Formatos/Compressão de Arquivos

Formatos e compressão de arquivos de som - Parte 1

http://virtualpoint.webnode.com/news/a%20era%20do%20mp3%20ja%20passou-%20se%20voc%C3%AA%20quer%20qualidade%20de%20audio%20em%20pouco%20espa%C3%A7o,%20use%20o%20m4a!!/

“A Era do MP3 já passou.

Se você quer qualidade de audio em pouco espaço, Use o M4A!!

2009-07-29 10:18

imageGosto muito de ouvir música no meu celular, e como escuto pelo fone de ouvido, as v ezes não ficava satisfeito com alguns mp3 que estavam em baixo bitrate (taxa de bits por segundos) pois ficavam uns chiados estranhos no fundo. =/

Então resolvi pesquisar sobre um dos outros formatos que meu celular suportava, o m4a.

Pra minha surpresa descobri muita coisa interessante, que me fez mudar de opinião a respeito do mp3, e abandoná-lo de vez.

A partir de agora sempre que possível vou manter minhas músicas no formato m4a.

Tá curioso pra saber por que, né? =)

Vou explicar. Ma primeiro vocês precisam saber o que é compressão LOSSY e LOSSLESS.

LOSSLESS: Compressão sem perda de dados (do inglês lossless data compression) se refere a métodos de compressão de dados aplicados por algoritmos em que a informação obtida após a descompressão é idêntica à informação original (antes de ser comprimida), em oposição à compressão com perda de dados.

Os formatos de áudio Losless são:

Apple Lossless - ALAC (Apple Lossless Audio Codec)

Direct Stream Transfer - DST

Free Lossless Audio Codec - FLAC

Meridian Lossless Packing - MLP

Monkey's Audio - Monkey's Audio APE

RealPlayer - RealAudio Lossless

Shorten - SHN

TTA - True Audio Lossless

WavPack - WavPack lossless

 Wav

WMA Lossless - Windows Media Lossless

LOSSY: Um método de compressão de dados é dito com perda (em inglês lossy data compression) quando a informação obtida após a descompressão é diferente da original (antes da compressão), mas suficientemente "parecida" para que seja de alguma forma útil. Este tipo de compressão é frequentemente utilizado para compactar áudio e vídeo para a internet.

Os formatos de audio Lossy são:

AAC - utilizado pela Apple Computerimage

ADPCM

ATRAC

Dolby AC-3

DTS

MP2

MP3

Musepack

Ogg Vorbis (sem restrições de patentes)

Windows Media Audio (WMA)- criado pela Microsoft

OK, já vimos o que é compressão Lossy e Lossless.

O Mp3 é um arquivo lossy, assim como o m4a (AAC). Então qual a vantagem do m4a, Se os dois perdem um pouco da qualidade do audio original??????

Entenda como funciona o MP3.

O MP3 utiliza um esquema de compressão de áudio usando um algoritmo baseado em perda de dados. Isto é, as informações armazenadas em um arquivo MP3 não são iguais às de sua fonte original. Por esse motivo, ao contrário do que muita gente pensa, a qualidade de áudio de um arquivo MP3 não é igual ao de um CD. Na prática, entretanto, para a maioria das pessoas, o áudio parece ter a mesma qualidade.

Para você entender melhor essa questão, podemos fazer uma analogia ao famoso padrão de arquivos JPG. Esse formato de arquivos gráficos também comprime os dados originais através de um algoritmo baseado em perdas de dados. Para um usuário comum, imagens JPG parecem ter uma excelente qualidade, muito embora existam pontos que estejam "faltando" na imagem. Profissionais que trabalham com imagens, entretanto, conseguem perceber com facilidade a diferença de qualidade entre a imagem original e a imagem comprimida JPG. O mesmo ocorre com o MP3.

image Em um CD de áudio, onde os dados são armazenados de forma não comprimida (essa forma não comprimida é chamada PCM ou Pulse Code Modulation), os dados são transferidos a uma taxa de 1411,2 Kbps, ou seja, cada segundo de áudio ocupa 176,4 KB (basta dividir por oito, já que um byte equivale a oito bits). Cada minuto ocupa cerca de 10 MB. Você não precisa ser nenhum gênio para calcular que uma música de 4 minutos é, na verdade, um arquivo de cerca de 40 MB dentro de um CD.

O algoritmo usado pelo MP3 remove do som original dados redundantes e irrelevantes, que normalmente não são percebidos pelo ouvido humano. Com isso, os arquivos gerados ficam menores. A taxa de compressão de um arquivo MP3 normalmente varia entre 10:1 e 12:1 (128 Kbps a 112 Kbps). Quanto mais comprimido for o som, menor será essa taxa de transferência, mas, em compensação, pior será sua qualidade. Ou seja, quanto maior a taxa de transferência (expressa em Kbps), maior será o arquivo e melhor será a sua qualidade de áudio.

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Notícias e dicas de informática

http://blogdalu.magazineluiza.com.br/uma-placa-de-video-wireless/2011/01/

21 janeiro

1 - Uma placa de vídeo…wireless?

Publicado pela Lu em 21/01/2011 às 9:47 em Informática.

image Parece hoax, (=trote, travessura, logro, boato) mas não é. A KFA2, fabricante europeia de placas de vídeo de alta qualidade e parceira da Nvidia, remodelou a já existente GeForce GTX460 para funcionar… sem fio!

À primeira vista, parece um recurso totalmente inútil, mas para os fãs de jogos extremos e Home Theater essa pode ser uma boa notícia, já que reduziria a quantidade de hardware exposto e facilitaria a transmissão de imagens para qualquer ponto da casa, sem a necessidade de um desktop completo por perto – ele poderia ficar em outro lugar da sala, longe dos olhos das visitas e das crianças mais curiosas…

Segundo a KFA2, a conexão é padrão WHDI, desenvolvida especialmente pela AMINON e já utilizada em outros produtos com este fim. Se você se interessou pela performance, a empresa garante que a transferência é feita por um canal de 40 MHz na frequência de 5 GHz, possibilitando a transmissão – sem delay – para aquela sua imensa TV de alta resolução. Um sonho, não é mesmo?

Por enquanto, não está previsto o lançamento no Brasil: o público europeu será o primeiro a experimentar a novidade. Mas vamos aguardar; quem sabe a moda pega! E você, usaria essa placa? Comente!

19 novembro

2 - Computador compacto. MESMO!

Publicado pela Lu às 8:47 em Informática.

Quando a gente acha que não tem mais o que inventarem, surgem novidades ainda mais impressionantes. Já imaginou um computador que tenha o tamanho de uma tomada? Pois é, já existe.image

É o Jack PC, da empresa Chip PC Technologies, que, medindo 6.96 x 11.4 x 3.95 cm e pensado 350 gramas, é realmente muito compacto, lembrando de verdade uma tomada! E não é por ser pequeno, que ele se torna menos eficiente. Com processador de 1,2 GHz e armazenamento de até 128 MB, você pode embuti-lo em qualquer lugar e conectar normalmente os periféricos (teclado, monitor, mouse), já que ele possui quatro entradas USB.

E, ao ligar o monitor e a rede wireless no computador, ainda há economia de energia, que é alimentada pelo cabo Ethernet , chegando o consumo a apenas 5W. Há, ainda, opções para vídeo, sendo 8MB de memória dedicado à sua performance.

Não é incrível? Mas, infelizmente, não consegui descobrir o preço do Jack PC. Parece que este compacto computador ainda não está tão acessível, sendo mais direcionado para o ramo empresarial . Se você quer mais informações sobre ele, pode encontrar no site da empresa Chip PC Technologies.

E aí, depois deste lançamento, você já parou para pensar no futuro da computação?

 
3 - Qual o melhor antivírus gratuito?

Publicado pela Lu às 14:36 em Informática.

Sempre que me perguntam alguma coisa assim, começo falando a verdade, pura e simples: a internet esconde vírus, cavalos de tróia, programas de captura de senha e uma infinidade de códigos maliciosos. Mas não é para ficar com medo e desligar o micro, não! Existem soluções gratuitas de antivírus que protegem você disso tudo. Desde que você, é claro, siga algumas dicas:

A primeira delas é o comportamento. Já escrevi sobre isso em meu portal, mas não custa lembrar. Não abra arquivos anexados em e-mails enviados por pessoas desconhecidas, principalmente se o corpo do mesmo falar em “Dinheiro Fácil”, “Oportunidade única” e coisas do gênero.

Mesmo de pessoas conhecidas, emails só com um arquivo “.exe” anexado é sinal de fumaça: corra! Na hora das senhas e cadastros, verifique se o site é seguro (normalmente o domínio começa com “https://”) e troque-as com frequencia.

Mas qual é o melhor antivírus?

É uma questão complexa. O melhor em informática muitas vezes é o mais adequado à necessidade do usuário. Assim como um netbook dá conta do recado se você só precisa ler e-mails, um desktop de último tipo pode não ser suficiente se você precisa editar complexas e pesadas imagens em alta definição.

Pesquisei e testei os antivírus mais em evidência no mercado para você ter um panorama. Cada um tem as suas vantagens e limitações. Confira

imageO Avast 5 Free dará a você proteção contra vírus, rootkit e malware que infectam o  Windows através das redes de compartilhamento de arquivos (P2P) – que é um de seus diferenciais – , proteção na leitura de e-mails, websites com scripts maliciosas e programas de mensagens instantâneas. Ele também limpa os anexos dos e-mails.

No AVG 9 Free você encontra proteção contra vírus de e-mail, avisos contra siteimage maliciosos e defesa contra phishing (aqueles e-mails falsos de bancos e órgãos governamentais). No entanto, já não apresenta contra rootkit, contra roubo de identidade e anti-spam. No entanto é considerado por analistas como tão bom quanto o Avast 5

imageO BitDefender Free Antivirus 2010 trabalha com proteção básica contra vírus e um bom  sistema de varredura (procura de vírus) Contudo, como não tem defesa contra redes P2P, anti-spam e antispyware, perde um pouco na briga com os outros dois anteriores.

imagePara finalizar, o Avira oferece também a proteção básica mas não identifica riscos em  sites maliciosos, anti-spam e firewall. Pode ser uma boa escolha em função da simplicidade de sua interface.

Importante: não utilize dois antivírus em seu computador

Embora possa parecer uma proteção dupla à primeira vista, utilizar dois programas antivírus em sua máquina é um risco. Isso porque a maioria destes programas procura os vírus por um processo chamado de varredura.

Quando os dois programas encontrarem um vírus, ou ameaça de vírus, vão ficar competindo para ver qual isola o arquivo do sistema primeiro, podendo causar desde o travamento do computador até mesmo o não funcionamento dos dois programas, deixando sua máquina vulnerável.

O mais indicado é possuir um só e fazer todas as atualizações solicitadas!

Não se esqueça: por melhor que seja seu antivírus, uma navegação segura começa por você!

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Mitologia Grega - Perseu e Medusa

http://www.saudadeeadeus.com.br/mitologia1.htm

Mitologia

clip_image002Perseu e Medusa

De acordo com o estudioso alexandrino Apolodoro, Perseu, o lendário fundador de Micenas, nunca teria nascido se seu avô tivesse conseguido seu intento. Acrísio, rei de Argos, era pai de uma linda filha, Dânae, mas estava desapontado por não ter um filho. Quando consultou o oráculo sobre a ausência de um herdeiro homem, recebeu a informação que não geraria um filho, mas com o passar do tempo teria um neto, cujo destino era matar o avô. Acrísio tomou medidas extremas para fugir deste destino. Trancou Dânae no topo de uma torre de bronze, e lá permaneceu numa total reclusão até o dia em que foi visitada por Zeus na forma de uma chuva de ouro; assim deu à luz a Perseu. Acrísio ficou furioso, mas ainda achava que seu destino poderia ser evitado. Fez seu carpinteiro construir uma grande arca, dentro da qual Dânae foi forçada a entrar com seu bebê, sendo levados para o mar. Entretanto, conseguiram sobreviver às ondas, e após uma cansativa jornada a arca foi jogada nas praias de Sérifo, uma das ilhas das Ciclades. Dânae e Perseu foram encontrados e cuidados por um honesto pescador, Dictis, irmão do menos escrupuloso rei de Sérifo, Polidectes.

Com o passar do tempo, Polidectes apaixonou-se por Dânae, mas enquanto crescia Perseu protegeu ciumentamente sua mãe dos indesejados avanços do rei. Um dia, durante um banquete, Polidectes perguntou a seus convidados que presente cada um estava preparado a oferecer-lhe. Todos os outros prometeram cavalos, mas Perseu ofereceu-se a trazer a cabeça da górgone. Quando Polidectes o fez cumprir sua palavra, Perseu foi forçado a honrar sua oferta. As górgones eram em número de três, monstruosas criaturas aladas com cabelos de serpentes; duas eram imortais mas a terceira, Medusa, era mortal e assim potencialmente vulnerável; a dificuldade era que qualquer um que a olhasse se transformaria em pedra. Felizmente, Hermes veio em sua ajuda, e mostrou a Perseu o caminho das Gréias, três velhas irmãs que compartilhavam um olho e um dente entre si. Instruído por Hermes, Perseu conseguiu se apoderar do olho e do dente, recusando-se a devolvê-los até que as Gréias mostrassem o caminho até as Ninfas, que lhe forneceriam os equipamentos que necessitava para lidar com Medusa. As Ninfas prestimosamente forneceram uma capa de escuridão que permitiria a Perseu pegar a Medusa de surpresa, botas aladas para facilitar sua fuga e uma bolsa especial para colocar a cabeça imediatamente após a ter decepado.

Hermes sacou uma faca em forma de foice, e assim Perseu seguiu completamente equipado para encontrar Medusa. Com a ajuda de Atena, que segurou um espelho de bronze no qual podia ver a imagem da górgone, ao invés de olhar diretamente para sua terrível face, conseguiu finalmente despachá-la. Acomodando a cabeça de modo seguro na sua bolsa, retornou rapidamente a Sérifo, auxiliado por suas botas aladas.

Ao sobrevoar a costa da Etiópia, Perseu viu abaixo uma linda princesa atada numa rocha. Esta era Andrômeda, cuja fútil mãe Cassiopéia tinha incorrido na ira de Posídon ao espalhar que era mais bonita do que as filhas do deus do mar Nereu. Para puni-la, Posídon enviou um monstro marinho para devastar o reino; apenas poderia ser parado se recebesse a oferenda da filha da rainha, Andrômeda, que foi assim colocada na orla marítima para esperar o terrível destino. Perseu apaixonou-se imediatamente, matou o monstro marinho e libertou a princesa. Os pais dela, em júbilo, ofereceram Andrômeda como esposa a Perseu, e os dois seguiram na jornada para Sérifo. Polidectes não acreditava que Perseu pudesse retornar, e deve ter sido bastante gratificante para Perseu observar o tirano ficar lentamente petrificado sob o olhar da cabeça da górgone. Perseu deu então a cabeça a Atena, que a fixou como um emblema no centro de seu protetor peitoral.

Perseu, Dânae e Andrômeda seguiram então juntos para Argos, onde esperavam se reconciliar com o velho rei Acrísio. Mas quando Acrísio soube desta vinda, fugiu da presença ameaçadora de seu neto, indo para a Tessália, onde, não conhecendo um ao outro, Acrísio e Perseu acabaram se encontrando nos jogos fúnebres do rei de Larissa. Aqui a previsão do oráculo que Acrísio temia se realizou, pois Perseu atirou um disco, o qual se desviou do curso e atingiu Acrísio enquanto estava entre os espectadores, matando-o instantaneamente.

Perseu com sensibilidade decidiu que não seria muito popular voltar a Argos e reivindicar o trono de Acrísio logo após tê-lo morto; assim, ao invés, fez uma troca de reinos com seu primo Megapentes. Megapentes se dirigiu a Argos enquanto Perseu governou Tirinto, onde é considerado como responsável pelas fortificações de Midéia e Micenas.

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Referências Bibliográficas:

BURN, Lucilla. O Passado Lendário - Mitos Gregos. São Paulo: Moraes, 1992.

CERAM, C.W. Deuses, Túmulos e Sábios. São Paulo: Melhoramentos, 19.ª edição, 1989.

COMMELIN, P. Mitologia Grega e Romana. Rio de Janeiro: Tecnoprint.

DUMÉZIL, Georges. Jupiter Mars Quirinus, essai sur la conception indo-européenne de la société et sur les origines de Rome. Paris, Gallimard, 1941.

ELIADE, Mircea. História das Crenças e das Idéias Religiosas. Tradução de Roberto Cortes de Lacerda. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1978, tomo I, vol. II, p. 15.

MÉNARD, René. Mitologia Greco-romana. São Paulo: Opus, Volumes I, II, III, 1991.

__ PRADEC CULTURAL. Programa Ativo de Desenvolvimento Cultural. São Paulo: Nova Central Editora, Vol. II, p. 677/679.

© Texto Produzido Por Rosana Madjarof - 1999 - Respeite os Direitos Autorais

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Refrigeração – Ar Condicionado – Parte 2

Continuação.

Efeito entrópico

Apesar do ar condicionado contribuir eficientemente para o conforto das pessoas, isso só acontece num meio ambiente como num escritório, numa sala, num hall, etc., mas por outro lado, no entorno do próprio meio climatizado, a solução mostra-se conflitante com o primeiro e segundo princípio da termodinâmica. Sem considerar o consumo excessivo da energia elétrica, consumida e dissipada na atmosfera, por ocasião do processo de intercâmbio de calor do agente refrigerador, essas unidades quando instaladas em locais onde possui pouca ventilação, tais como galerias de lojas, prismas de ventilação e etc causam no mesmo ambiente em que vivem pessoas o temido efeito entrópico, antes só previsto em teorias do caos, e como sabem os engenheiros com o equilíbrio termodinâmico não pode existir trabalho.

Para não poluir diretamente o meio ambiente onde circulam as pessoas, a solução encontrada pelos montadores foi a instalação de condensadores remotos e torres de refrigeração no topo dos prédios, no entanto, mesmo assim, metade da energia consumida com o trabalho de climatização continua sendo simplesmente lançada na atmosfera sob a forma de calor, o que representa uma perda muito grande para o consumidor pagante e um prejuízo sem retorno para o ecossistema, nesse sentido começam a ser elaborados, aparelhos de climatização compactos que podem funcionar no mesmo ambiente climatizado e sem condensadores externos. Esses aparelhos que dispõem de uma câmara de condensação do agente refrigerante integrada no próprio corpo do compressor, contam com a câmara resfriada com a própria água de consumo com a função de capturar o calor do condensador e compressor transferindo-o para o meio hídrico para uso posterior em banhos.

Alguns sistemas de refrigeração especiais que usam, água de subsolo, como suporte de climatização] também estão sendo desenvolvidos para uso em prédios antigos ou arquiteturas não voltadas para climatização ambiental, o sistema integrado de condensação é um sistema semi-fechado que elimina a condensação remota oferecendo, ao usuário, um mínimo de manutenção.

Aplicações do condicionamento de ar

Segundo as suas aplicações principais, o condicionamento de ar é dividido geralmente em ar condicionado de conforto e de processo.

Em ambas as aplicações do ar condicionado, o objetivo poderá ser não apenas o controlo da temperatura, mas também da umidade, da qualidade do ar e do movimento do ar de espaço para espaço. [11] [12] [13]

Ar condicionado de conforto

image Unidade de evaporação interior de ar condicionado de conforto de uma habitação.

Em termos de conforto, as aplicações do ar condicionado têm com fim proporcionar um ambiente interior cujas condições de mantenham relativamente constantes, dentro dos padrões que ofereçam mais conforto às pessoas, apesar das variações das condições meteorológicas exteriores e das cargas térmicas interiores. [11]

A existência de ar condicionado permite a viabilidade do projeto de edifícios com plantas em profundidade que, caso contrário teriam que ser mais estreitos ou com poços de respiração de modo a permitirem a que os seus espaços interiores recebessem suficiente ar do exterior através de ventilação natural. O ar condicionado também permite que os edifícios sejam mais altos, uma vez que a velocidade do vento aumenta significativamente com a altitude, tornando a ventilação natural impraticável em edifícios muito altos. As aplicações de conforto para os vários tipos de edifícios são bastante diferentes e podem ser categorizadas da seguinte maneira:

  1. Edifícios residenciais baixos - incluindo casas monofamiliares e pequenos edifícios de apartamentos;
  2. Edifícios residenciais altos - incluindo grandes blocos de apartamentos e hotéis;
  3. Edifícios de comércio e serviços - incluindo edifícios de escritórios, restaurantes, centros comerciais e espaços industriais onde seja necessário o conforto dos trabalhadores;
  4. Edifícios institucionais - incluindo hospitais, repartições públicas e escolas;
  5. Veículos de transporte - incluindo automóveis, comboios, embarcações, aeronaves e espaçonaves. [13]
Ar condicionado de processo

image Unidade de ar condicionado de processo, de um hospital.

Em termos de processo, o ar condicionado destina-se a garantir condições ambientais adequadas à execução de um determinado processo, independentemente da carga térmica e umidade interiores e das condições meteorológicas exteriores. Apesar destas condições ambientais se incluirem frequentemente dentro dos padrões de conforto humano, são as necessidades do processo que as determinam e não as necessidades humanas. Aplicações de ar condiconado de processo incluem:

  1. Salas de cirurgia - nas quais, o ar é altamente filtrado para reduzir os riscos de infeção e a umidade é controlada para limitar a desidradatação dos pacientes. Apesar das temperaturas se encontrarem dentro dos padrões de conforto, alguns procedimentos de especialidades, como as operações de coração aberto, necessitam de baixas temperaturas (cerca de 18 °C) e outros, como as que lidam com recém-nascidos, necessitam de temperaturas relativamente altas (cerca de 28 °C);
  2. Salas limpas - para a produção de circuitos integrados, de produtos farmacêuticos e outros, cujos processos precisam de níveis muito elevados de limpeza do ar, bem como um estrito controlo da temperatura e umidade;
  3. Viveiros para a criação artificial de animais - uma vez que muitos animais normalmente só se reproduzem na primavera, mantê-los em instalações com condições ambientais que refletem as daquela época permite a sua reprodução durante o ano inteiro;
  4. Aeronaves - apesar de, normalmente, de destinar ao conforto dos passageiros e tripulação e ao arrefecimento do equipamento, as condições do ar condicionado das aeronaves constituem um desafio especial devido à alteração da densidade do ar associada às mudanças em termos de altitude;
  5. Instalações de testes de resistência mecânica;
  6. Estufas e outras instalações para a criação de plantas;
  7. Laboratórios químicos e biológicos;
  8. Instalações com ambientes industriais;
  9. Cozinhas e outras instalações de processamento de alimentos. [13]
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Eletrônica - Grafeno ganha nova técnica de fabricação

Eletrônica

Grafeno que rendeu Nobel ganha nova técnica de fabricação

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/10/2010

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Usando a nova técnica de crescimento dirigido por um modelo, os pesquisadores fabricaram um conjunto de 10.000 transistores de grafeno. [Imagem: Walt de Heer]

Apenas dois dias depois de ter rendido o Prêmio Nobel de Física de 2010 aos seus criadores, o grafeno voltou a ser notícia.

Desta vez, um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, desenvolveu uma nova técnica para fabricar dispositivos eletrônicos inteiramente de grafeno.

Fabricação do grafeno

Embora o grafeno seja um material extremamente promissor, fabricar folhas de carbono com apenas um átomo de espessura impõe desafios tecnológicos nada desprezíveis.

A nova técnica usa moldes - na verdade uma espécie de estêncil - para que as folhas de grafeno cresçam já no formato do componente que se deseja fabricar.

Os modelos orientam o crescimento das estruturas de grafeno, permitindo a formação de nanofitas de larguras específicas, sem a utilização de feixes de elétrons ou outras técnicas destrutivas de corte.

As nanofitas de grafeno fabricadas a partir desses modelos têm bordas lisas, que evitam problemas de espalhamento de elétrons, o que até agora representava um entrave para o uso do grafeno em aplicações eletrônicas - ou pelo menos, um entrave à utilização de todo o seu potencial.

"Qualquer coisa que possa ser feita para fabricar pequenas estruturas sem ter que cortá-las vai ser útil para o desenvolvimento da eletrônica à base de grafeno porque, se as bordas forem muito ásperas, os elétrons que estão passando por elas dispersam-se e reduzem o impacto das propriedades do grafeno," explicou o Dr. Walt de Heer, coordenador da pesquisa.

Transistores de grafeno

Para demonstrar a nova técnica, os pesquisadores utilizaram-na para fabricar uma matriz de 10.000 transistores de grafeno em um chip de 0,24 centímetro quadrado - que eles acreditam ser a maior densidade de componentes eletrônicos de grafeno já alcançada.

Nas fitas de grafeno, graças às suas dimensões em escala nanométrica, o confinamento quântico faz o material se comportar como um semicondutor, tornando-o adequado para a criação de dispositivos eletrônicos.

Mas, quando as fitas têm largura a partir de 1 micrômetro, o grafeno funciona como um condutor - como um condutor excepcional.

Esta é uma das grandes vantagens da eletrônica do grafeno, uma vez que as várias partes do dispositivo são feitas do mesmo material, eliminando a necessidade de junções entre materiais diferentes, que sempre geram resistência elétrica, com perda de eficiência do componente e dissipação de calor.

Usando moldes de diferentes profundidades, a nova técnica permite que tanto as nanofitas quanto as microfitas de grafeno sejam crescidas simultaneamente, o que abre o caminho para que o processo seja ampliado para produção em maior escala.

De Heer e sua equipe estão agora trabalhando para criar estruturas menores e para integrar os componentes de grafeno com componentes tradicionais de silício. Os pesquisadores também estão trabalhando para melhorar a eficiência dos transistores de efeito de campo de grafeno.

Apesar de entusiasmantes, o desenvolvimento de circuitos eletrônicos de grafeno encontra-se na sua infância - o grafeno "nasceu" em 2004 - e estima-se ser necessário ainda um período de cinco a dez anos para que as primeiras aplicações práticas saiam dos laboratórios em direção às fábricas.

Bibliografia:
Scalable templated growth of graphene nanoribbons on SiC

M. Sprinkle, M. Ruan, Y. Hu, J. Hankinson, M. Rubio-Roy, B. Zhang, X. Wu, C. Berger, W. A. de Heer

Nature Nanotechnology

3 October 2010

Vol.: 5, Pages: 727-731

DOI: 10.1038/nnano.2010.192

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Mecânica - GE apresenta ônibus elétrico com sistema duplo de baterias

Mecânica

GE apresenta ônibus elétrico com sistema duplo de baterias

Redação do Site Inovação Tecnológica - 20/01/2011

clip_image001Confiante em sua tecnologia, a GE anunciou também a construção de uma nova fábrica para produzir as baterias químicas de sódio. [Imagem: GE]

Ninguém sabe ainda qual tecnologia de baterias vai alimentar os carros do futuro.

Os especialistas consideram que as baterias de hoje são inadequadas para uso nos carros elétricos em grande escala.

Mas cientistas e engenheiros não estão parados à beira do caminho.

Sistema duplo de baterias

A norte-americana GE acredita ter achado uma solução, pelo menos para ônibus, caminhões e outros veículos de grande porte.

A empresa apresentou o protótipo de um sistema duplo de baterias que pode oferecer uma solução econômica e tecnicamente viável para veículos elétricos de grande porte.

Segundo a empresa, seu DBS (Dual Battery System) tem potencial para reduzir o custo do conjunto de baterias em até 20%.

O sistema acopla uma bateria de sódio de alta densidade de energia como uma bateria de alta potência de lítio.

"A beleza do nosso sistema de bateria dupla é que ele pode ser escalado para atingir a combinação adequada de potência e armazenamento," diz Lembit Salasoo, engenheiro responsável pelo projeto.

Baterias de lítio e sódio

A maioria das baterias de hoje tem um compromisso entre potência e energia armazenada.

Por exemplo, as baterias de lítio fornecem muita potência para aceleração, mas são não otimizadas para armazenar a quantidade de energia necessária para aumentar a autonomia dos veículos elétricos.

As baterias de sódio estão no lado oposto do espectro. Elas armazenam grandes quantidades de energia, mas são menos otimizadas para potência.

O sistema de baterias duplas instalado no protótipo de ônibus elétrico construído pela empresa combina os melhores atributos de cada tipo de bateria em um único sistema.

Nesse sistema híbrido, a bateria de lítio cuida da alta potência necessária para a aceleração, enquanto a bateria de sódio proporciona um fluxo constante de energia para ampliar a autonomia do ônibus.

Segundo a empresa, a grande vantagem do sistema dual em termos de custos é que ele oferece flexibilidade para integrar as baterias químicas de sódio, muito mais baratas, sem ter que aumentar o tamanho da bateria para atender às enormes demandas de potência e energia necessárias para alimentar um veículo de grande porte.

Um sistema de bateria única exigiria uma ampliação no tamanho da bateria, para alcançar o mesmo resultado, que seria muito mais cara.

Ônibus e caminhões elétricos

A GE afirma que há 843.000 ônibus registrados nos Estados Unidos hoje e que a maioria deles - sobretudo os 63.000 ônibus de trajetos curtos e os 480.000 ônibus escolares - viajam menos de 160 quilômetros por dia.

Isto os torna candidatos naturais para migrarem para sistemas elétricos, com um impacto direto e imediato na redução da poluição das cidades.

"Sendo o custo das baterias o principal obstáculo à adoção dos veículos elétricos, um sistema de bateria dupla pode reduzir esses custos e ajudar a acelerar a revolução elétrica para caminhões, ônibus e frotas de entrega, que representam centenas de milhares de veículos," disse Salasoo.

Confiante em sua tecnologia, a GE anunciou também a construção de uma nova fábrica em Schenectady, Nova Iorque, para fabricar baterias químicas de sódio, além da compra de 25.000 carros elétricos para a frota da empresa, incluindo 12.000 Volts, da GM, já em 2011.

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Eletrônica - Memória universal pode substituir flash e RAM

Nividade:

Memória universal pode substituir flash e RAM

clip_image001Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/01/2011

 

Esta unidade de memória "unificada" é capaz de desempenhar o papel tanto das memórias não voláteis, de armazenamento, quanto da memória RAM, que é volátil mas muito mais rápida.[Imagem: NCSU]

Memória universal

Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo componente eletrônico que promete transformar os diversos tipos de memórias usadas pelos computadores em uma memória única.

A equipe do Dr. Paulo Franzon afirma ter juntado em um único dispositivo as capacidades e vantagens das memórias de armazenamento - como o HD ou o pendrive - e da memória de trabalho - a memória RAM.

"Nós inventamos um novo dispositivo que pode revolucionar a memória dos computadores," disse o Dr. Franzon.

Além de permitir que os computadores deem o boot de forma quase instantânea, essa memória híbrida tem o potencial para permitir uma grande economia de energia, principalmente nos data-centers, que poderão desligar partes dos sistemas de armazenamento e processamento sem sacrificar o desempenho e sem perder a capacidade de atender rapidamente aos picos de demanda.

Tipos de memória

Tradicionalmente há dois tipos distintos de componentes que são igualmente conhecidos como "memória do computador".

Os discos rígidos, ou os cartões de memória flash, são tecnologias de armazenamento persistente, o que significa que elas guardam informações por longos períodos de tempo, informações essas que não são perdidas quando a energia é desligada. Por isso elas são chamadas de dispositivos não-voláteis.

O grande inconveniente das memórias de armazenamento é que elas são muito lentas em comparação com o outro tipo de memória, a memória RAM, onde os dados são processados.

Por sua vez, embora deixem os computadores muito rápidos, a memória RAM é volátil, ou seja, ela perde os dados assim que o computador é desligado.

Quando você liga novamente o computador, tem que ficar esperando todas as informações serem lidas de novo do "lento" disco rígido. É por isso que o boot demora tanto.

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Micrografia de um corte do novo transístor de efeito de campo de dupla porta flutuante, que agora está sendo testado para avaliar sua resistência. [Imagem: Schinke et al./NCSU]

Porta flutuante

Os pesquisadores agora criaram um componente híbrido, capaz de executar tanto as operações típicas das memórias voláteis quanto das não voláteis.

Desta forma, esse componente "unificado" serve tanto para o armazenamento quanto para a memória principal, criando uma espécie de memória universal.

Tecnicamente, ele é chamado de transístor de efeito de campo (FET) de dupla porta flutuante.

"A memória não-volátil usada hoje em dispositivos de armazenamento de dados tem uma única porta flutuante, e armazena carga nessa porta flutuante para representar um 1 ou um 0 - um bit de informação.

"Usando duas portas flutuantes, nosso transístor pode armazenar um bit no modo não-volátil e/ou pode armazenar um bit em um modo volátil, mais rápido - como a memória principal normal no computador," explica Franzon.

Velocidade

Os transistores FET de porta flutuante - de uma única porta flutuante - são a base das memórias flash atuais. Como usam altas voltagens para funcionar, seu ciclo operacional é bastante baixo, deixando de operar depois de cerca de 10.000 ciclos de leitura e escrita.

A nova memória têm potencial real para substituir essa tecnologia, sobretudo porque usa tensões muito mais baixas. Segundo os pesquisadores, sua velocidade de operação é tão elevada quanto a das memórias DRAM, com uma taxa de atualização de 16 milissegundos.

Contudo, apesar da tendência de lançamento de computadores dotados de memória sólida - flash em substituição aos HDs - serão necessários mais testes para verificar se a nova memória universal seria adequad para substituir os discos rígidos, que usam uma tecnologia diferente e que são mais rápidos do que as memórias flash comuns.

Os cientistas agora estão submetendo sua memória universal a testes de desempenho, para verificar se o delicado empilhamento de camadas não degrada com o uso.

Bibliografia:

Computing with Novel Floating-Gate Devices

Daniel Schinke, Neil Di Spigna, Mihir Shiveshwarkar, Paul Franzon

IEEE Computer

February 10

Vol.: To be published

DOI: 10.1109/MC.2010.366

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Como funciona a TV Digital- 2ª parte (final)

 

4 - O que há de errado com a TV analógica?

image Se você possui atualmente uma TV analógica, e ela funciona bem com a transmissão de TV, TV a cabo, videocassetes, TV por satélite, câmeras de vídeo e tudo o mais, então uma pergunta óbvia seria: "O que há de errado com a TV analógica?".

O principal problema é a resolução.

  • a resolução da TV controla a qualidade e o detalhe na imagem que você vê;
  • a resolução é determinada pelo número de pixels na tela;
  • um aparelho de TV analógico pode exibir 525 linhas horizontais de resolução a cada trigésimo de segundo. Na verdade, ela exibe metade dessas linhas em um sexagésimo de segundo e então exibe a outra metade no sexagésimo seguinte, de modo que todo o quadro é atualizado a cada trigésimo de segundo. Esse processo é chamado de entrelaçamento.

Isso tem funcionado muito bem por décadas. Mas agora todos nós fomos condicionados pelos monitores de computador a nos acostumarmos com uma resolução melhor. A menor resolução exibida por um monitor de computador é de 640 x 480 pixels. Por causa do entrelaçamento, a resolução efetiva de uma tela de TV é de cerca de 512 x 400 pixels. Por exemplo, quando um aparelho da MSN TV (antigamente WebTV) tenta exibir páginas da Web em um aparelho de TV analógico, ele pode exibir cerca de 512 x 400 pixels.

Assim, os piores monitores de computador que você pode comprar têm mais resolução do que o melhor aparelho de TV analógica, e os melhores monitores de computador são capazes de exibir até 10 vezes mais pixels do que aquele aparelho de TV. Simplesmente não há comparação entre um monitor de computador e uma TV analógica em termos de detalhe, qualidade, estabilidade e cor da imagem. Se você olhar um monitor de computador todos os dias no trabalho e então for para casa e olhar um aparelho de TV, a imagem no aparelho de TV poderá parecer nebulosa.

O movimento rumo à TV digital é abastecido pelo desejo de dar à TV a mesma qualidade e detalhe que uma tela de computador. Se você já viu um bom aparelho de TV digital exibindo um verdadeiro sinal de TV digital, certamente pode entender porque a versão digital da TV parece fantástica. Não há comparação. Com 10 vezes mais pixels na tela, todos exibidos com precisão digital, a imagem é incrivelmente detalhada e estável.

Vendo a diferença

imageÉ difícil explicar a diferença entre um sinal DTV e um sinal analógico sem uma demonstração real, mas aqui está uma comparação estática que pode ajudá-lo a entender a idéia. Abaixo está uma imagem de um odômetro:

Essa é uma imagem bonita e nítida. Vamos supor que essa imagem seja exibida em uma boa TV digital, de modo que seja exatamente isso que você verá. A foto seguinte mostra o que você veria em uma TV analógica:

Você pode ver que a imagem da TV analógica é muito image mais nebulosa do que a imagem da TV digital. Observe, por exemplo, os dentes nas engrenagens. Há uma diferença significativa na qualidade da imagem que se torna ainda mais evidente quando a imagem está em movimento. É essa diferença quantitativa que causa o interesse na TV digital. Como se a imagem incrível não fosse suficiente, a TV digital também oferece um som muito melhor.

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5 - A TV se torna digital

A expressão "TV digital" é usada de muitas maneiras diferentes hoje, dependendo da pessoa com quem se fala. Há também o termo "HDTV", que é a forma mais avançada de TV digital em uso nos Estados Unidos. O motivo pelo qual ele se torna confuso é que a TV digital nos EUA combina três idéias diferentes. Esta seção examina essas três idéias.

Sinal digital

A primeira idéia que é nova para a TV digital é o sinal digital.

A TV analógica começou como um meio de radiodifusão. As estações de TV instalaram antenas e transmitiram sinais de rádio para comunidades individuais. Você pode colocar uma antena interna em sua TV e captar os canais 2 a 83 de graça. O que você recebe, conforme descrito anteriormente, é um único sinal de vídeo composto analógico e um sinal de som independente.

A TV digital também começou como um meio de radiodifusão gratuita. Por exemplo, em San Jose, Califórnia, você pode sintonizar cerca de uma dúzia de estações digitais comerciais diferentes se tiver um receptor de TV digital e uma antena. A FCC concedeu aos radiodifusores de televisão uma nova freqüência para uso de suas transmissões digitais, de modo que agora cada radiodifusor possui um canal de TV analógica e um canal de TV digital. O canal digital transmite um total de 19,39 megabits por segundo de dados digitais que sua TV digital recebe e decodifica.

Cada radiodifusor possui um canal de TV digital, mas um canal poderá transmitir múltiplos subcanais se o radiodifusor escolher essa opção. Veja como funciona:

Em seu canal digital, cada radiodifusor envia um total de 19,39 megabits por segundo (Mbps) de dados digitais. Os radiodifusores possuem a capacidade de usar esse sinal de várias maneiras diferentes. Por exemplo:

  • um radiodifusor pode enviar um único programa a 19,39 Mbps;
  • um radiodifusor pode dividir o canal em vários sinais diferentes (talvez quatro sinais de 4,85 Mbps cada uma). Esses sinais são chamados de subcanais. Por exemplo, se o canal de TV digital for o canal 53, então 53 1, 53 2 e 53 3 poderiam ser três subcanais daquele canal. Cada subcanal pode transmitir um programa diferente.

Formatos

A razão pela qual os radiodifusores podem criar subcanais é que os padrões de TV digital permitem vários formatos diferentes. Os radiodifusores podem escolher entre três formatos:

  • 480i - a imagem possui 704 x 480 pixels e é enviada a 60 quadros entrelaçados por segundo (30 quadros completos por segundo).
  • 480p - a imagem possui 704 x 480 pixels e é enviada a 60 quadros completos por segundo.
  • 720p - a imagem possui 1280 x 720 pixels e é enviada a 60 quadros completos por segundo.
  • 1080i - a imagem possui 1920 x 1080 pixels e é enviada a 60 quadros entrelaçados por segundo (30 quadros completos por segundo).
  • 1080p - a imagem possui 1920 x 1080 pixels e é enviada a 60 quadros completos por segundo.

(As designações "p" e "i" significam "progressivo" e "entrelaçado" - do inglês, progressive /interlaced).

No formato progressivo, a imagem completa se atualiza a cada sexagésimo de segundo. No formato entrelaçado, metade da imagem se atualiza a cada sexagésimo de segundo.

Os formatos 480p e 480i são chamados formatos SD (de standard definition, definição padrão), e o 480i é quase equivalente a uma imagem de TV analógica normal. Quando os programas de TV analógica são convertidos e transmitidos em estações de TV digital, são irradiados em 480p ou 480i.

Os formatos 720p, 1080i e 1080p são os formatos HD (high definition, alta definição). Quando você ouve falar de "HDTV", é disso que se está falando: um sinal digital no formato 720p, 1080i ou 1080p.

Proporção de aspecto

Por fim, os formatos HD da TV digital possuem uma proporção de aspecto diferente daquela das TVs analógicas. Uma TV analógica possui uma proporção de aspecto de 4:3, o que significa que a tela tem 4 unidades de largura e 3 unidades de altura. Por exemplo, uma TV analógica com "diagonal de 25 polegadas" apresenta 38 cm de altura e 51 cm de largura. O formato HD para TV digital tem uma proporção de aspecto de 16:9, conforme mostrado abaixo:

O tipo de sinal, formato e proporção de aspecto mudou no processo de conversão da TV analógica para TV digital nos Estados Unidos.

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Greve dos Agentes de Transito de Sobral

O QUE HÁ POR TRÁS DAS COISAS

Os Guardas de Trânsito Municipal de Sobral entraram em greve por tempo indeterminado, reivindicando melhores condições de trabalho para a categoria e até aí, tudo normal. É apenas mais uma greve entre tantas outras pelo Brasil afora em que o trabalhador exercita seus direitos constitucionais.

O que chama a atenção neste episódio, que estarrece e também irrita, são certas informações que se colhe de alguns dos mais descontentes dentre os grevistas da classe, aquilo que se não se constitui uma atitude ilegal é, na pior das hipóteses, uma imoralidade, o fato de que estes são pressionados pelos seus superiores a agir com mão de ferro quando flagrarem alguma infração de trânsito, notificando incontinente, sem apelação. Tanto isso é verdade que o Agente de Trânsito sobralense dificilmente aceita a argumentação do infrator, salvo raríssimas exceções.

O alvo a ser perseguido é o centro da cidade, o filé mignon da arrecadação de multas por infração de trânsito por ser o local de maior densidade de veículos e, conseguintemente, de potenciais candidatos à notificação.

Aliás, o verbo “arrecadar” trás em seu bojo um vírus contagioso que infesta com rapidez impressionante a quase totalidade dos que, de um modo ou de outro, prestam serviços ao fisco, notadamente, os gestores e seus auxiliares mais próximos.

Afirmações desse tipo deixam margem a se crer na existência ou na intenção de se criar uma indústria de multas com a finalidade de aumentar a arrecadação por parte da autarquia, que não mede esforços para mostrar serviço.

image Entretanto, bom seria se esse serviço fosse mais eficiente e se estendesse a toda cidade, cumprindo a sua função precípua, de orientar, advertir e disciplinar e não somente punir, pois o que se observa é justamente o descaso para com os locais mais afastados onde se vê barbaridades cometidas por infratores intencionais e contumazes, conduzindo veículos em péssimo estado de conservação e segurança, sem documentos ou com estes em atraso e sem habilitação, dentre outras infrações mais graves.

Deve-se notar também que geralmente em se tratando de castigo, existem aqueles que devem ser, os que podem ser e os que não podem ser punidos, os naturalmente imunes. Isso é vergonhoso, mas, é a pura realidade! Essa postura do homem em aplicar critérios de punição diferentes para diferentes classes ou pessoas perdura por milênios e não tem prazo de validade, por isso, continua em vigor a máxima de que “o pau só quebra no lombo do mais fraco”, do desapadrinhado, aquele que, como o cachimbo, só leva fumo. E quanto ao servidor, ai dele se cair na besteira de ir contra essa regra pétrea, porque certamente será mira de retaliação pelo resto de sua vida laboral.

Seria bom se os Agentes de Trânsito sobralenses fossem instruídos a disciplinar o tráfego em toda cidade, onde poderiam prestar relevantes serviços à comunidade coibindo os excessos de alguns ciclistas, motociclistas e motoristas infratores que são useiros e vezeiros em práticas contrárias às leis de trânsito e não só no centro. Apenas para citar como exemplo, há dezenas de motocicletas com descarga alterada rodando livremente até mesmo no centro da cidade ser serem incomodados; continuam a fazer das suas os melômanos com seus equipamentos suntuosos a tirar o sono do sobralense, posto que até de madrugada eles utilizam as suas parafernálias estrondosas.

Melhor seria que houvesse uma preocupação das autoridades municipais em fazer um reordenamento da sinalização viária de toda cidade que, a bem da verdade e sem querer ofender, é de péssimo mal gosto. Até parece que quem executa esse serviço não o efetua de bom grado, porque a sinalização é confusa e mal distribuída. O trânsito flui com dificuldade e todos os dias temos engarrafamentos em determinados locais nos horários de pico, máxime nas passagens de nível à proximidade das composições ferroviárias. E devemos dar mil graças a Deus pela não ocorrência de acidentes, graves, pois, o risco é uma constante.

antromsil

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Física – Efeito ou Fotografia Kirlian – Parte 1

Fotografia Kirlian ou Bioeletrografia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

clip_image001Fotografias Kirlian de moedas, mostrando halo em objeto contendo apenas vida microscópica.

Fotografia Kirlian, "Kirliangrafia" ou, num termo mais moderno, bioeletrografia, é o método de fotografia descoberto pelo padre Landell de Moura em 1904. Sob a designação de "O Perianto", ele descrevia minuciosamente os efeitos eletro-luminescentes do que muitos acreditam ser a aura humana. Ele não pôde seguir adiante em sua pesquisa, parando-a em 1912, por questões doutrinárias da Igreja Católica, já que a técnica poderia revelar o que ele chamava de perianto, termo semelhante ao perispírito, usado pelos espíritas.

Histórico

Em 1939, a técnica viria a ser conhecida, na União Soviética, sob a denominação de "efeito Kirlian", em homenagem a Semyon Davidovich Kirlian, re-descobridor da mesma. O método consiste em fotografar um objeto com uma chapa fotográfica, submetida a campos elétricos de alta-voltagem e alta-frequência, porém baixa intensidade de corrente. O resultado é o aparecimento de uma aura, ou melhor, um "halo luminoso" em torno dos objetos, seja ele qual for, independente de ser orgânico ou inorgânico. A história da Kirliangrafia diz que o efeito foi re-descoberto "acidentalmente", não sendo resultado de nenhum tipo de pesquisa sistemática desenvolvida por Kirlian, que nem cientista era, e sim eletricista, porém, vários experimentos estavam sendo realizados na época, muitos dos quais eram pesquisas sobre as influências dos campos elétricos e eletromagnéticos nos seres humanos e suas possíveis aplicabilidades práticas (possivelmente militar - guerra.)

Desde que o assunto surgiu na antiga URSS, foram realizadas muitas pesquisas e ainda hoje não há evidências conclusivas de que o que é registrado nas fotos tenha alguma utilidade na avaliação do estado emocional e de saúde, ou no diagnóstico de doenças. No entanto, a utilização da fotografia Kirlian foi aprovada em 1999 pelo Ministério da Saúde da Federação Russa para uso como ferramenta auxiliar de diagnóstico médico, na sequência de um estudo realizado na Universidade Governamental de Medicina de São Petersburgo [1] que sugere alterações significativas no padrão observado na bioeletrografia em portadores de asma antes e após tratamento, e correlação com o estado emocional dos mesmos. Existem atualmente diversas publicações científicas internacionais sobre o assunto, inclusive sobre diagnóstico de doenças, como o câncer.

clip_image002Bioeletrografia da ponta de um dedo indicador.

Técnica

No procedimento para obter uma foto Kirlian, o objeto, como por exemplo uma folha ou a parte do corpo de uma pessoa (geralmente os dedos), é colocado próximo à emulsão fotográfica, em uma chapa isolante com um eletrodo metálico por baixo, o qual está ligado ao aparelho de fotografia Kirlian que gera uma corrente elétrica pulsante de alta freqüência, baixa corrente e alta tensão (normalmente de cinco mil até vinte mil volts). Na foto obtida por este processo, aparece uma luminescência felpuda ao redor dos contornos dos objetos fotografados, resultantes da ionização dos gases que ali se encontram, onde fótons são produzidos e ali ficam registrados.

Significado

Fotografias Kirlian registram a passagem de correntes pela resistência elétrica da superfície dos materiais, biológicos ou não, por intermédio de uma chapa metálica eletrificada colocada em oposição.

Muito se especula sobre o que é registrado nas fotos Kirlian. Numa visão mística, alguns entusiastas religiosos alegam que as imagens do halo registrado nas fotos, correspondem à aura, ainda que esse registro também ocorra com objetos, ferramentas ou pedras. De fato o que se registra nas imagens eletrografadas é apenas a resistência ou permeância elétrica do objeto em estudo.

Céticos afirmam que grande parte dos halos são gerados pela umidade que ocorre naturalmente em todos os seres vivos, que se tornam ionizada devido aos campos elétricos de alta-tensão e alta-freqüência utilizados nessa técnica e captados pela emulsão fotográfica. De fato, considera-se que pelo menos vinte e duas características físicas, químicas e fotoquímicas podem influenciar as descargas coronais vistas nas fotos Kirlian.

A hipótese de o fenômeno registrado ser realmente a aura dos objetos fotografados é atualmente desacreditada em praticamente todos os meios, salvo em alguns círculos místicos que ignoram as evidências contra tal explicação.

O maior argumento a favor da explicação aceita pela comunidade científica (e consequentemente contra a explicação mística para o fenômeno) é o fato de que a suposta aura não aparece se a fotografia for realizada no vácuo. Como a suposta aura defendida pelos esotéricos deveria continuar existindo no vácuo, ou em qualquer outra condição atmosférica, esse fato representou um duro golpe na explicação mística para a imagem registrada pela fotografia Kirlian.

Aplicações

Apesar da atual controvérsia sobre a existência de evidências conclusivas e falta do reconhecimento pela comunidade científica internacional sobre a validade do seu uso na prática médica, a técnica da bioeletrografia é potencialmente útil para outras situações, como a análise da condutividade e disposição de superfície de condutividade. Estudos iniciais[2][3] sugerem que a técnica pode ser utilizada pela mineralogia.

Referências

  1. ↑ Vainshelboim A, Momoh KS. Bioelectrographic testing of mineral samples: a comparison of techniques. J Altern Complement Med. 2005 Apr;11(2):299-304
  2. ↑ Russo M, Choudhri AF, Whitworth G, Weinberg AD, Bickel W, Oz MC. Quantitative analysis of reproducible changes in high-voltage electrophotography. J Altern Complement Med. 2001 Dec;7(6):617-27; discussion 629-31
Outras referências
  • Hines, Terence. Pseudoscience and the Paranormal (Buffalo, NY: Prometheus Books, 1990)
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Refrigeração – Ar condicionado – Parte 1

Condicionamento de ar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

image Aparelho de ar condicionado.

O condicionamento de ar é o processo de tratamento do ar interior em espaços fechados. Esse tratamento consiste em regular a qualidade do ar interior, no que diz respeito às suas condições de temperatura, umidade, limpeza e movimento. Para tal, um sistema de condicionamento de ar inclui as funções de aquecimento, arrefecimento, umidificação, renovação, filtragem e ventilação do ar. A função de desumidificação está normalmente associada à de arrefecimento. Alguns sistemas especiais podem incluir outras funções como a de pressurização do ar no interior de determinado espaço.

O condicionamento de ar é um dos elementos principais da tecnologia de AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado).

O ar tratado num sistema de condicionamento de ar é designado "ar condicionado". Na linguagem corrente, o próprio processo de condicionamento de ar é referido como "ar condicionado". Por extensão, também são referidos como "ares condicionados" os aparelhos destinados ao condicionamento de ar.

A climatização constitui um processo semelhante ao condicionamento de ar, mas não inclui a função de umidificação ou outras das funções daquele. [1]

História

O conceito de condicionamento de ar era já aplicado na antiga Roma, onde a água de aquedutos era feita circular através das paredes de certas casas, para as arrefecer.

O inventor chinês do século II Ding Huan inventou um ventilador rotativo para condionamento de ar. Este ventilador era constituído por sete rodas com 3 m de diâmetro e operado manualmente. Em 747, o Imperador Xuanzong, da dinastia Tang mandou construir, no seu palácio, o Salão Fresco (Liang Tian) que é descrito como tendo ventiladores, acionados a água, para condicionamento de ar, bem como esguichos de água a partir de fontes. Durante a subsequente dinastia Song, as fontes escritas mencionam uma utilização crescente de ventiladores rotativos de ar condicionado. [2]

image Badgirs no atual Irão.

Na Pérsia medieval existiam edifícios que usavam cisternas e torres de vento (badgirs) para o seu arrefecimento nas épocas quentes. As cisternas abertas - semelhantes a piscinas - recolhiam a água da chuva. As torres de vento dispunham de aberturas que captavam o vento e de cata-ventos que direcionavam o fluxo de ar para o interior do edifício, normalmente passando sobre a cisterna e saindo por uma torre de arrefecimento situada a jusante da direção do vento. As torres e outros captadores de vento foram amplamente usados no mundo islâmico medieval, onde eram usados para o condicionamento de ar em muitas cidades. [3]

No Egipto medieval, foram inventados ventiladores, usados em muitas casas do Cairo. A miaoria destes ventiladores estavam orientados na direção da Qibla, seguindo a orientação geral da cidade. [4]

Na década de 1600, o inventor holandês Cornelius Drebbel fez a demonstração "transformando o verão em inverno", perante o Rei Jaime I de Inglaterra, através da adição de sal à água. [5]

Em 1758, o norte-americano Benjamin Franklin e o britânico John Hadley conduziram uma experiência para explorar o princípio da evaporação como meio de arrefecer rapidamente um objeto. Franklin e Hadley confirmaram que a evaporação de líquidos altamente voláteis - como o alcool e o éter - poderiam ser usados para diminuir a temperatura de um objeto até ser inferior ao ponto de congelação da água. Os dois conduziram a sua experiência com o bolbo de um termómetro de mercúrio até aos 7 ºF (- 13,8 ºC), enquanto que a temperatura ambiente se mantinha nos 65 °F (18,3 °C). Benjamin Franklin notou que, logo depois de se passar o ponto de congelamento da água (32 °F / 0 °C), uma fina película de gelo formava-se à superfície do bolbo do termómetro e que a massa de gelo tinha uma espessura como cerca de 6 mm quando a experiência era parada ao atingir-se os 7 °F. Franklin concluiu que "Com esta experiência, pode-se ver a possibilidade de se gelar um homem até à morte num dia quente de verão". [6]

Em 1820, o cientista britânico Michael Faraday descobriu que comprimir e liquefazer a amónia poderia resfriar o ar, quando a amónia liquefeita fosse permitida evaporar.

Em 1842, o médico norte-americano John Gorrie usou a tecnologia de compressor para criar gelo, o qual usava para arrefecer o ar para os pacientes do seu hospital em Apalachicola, Flórida. Ele esperava, eventualmente, usar a sua máquina fazer gelo para regular a temperatura dentro dos edifícios. Ele até visionou futuros sistemas de ar condicionado central que pudessem arrefecer cidades inteiras. Apesar de seu protótipo ter vazamentos e funcionamento irregular, em 1851, foi concedida uma patente a Gorrie, pela sua máquina de fazer gelo. [7][8]

A primeira unidade moderna de ar condicionado foi inventada em 1902 por Willis Carrier, em Buffalo, nos EUA. Depois de se formar em engenharia mecânica na Universidade Cornell, Carrier foi trabalhar para a empresa metalúrgica Buffalo Forge Company. Ali, Carrier iniciou experiências com o condicionamento de ar, como forma de resolver um problema prático para a empresa gráfica Sackett-Wihelms Lithographing and Publishing de Nova Iorque. A Sackett-Williams deparava-se com o seu trabalho prejudicado no verão, estação em que o papel absorvia a umidade do ar e se dilatava. Por outro lado, as cores impressas nos dias úmidos não se alinhavam nem se fixavam com as cores impressas em dias mais secos, o que gerava imagens borradas e obscuras.

image Carrier teorizou que poderia retirar a umidade da gráfica pelos resfriamento do ar. Segundo aquele princípio, projetou e construindo o primeiro aparelho de ar condicionado, que iria iniciar a sua operação a 17 de julho de 1902. Projetado para melhorar o controlo do processo de produção na gráfica, a invenção de Carrier controlava, não apenas a temperatura, mas também a umidade. Carrier usou o seu conhecimento em aquecimento de objetos com vapor e reverteu o processo. Em vez de enviar ar através de serpentinas quentes, enviou-o através de serpentinas frias, cheias com água fria. O ar, soprado através das serpentinas frias, era arrefecido e podia-se assim controlar assim a quantidade de umidade nele contida. Por sua vez, a umidade na sala poderia ser também controlada. Os baixos níveis de calor e umidade destinavam-se a manter constantes as dimensões do papel e do alinhamento da tinta. Mais tarde, a tecnologia de Carrier foi aplicada para aumentar a produtividade nos postos de trabalho e a crescente procura daquela tenologia levou à criação da empresa Carrier Air Conditioning Company of America, ainda hoje existente como o maior fabricante de equipamentos de AVAC do Mundo. Com o passar do tempo, o ar condicionado veio a ser usado também para o conforto interior em residências e em automóveis. Na década de 1950, a utilização de ares condicionados domésticos expandiu-se de forma dramática.

Em 1906, outro norte-americano, Stuart W. Cramer, estava a explorar formas de adicionar umidade ao ar, na sua fábrica têxtil. Cramer criou o termo "condicionamento de ar" - usando-o num pedido de patente efetuado naquele ano - em analogia com o termo "condicionamento de água", então um bem conhecido processo para tornar os texteis mais fáceis de processar. Combinou a umidade com a ventilação para condicionar e alterar o ar das fábricas, controlando a umidade tão necessária na indústria têxtil. Willis Carrier adoptou também o termo e incorporou-o no nome da sua empresa. Este tipo de evaporação de água no ar, para produzir um efeito de arrefecimento, é agora conhecida como "arrefecimento evaporativo".

Os primeiros ares condicionados e frigoríficos empregavam gases tóxicos ou inflamáveis como a amónia, o clorometano e o propano, o que poderia resultar em acidentes fatais se houvesse um vazamento. Para os substituir, Thomas Midglev Junior criou o freon em 1928. O nome "freon" constitui uma marca comercial detida pela multinacional DuPont, aplicando-se a qualquer refrigerante dos tipos clorofluorcarboneto (CFC), CFC hidrogenado (HCFC) ou hidrofluorcarboneto (HFC). O nome específico de cada um indica a sua composição molecular (ex.: R-11, R-12, R-22 e R-134A).

A mistura mais utilizada no ar condicionado de conforto de expansão direta é um HCFC conhecido como "clorodifluorometano" ou "R-22". Deverá deixar de ser utilizado em equipamentos novos em 2010 e completamente descontinuado em 2020. O R-12 constituía uma mistura muito utilizada em ares condicionados de automóveis, tendo sido subsituído pelo R-134A. Têm sido desenvolvidos vários tipos de refrigerantes menos prejudiciais para a camada de ozono - como o R-410A - que têm vindo a substituir os antigos refrigerantes mais nocivos.

A inovação em termos de tecnologia de ar condicionado têm vindo a continuar, agora com uma ênfase colocada no aumento da eficiência energética e na melhoria da qualidade do ar interior. A redução do impacto em termos de mudanças climáticas constitui uma importante área de inovação, uma vez que, além das emissões de gás associadas ao uso de energia pelos sistemas de ar condicionado, os CFC, HCFC e HFC são, eles próprios potentes gases de estufa, quando vazados para a atmosfera. Por exemplo, o R-22 (também conhecido como "HCFC-22") tem um potencial de aquecimento global cerca de 1800 vezes superior ao do dióxido de carbono (CO2). Como uma alternativa aos refrigerantes convencionais, têm sido propostas alternativas naturais como o CO2 (R-744). [9][10]

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