo supor nenhum resquício de malícia, e que são ultrajadas com piadas de mau gosto por pessoas inescrupulosas que, antes de analisarem o fato com profundidade, achincalham e depredam esse nome venerável simplesmente por ignorância, imprudência e orgulho e ainda achar que tudo sabem. Em muitas afirmações duvidosas pode-se guardar reserva sem nenhum medo de errar em sua escolha. É antes sábio do que insensato quem assim age.
É o caso de se acreditar se existe ou não vida em outros mundos semelhantes à Terra, que muitos acham ser o único habitado em todo o Universo.
Afirmam alguns não ser possível ter vida em astros como a Lua, Marte ou Vênus, devido a não existência de água, por falta de atmosfera ou por ter uma atmosfera diferente da nossa, composta de gases venenosos.
Mas, será que mundos diferentes não podem ter tipos de vida diferente da que conhecemos aqui? Alguém já esteve lá para constatar a veracidade da conjectura? Os nossos instrumentos são capazes de detectar as nuances dos elementos que sejam suficientes para a correta interpretação do objeto em análise? Será que somos tão perfeitos que não possamos nos enganar ou sermos induzidos a crer em falsos dados fornecidos por nossas máquinas? E elas, (as máquinas), por acaso são perfeitas? As informações são passadas na íntegra ou sofrem algum tipo de censura pelas autoridades dos países pesquisadores? A ciência, então, já deu sua palavra final? E Deus, em sua infinita sabedoria não pode criar o que quiser, como quiser e onde quiser?
É nestes questionamentos que devemos nos apoiar para podermos especular sobre o assunto em pauta e outros similares.
Nós pobres e orgulhosos terráqueos achamos que somos os únicos privilegiados pela Providência por habitarmos um pequeno grão de poeira estelar algures do Universo. Não, meus amigos, estaremos redondamente enganados se assim pensarmos. Nós já estamos preparados para aceitar ensinamentos mais profundos, embora muitos desses ensinamentos sejam obstruídos por interesses escusos, de pessoas e entidades que não os querem ver demonstrados.
Para ilustrar minhas palavras quero aqui fazer algumas ponderações que nos ajudarão bastante o raciocínio.

1 - Existem formas de vida na Terra onde jamais imaginaríamos que fosse possível haver. Pesquisadores demonstram em diversos documentários a existência de pequenos crustáceos habitando nas fumarolas submarinas dos vulcões, cuja temperatura chega a mais de 80º C, impossível de ser suportada pelos seres vivos normais. Alguns microorganismos como bactérias, por exemplo, são capazes de suportar temperaturas extremas tanto frias como quentes. Fala-se de vida até em lavas vulcânicas.

2 – Nem mesmo os artefatos criados pelo homem como o submarino, o batiscafo (que pode, teoricamente, imergir a até 12 mil metros de profundidade), etc., são capazes de suportar as altas pressões das profundezas oceânicas. No entanto, aí existe vida, por incrível que pareça! Existe vida sim e não só microscópica como também de grandes peixes. Pelos padrões exigidos pelos céticos não era para ser assim. Nós moramos aqui e o que nós sabemos a respeito dessas espécies das grandes profundezas submarinas? Nada, só que existem.

3 – Há, aqui na Terra, um tipo de vida, que se constitui de uma massa disforme semelhante a um mingau (ou papa) derramado, de cor amarelo-alaranjado, que se desloca sobre os troncos das arvores comendo tudo aquilo que encontra pela frente e que lhe convém. Organismos análogos só encontramos em obras de ficção científica; porém, estes foram descobertos aqui mesmo em nosso globo. Infelizmente não lembro o nome dado a tal organismo.

Portanto, há “n” exemplos que podemos mostrar e analisar; coisas que nós poderíamos crer impossíveis de haver em nosso mundo e que são uma realidade.
Os conhecimentos humanos em astronomia estão somente engatinhando e embora tenhamos encontrado no computador um aliado importante e de grande utilidade não só em astronomia, mas em todas as áreas das ciências humanas, nossos instrumentos de pesquisa ainda são bastante tímidos para nos ajudar nas grandes empreitadas.
Em sendo assim, paremos para pensar um pouco antes de duvidarmos de alguma coisa fora do alcance dos nossos sentidos porque de vez em quando temos surpresas; vez por outra aparecem novidades nos noticiários da imprensa e acontecimentos diversos aqui e ali em qualquer lugar do mundo.
A cada dia surgem novas tecnologias e novos horizontes se insurgem aos nossos olhos. A ciência continua trilhando o seu infinito caminho e não se sabe até onde ela pode chegar.
Antromsil


CRENÇA II - TRADIÇÕES BÍBLICAS

Observação:
Antes de adentrarmos no assunto que quero expor chamo a atenção dos leitores para o fato de que o presente artigo não tem a intenção de polemizar e nem tampouco ferir suscetibilidade de nenhum religioso ou instituição religiosa. O interesse é tão somente bem informar aos leitores e o público de um modo geral, a respeito de alguns tópicos não muito evidentes.

Alguns irmãos menos esclarecidos acham que se deve aceitar cegamente tudo que está escrito na Bíblia por acreditarem na sua infalibilidade. Porém, antes de esclarecermos alguns pontos mais polêmicos, façamos algumas apreciações embasadas na ótica da razão e do discernimento para não incorrermos em claudicação.
Em primeiro lugar, analisemos alguns pormenores de extrema importância para a elucidação de alguns fatos não muito bem explicados ao longo da história e que perduram até hoje na obscuridade. É o caso, por exemplo, das diversas traduções e das diferentes versões bíblicas que conhecemos.
Os fragmentos de texto que se seguem foram extraídos Bíblia Sagrada na versão portuguesa da Vulgata Latina traduzida pelo Pe. Antônio Pereira de Figueiredo.

A Versão dos Setenta e a Vulgata Latina

“Até o final do século IV, conhecia-se da Bíblia, a chamada Versão dos Setenta, também chamada de septuaginta assim denominada por ter sido confiada por Ptolomeu II, Filadelfo (309 a 246 a. C.) rei do Egito, a setenta e dois rabinos, seis de cada tribo, que a realizaram entre os anos de 285 a 247 a. C., na ilha de Faros, perto de Alexandria.” A Versão dos Setenta foi, portanto efetivada no antigo Testamento.
“Da Versão dos Setenta originou-se a Vulgata Latina, realizada em sua quase totalidade por São Jerônimo, doutor da Igreja (c. de 350-420), diretamente do hebraico, do aramaico e do grego, por incumbência de Damásio I, papa de 366 a 384. Em 386, São Jerônimo terminou a tradução do Novo Testamento, e, entre 391 e 405. a do Antigo Testamento. Em 1592, o papa Clemente VIII mandou fazer uma revisão da Vulgata Latina, e esse texto revisado é hoje de uso oficial na Igreja Latina.” **
“Quase todos os livros da Bíblia foram escritos em hebraico. O aramaico é o idioma original de fragmentos do Antigo Testamento (Dan. 2, 4b-7, 28; Esd 4, 8, 6, 18; 7, 12-26; Jer. 10, 11), e, no Novo Testamento, de todo o Evangelho de Mateus. O grego foi usado para o livro da Sabedoria, Macabeus II e todo o Novo Testamento (com exceção do livro de Mateus).”

Observação: O texto em itálico aí transcrito está mostrado ipsis litteres, ou seja, do mesmo modo como está escrito no livro, de modo que se houver alguma falha essa se deve às imperfeições de impressão ou descuido do autor.

Ora, como podemos perceber os livros bíblicos não estão compilados tal como foram escritos há séculos atrás. Foram três os idiomas originais, conforme o texto acima descrito. Fragmentos daqui, um pedacinho dali, e assim temos hoje uma amalgama de textos não integralmente escritos um após outro como supuséssemos que fosse. A isso, agreguem-se as constantes traduções, primeiro para o grego e latim e depois para mais de mil línguas e dialetos falados em todas as partes do mundo; e as revisões que também são inumeráveis.
Afora isto, levem-se em consideração as constantes mudanças vernáculas, os regionalismos, etc., pois para exemplificar, verifiquemos o que acontece com a nossa língua num período de 10 anos e notaremos que o linguajar muda constantemente além de aumentar o número de palavras com as novas tecnologias e descobertas. Assim foi e assim continua sendo.
Outro texto extraído da internet no site http://www.geocities.com/jeffersonhpbr/entrada.html ,diz o seguinte:

“1. Barreiras de Linguagem - A Bíblia foi escrita em três línguas: O Antigo Testamento em Hebraico e algumas poucas partes em Aramaico, e o Novo Testamento em Grego. Nossas traduções em Português, embora muito bem feitas por conselhos editoriais compostos por grandes eruditos nessas línguas, muitas vezes não conseguem achar palavras do nosso idioma que correspondam perfeitamente às do idioma original. Também, é difícil fazer a transposição do tempo, da voz e do modo dos verbos, da sua origem para a atualidade”.

Isto significa dizer que não há uma tradução literal, por maior esforço que se faça neste sentido, justamente por causa desses entraves. Vinculem-se a isto as barreiras geográficas, porque muitos dos acidentes geográficos como rios, lagos, riachos, vilas, cidades, etc., hoje não mais existem.
E os costumes da época, a cultura, será que ainda são os mesmos, posto que mudam também com o tempo? E, durante todo esse longo intervalo será que ninguém meteu o bedelho onde não devia e lá escamoteou ou maquiou alguma coisa? Quem nos garante que não houve alguma alteração intencional? Por que vários livros, considerados apócrifos, ainda hoje são publicados e conhecidos pelo povo? Por que bíblias diferentes para diferentes segmentos do cristianismo?
Pelo exposto, não podemos crer cegamente em tudo que se nos induzem a crer, pois, cada orador interpreta e prega de conformidade com os dogmas de sua congregação e continua em pleno vigor a máxima que diz que ninguém é o dono da verdade. A crença é individual, é apanágio de cada indivíduo; não podemos impor a alguém a nossa fé, posto que todos têm o seu livre arbítrio.

CRENÇA III – DISCOS VOADORES

Todos nós já ouvimos falar de algum episódio envolvendo discos voadores. As ocorrências são bastante comuns em todas as partes do mundo além de existirem evidências sólidas da presença de alienígenas entre nós. Existe também uma vasta literatura, registros fotográficos e gravações em vídeo à disposição de quem queira se inteirar do assunto nas livrarias e nos organismos pesquisadores.
Alguns céticos contestam a existência da casuística ufológica simplesmente por não quererem aceitar que existam mundos superiores ao nosso e acham, na sua míope visão, que somente a terra tem o privilégio de ser habitada. Não se deixam convencer nem pelas afirmações científicas e nem pelos depoimentos de pessoas idôneas, de caráter, completamente insuspeitas.
O próprio Cristo deixou registrado no Evangelho de João, transcrito adiante a existência de outras moradas no universo.

“Que o vosso coração não se turbe. Crede em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, eu já vos teria dito, porque eu me vou para vos preparar o lugar e depois que eu tenha ido e que vos tenha preparado o lugar, eu voltarei e vos retomarei para mim, a fim de que lá onde eu estiver aí estejais também”. S. João, cap.XIV vers. 1-3.

Existem várias passagens bíblicas que poderíamos citar como exemplo comprobatório de fenômenos ufológicos que ocorrem desde tempos imemoriais, entretanto, não dispomos de espaço suficiente para nos delongarmos.
No Livro dos Espíritos codificado por Allan Kardec, encontramos no Livro I, cap. III, subtítulo Pluralidade dos Mundos, questões 55 a 58, alusões sobre a existência de mundos habitados, porém, citaremos apenas o seguinte:

“55 – Todos os globos que circulam no espaço são habitados?
-- Sim, e o homem da terra está longe de ser, como pensa, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Há, no entanto, homens que se acham poderosos e imaginam que apenas esse pequeno globo tem o privilégio de ter seres racionais. Orgulho e vaidade! Acreditam que Deus criou o universo somente para eles!”

Se existem outros mundos habitados pode-se daí, por analogia, depreender que as populações de tais globos são de diferentes gradações culturais e não é de se estranhar que não haja culturas infinitamente superiores à nossa.
Avistamentos de objetos voadores não identificados ocorrem diariamente aqui mesmo em nossa região e são observadas por pessoas simples as quais, pela sua condição humilde, não despertam nenhuma suspeita de fraude, até porque não estão interessadas em criar fantasias e nem em aparecer na mídia.
Os organismos militares, aviadores, controladores de vôo, observatórios, etc, todos eles já registraram nos seus diários esses avistamentos, embora sofram a censura dos governos das nações terráqueas que tolhem a divulgação de tais acontecimentos talvez por se sentirem envergonhados diante da impotência e de nem mesmo terem uma explicação plausível.
Existem registros guardados a sete chaves nos arquivos de vários governos do globo, notadamente na Rússia e Estados Unidos da América, país que conserva vigiada 24 horas por dia uma área – a Área 51 – destinada à pesquisas avançadas sobre o assunto, onde são vistos com freqüência a decolagem de naves em experimentos e onde também encontram-se diferentes espécimes capturadas em acidentes com naves espaciais, conforme depoimentos de pessoas que lá trabalharam e que tiveram a sua identidade apagada dos registros oficiais.
A comprovação científica, embora não muito precisa por deficiência de meios adequados à demonstração, pode ser concretizada nas sessões de regressão hipnótica ou indução, feitas em pessoas que tiveram algum tipo contato com extraterrestres e em pesquisas nos locais de ocorrência com instrumentação adequada.
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