Luz é gerada pelo vácuo

Energia

Redação do Site Inovação Tecnológica - 18/11/2011

Confirmado: o vácuo produz luz

Os fótons virtuais que pululam do vácuo quântico são capturados em duplas por um "espelho" que vibra a uma velocidade próxima à velocidade da luz.[Imagem: Philip Krantz/Chalmers]

Luz do vácuo

Cientistas conseguiram transformar escuridão em luz: eles produziram luz a partir do vácuo.

A realização do experimento, previsto há mais de 40 anos, coube a Christopher Wilson e seus colegas da Universidade Chalmers, na Suécia.

O grupo conseguiu capturar fótons que pululam do vácuo quântico, aparecendo e desaparecendo continuamente.

Vácuo não é vazio

O experimento é baseado em um dos mais estranhos, mas mais importantes, princípios da mecânica quântica: o princípio de que o vácuo pode ser tudo, menos um vazio "repleto de nada".

Na verdade, o vácuo está repleto de partículas que estão flutuando continuamente entre a existência e a inexistência: elas surgem do nada - ou melhor, do vácuo quântico - têm uma vida efêmera e desaparecem novamente.

Seu tempo de vida é tão curto que esses fótons são mais comumente conhecidos como partículas virtuais.

O que os pesquisadores fizeram foi pescar alguns desses fótons e dar-lhes a eternidade em termos quânticos, ou seja, transformá-los em fótons reais, luz que pode ser detectada por um sensor e medida.

Simulando um espelho

Para capturar os fótons virtuais, os pesquisadores simularam um espelho movendo-se a uma fração significativa da velocidade da luz. O fenômeno, conhecido como efeito de Casimir dinâmico, foi observado experimentalmente pela primeira vez.

"Como não é possível fazer um espelho mover-se rápido o suficiente, nós desenvolvemos outra técnica para obter o mesmo efeito," explica o professor Per Delsing, coordenador da equipe. "Em vez de variar a distância física até um espelho, nós variamos a distância elétrica de um circuito elétrico que funciona como um espelho para micro-ondas".

O "espelho" consiste em um sensor quântico conhecido como SQUID (Superconducting Quantum Interference Device), que é extremamente sensível a campos magnéticos.

Alterando a direção do campo magnético vários bilhões de vezes por segundo, os cientistas fizeram o "espelho" vibrar a uma velocidade equivalente a 25% a velocidade da luz.

Isto é cinco vezes mais do que a tentativa anterior, quando os cientistas afirmaram pela primeira vez ter produzido luz a partir do nada - aquele artigo, contudo, ainda não havia sido aceito para publicação em uma revista científica, o que significa que outros cientistas não haviam avaliado o experimento.

"O resultado foi que os fótons apareceram em pares do vácuo, e nós pudemos medi-los na forma de radiação de micro-ondas," disse Delsing, ou seja, exatamente como a teoria previa.

Materialização dos fótons

O que acontece durante o experimento é que o "espelho" transfere uma parte de sua energia cinética para os fótons virtuais, o que os ajuda a se "materializarem".

Segundo a mecânica quântica, vários tipos de partículas pululam no vácuo quântico. Os cientistas acreditam que foram capazes de detectar os fótons porque eles não têm massa.

"É necessário relativamente pouca energia para excitá-los e tirá-los do estado virtual. Em princípio, pode-se criar outras partículas do vácuo, como elétrons e prótons, mas isso vai exigir um bocado mais de energia," disse Delsing.

Agora os cientistas querem estudar em detalhes esses fótons emergentes: como eles surgem aos pares, os cientistas acreditam que eles possam ser úteis para o desenvolvimento de computadores quânticos, com seus qubits de partículas entrelaçadas.

Bibliografia:
Observation of the dynamical Casimir effect in a superconducting circuit
C. M. Wilson, G. Johansson, A. Pourkabirian, M. Simoen, J. R. Johansson, T. Duty, F. Nori, P. Delsing
Nature
17 November 2011
Vol.: 479, 376-379
DOI: 10.1038/nature10561

Leia Mais ►

Vilipêndio ao trabalhador brasileiro

Caros Leitores

Recebi o e-mail abaixo transcrito e estou repassando, via postagem, do jeito que recebi, pois, achei um verdadeiro disparate o que a nossa legislação está fazendo com o trabalhador brasileiro. Segundo o que se pode deduzir, hoje vale a pena cometer um crime qualquer, ir para a prisão e deixar que os outros trabalhem para sustentar a sua família (dele, o detento), a qual estará bem melhor do que a família da vítima que, dependendo da situação, pode não ter ficado nem com o que sobreviver.

Na prisão, por pior que seja a situação do condenado aos olhos da sociedade, ou da própria situação inerente ao sistema, ele estará ao abrigo das intempéries, da nudez e da fome; terá tratamento médico e disporá de transporte gratuito e com direito à segurança particular, coisa que muita gente importante por aí não pode desfrutar. Contará ainda com o amparo da Justiça e da Lei que o resguardarão, com a Comissão dos Direitos Humanos da OAB, da Pastoral Carcerária da Igreja Católica e sabe-se lá mais o que. Entretanto, o que mais machuca é saber que nenhum representante desses organismos se dá ao trabalho de visitar as famílias vitimadas que estarão entregues à própria sorte, dificilmente sobrevivendo incólume.

Não falo aqui não do preso comum, aliás, incomum, daquele oriundo da sociedade que cometeu um deslize qualquer numa contenda, no trânsito, em sua própria defesa ou de outrem, um pequeno furto, etc., um crime não tipificado ou qualificado como hediondo, destes que se tornaram banais hoje em dia.

Também não tenho nada contra uma ajuda que se possa dar aos familiares de qualquer detento, seja quem for e pouco importando o tipo de crime a ele imputado. O que chama a atenção pela discrepância é justamente o tratamento diferenciado. A quem trabalha, um salário humilhante; ao bandido, um ordenado de quase o dobro do que aquele percebe, e que é pago por cada dependente, dando a entender que delinquir hoje em dia pode ser um bom negocio, de fazer inveja a qualquer um.

Sobral, 16/11/11

Antromsil.

“Assunto: Portaria do INSS

DIVULGUEM AO MÁXIMOimage

As Centrais Sindicais chiaram com o "aumento" do salário mínimo p/ R$ 545,00, porém não estão discordando do aumento do "´salário presidiário" para R$ 810,00 !Será que os sindicalistas e os governantes do Brasil acreditam que um criminoso merece uma remuneração superior a de um trabalhador ????

A REFERIDA PORTARIA JÁ FOI REVOGADA PELA DE Nº 333, DE 1º/06/2010 NA QUAL O VALOR DO SALARIO FAMILIA PRESIDIARIO PASSOU A SER DE R$810,18! ! ! E TEM MAIS. . .NO CASO DE MORTE DO"POBRE PRESIDIÁRIO",A REFERIDA QUANTIA DO AUXÍLIO- RECLUSÃO PASSA A SER "PENSÃO POR MORTE".O GRANDE LANCE É ROUBAR OU MATAR PARA SER PRESO E ASSIM SUSTENTAR CONDIGNAMENTE A SUA PROLE.ISTO É INADMISSÍVEL ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !
INCENTIVO À CRIMINALIDADE ! !
Você sabe o que é oAUXÍLIO RECLUSÃO?

Todo presidiário com filhos tem direito a uma bolsa que, a partir de 1/1/2010 é de R$798,30 por filho para sustentar a família, já que ocoitadinhonão pode trabalhar para sustentar os filhos por estar preso. Mais que um salário mínimo que muita gente por aí rala pra conseguir e manter uma família inteira.
Ou seja, (falando agora no popular pra ser entendido)

imageBandido com 5 filhos, além de comandar o crime de dentro das prisões, comer e beber nas costas de quem trabalha e/ou paga impostos, ainda tem direito a receber auxílio reclusão de R$3.991,50 da Previdência Social.
Qual pai de família com 5 filhos recebe um salário suado igual ou mesmo um aposentado que trabalhou e contribuiu a vida inteira e ainda tem que se submeter ao fator previdenciário?

Mesmo que seja um auxílio temporário, prisão não é colônia de férias.Isto é um incentivo a criminalidade. Que politicos e que governo é esse?????

Não acredita?

Confira no site da Previdência Social.

Portaria nº 48, de 12/2/2009, do INSS
http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22

Pergunto-lhes:

1. Vale a pena estudar e ter uma profissão?
2. Trabalhar 30 dias para receber salário mínimo de R$545,00, fazer malabarismo com orçamento pra manter a família?
3. Viver endividado com prestações da TV, do celular ou do carro que você não pode ostentar pra não ser assaltado?
4. Viver recluso atrás das grades de sua casa?
5. Por acaso os filhos do sujeito que foi morto pelo coitadinho que está preso, recebe uma bolsa de R$798,30 para seu sustento?
6. Já viu algum defensor dos direitos humanos defendendo esta bolsa para os filhos das vítimas?

MOSTRE A TODOS O QUE OCORRE NESSE PAÍS!!!”

 

Auxílio-reclusão

O auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o período em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto. Não cabe concessão de auxílio-reclusão aos dependentes do segurado que estiver em livramento condicional ou cumprindo pena em regime aberto.
Para a concessão do benefício, é necessário o cumprimento dos seguintes requisitos:
- o segurado que tiver sido preso não poderá estar recebendo salário da empresa na qual trabalhava, nem estar em gozo de auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço;
- a reclusão deverá ter ocorrido no prazo de manutenção da
qualidade de segurado;
- o último salário-de-contribuição do segurado (vigente na data do recolhimento à prisão ou na data do afastamento do trabalho ou cessação das contribuições), tomado em seu valor mensal, deverá ser igual ou inferior aos seguintes valores, independentemente da quantidade de contratos e de atividades exercidas, considerando-se o mês a que se refere:

PERÍODO

SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO TOMADO EM SEU VALOR MENSAL

A partir de 15/7/2011

R$ 862,60 – Portaria nº 407, de 14/07/2011

A partir de 1º/1/2011

R$ 862,11 – Portaria nº 568, de 31/12/2010

A partir de 1º/1/2010

R$ 810,18 – Portaria nº 333, de 29/6/2010

A partir de 1º/1/2010

R$ 798,30 – Portaria nº 350, de 30/12/2009

De 1º/2/2009 a 31/12/2009

R$ 752,12 – Portaria nº 48, de 12/2/2009

De 1º/3/2008 a 31/1/2009

R$ 710,08 – Portaria nº 77, de 11/3/2008

De 1º/4/2007 a 29/2/2008

R$ 676,27 - Portaria nº 142, de 11/4/2007

De 1º/4/2006 a 31/3/2007

R$ 654,61 - Portaria nº 119, de 18/4/2006

De 1º/5/2005 a 31/3/2006

R$ 623,44 - Portaria nº 822, de 11/5/2005

De 1º/5/2004 a 30/4/2005

R$ 586,19 - Portaria nº 479, de 7/5/2004

De 1º/6/2003 a 31/4/2004

R$ 560,81 - Portaria nº 727, de 30/5/2003

Equipara-se à condição de recolhido à prisão a situação do segurado com idade entre 16 e  18 anos que tenha sido internado em estabelecimento educacional ou congênere, sob custódia do Juizado de Infância e da Juventude.

Após a concessão do benefício, os dependentes devem apresentar à Previdência Social, de três em três meses, atestado de que o trabalhador continua preso, emitido por autoridade competente, sob pena de suspensão do benefício. Esse documento será o atestado de recolhimento do segurado à prisão .

O auxílio reclusão deixará de ser pago, dentre outros motivos:


- com a morte do segurado e, nesse caso, o auxílio-reclusão será convertido em pensão por morte;
- em caso de fuga, liberdade condicional, transferência para prisão albergue ou cumprimento da pena em regime aberto;
- se o segurado passar a receber aposentadoria ou auxílio-doença (os dependentes e o segurado poderão optar pelo benefício mais vantajoso, mediante declaração escrita de ambas as partes);
- ao dependente que perder a qualidade (ex: filho ou irmão que se emancipar ou completar 21 anos de idade, salvo se inválido; cessação da invalidez, no caso de dependente inválido, etc);
- com o fim da invalidez ou morte do dependente.

Caso o segurado recluso exerça atividade remunerada como contribuinte individual ou facultativo, tal fato não impedirá o recebimento de auxílio-reclusão por seus dependentes.

Leia Mais ►

Sedimentação

http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/sed.htm

Sedimentos

 

Sedimentos

Os SEDIMENTOS são materiais sólidos e semi-flúidos depositados no leito dos lagos e reservatórios graças ao carreamento pelas enxurradas (de areia, silte e argila) da bacia de contribuição; pela deposição de matéria orgânica em decomposição (originada na bacia ou na própria água); ou por outro meio.

A dinâmica dos sedimentos compreende 3 fases em sequência:

a) o arraste de partículas ou decomposição de seres vivos;
b) a sedimentação desses materiais ou a precipitação de elementos; e
c) o acúmulo, deposição ou armazenagem dos mesmos no leito dos lagos e reservatórios.

As principais ligações ou interfaces dos sedimentos com os lagos e reservatórios são as seguintes:

  • 1 - Assoreamento
  • 2 - Turbidez
  • 3 - Fonte de alimentos e habitat para a fauna
  • 4 - Retenção de produtos tóxicos

Segundo o Guia de Avaliação de Assoreamento de Reservatórios da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL (Newton O. Carvalho, Brasília, 132 p., 2000), em relação ao aspecto sedimentológico, as barragens geram uma redução das velocidades da corrente provocando a deposição gradual dos sedimentos carreados pelo curso d´água, ocasionando o assoreamento, diminuindo gradativamente a capacidade de armazenamento do reservatório e podendo vir a inviabilizar a operação do aproveitamento, além de ocasionar problemas ambientais de diversas naturezas.

Segundo a mesma fonte, valores de produção de sedimento altos, como 200 t/km2.ano, são muito prejudiciais, podendo afetar o reservatório com depósitos indesejáveis. Segundo critérios internacionais, pode-se considerar os valores da Tabela abaixo como indicação para estudos.

image

A TURBIDEZ da água é uma consequência direta do arraste e deposição dos sedimentos no leito dos lagos e reservatórios e apresenta danos ecológicos (alguns temporários), tais como: a) impedimento à penetração da luz solar e, portanto, dificultando a fotossíntese; b) recobrimento dos ovos de peixes e outros animais aquáticos e dos seus habitats; e c) outros inconvenientes.

Os sedimentos como ALIMENTO E HABITAT cumprem uma função ecológica muito importante nos lagos e reservatórios. Existe toda uma comunidade bentônica que se alimenta dos detritos (ou sedimentos) aí depositados: peixes (como o bagre da foto), invertebrados aquáticos, e outros.

A RETENÇÃO DE PRODUTOS TÓXICOS pelos sedimentos é, possivelmente, o maior dano ecológico, depois da eutrofização . Os sedimentos podem ser considerados a memória de um lago. São neles que a poluição já ocorrida fica acumulada e armazenada. São medidos em mg/kg de peso seco de Fe, Zn, Mn, Cu, Pb, Cr, Ni, Cd, Hg, etc.

O Sedimento como indicador do Estado Trófico

Considerando o sedimento como o compartimento que reflete todos os processos que ocorrem em um ecossistema aquático, a sua composição também deve dar indicação do seu estado trófico. Segundo Naumann (1930), em lagos oligotróficos de regiões temperadas, o sedimento caracteriza-se pelo baixo teor de matéria orgânica (que lhe confere cor clara) e baixa concentração de nutrientes. Por outro lado, em lagos Mesotróficos e, especialmente em lagos Eutróficos, o teor de matéria orgânica e a concentração de nutrientes aumenta consideravelmente.

Estudos Ecotoxicológicos de Sedimentos

A capacidade do sedimento acumular compostos faz deste compartimento um dos mais importantes na avaliação do nível de contaminação dos ecossistemas aquáticos continentais. De acordo com Adams (1995), as abordagens integradas, envolvendo análises químicas, físicas e biológicas dos sedimentos, parecem ser as mais adequadas nos estudos toxicológicos.

Os organismos utilizados para avaliação da toxicidade de sedimentos podem ser de diferentes níveis tróficos e/ou funcionais. O uso de várias espécies é importante porque a sensibilidade das espécies varia conforme o agente tóxico e as condições ambientais. Contudo, os macroinvertebrados bentônicos (organismos do leito que são retidos em redes com malha de 200 a 500 um, incluindo larvas de insetos, moluscos, oligoquetos, hirudíneos e crustáceos) são os mais indicados, pois vivem em contato direto com o sedimento.

Alguns Macroinvertebrados Bentônicos

 

 

Chironomidae - - - - - -Trichoptera

 

 

Oligochaeta - - - - - Ephemeroptera

 

 

Bivalvia - - - - - - - - - Gastropoda

 

Técnicas de Coleta de Sedimentos

Várias são as técnicas de coleta do sedimento do fundo de lagos e reservatórios. Destacam-se as seguintes:

  • Manual (cilindros ou corers);
  • Com guincho; e
  • Com draga. 

core

Quando o lago é raso, pode-se coletar o sedimento manualmente, com um tubo de PVC ou acrílico chamado core, como pode ser visto na figura da esquerda.

sed3

Quando é mais profundo, ou a quantidade a coletar é maior, pode-se utilizar uma caçamba metálica, suportada por um guincho, manejado a partir do barco, como na ilustração à direita.

draga

Os dispositivos chamados de pegadores ou busca-fundos, como o de Petersen, mostrado ao lado, coletam material de uma área do substrato por meio da sua penetração no fundo em função do seu peso. O fechamento é feito por mecanismo ativado por braço em alavanca ou cordas.

Leia Mais ►

Os paraísos perdidos

http://www.esoterikha.com/grandes-misterios/paraisos-perdidos-01.php

Os Paraísos Perdidos

clip_image002

A existência em um remotíssimo passado de uma terra maravilhosa, na qual moravam seres privilegiados, aparece em tradições muito antigas e em religiões ancestrais. Talvez não se trate de uma simples crença transmitida de geração em geração e estendida com ligeiras variantes por todo o globo. Indícios existem que obrigam a serem delineadas com toda a seriedade a realidade do que a nós parece somente míticos paraísos.

A relação dos deuses e os homens

clip_image004

Desde o começo da história real ou mítica, a humanidade vem transferindo de povo em povo, de região em região, um de seus mais anciosos sonhos: a existência material em um determinado lugar e tempo da legião escolhida, o Paraíso, atrás de cujos limites nossos longínquos antecessores levavam uma existência idílica.

Não são, na verdade, escassas as referências às quais podemos aludir para chegar ao conhecimento das possíveis motivações que impulsionaram o aparecimento de tais crenças, e se, em alguma medida, estas tiveram um fundo de realidade. O homem manteve dentro de si a dúvida constante de que sua essência não obedece a uma finalidade específica, mas que somente acontece como produto cego das forças naturais. Esta permanente dúvida, que é associada à arbitrariedade de sua existência no mundo, produz a impressão de que "algo" foi perdido em um instante específico de nossa protohistória. Essa razão, que por um lado permitiria compreender nossa atual situação e, por outro, daria acesso a um estado diferente, sem dor nem mudanças.

É curioso descobrir que praticamente em todas as mitologias, conteúdos explicativos da humanidade e seu ambiente, mencionam que em um tempo os deuses mantinham urna relação muito próxima com o homem e inclusive o haviam preservado de qualquer contigência criando para ele urna região privilegiada na qual devia morar, mas sem transgredir determinados preceitos.

Das tradições mitológicas foi produzido um translado às religiões mais importantes, sendo urna linha comum a crença em um lugar não temporário, destinado para os justos que é encontrado à margem de qualquer infelicidade.

Tanto o budismo como a religião cristã, e inclusive a fé de Mahoma, fazem clara distinção do paraíso, contraposição do "Céu" ou "Inferno", no qual tudo é sofrimento constante.

E colocado, pois, de manifesto que primeiramente foram as mitologias que concretizaram as frustrações humanas quanto à busca de respostas específicas a nosso estado atual e depois as crenças religiosas indicaram o caminho para redescobrir o estado original.

Leitura Complementar (Download Gratuito de Livros)

Aprofunde seus estudos fazendo Download Gratuito de livros do site Esoterikha.com

Clique aqui e faça download de livros sobre Esoterismo e Magia

Em uma terceira via subsistiram as tradições sobre a permanência de certos paraísos ocultos em nosso mundo; foram estes Agarthi, Thule, Eldorado, Shamballah, etc... dos quais nos iremos ocupando sucessivamente.

O Eldorado

O Eldorado é uma antiga lenda narrada pelos índios aos espanhóis na época da colonização das Américas. Falava de uma cidade cujas construções seriam todas feitas de ouro maciço e cujos tesouros existiriam em quantidades inimagináveis.

Acreditou-se que o Eldorado fosse em várias regiões do Novo Mundo: uns diziam estar onde atualmente é o Deserto de Sonora no México. Outros acreditavam ser na região das nascentes do Rio Amazonas, ou ainda em algum ponto da América Central ou do Planalto das Guianas, região entre a Venezuela, a Guiana e o Brasil (no atual estado de Roraima).

O fato é que essas são algumas - entre as várias - suposições da possível localização do Eldorado, alimentadas durante a colonização do continente americano.

Apesar da lenda, muito ouro e prata foram descobertos nas Américas, em territórios como o Alto Peru, Sudeste do Brasil (Minas Gerais) e nas tegiões onde viviam as civilizações aztecas, incas e maias.

O termo Eldorado significa O [homem] dourado em espanhol; segundo a lenda, tamanha era a riqueza da cidadela, que o imperador tinha o hábito de se espojar no ouro em pó, para ficar com a pele dourada.

Leia Mais ►

Nutrientes no meio ambiente

http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/nut.htm

Nutrientes

Nutrientes são elementos essenciais ao desenvolvimento da biota aquática e que podem, em excesso, provocar a eutrofização dos lagos e reservatórios, ou seja, o seu enriquecimento exagerado, com danos consideráveis para o meio ambiente.

Os principais nutrientes (Fósforo, Nitrogênio, Carbono e Sílica) para os lagos e reservatórios são destacados quanto à sua origem mais comum, na Figura abaixo:

image

As principais fontes de Nutrientes são as seguintes:

  • 1 - Esgotos domésticos e industriais
  • 2 - Fezes de animais (bois, porcos, aves, etc.)
  • 3 - Fertilizantes agrícolas e ração para peixes
  • 4 - Solo agrícola superficial
  • 5 - Decomposição da matéria orgânica
  • 6 - Enxurradas (poluição não pontual)

Os ESGOTOS lançados direta ou indiretamente nos lagos e reservatórios, são uma fonte considerável de Fósforo e Nitrogênio. São os maiores responsáveis pelo aumento da produção de algas. Entre esses 2 elementos, o fósforo é geralmente o mais importante, em águas que não recebam contribuição acentuada de esgotos domésticos. Quando essa contribuição ocorre a situação se inverte, uma vez que a proporção entre fósforo (P) e nitrogênio (N) nos esgotos é bem maior (P/N = 1/8) que a proporção necessária para garantir uma alta taxa de desenvolvimento de algas (P/N = 1/30).

As FEZES DE ANIMAIS criados em confinamento nas fazendas (em especial de gado, porco e aves), assim como as fezes humanas, são ricas em nutrientes. Assim, nas regiões produtoras que não aproveitam esse material como adubo nas plantações; como matéria prima para a produção de biogás e biofertilizante; ou que não dispõem de instalações para seu pré-tratamento antes do seu lançamento nos corpos d´água, tornam-se um sério problema ecológico para os mananciais.

Os FERTILIZANTES agrícolas e as rações usadas em piscicultura, obviamente, são uma fonte de fertilizantes das mais concentradas, visto que o seu aproveitamento pelas plantas e pelos peixes é constituido de um baixo percentual do total lançado no solo e na água.

O SOLO AGRÍCOLA (a camada superficial com 10 a 20 cm de espessura, a mais rica do perfil) e os solos fertilizados pela aplicação de adubos orgânicos ou minerais, constituem importantes fontes de nutrientes, dependendo, naturalmente, da relação existente entre o total dessas áreas e o volume de água armazenado no lago ou reservatório. A quantidade de fósforo solúvel disponível atingiu valores entre 140 e 200 kg/ha em alguns solos estudados para esse fim.

A MATÉRIA ORGÂNICA que se decompõe no lago/reservatório ou a que é incinerada antes do seu lançamento, é um dos mais sérios problemas ambientais, principalmente quando da construção de hidrelétricas na Amazônia. A fertilização provocada por esses materiais será decorrente da liberação de 200 g de fósforo para cada 1.000 kg de vegetação, tomando-se o fósforo como principal parâmetro da eutrofização. Estima-se que essa quantidade de P sejam suficientes para a produção de 2 t de plâncton, como resultado da eutrofização.

As ENXURRADAS aqui consideradas não são aquelas que levam os nutrientes por sulcos abertos no solo, mas sim aquela que se verifica nas superfícies impermeáveis da bacia hidrográfica contribuinte ao lago ou reservatório, também chamada de poluição não pontual. Além de inúmeros nutrientes, essas águas também carreiam para os lagos: lixo, óleo, sedimentos, tóxicos e coliformes fecais.

Leia Mais ►

Substâncias tóxicas

Tóxicos

http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/tox.htm 

 

Atualmente, mais de 87.000 substâncias tóxicas são produzidas pelo homem e, potencialmente, podem atingir os ecossistemas e organismos aquáticos, com impactos para a saúde humana. As substâncias tóxicas permanecem retidas por mais tempo nas águas e sedimentos dos lagos e reservatórios do que na água corrente dos córregos e rios, aumentando naqueles o risco à exposição em termos de concentração e duração, quer para a biota aquática como para o homem, que depende da água para beber ou de alimentos, como os peixes, retirados dos mesmos.

Aplicação com trator

Por outro lado, o gerenciamento das substâncias tóxicas nos ecossistemas aquáticos é muito difícil e complexo. Na prática, o gerenciamento dos metais pesados e de outras substâncias tóxicas nos lagos é combinado com o gerenciamento de outros problemas (como, p.ex., a eutrofização associada à entrada de fosfato na água), dentro de uma abordagem integrada, visando a qualidade da água.

Os principais elementos tóxicos carreados para os lagos e reservatórios são os seguintes:

  • Pesticidas e Fertilizantes Agrícolas
  • Metais Pesados
  • Substâncias Orgânicas Tóxicas
  • Óleos e Derivados

Os AGROTÓXICOS são produtos químicos naturais e sintéticos utilizados no campo para o controle de pragas, doenças e ervas daninhas. São extremamente perigosos, tanto para o agricultor que o aplica (sem os cuidados necessários e o uso de EPI´s), como para a biota aquática.

Aplicação manual

Os pesticidas orgânicos mais sérios em termos de impactos sobre os ecossistemas aquáticos foram, e continuam sendo, os produtos orgânicos contendo cloro. Os principais motivos são sua toxicidade e as propriedades químicas que os tornam persistentes no meio aquático por longo tempo. A Tabela abaixo relaciona alguns dos agrotóxicos mais perigosos (a maioria de uso proibido) e sua aplicação mais comum na agricultura.

image

Os METAIS PESADOS, logo depois dos Agrotóxicos, são a maior causa dos desequilíbrios químicos e bióticos que ocorrem na água e nos sedimentos dos lagos e reservatórios.

As principais fontes de metais pesados para os lagos e reservatórios são:

  • Natural (rochas)
  • Atmosfera (chuvas)
  • Águas residuárias (esgotos) e lixões
  • Mineração (enxurradas)

O transporte e a distribuição dos metais pesados dependem do somatório das características do lago ou reservatório e da natureza química dos contaminantes. Dois dos maiores desastres ecológicos com metais pesados conhecidos, ocorreram na baía de Minamata e na parte central do Japão, durante as décadas de 1940 e 1960. O Mal de Minamata (atinge o sistema nervoso central, os rins e outros órgãos) afetou cerca de 1.742 pessoas, além de gatos e ratos que se alimentaram de peixes e mariscos contaminados com mercúrio. A Doença de Itai-itai foi provocada pelo cádmio concentrado nos grãos de arroz cultivado por inundação, que causava dor intensa nos ossos, daí o nome itai-itai que, em Japonês, quer dizer "dói-dói". As águas servidas domiciliares (esgoto doméstico) são a maior fonte isolada de metais pesados lançados ao meio ambiente e, geralmente, contêm elevados níveis de: cobre, chumbo, zinco, cádmio e prata. As indústrias alimentícias e texteis, geram efluentes com elevados níveis de metais pesados. O escoamento superficial das águas de chuva das áreas urbanas, contém níveis relativamente elevados de metais pesados, como cobre, chumbo e zinco, associados a bactérias, nutrientes e elevada DBO. A disposição de detritos sólidos (lixo) e efluentes líquidos, industriais e municipais, em valas cobertas ou em aterros abertos, é outra fonte potencial de metais pesados e substâncias inorgânicas tóxicas.

As SUBSTÂNCIAS ORGÂNICAS TÓXICAS são tão variadas quanto perigosas para os corpos hídricos e, mesmo em pequenas dosagens, causam estragos consideráveis. A Tabela abaixo relaciona algumas dessas substâncias e o seu uso.

image

Os ÓLEOS E DERIVADOS podem ter como origem, tanto o vazamento do líquido refrigerante dos transformadores de energia elétrica (o ascarel); a drenagem de lubrificantes dos postos de gasolina; como o escapamento dos motores de combustão usados nos barcos e nas lanchas. As consequências danosas podem se extender à fauna e ao homem, neste caso, através da água de abastecimento:

  • problemas ecológicos
  • toxidez na água
  • sabor e odor na água
  • alterações na carne de peixes

As substâncias descarregadas na água pelos motores são: gasolina (com seus aditivos e antidetonantes), óleo lubrificante e os produtos da combustão de ambos. A gasolina compõe-se de mais de cem compostos químicos conhecidos, entre os quais predominam os hidrocarbonetos formados de 6 a 10 átomos de carbono em cadeia, pertencentes aos grupos das alcanas, cicloalcanas e alquilbenzenos. O aditivo mais empregado como antidetonante é o tetraetileno de chumbo. Também podem ser acrescentados o dibrometo-etileno ou dicloreto-etileno, para evitar o acúmulo de óxidos de chumbo na câmera de combustão. Quanto aos óleos lubrificantes, são formados de compostos com 26 a 38 carbonos e contêm elementos tais como zinco, enxofre, fósforo e outros aditivos. Nos motores de popa de 2 tempos, empregam-se lubrificantes contendo detergentes orgânicos biodegradáveis.

Leia Mais ►

Limnologia – definição

Limnologia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

clip_image001

Lago de jardim.

 

A limnologia (do grego, limne - lago, e logos - estudo) é a ciência que estuda as águas interiores, independentemente de suas origens (estudadas pela hidrografia), mas verificando as dimensões e concentração de sais, em relação aos fluxos de matéria e energia e as suas comunidades bióticas.

 

A origem da limnologia normalmente reporta-se ao final do século XIX, quando François Alphonse Forel iniciou os seus estudos no lago Léman (lago de Genebra, Suíça). Muito embora a limnologia tenha sido originalmente desenvolvida com o objetivo de estudar os ambientes lacustres (lagos), na realidade, os ambientes estudados abrangem todos os tipos de águas interiores: lagos, lagoas, reservatórios, rios, açudes, represas, riachos, brejos, áreas inundáveis, águas subterrâneas, colecções de água temporárias, nascentes e fitotelmos.

A compartimentação das áreas do conhecimento limnológico levou à criação das linhas de pesquisa relacionadas ao estudos das formas (isto é a extensão e profundidade) do ambiente lacustre, aos aspectos abióticos da coluna de água, como as propriedades dinâmicas da disponibilidade de luz, estratificação térmica e química, além das características do sedimento.

Quanto aos aspectos bióticos, as diversas linhas de pesquisa podem ser resumidas em estudos do bacterioplâncton, fitoplâncton, zooplâncton, bentos, nécton, macrófitas aquáticas e perifíton.

Os métodos utilizados nos estudos limnológicos são semelhantes aos métodos utilizados nos estudos oceanográficos, o que faz com que a limnologia seja considerada uma ciência irmã da oceanografia.

Em casos em que a massa de água doce suporte uma pescaria, estes estudos fornecem informações importantes para as ciências pesqueiras.

Classificação das águas doces

 

De acordo com Cesar & Sezar, é a seguinte a classificação dos ecossistemas de água doce[1]:

Limnociclo é o biociclo dulcícola, ou seja, o conjunto dos ecossistemas de água doce e apresenta dois biócoros distintos:

· O biócoro das águas lênticas, ou seja, de águas paradas ou de pouca corrente, como pântanos, brejos, poças d’água, lagos e lagoas.

· O biócoro das águas lóticas, ou seja, de águas correntes como riachos, ribeirões, rios e torrentes.

Leia Mais ►

Como o grafeno está acelerando a era digital

Eletrônica

Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/11/2011

Como o grafeno está acelerando a era digital

O grafeno é uma espécie de tela de galinheiro formado por uma única camada de átomos de carbono.[Imagem: Jannik Meyer]

Grafeno-maravilha

O grafeno tem sido apontado como uma espécie de material-maravilha, útil para quase tudo.

Na eletrônica, contudo, sua utilidade não é óbvia porque ele tropeça logo na entrada.

Ocorre que o grafeno não tem bandgap, uma propriedade fundamental para que um transístor possa passar de um estado ligado para desligado - representar um 0 ou um 1 digitais.

Isto seria suficiente para que qualquer outro material fosse deixado de lado logo de início.

Mas não o grafeno: as muitas outras vantagens do material têm levado inúmeros grupos de pesquisas a trabalhar na superação dessa deficiência e, mais importante, na descoberta de outras qualidades dos materiais bidimensionais.

E os sucessos começam a se acumular. Aqui estão os exemplos mais recentes.

Como o grafeno está acelerando a era digital

Inversor de grafeno, um elemento fundamental dos transistores digitais, que pode permitir o uso amplo dos transistores de grafeno. [Imagem: Hong-Yan Chen]

Inversor de grafeno

Hong-Yan Chen e Joerg Appenzeller, da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, criaram um inversor de grafeno que funciona a temperatura ambiente.

Um inversor é um elemento fundamental para que os transistores possam amplificar os sinais e controlar seu chaveamento entre 0 e 1.

Na eletrônica convencional, o silício é dopado com quantidades minúsculas de outros elementos. Mas dopar o grafeno - um material com uma única camada de átomos - é um desafio nada desprezível.

Chen e seus colegas desenvolveram uma técnica chamada dopagem eletrostática, que usa um campo elétrico gerado por dois eletrodos, colocados a apenas 40 nanômetros da camada de grafeno.

Os transistores de grafeno já são uma realidade - já foi criado até mesmo um circuito integrado de grafeno - mas eles têm-se mostrado práticos apenas para aplicações especializadas.

Os novos inversores representam um passo importante rumo ao uso dos transistores de grafeno em uma gama maior de aplicações digitais - o que inclui computadores e eletrônicos de consumo.

Como o grafeno está acelerando a era digital

Esquema de um transístor de grafeno, com a ilustração superior mostrando as vacâncias, que geram magnetismo em um material de carbono puro. [Imagem: Jianhao Chen/Michael S. Fuhrer]

Magnetismo em carbono puro

Outra descoberta mais impressionante criou uma forma de controlar as propriedades magnéticas do grafeno, o que permite seu uso tanto como memória de acesso aleatório (RAM), quanto para o armazenamento magnético de dados - em discos rígidos ou em memórias tipo flash, por exemplo.

Jianhao Chen e Michael S. Fuhrer, da Universidade de Maryland, descobriram que as ausências de alguns átomos na rede atômica do grafeno - chamadas vacâncias - funcionam como minúsculos ímãs - as vacâncias possuem "momento magnético".

Mais do que isso, esses momentos magnéticos interagem fortemente com os elétrons que conduzem eletricidade através do grafeno, gerando uma forte resistência elétrica, conhecida como efeito Kondo.

E o efeito Kondo surge no grafeno sem qualquer impureza, ou seja, sem a necessidade de dopagem do material.

Fuhrer afirma que, se as vacâncias no grafeno forem organizadas da maneira correta, isto poderá gerar o ferromagnetismo no material de carbono puro - cada "núcleo" Kondo pode se transformar em um bit magnético controlável.

"Momentos magnéticos individuais poderão ser acoplados juntos por meio do efeito Kondo, forçando-os a se alinharem na mesma direção," afirma ele. "Quando acoplado com as impressionantes propriedades elétricas do grafeno, o magnetismo poderá ter interessantes aplicações na spintrônica."

Assim, ao contrário da eletrônica do silício, que depende da colocação precisa de átomos no silício - a chamada dopagem - a eletrônica do grafeno poderá se basear na retirada de átomos em locais precisos da rede atômica do grafeno.

Como o grafeno está acelerando a era digital

À esquerda, os transistores de grafeno hidrogenada, construído com portas de vários tamanhos (à direita). [Imagem: Joshua Robinson/Penn State EOC]

Grafeno flutuante

Mesmo já detendo o recorde de transístor mais rápido do mundo, um transístor de grafeno pode ter sua velocidade multiplicada por três com a adição de hidrogênio.

Joshua Robinson e David Snyder, da Universidade da Pensilvânia, conseguiram triplicar não apenas a velocidade de chaveamento (clock) do transístor, como também o desempenho em radiofrequência de um transístor de grafeno construído sobre uma pastilha de carbeto de silício.

A técnica de hidrogenação consistir em transformar a camada de interface entre o carbeto de silício e o grafeno em uma segunda camada de grafeno que passa a "flutuar" livremente, usando o hidrogênio para sustentar as ligações de carbono.

O que seria a camada original de grafeno passa a ser uma segunda camada, perfeitamente ajustada sobre a camada intermediária flutuante.

Com esta esta técnica de hidrogenação, o chamado grafeno epitaxial apresentou um aumento entre 200 e 300% na mobilidade de cargas, alcançando 2.050 cm2/(V/s).

Como o grafeno está acelerando a era digital

Esquema do modulador óptico de grafeno, que controla os pulsos de luz usando variações na tensão elétrica. [Imagem: Ming Liu/Berkeley]

Controle da luz

A equipe do professor Xiang Zhang, da Universidade de Berkeley, construiu um minúsculo dispositivo óptico de grafeno com potencial para romper todos os limites nas comunicações digitais.

O componente demonstrou uma capacidade sem precedentes para o chaveamento, isto é, para a passagem de um estado ligado para um estado desligado.

Esta capacidade de chaveamento é uma característica fundamental de um modulador de rede, que controla a velocidade com que os pacotes de dados são transmitidos.

O grupo ajustou eletricamente o grafeno para absorver luz com o comprimento de onda usado nas telecomunicações por fibras ópticas.

Eles descobriram que a energia dos elétrons - o seu nível de Fermi - pode ser facilmente alterada dependendo da tensão aplicada ao material. O nível de Fermi do grafeno, por sua vez, determina se a luz será absorvida ou não.

Quando uma tensão negativa suficiente é aplicada, os elétrons são despejados do grafeno, não ficando mais disponíveis para absorver os fótons - a luz é "ligada" porque o grafeno se torna totalmente transparente, permitindo que os fótons o atravessem.

O grafeno também é transparente a determinadas tensões positivas, porque, nessa situação, os elétrons são tão densamente empacotados que eles não conseguem absorver os fótons.

Os pesquisadores encontraram um meio-termo, onde uma tensão positiva é dosada precisamente para que os elétrons consigam impedir a passagem dos fótons - efetivamente "ligando" a luz.

Leia Mais ►

Já estamos prontos para descartar a teoria do Big Bang?

Espaço

Com informaçoes da PhysicsWorld - 22/10/2011

 

 

Já estamos prontos para descartar a teoria do Big Bang?

Mais importante do que a teoria em si é a demonstração de que o Sol pode ser usado como laboratório para teorias cosmológicas.[Imagem: NASA]

Teoria de Eddington

Um grupo de físicos portugueses está propondo que o Sol seja usado para testar algumas teorias alternativas à Teoria da Relatividade Geral de Einstein.

Jordi Casanellas e seus colegas da Universidade Técnica de Lisboa afirmam que uma teoria proposta há mais de um século por Arthur Eddington não foi totalmente descartada pelas observações recentes dos neutrinos solares e das ondas acústicas solares.

E, segundo eles, uma variante da teoria de Eddington pode ajudar a resolver algumas das deficiências das teorias atuais.

Problemas da Teoria da Relatividade

A Teoria da Relatividade Geral, que descreve a gravidade como a curvatura do espaço-tempo por corpos celestes de grande massa, tem passado por todos os testes aos quais tem sido submetida ao longo dos anos.

Mas isto não significa que ela não tenha problemas.

Além da bem conhecida dificuldade de unificação com a mecânica quântica e das ainda pendentes explicações para a matéria e a energia escuras, há o problema bem mais sério das singularidades, onde as leis da física simplesmente se esfacelam.

Buracos negros e Big Bang

Em 2010, Máximo Bañados (Universidade Católica do Chile) e Pedro Ferreira (Universidade de Oxford) propuseram uma variante da teoria de Eddington que adiciona um termo gravitacional repulsivo para a teoria da relatividade.

Mas o que parece ser a simples adição de mais um membro a uma equação tem um efeito devastador sobre o entendimento mais geral do cosmo.

Esse termo gravitacional repulsivo não apenas elimina a necessidade das singularidades - ele descarta a formação dos buracos negros e a ideia de que o Universo teria surgido de um Big Bang.

Sol como laboratório

Quando tenta interpretar um campo gravitacional em um vácuo, essa teoria inspirada em Eddington é equivalente à teoria da relatividade. Mas ela prevê efeitos diferentes para a gravidade agindo no interior da matéria.

O lugar ideal para testar essas diferenças seria o interior de estrelas de nêutrons.

Embora se acredite que estrelas de nêutrons possam acordar o vácuo quântico, não se sabe o suficiente a respeito delas para comparar as duas teorias. Por exemplo, recentemente foi encontrada uma estrela de nêutrons cuja existência os astrônomos acreditavam ser impossível.

Entra em cena então a proposta de Casanellas e seus colegas portugueses: usar o Sol.

Mesmo sendo uma fonte de gravidade muito menos extrema do que uma estrela de nêutrons, o funcionamento do interior do Sol já é razoavelmente bem descrito pelos modelos solares.

O grupo de Casanellas calculou que, mesmo em sua forma newtoniana, não-relativística, a teoria derivada de Eddington prevê diferenças quantificáveis nas emissões solares em comparação com a teoria gravitacional padrão, desenvolvida por Einstein.

Constante gravitacional na matéria

O termo gravitacional repulsivo na teoria de Bañados e Ferreira, afirmam eles, seria equivalente a dar um valor diferente para a constante gravitacional no interior da matéria.

E intensidades diferentes da gravidade no interior do Sol devem resultar em diferenças em sua temperatura interna, uma vez que se assume que o Sol está em equilíbrio hidrostático - a pressão para dentro de sua massa é equilibrada pela pressão para fora gerada pelas reações de fusão nuclear em seu interior.

Uma temperatura mais elevada implica uma maior taxa de fusão nuclear, o que, por sua vez, implica em uma maior taxa de emissão de neutrinos solares, algo diretamente mensurável.

E não apenas isso: uma força da gravidade maior no interior do Sol implica em uma variação na sua distribuição de densidade, o que deve modificar a propagação das ondas acústicas em seu interior, o que pode ser medido com as técnicas da heliossismologia.

Todos esses dados já estão disponíveis. Contudo, eles colocam sérias restrições à nova teoria, impondo limites muito estreitos para seus valores.

Mas não a descartam, afirmam os pesquisadores, salientando que os dados apenas colocam limites para a nova teoria.

Um teste mais rigoroso exigiria melhorias nos modelos solares, incluindo a abundância de hélio na superfície do Sol, ou medições mais precisas dos fluxos de neutrinos.

Para apenas fazer o teste já é por si um enorme avanço, demonstrando que nossa estrela - tão pequena em termos cósmicos - pode ser usada para fazer experimentos de teorias com potencial de explicação em termos universais.

Esfera no buraco

Paolo Pani, um dos membros da equipe, sugere um teste alternativo, aqui na Terra mesmo.

Para ele, tanto a teoria derivada de Eddington, quanto outras teorias alternativas da gravidade, poderiam ser testadas medindo a atração gravitacional entre uma esfera de metal inserida em um buraco no solo e a massa da Terra ao seu redor.

A ideia é fazer um buraco onde coubesse apenas a esfera, e nada mais, com uma precisão gigantesca, de forma que a medição mostrasse apenas a intensidade da gravidade no interior da matéria, e não no vazio ao seu redor - no caso, no ar.

Entretanto, o próprio Pani concorda que projetar esse experimento apresenta desafios consideráveis.

Não poderia ser diferente para alguém que tenha a pretensão de desbancar uma das teorias de maior sucesso até hoje.

Bibliografia:
Testing alternative theories of gravity using the Sun
Jordi Casanellas, Paolo Pani, Ilídio Lopes, Vitor Cardoso
arXiv
http://arxiv.org/abs/1109.0249

Leia Mais ►

Descoberta nova forma de gravar dados nos discos rígidos

Informática

Redação do Site Inovação Tecnológica - 02/08/2011

 

Dados magnéticos em discos rígidos podem ser gravados com campo elétrico

A nova técnica elimina a necessidade dos campos magnéticos: a gravação é feita aplicando-se uma corrente elétrica paralelamente ao plano do bit magnético. [Imagem: Miron et al./Nature]

Vida longa ao HD

Quando se acreditava que os discos rígidos estivessem se aproximando da aposentadoria, cada vez mais acuados pelas memórias de estado sólido, eis que uma novidade pode dar-lhes uma pitada extra de longevidade.

Apesar da miniaturização e do contínuo adensamento dos bits, que têm sido responsáveis pela cada vez maior capacidade dos HDs, parecia haver pouco espaço para um melhoramento realmente disruptivo nos discos rígidos.

A surpresa veio da pesquisa de um grupo do Instituto Catalão de Nanotecnologia e da Universidade Autônoma de Barcelona.

Mihai Miron e seus colegas descobriram uma nova forma de gravar os bits magnéticos em um disco rígido. A técnica, garantem eles, é rápida e consome pouca energia, tornando-a adequada para adoção imediata.

Escrita magnética com eletricidade

A "escrita magnética" hoje emprega campos magnéticos produzidos por bobinas, uma técnica que tem suas limitações em termos de escalabilidade e eficiência energética.

A nova técnica elimina a necessidade dos campos magnéticos: a gravação é feita aplicando-se uma corrente elétrica paralelamente ao plano do bit magnético.

Para obter esse efeito, os pesquisadores construíram interfaces assimétricas na parte superior e na parte inferior da camada magnética, o que induz um campo elétrico ao longo de todo o material.

O sanduíche de materiais é formado por um filme de cobalto, com menos de um nanômetro de espessura, colado entre uma camada de platina e outra de óxido de alumínio.

Devido aos efeitos relativísticos, os elétrons que atravessam a camada de cobalto efetivamente "sentem" o campo elétrico do material como se ele fosse um campo magnético - de tal forma que o campo elétrico muda o eixo da sua magnetização.

Dependendo da intensidade da corrente e da direção da magnetização, pode-se induzir um campo magnético efetivo, intrínseco ao material, que é forte o suficiente para reverter a magnetização.

Dados magnéticos em discos rígidos podem ser gravados com campo elétrico

O efeito é obtido em um sanduíche de materiais, formado por um filme de cobalto (Co) colado entre uma camada de platina (Pt) e outra de óxido de alumínio (AlOx). [Imagem: Miron et al./Nature]

Sem teoria para explicar

A equipe demonstrou que esta técnica, ainda sem os aprimoramentos possíveis, funciona de forma confiável a temperatura ambiente, usando pulsos de corrente com duração menor do que 10 nanossegundos, em bits magnéticos de 200 nanômetros quadrados.

Embora não exista ainda nenhuma teoria que explique esse efeito, pelo qual um campo elétrico se "disfarça" de campo magnético, os cientistas afirmam que ele poderá ser usado não apenas em discos rígidos, mas também em memórias RAM magnéticas, as MRAM, que retêm os dados na ausência de energia.

Além de permitir o boot instantâneo, essas memórias gastariam muito menos energia, já que não é necessário ficar atualizando seu conteúdo constantemente, como acontece com as memórias RAM atuais.

Muito prático

Uma vantagem adicional da descoberta é que a escrita magnética induzida por corrente elétrica é mais eficiente em camadas magnéticas duras do que em camadas magnéticas moles.

Isto é de certa forma contra-intuitivo, já que os materiais magnéticos moles são, por definição, mais fáceis de chavear usando campos magnéticos externos.

Mas é também muito prático, já que os ímãs rígidos podem ser miniaturizados para dimensões nanométricas sem perder suas propriedades magnéticas.

Isso pode permitir que a densidade de armazenamento de informação aumente sem comprometer a capacidade de gravação, que fica sempre mais complicada quando os bits magnéticos são miniaturizados.

Melhorias nos discos rígidos

Em 2010, cientistas japoneses sugeriram a adoção de uma corrente elétrica associada à cabeça tradicional de gravação, também em materiais magnéticos duros.

Outras sugestões recentes de melhoria dos HDs incluem discos rígidos de urânio e torres 3D de informações.

Bibliografia:
Perpendicular switching of a single ferromagnetic layer induced by in-plane current injection
Ioan Mihai Miron, Kevin Garello, Gilles Gaudin, Pierre-Jean Zermatten, Marius V. Costache, Stéphane Auffret, Sébastien Bandiera, Bernard Rodmacq, Alain Schuhl, Pietro Gambardella
Nature
31 July 2011
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nature10309

Leia Mais ►

Discos rígidos salgados armazenam seis vezes mais dados

Eletrônica

Redação do Site Inovação Tecnológica - 19/10/2011

 

Discos rígidos salgados armazenam seis vezes mais dados

Imagens dos grânulos magnéticos fabricados com a nova tecnologia, com 1,9 Terabit/pol.quadrada e 3,3 Terabit/pol.quadrada.[Imagem: IMRE]

HD com sal

Da próxima vez que alguém lhe disser que comprou um "HD salgado" pode ser que ele não esteja se referindo ao preço elevado de seu novo brinquedinho.

É que cientistas de Cingapura desenvolveram uma técnica que aumenta a densidade de armazenamento dos discos rígidos em até seis vezes.

Embora isso tenha sido conseguido com uma série de inovações, a que mais chamou a atenção é a adição de cloreto de sódio - o sal de cozinha - em uma das etapas de fabricação dos grânulos magnéticos, os pequenos aglomerados onde são gravados os bits no HD.

Ganhos de organização

Os HDs atuais usam grânulos magnéticos espalhados aleatoriamente sobre a superfície do disco.

O Dr. Joel Yang e seus colegas do Instituto de Pesquisas e Engenharia de Materiais (IMRE) alcançaram uma precisão na fabricação que os permite criar grânulos criteriosamente espaçados.

Na tecnologia atual, cada grânulo mede entre 7 e 8 nanômetros. Ocorre que são necessários vários deles para gravar um bit de dado.

Na nova tecnologia, cada grânulo é um pouco maior - 10 nanômetros - mas seu espaçamento preciso permite que cada um deles seja usado para gravar um bit.

O segredo para isso é um processo de litografia com feixe de elétrons de resolução extremamente elevada.

O Dr. Yang descobriu que esse aumento de resolução pode ser conseguido simplesmente adicionando cloreto de sódio na solução usada durante este processo.

Teste de leitura

Com a nova tecnologia, a densidade de armazenamento subiu de 0,5 Terabyte (TB) por polegada quadrada, nos HDs atuais, para teóricos 3,3 TB por polegada quadrada na nova tecnologia.

Isto significa que um disco rígido que armazena 1 TB de dados hoje poderá conter até 6 TB de informação, com tudo o mais constante, incluindo o tamanho.

Os cientistas fabricaram superfícies magnéticas com 1,9 Terabit/pol.quadrada e 3,3 Terabit/pol.quadrada, mas apenas os primeiros passaram no teste de leitura de dados.

Bibliografia:

Fabrication and characterization of bit-patterned media beyond 1.5 Tbit/in2
Joel K WYang, Yunjie Chen, Tianli Huang, Huigao Duan, Naganivetha Thiyagarajah, Hui Kim Hui, SiangHuei Leong, Vivian Ng
Nanotechnology
Vol.: 22(2011) 385301
DOI: 10.1088/0957-4484/22/38/385301

Leia Mais ►