CORRENTES E REPASSES DE E-MAIS – DEVEMOS ACREDITAR?

Proliferam na internet as chamadas correntes de oração, simpatias, fetiches e superstições as mais variadas que se pode imaginar incitando as pessoas a cultivar esses hábitos, talvez até pensando que estão fazendo o bem e dando o melhor de si.

As pessoas que criam essas tais correntes podem até ter boas intenções, não duvido, mas estão equivocadas e induzindo os outros a pensarem o mesmo e igualmente se enganarem, pois, não é com belas e longas ladainhas que se consegue as graças de Deus; não são simpatias suscitadas de superstições, nem os fetiches ou coisa semelhante que nos conduzirão à concretização dos nossos objetivos. Coloquemos em nossas cabeças que a felicidade não é deste mundo e estamos aqui para expiarmos as nossas culpas e sermos provados, dando cumprimento aos propósitos do Criador.

Pessoas incautas e ingênuas se deixam embair com inventivas promissões de se conseguir o que deseja simplesmente fazendo um ato mecânico de espalhar mensagens pela internet, mensagens estas que, diga-se de passagem, muitas vezes encerram conteúdos edificantes e às vezes um elevado senso moral, reconheçamos, mas, repassá-las não significa que estamos merecendo receber esta ou aquela dádiva divina. "Ajuda-te a ti mesmo e o céu te ajudará."

Não resta dúvidas de que o homem deve orar sempre ao seu Senhor, que o poder da oração é imensurável, desde que se tenha fé. Que a oração deve estar presente em todos os nossos atos, que oremos não só para nós, mas em favor de todos os nossos semelhantes, numa atitude de amor e caridade, notadamente àqueles mais necessitados.

Precisamos compreender que a oração que atualmente fazemos, carece ser revista e modificada, adaptada à nossa realidade de habitantes de um mundo de provas e expiação, que se encontra no limiar de um novo tempo em que ascenderá a mundo de regeneração, uma nova mentalidade, onde espíritos mais evoluídos cumprirão os desígnios da Providência.

Por causa das nossas imperfeições que nos entravam o entendimento e o progresso espiritual, as nossas rezas têm sido bastante egoístas porque geralmente só pedimos o que é bom para nós e os nossos familiares mais próximos. Pedimos saúde, prosperidade, conforto, felicidade e paz e realmente não nos é vedado pedir e nem anelar o que nos é conveniente, o que mais nos agrada. Porém, para a nossa atual fase de evolução, estamos pedindo demais, solicitando graças inalcançáveis, posto que ainda não fazemos por merecer. E outra coisa, queremos pra ontem, o que é impossível de conciliar, pois, quem pede, pede chorando, mas para quem dá, carece vontade.

Não temos entendimento bastante para pedir humildade, paciência, abnegação e forças para lutar contra nossa má índole, para suportar as nossas vicissitude se sem lamentação, para aprender a perdoar as ofensas, para amar os inimigos, para resistir as tentações e, numa palavra, fazer uma íntima reforma e mudar para melhor, porque quando formas capazes de agir assim nossos pedidos serão atendidos com maior freqüência pelo nosso Pai Celestial.

Dito isto, não nos esqueçamos de orar e trabalhar, lutar pelos nossos ideais, não somente pedir e esperar que "caia do céu" miraculosamente, que a graça venha de graça, sem nenhum esforço de nossa parte, o que evidentemente não tem nenhum valor meritório. Peçamos com humildade, com fé e esperança, conforme orientação de Nosso Senhor Jesus Cristo constante nos textos evangélicos que se seguem.


"QUALIDADES DA PRECE

1. Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens. – Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. – Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto; e vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará a recompensa. Não cuideis de pedir muito nas vossas preces, como fazem os pagãos, os quais imaginam que pela multiplicidade das palavras é que serão atendidos. Não vós torneis semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que é que tendes necessidade, antes que lho peçais. (S. MATEUS,6:5 a 8.)"
(Grifo nosso).

PEDI E OBTEREIS

2. Quando vos aprestardes para orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, a fim de que vosso Pai, que está nos céus, também vos perdoe os vossos pecados. – Se não perdoardes, vosso Pai, que está nos ceús, também não vos perdoará os pecados. (S. MARCOS, 11:25 e 26.)

3. Também disse esta parábola a alguns que punham a sua confiança em si mesmos, como sendo justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, publicano o outro. – O fariseu, conservando- se de pé, orava assim, consigo mesmo: Meu Deus, rendo-vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como esse publicano. Jejuo duas vezes na semana; dou o dízimo de tudo o que possuo.O publicano, ao contrário, conservando-se afastado, não ousava, sequer, erguer os olhos ao céu; mas, batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador. Declaro-vos que este voltou para a sua casa, justificado, e o outro não; porquanto, aquele que se eleva será rebaixado e aquele que se humilha será elevado. (S. LUCAS, 18:9 a 14.)" (Kardek, Alan - O Evang. Segundo o Espiritismo – p 474- FEB – Rj).

"AJUDA-TE A TI MESMO, QUE O CÉU TE AJUDARÁ

1. Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe e quem procura acha e, àquele que bata à porta, abrir-se-á. Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra ao filho que lhe pede pão? – Ou, se pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? – Ora, se, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, não é 1ógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem?(S. MATEUS, 7:7 a 11.)

2. Do ponto de vista terreno, a máxima: Buscai e achareis é análoga a esta outra: Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará. É o princípio da lei do trabalho e, por conseguinte, da lei do progresso, porquanto o progresso é filho do trabalho, visto que este põe em ação as forças da inteligência. (...)." (Kardek, Alan - Ev. Seg. o Espiritismo, PP 455 e 456 – FEB-Rj.)

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CRENÇA V – POSTULADOS BÍBLICOS

A GÊNESE II

Como se pode depreender de uma interpretação racional, surgem aí, logo nos capítulos iniciais da Gênese, as primeiras afirmações contrárias aos atributos da Divindade de Deus, quando se lhe conferem deficiências inerentes ao homem, tais como: iludir, quando diz para o homem não provar do fruto da árvore da ciência do bem e do mal para que não morressem e mentir, ao ser contradito pela astuciosa serpente que os fez ver que foram enganados, porque não morreram e ainda por cima despertaram de uma espécie hipnose induzida, descobrindo sua nudez, conforme Gn 3: 1-7.

Agora eu pergunto: Por que a serpente teria se rebelado contra o seu próprio criador a ponto de desmenti-lo. Teria sido ela também orientada a não provar do fruto proibido antes do homem? Por que ela, cujos descendentes são animais irracionais, detinha tanto saber, comparada com o homem recém formado? São apenas conjeturas e nunca poderemos matar a curiosidade de conhecer o que de fato aconteceu, se é que aconteceu e foi mais ou menos assim.

Lá mais na frente, quando a serpente, Adão e sua mulher receberam o castigo pela infração cometida, encontramos no cap 3,vers. 21, o seguinte: “O Senhor Deus fez para Adão e sua mulher umas vestes de peles, e os vestiu”. Mas, pele de quê, se não temos notícia que algum bicho tenha sido sacrificado mesmo para a alimentação do homem e até porque este não tinha ainda uma consciência livre. Há poucos dias da criação não dava tempo para que a bicharada se multiplicasse, a não ser que logo no princípio das coisas alguém quisesse extinguir espécies animais.

Ainda no cap. 3, vemos no versículo 22 o seguinte enunciado:

“E o Senhor Deus disse: “Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. Agora, pois, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também do fruto da árvore da vida, e o coma, e viva eternamente.” (*)

Ora, já não era mais um deus único, pois, este se dirigia a outro ou outros deuses, conforme se vê no texto acima, com o uso do pronome na segunda pessoa do plural.

A árvore colocada no centro do jardim não era a única que tinha poderes extraordinários; eram duas: a árvore da vida e a árvore da ciência do bem e do mal. (Gn 2:9; 3:24). Entretanto, se talvez o homem tivesse acidentalmente comido do fruto dessa outra árvore seria igual a um deus de acordo com o mesmo versículo e somente após este episódio, Deus, segundo o próprio texto, tomou as providências quanto à preservação da outra, agora guarnecida por Querubins armados, demonstrando ser um deus descuidado visto que não havia admoestado o homem a respeito.

Vejamos agora o surgimento da primeira família de que se tem notícia, embasados nos textos sagrados.

O primogênito, no Antigo Testamento, era o herdeiro natural da bênção do pai. Era, por assim dizer, o preferido, o privilegiado. Porém, no caso de Caim que foi o primeiro rebento do casal Adão e Eva, apesar disto, o Senhor o preteriu em favor de Abel que lhe ofereceu oblação mais agradável. Quer dizer, houve uma espécie de discriminação por parte do Senhor, partindo do pressuposto de que todos os humanos são iguais aos Seus Olhos.

Outra incongruência ainda mais desconcertante no capítulo 4, nos versículos 11-17 (onze a dezessete), quando Deus chama Caim à prestar contas de seu irmão recém assassinado, este reclama do seu castigo demasiado severo, porque foi expulso e amaldiçoado, condenado a viver errante sobre a terra e temia ser assassinado por quem primeiro o encontrasse.

“Mas o Senhor lhe disse: “Não! Mas aquele que matar Caim será punido sete vezes”. O Senhor pôs em Caim um sinal, para que, se alguém o encontrasse, não o matasse”. (Gn 4:15) Mas quem iria matá-lo, se somente existiam ele, sua mãe e seu pai? Por que o medo?

Após este episódio Caim retirou-se e foi habitar a região de Nod, ao norte do jardim do Éden, onde conheceu sua mulher, (possivelmente uma macaca, se levarmos em consideração a interpretação literal) e com ela gerou Henoc. Daí para frente nada interessa ao nosso estudo até o final do capítulo, a não ser o fato de que Deus criou dois seres cuja espécie já existia em abundância na Terra, o que nos dá elementos para afirmar que: o sistema está errado ou foi modificado por alguém; ou pode ainda ter sido mal traduzido; pode também haver sido copiado da tradição de um povo qualquer da antiguidade e, acredito ser esta a hipótese mais provável.

(*) Quanto à questão, poder-se-ia argumentar afirmando tratar-se das três pessoas da Santíssima Trindade, Pai, filho e Espírito Santo, para justificar a referência que o Criador faz quando articula o pronome “Nós”. Entretanto, é do conhecimento de todos os estudiosos do assunto, que A Santíssima Trindade é um dogma da Igreja Católica que o instituiu oficialmente em sua doutrina por ocasião do II Concílio Ecumênico Católico de Constantinopla (Bizâncio), sendo este o primeiro a se realizar nesta cidade, no papado de São Dâmaso I, que não esteve presente no evento, mas que o aprovou em seguida.

Fonte: (http://pt.wikipedia.org/wiki/Conc%C3%ADlios_ecum%C3%A9nicos

“2º São Dâmaso I Constantinopla I Maio a Julho de 381 - A divindade do Espírito Santo - Wikipédia.

2º Concílio de Constantinopla I (381)

Após a controvérsia sobre a divindade do Logos, os cristãos se voltaram para a do Espírito Santo: houve quem professasse ser o Espírito Santo mera criatura. O arauto principal desta tese foi Macedônio, bispo de Constantinopla; donde o nome de Macedonismo ou Pneumatomaquismo que Ihe foi dado. O lmperador Teodósio (379-395), zeloso da reta fé, houve por bem convocar novo Concílio Ecumênico desta vez para Constantinopla. Esta assembléia reuniu-se de maio a julho de 381. Firmou três decisões principais:

1) O Espírito Santo é Deus, da mesma substância que o Pai e o Filho. Em conseqüência, o Símbolo de fé Niceno foi completado com as palavras:

“Cremos no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, que é adorado e glorificado com o Pai e o Filho e que falou pelos Profetas”.

2) Foram condenados todos os defensores do arianismo sob qualquer das suas modalidades.

3) A sede de Constantinopla ou Bizâncio foi atribuída uma preeminência sobre as demais logo após a de Roma, pois Bizâncio era considerada “a segunda Roma”.

O Concílio de Constantinopla I não contou com a presença do Papa ou de algum legado deste. Todavia foi reconhecido explicitamente pela Sé de Roma a partir do século VI, no que concerne às suas proposições de fé (divindade do Filho e do Espírito Santo).”

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INFORMAÇÃO IMPORTANTE

Aviso aos interessados!

Começa no dia 7 de novembro próximo, as aulas para a segunda turma do curso de pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, nas Faculdades INTA.

 

Maiores informações no site www.inta.edu.br, ou pelos fones:

(88) 3614-3232 e 9625-8313 (Profª Elisa Angélica)

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COISAS INEXPLICÁVEIS - A SORTE

O que dizer do fato de algumas pessoas serem mais bem mais sucedidas do que outras, sendo que em alguns casos, o menos sortudo é mais preparado, por assim dizer, do que este? Isto acontece freqüentemente com gente que conhecemos, inclusive na mesma família.

Pessoas há que passam a vida trabalhando no mesmo tipo de serviço, ganhando o mesmo salário e uns ascendem profissionalmente ou acumulam haveres sem que outro ou outros de seus colegas galgam alguma posição melhor ou consiga juntar alguns trocados de seu numa poupança, amealhar bens ou mesmo ter uma vida menos sofrida, operando sempre no vermelho, endividado, doente ou repleto de problemas os mais complexos possíveis.

Não resta nenhuma dúvida de que encontramos os mais variados tipos de conduta entre os humanos e nesse amálgama de comportamento há os perdulários, os ébrios, os jogadores, os boêmios..., em suma, todos os matizes da degradação moral que influem diretamente na vida e no progresso humano.

Mas, estou me referindo à gente que se pode incluir no rol dos normais, conforme os padrões aceitáveis pela nossa sociedade. Aqueles que podemos incluir entre os homens de bem, probos e cônscios de seus deveres e obrigações, aqueles de moral ilibada.

Essas ocorrências ocultas sob o véu da obscuridade que nem a filosofia, a religião e a ciência foram capazes de desvendar e nem sequer emitir uma opinião convincente, porque, se existem tratados a respeito do assunto, eu desconheço.

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CRENÇA IV - POSTULADOS BÍBLICOS

A GÊNESE

Continuando o nosso estudo sobre as crenças e dissertando (discorrendo) um pouco mais sobre alguns postulados bíblicos, analisemos agora o surgimento do homem na Terra, de acordo com o que todo mundo cristão adota e aceita de modo inconteste.

O homem extremamente orgulhoso que é, quis, por sua vontade, ser o privilegiado da criação, e por sua vez, criou um deus à sua imagem e semelhança, cheio de todos os defeitos que lhe são apanágio. Um deus ciumento e irascível, pleno de todas as imperfeições humanas, como veremos a seguir.

A Gênese, o primeiro livro do Pentateuco (conjunto dos cinco primeiros livros iniciais da Bíblia Sagrada), inicia com a descrição das origens da criação, oportunidade em que Deus criou toda sua obra e descansou ao 7º dia. Mas, eis que, depois de haver criado tudo e inclusive o homem e a sua companheira, e haver ordenado que estes crescessem e se multiplicassem e se assenhoreassem de tudo que estava sob as águas, sobre a terra e nos céus, conforme descreve o cap. 1, ver. 28, o Todo Poderoso desce à Terra para mais uma vez modelar o homem do limo, plasmando um corpo de dupla constituição, carne e alma.

Até aí tudo bem, Deus é o Criador e Senhor de tudo que existe e pode fazer o que bem lhe aprouver, do jeito que mais lhe agrade. O que não dá para aceitar sem questionamento, embora aceitemos axiomaticamente, é o fato de que Deus, contando com um incontável número de prepostos como anjos, arcanjos, serafins, querubins, santos, etc., tenha descido do seu “Trono” à Terra recém formada para, como um simples oleiro, sujar as suas divinas mãos com o limo impuro, quando poderia determinar que um de seus auxiliares o fizessem ou mesmo dizer um simples “faça-se”, a exemplo do que aconteceu com o restante da criação.

A própria ciência humana já é capaz de suscitar outro ser com apenas uma ou duas células como já foi demonstrado com experiências de clonagem. E a respeito do assunto, existem registros no Livro Perdido de Enki, de Zecharia Sitchin, obra que descreve a criação humana como sendo objeto de experiências genéticas com macacos terrícolas por seres oriundos de um planeta distante, possivelmente do mesmo sistema solar.

Mas, continuando a nossa avaliação, vemos no capítulo 2, versículos 8, 9, 16 e 17, agora um deus lavrador, pois, plantou um jardim onde colocou o homem como seu guardião. E, dentre todas as árvores frutíferas havia uma proibida a este que, se do seu fruto provasse teria a ciência do bem e do mal e em conseqüência, conheceria a morte. Ou seja, por tal decreto, era vedado ao homem o direito de se instruir e progredir, fadado à ignorância perpétua, não fora a sua transgressão consumada por instância da mulher que acedeu à astuciosa exortação da serpente, uma assertiva que a razão não pode aceitar por ferir a concepção de um verdadeiro Deus repleno de todas as perfeições, de ciências, virtudes e poderes superlativos.

Pelo que se depreende, havia um ser dotado de mais inteligência que o próprio homem, apesar de haver sido criado há bem pouco tempo, quiçá na mesma data que o este. Outra coisa que não dá para conciliar é por que Deus não teria feito a mulher quando da confecção do homem, do mesmo barro; por que ter o trabalho de fazer adormecer o homem para tirar dele uma costela e dela modelar uma mulher?

Um relato fantasioso digno das mais belas ficções ou contos de fadas, que, para a época em que foi escrito e para o povo rude e atrasado de então, até que se justifica. Porém, para a nossa época, milhares de anos depois dos escritos bíblicos originais, estes mesmos textos não têm o mesmo significado dado em sua origem, a não ser como alegoria, salvo se quisermos estacionar no tempo.

E hoje, certamente melhor que antes, somos capazes de entender certas nuances da história bíblica, pois, com a ajuda da arqueologia e da exegese, os registros históricos descobertos em escavações e em outros achados casuais em diversas partes, como em Nag Hammadi, uma aldeia egípcia onde foram encontrados, em 1945, um conjunto de manuscritos que ficaram conhecidos como “biblioteca de Nag Hammadi”, contendo textos do antigo gnosticismo, afloram como que a mostrar evidências de que os nossos conhecimentos sacros estão incompletos, deturpados ou equivocados.

Deus havia gerado dois entes imperfeitos de tal modo que nem se davam conta de estarem nus. Um contrasenso, levando-se em consideração que haviam sido ordenados a crescer e a se multiplicar; como, pois, poderiam obedecer tal ordem sem o conhecimento pleno da sua potencialidade reprodutiva? Sem experimentaram o sexo, já que nem mesmo desconfiavam da sua simples nudez?

Vimos neste capítulo inicial da Gênese que Deus aposentou-se cedo demais; bem mais cedo do que os nossos políticos. Querem talvez, nos fazer crer que desde então Ele não criou mais nada. Entretanto a ciência humana, embora muito elementar, é capaz de provar o contrário: novas espécies animais e vegetais, vírus, bactérias, mundos em formação, etc., são descobertos, o que prova ser a criação uma obra continua, que Deus cria a todo instante.

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CRENÇA III – DISCOS VOADORES

170px-PurportedUFO2 Todos nós já ouvimos falar de algum episódio envolvendo discos voadores. As ocorrências são bastante comuns em todas as partes do mundo além de existirem evidências sólidas da presença de alienígenas entre nós. Existe também uma vasta literatura, registros fotográficos e gravações em vídeo à disposição de quem queira se inteirar do assunto nas livrarias, bancas de revistas e nos organismos pesquisadores.

Alguns céticos contestam a existência da casuística ufológica simplesmente por não quererem aceitar que existam mundos superiores ao nosso e acham, na sua míope visão, que somente a terra tem o privilégio de ser habitada. Não se deixam convencer nem pelas afirmações científicas e nem pelos depoimentos de pessoas idôneas, de caráter, completamente insuspeitas.

O próprio Cristo deixou registrado no Evangelho de João, transcrito adiante a existência de outras moradas no universo.

“Que o vosso coração não se turbe. Crede em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, eu já vos teria dito, porque eu me vou para vos preparar o lugar e depois que eu tenha ido e que vos tenha preparado o lugar, eu voltarei e vos retomarei para mim, a fim de que lá onde eu estiver aí estejais também”. S. João, cap.XIV vers. 1-3.

Existem várias passagens bíblicas que poderíamos citar como exemplo comprobatório de fenômenos ufológicos que ocorrem desde tempos imemoriais, entretanto, não tenho a disposição de me delongar em minúcias posto que consumiria tempo demasiado.

No Livro dos Espíritos codificado por Allan Kardec, encontramos no Livro I, cap. III, subtítulo Pluralidade dos Mundos, questões 55 a 58, alusões sobre a existência de mundos habitados, porém, citaremos apenas o seguinte:

“55 – Todos os globos que circulam no espaço são habitados?

-- Sim, e o homem da terra está longe de ser, como pensa, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Há, no entanto, homens que se acham poderosos e imaginam que apenas esse pequeno globo tem o privilégio de ter seres racionais. Orgulho e vaidade! Acreditam que Deus criou o universo somente para eles!”

Se existem outros mundos habitados pode-se daí, por analogia, depreender que as populações de tais globos são de diferentes gradações culturais e não é de se estranhar que não haja culturas infinitamente superiores à nossa.

Avistamentos de objetos voadores não identificados ocorrem diariamente aqui mesmo em nossa região e são observadas por pessoas simples as quais, pela sua condição humilde, não despertam nenhuma suspeita de fraude, até porque não estão interessadas em criar fantasias e nem em aparecer na mídia.

Os organismos militares, aviadores, controladores de vôo, observatórios, astrônomos, etc, todos eles já registraram nos seus diários esses avistamentos, embora sofram a censura dos governos das nações terráqueas que tolhem a divulgação de tais acontecimentos talvez por se sentirem envergonhados diante da impotência e de nem mesmo terem uma explicação plausível.

Existem registros guardados a sete chaves nos arquivos de vários governos do globo, notadamente na Rússia e Estados Unidos da América, país que conserva vigiada 24 horas por dia uma área – a Área 51 – destinada à pesquisas avançadas sobre o assunto, onde são vistos com freqüência a decolagem de naves em experimentos e onde também encontram-se diferentes espécimes capturadas em acidentes com naves espaciais, conforme depoimentos de pessoas que lá trabalharam e que tiveram a sua identidade apagada dos registros oficiais.

A comprovação científica, embora não muito precisa por deficiência de meios adequados à demonstração, pode ser concretizada nas sessões de regressão hipnótica ou indução, feitas em pessoas que tiveram algum tipo contato com extraterrestres e em pesquisas nos locais de ocorrência com instrumentação “adequada”.

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CURSO DE PINTURA PREDIAL

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Caros colegas

A CONSTRUTORA ARCO CRESCENTE em breve estará oferecendo aos seus trabalhadores um curso de Pintura Predial a nível de 1º e 2º graus e se predispõe a aceitar candidatos de outras empresas ou particulares interessados.

A proposta é oferecer ao público alvo uma especialização que há muito o mercado reclama, porque não existe. Nenhuma escola ou entidade conhecida tem um curso semelhante, principalmente direcionado à construção civil.

O segundo passo seria ministrar outro curso, de Pintura Industrial, voltada às empresas da construção civil prestadoras de serviço ou a quem possa interessar.

Amadurecida a idéia, os idealizadores pensaram e já estão preparando material didático para ofertar o curso de Pintura em Predial e Industrial para os colegas engenheiros, tecnólogos e profissionais afins, não obstante os óbices interpostos pelo Inspetor Josimar, (CREA-Ce - Inspetoria de Sobral, que só patrocina o curso se for dado por um arquiteto, o que não concordamos).

Ora, se tal curso não consta do currículo de nenhuma das categorias (Enganharia, Tecnologia ou Arquitetura) e é dirigido à construção civil, pode ser dado por qualquer um habilitado na área, até que se prove em contrário.

Também não é justo o profissional dedicar cerca de seis meses de seu tempo pesquisando e estudando a matéria com dedicação paqra depois entregá-la de mão beijada para um arquiteto.

Contatos:

Romão – 36141426 e 9621-3324

Glayson – 9904-9568

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Curso preparatório para prova da OAB - Apostilas +Video-aula

oab Curso preparatório para prova da OAB

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Esse Curso contém 3338 Páginas .. com tudo de Direto que voce precisa pra passar na OAB!! Voce Encontra: Direito: Penal Constituciona,l Administrativo Civil ,Processual Civi.,l Processual Penal, Tributário Comercial,e muito mais!!!…

Video Aulas - Curso Preparatório OAB - Dir. Constitucional

DIREITO CONSTITUCIONAL
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Video Aulas - Curso Preparatório OAB - Dir. InternacionalDIREITO INTERNACIONAL

- Aula 1: Noções, Conceito, Objeto e Fontes de Direito Internacional Privado
- Aula 2: Estrutura da Norma Jurídica Internacional, Foro Competente e Lei Aplicada
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Video Aulas - Curso Preparatório OAB - Dir. ComercialDIREITO COMERCIAL

- Capítulo 1: Teoria Geral
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Curso Preparatório OAB - Ética Profissional e Estatuto da OABÉtica Profissional e Estatuto da OAB

- Aula 1: Estatuto da Advocacia e OAB (Lei n° 8906/94)
- Aula 2: Código de Ética e Disciplina
- Aula 3: Regulamento geral do Estatuto da Advocacia e da OAB
- Aula 4: Provimento 94/200 - Conselho Federal da OAB
- Aula 5: Ementário - Julgados do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/SP

Video Aulas - Curso Preparatório OAB - Dir. do TrabalhoDIREITO DO TRABALHO

Capítulo 1: Direito Material do Trabalho
Capítulo 2: Processo do Trabalho
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Video Aulas - Curso Preparatório OAB - Dir. Civil

DIREITO CIVIL
- Capítulo 1
- Aula 1: Lei de Introdução ao Código Civil (LICC)

- Capítulo 2
- Aula 1: Das Pessoas Físicas
- Aula 2: Das Pessoas Jurídicas
- Aula 3: Dos Bens

- Capítulo 3
- Aula 1: Dos Fatos e Negócios Jurídicos e Prova
- Aula 2: Da nulidade dos Atos Jurídicos - Parte I
- Aula 3: Da nulidade dos Atos Jurídicos - Parte II
- Aula 4: Prescrição, Decadência

- Capítulo 4
- Aula 1: Direito das Obrigações - Conceito de Obrigação
- Aula 2: Principais Classificações das Obrigações
- Aula 3: Principais Classificações
- Aula 4: Do Pagamento Direto
- Aula 5: Das Regras Especiais de Pagamento e das Formas de Pagamento Indireto
- Aula 6: Da Inexecução da Obrigação

- Capítulo 5
- Aula 1: Noções Introdutórias
- Aula 2: Formação e Extinção dos Contratos

- Capítulo 6
- Aula 1: Contratos em Espécie I. Compra e Venda.
- Aula 2: Contratos em Espécie II. Compra e Venda.
- Aula 3: Contratos em Espécie III
- Aula 4: Contratos em Espécie IV
- Aula 5: Contratos em Espécie V
- Aula 6: Contratos em Espécie VI

- Capítulo 7
- Aula 1: Responsabilidade Civil: Espécies, Pressupostos, Excludentes.
- Aula 2:
Responsabilidade Civil: Indenização, Dano Moral, Responsabilidades Especiais.

- Capítulo 8
- Aula 1: Posse
- Aula 2: Propriedade I.
- Aula 3: Propriedade II.
- Aula 4: Condomínio. Co-Propriedade.
- Aula 5: Direitos Reais de gozo ou fruição
- Aula 6: Direitos Reais de Garantia.

- Capítulo 9
- Aula 1: Casamento e União Estável
- Aula 2: União Estável
- Aula 3: Regime de Bens no Casamento
- Aula 4: Dissolução da Sociedade e Vínculo Conjugal
- Aula 5: Dos Alimentos
- Aula 6: Tutela, Curatela, e Ausência
- Aula 7: Relações de Parentesco
- Aula 8: Adoção

- Capítulo 10
- Aula 1: Da Sucessão
- Aula 2: Herança
- Aula 3: Sucessão Testamentária
- Aula 4: Inventário, Arrolamento, Partilha, Da Colação e Da Sonegação


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CRENÇA II - TRADIÇÕES BÍBLICAS

livrosObservação:

Antes de adentrarmos no assunto que quero expor, chamo a atenção dos leitores para o fato de que o presente artigo não tem a intenção de polemizar e nem tampouco ferir suscetibilidade de nenhum religioso ou instituição religiosa. O interesse é tão somente bem informar aos leitores e o público de um modo geral, a respeito de alguns tópicos não muito evidentes e esclarecedores, cuja interpretação merece um cuidado maior, uma análise profunda, de modo a não dar azo a imaginações cultivadas com os fertilizantes do fanatismo religioso.

Alguns irmãos menos esclarecidos acham que se deve aceitar cegamente tudo que está escrito na Bíblia por acredi tarem na sua infalibilidade. Porém, antes de esclarecermos alguns pontos mais polêmicos, façamos algumas apreciações embasadas na ótica da razão e do discernimento para não incorrermos em claudicação.

Em primeiro lugar, analisemos alguns pormenores de extrema importância para a elucidação de alguns fatos não muito bem explicados ao longo da história e que perduram até hoje na obscuridade. É o caso, por exemplo, das diversas traduções e das diferentes versões bíblicas que conhecemos.

Os fragmentos de texto que se seguem foram extraídos Bíblia Sagrada na versão portuguesa da Vulgata Latina traduzida pelo Pe. Antônio Pereira de Figueiredo.

A Versão dos Setenta e a Vulgata Latina

“Até o final do século IV, conhecia-se da Bíblia, a chamada Versão dos Setenta, também chamada de septuaginta assim denominada por ter sido confiada por Ptolomeu II, Filadelfo (309 a 246 a. C.) rei do Egito, a setenta e dois rabinos, seis de cada tribo, que a realizaram entre os anos de 285 a 247 a. C., na ilha de Faros, perto de Alexandria.” A Versão dos Setenta foi, portanto efetivada no antigo Testamento. *

“Da Versão dos Setenta originou-se a Vulgata Latina, realizada em sua quase totalidade por São Jerônimo, doutor da Igreja (c. de 350-420), diretamente do hebraico, do aramaico e do grego, por incumbência de Damásio I, papa de 366 a 384. Em 386, São Jerônimo terminou a tradução do Novo Testamento, e, entre 391 e 405. a do Antigo Testamento. Em 1592, o papa Clemente VIII mandou fazer uma revisão da Vulgata Latina, e esse texto revisado é hoje de uso oficial na Igreja Latina.” **

“Quase todos os livros da Bíblia foram escritos em hebraico. O aramaico é o idioma original de fragmentos do Antigo Testamento (Dan. 2, 4b-7, 28; Esd 4, 8, 6, 18; 7, 12-26; Jer. 10, 11), e, no Novo Testamento, de todo o Evangelho de Mateus. O grego foi usado para o livro da Sabedoria, Macabeus II e todo o Novo Testamento (com exceção do livro de Mateus).”

Observação: O texto em itálico aí transcrito está mostrado ipsis litteres, ou seja, do mesmo modo como está escrito no livro, de modo que se houver alguma falha, essa se deve às imperfeições de impressão ou descuido do autor. O mesmo vale para os parágrafos assinalados com (*) e (**).

Ora, como podemos perceber os livros bíblicos não estão compilados tal como foram escritos há séculos atrás. Foram três os idiomas originais, conforme o texto acima descrito. Fragmentos daqui, um pedacinho dali, e assim temos hoje uma amalgama de textos não integralmente escritos um após outro como supuséssemos que fosse. A isso, agreguem-se as constantes traduções, primeiro para o grego e latim e depois para mais de mil línguas e dialetos falados em todas as partes do mundo; e as revisões que também são inumeráveis.

Afora isto, levem-se em consideração as constantes mudanças vernáculas, os regionalismos, etc., pois para exemplificar, verifiquemos o que acontece com a nossa língua num período de 10 anos e notaremos que o linguajar muda constantemente além de aumentar o número de palavras com as novas tecnologias e descobertas. Assim foi e assim continua sendo.

Outro texto extraído da internet no site http://jefferson.freetzi.com/entrada.html, diz o seguinte:

“1. Barreiras de Linguagem

A Bíblia foi escrita em três línguas: O Antigo Testamento em Hebraico e algumas poucas partes em Aramaico, e o Novo Testamento em Grego. Nossas traduções em Português, embora muito bem feitas por conselhos editoriais compostos por grandes eruditos nessas línguas, muitas vezes não conseguem achar palavras do nosso idioma que correspondam perfeitamente às do idioma original. Também, é difícil fazer a transposição do tempo, da voz e do modo dos verbos, da sua origem  para a atualidade”.

Isto significa dizer que não há uma tradução literal, por maior esforço que se faça neste sentido, justamente por causa desses entraves. Vinculem-se a isto as barreiras geográficas, porque muitos dos acidentes geográficos como rios, lagos, riachos, vilas, cidades, etc., hoje não mais existem e daí a dificuldade de se precisar a localização exata de um determinado sítio citado em alguma passagem do texto. Nesse intervalo de tempo houve também mudanças no calendário cristão que é diferente dos calendários usados pelos povos de antanho, o que impede que se encontre a datação exata das ocorrências, e assim por diante.

E os costumes da época, a cultura, será que ainda são os mesmos, posto que mudam também com o tempo? E, durante todo esse longo intervalo será que ninguém meteu o bedelho onde não devia e lá escamoteou ou maquiou alguma coisa? Quem nos garante que não houve alguma alteração intencional? E até há alguma informação a esse respeito.

Continuando com as nossas conjecturas, perguntamos: Por que vários livros, considerados apócrifos, ainda hoje são publicados e conhecidos pelo povo? Por que bíblias diferentes para diferentes segmentos do cristianismo?

Pelo exposto, não podemos crer cegamente em tudo que se nos induzem a crer, pois, cada orador interpreta e prega de conformidade com os dogmas de sua congregação e continua em pleno vigor a máxima que diz que ninguém é o dono da verdade.

A crença é individual, é apanágio de cada indivíduo; não podemos impor a alguém a nossa fé, posto que todos têm o seu livre arbítrio.

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CRENÇAS

250px-Solar_sysMesmo vivendo em pleno século XXI pessoas há que se deixam enganar facilmente acreditando em tudo que lhe dizem sem atinar que tal assertiva deve ou não passar pelo crivo da razão. Embora dotado de todas as ferramentas necessárias ao entendimento das coisas da vida, o homem ainda crê em coisas que o bom senso repele por agir impensadamente, por impulsos ou por desinteresse de estudar o assunto com maior zelo, o que o leva à superstição, ao misticismo e ao pior de todos os males da fé, o fanatismo. 

Ainda somos bastante fracos, muito imperfeitos moralmente e por esse motivo nos permitimos envolver com pessoas de grande poder de persuasão que nos transmitem os mais absurdos sistemas que, por desconhecimento e indiferença em conhecer melhor aceitamos e nos deixamos convencer e esta é uma das razões de existirem tantos credos, em sua maioria derivados do Cristianismo.

Falo Cristianismo, por se tratar do tema principal deste estudo, embora mesclado de textos complementares, quando se fizer necessário um melhor esclarecimento.

Esse breve comentário tem como finalidade chamar atenção do leitor para o conteúdo do tema que tratarei daqui em diante, assunto polêmico e muito controverso, porque, por pensarmos diferentemente uns dos outros, cada cabeça tem uma sentença e por esta razão, nem sempre chegamos a um acordo quando das conclusões, principalmente em se tratando de fé.

CRENÇA I – VIDA EM OUTROS MUNDOS

Ensaio – por antromsil.

Acreditar neste ou naquele postulado, neste ou naquele sistema depende muito de convicção. Crer ou não crer depende de uma aceitação íntima, de um conhecimento e convencimento prévios do objeto em questão.

Pessoas há que, inconseqüentemente acreditam em tudo, sem nada analisar, sem contrapor qualquer argumento. Não pode ser assim. Outras há que dizem em nada ou quase nada crer a não ser que tais hipóteses possam ser demonstradas ou percebidas por qualquer um dos nossos sentidos. Todavia, existem aquelas mais ponderadas que, antes de tudo aceitar como verdade fazem antes uma apreciação dos parâmetros existentes para daí poder manifestar-se contra ou a favor de tal proposição.

Muitos acontecimentos bizarros, narrados por pessoas idôneas, instruídas e de nomes respeitáveis, das quais não se pode nem mesmo supor nenhum resquício de malícia, as quais são ultrajadas com piadas de mau gosto por pessoas inescrupulosas que, antes de analisarem o fato com profundidade, achincalham e depredam esse nome venerável simplesmente por ignorância, irreflexão e orgulho e ainda achar que tudo sabem.

Porém, em muitas afirmações duvidosas pode-se guardar reserva sem nenhum medo de errar em sua escolha. É antes sábio do que insensato quem assim age. Prudência e caldo de galinha não faz mal a ninguém, dizem as pessoas entendidas.

É o caso de se acreditar se existe ou não vida em outros mundos semelhantes à Terra, que muitos acham ser o único habitado em todo o Universo.

Afirmam alguns não ser possível ter vida em astros como a Lua, Marte ou Vênus, etc., devido a não comprovação de existência de água, por falta de atmosfera ou por ser esta diferente da nossa, composta de gases venenosos. Mas, será que mundos diferentes não podem ter tipos de vida diferente das que conhecemos por cá?

O que é venenoso para uns não significa que seja necessariamente nocivo a outros e os exemplos nós temos aqui mesmo em nosso orbe, como os urubus, os abutres e os porcos, pelo que podem deglutir sem lhes causar nenhum mal, apenas para ilustrar; os animais que vivem certos habitats altamente nocivos ao homem, inalando diariamente alguns tipos de gases deletérios como os ratos dos esgotos, sapos, cobras, etc. Os diferentes tipos de vida da nossa pequena Terra nos dão uma idéia do que poderá ser encontrado em outros planetas.

Notar também que os tamanhos dos astros e as distâncias que os separam de outros mundos não são as mesmas em relação à sua estrela ou estrelas; são bem diferentes e olhe que não são coisa de alguns poucos mil quilômetros. São distâncias astronômicas, o que significa afirmar que a luminosidade e o calor recebidos são de nuances incomparáveis, completamente adversos da luz e calor que recebemos do Sol.

Outra coisa, alguém já esteve lá para constatar a veracidade da conjectura? Os nossos instrumentos são capazes de detectar os entretons dos elementos que sejam suficientes para a correta interpretação do objeto em análise? Será que somos tão perfeitos que não possamos nos enganar ou sermos induzidos a crer em falsos dados fornecidos por nossos instrumentos? E eles, (os instrumentos), por acaso são perfeitos? As informações são passadas na íntegra ou sofrem algum tipo de censura pelas autoridades dos países pesquisadores? A ciência, então, já deu sua palavra final? E Deus, em sua infinita sabedoria não pode criar o que quiser, como quiser, quando quiser e onde quiser? É nestes questionamentos que devemos nos apoiar para podermos especular sobre o assunto em pauta e outros similares.

Nós pobres e orgulhosos terráqueos achamos que somos os únicos privilegiados pela Providência por habitarmos um pequeno grão de poeira estelar algures do Universo. Não, meus amigos, estaremos redondamente enganados se assim pensarmos. Nós já estamos preparados para aceitar ensinamentos mais profundos, embora muitos desses ensinamentos sejam obstruídos por interesses escusos, de pessoas e entidades que não os querem ver demonstrados.

Para ilustrar minhas palavras quero aqui fazer algumas ponderações que nos ajudarão bastante o raciocínio.

1 - Existem formas de vida na Terra onde jamais imaginaríamos que fosse possível haver. Pesquisadores demonstram em diversos documentários a existência de pequenos crustáceos habitando nas fumarolas submarinas dos vulcões, cuja temperatura chega a mais de 80º C, impossível de ser suportada pelos seres vivos normais. Alguns microorganismos como bactérias, por exemplo, são capazes de suportar temperaturas extremas tanto frias como quentes. Fala-se de vida até em lavas vulcânicas.

2 – Nem mesmo os artefatos criados pelo homem como o submarino, o batiscafo (que pode, teoricamente, imergir a até 12 mil metros de profundidade), etc., são capazes de suportar as altas pressões das profundezas oceânicas. No entanto, lá existe vida, por incrível que pareça! Existe vida sim e não só microscópica como também de grandes peixes. Pelos padrões exigidos pelos céticos não era para ser assim. Nós moramos aqui e o que nós sabemos a respeito dessas espécies das grandes profundezas submarinas? Nada, só que existem.

3 – Há, aqui na Terra, um tipo de vida, que se constitui de uma massa disforme semelhante a um mingau (ou papa) derramado, de cor amarelo-alaranjado, que se desloca sobre os troncos das arvores comendo tudo aquilo que encontra pela frente e que lhe convém. Organismos análogos só encontramos em obras de ficção científica; porém, estes foram descobertos aqui mesmo em nosso globo. Infelizmente não lembro o nome dado a tal organismo.

Portanto, há “n” exemplos que podemos mostrar e analisar; coisas que nós poderíamos crer impossíveis de haver em nosso mundo e que são uma realidade.

Os conhecimentos humanos em astronomia estão somente engatinhando e embora tenhamos encontrado no computador um aliado importante e de grande utilidade não só em astronomia, mas em todas as áreas das ciências humanas, nossos instrumentos de pesquisa ainda são bastante tímidos para nos ajudar nas grandes empreitadas.

Em sendo assim, paremos para pensar um pouco antes de duvidarmos de alguma coisa fora do alcance dos nossos sentidos porque de vez em quando temos surpresas; vez por outra aparecem novidades nos noticiários da imprensa e acontecimentos diversos aqui e algures em qualquer lugar do mundo.

A cada dia surgem novas tecnologias e novos horizontes se insurgem aos nossos olhos. A ciência continua trilhando o seu infinito caminho e não se sabe até onde ela pode chegar.

Antromsil

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