Semáforos de LED

Energia

Semáforos de LED têm proteção contra apagão

Com informações da Agência Fapesp - 10/02/2011

Pode ser pior

Se encontrar o semáforo fechado pode parecer ruim, muito pior é encontrá-lo piscando ou totalmente desligado.

Sobretudo no verão, os semáforos localizados nas principais vias das cidades brasileiras costumam apresentar com maior frequência problemas que, além de causar transtornos aos motoristas, podem ocasionar graves acidentes de trânsito.

E apagões e quedas de energia em dias de chuva muito forte não são os únicos inimigos dos semáforos e dos motoristas.

Com a incidência frontal dos raios solares nos semáforos convencionais, os refletores posicionados atrás do conjunto óptico fazem com que os raios sejam refletidos na direção do motorista. Isso, em conjunto com as lentes coloridas, cria a sensação de falso aceso das cores sinalizadas - o chamado "efeito fantasma".

clip_image002O semáforo plano de LEDs criado pelos engenheiros brasileiros é mais leve e reduz custos de instalação e manutenção. [Imagem: Ag.USP]

Semáforo de LEDs

Um novo modelo de semáforo, que começou a ser testado na cidade de São Carlos (SP) em janeiro, poderá solucionar esses problemas, além de possibilitar economia de energia e reduzir o impacto provocado pelo descarte de lâmpadas incandescentes no meio ambiente.

Desenvolvido pela empresa DirectLight, formada a partir de um grupo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, o equipamento utiliza um conjunto de diodos emissores de luz (LEDs) de alta potência e grande eficiência óptica, que pode resultar em uma economia de energia de até 90%.

"Um semáforo convencional utiliza lâmpadas incandescentes de 100W, que consomem 400W em apenas um cruzamento de quatro vias, enquanto os LEDs do sinalizador de trânsito que projetamos consomem apenas 40W," disse o coordenador do projeto, Luís Fernando Bettio Galli.

De acordo com Galli, outra vantagem dos LEDs em relação às lâmpadas incandescentes é a vida útil. Os LEDs podem permanecer mais de 50 mil horas acesos, apresentando 75% da eficiência inicial, ao passo que as lâmpadas incandescentes duram apenas 4 mil horas.

"O LED é um emissor que não apaga repentinamente. Ele vai degradando com o tempo e, depois de seis anos ligado, só perderá 25% da eficiência óptica inicial", afirmou.

clip_image004O gráfico compara o rendimento do sistema mais moderno disponível hoje com um novo sistema de adaptação flexível de semáforos inteligentes. [Imagem: Lammer/Helbing]

LEDs de alta potência

Uma das principais diferenças do semáforo brasileiro à base de LED para outros sinalizadores de trânsito baseados na mesma tecnologia em outros países está no sistema óptico.

Os semáforos antigos utilizam uma centena de LEDs de 5 milímetros, que foram desenvolvidos na década de 1960. Já o novo modelo utiliza apenas sete diodos emissores de luz, mais modernos, confiáveis e de potência mais alta, que consomem menos energia.

Para isso, os pesquisadores envolvidos no projeto desenvolveram nos últimos dois anos um conjunto composto por três tipos de lentes.

Ao dispor os LEDs próximos ao conjunto de lentes, os pesquisadores conseguiram obter um melhor aproveitamento e distribuição da luz emitida pelos diodos e direcioná-la de forma correta. Com isso, reduziram a quantidade de LEDs, dispensando a necessidade de refletores e eliminando o "efeito fantasma" produzido pelos semáforos convencionais.

"Não adianta simplesmente colocar os LEDs virados para frente, porque eles têm uma abertura de emissão de 120 graus. Desenvolvemos o conjunto de lentes para aproveitar ao máximo a luz emitida por eles e direcioná-la só para a parte que interessa, que é o trânsito", explicou Galli.

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Testes realizados pela USP mostram que os semáforos mais modernos diminuem acidentes em cruzamentos. [Imagem: Ag.USP]

Semáforo a energia solar

Outra inovação apresentada pelo equipamento está no sistema eletrônico embarcado, o qual permite que seja alimentado tanto pela rede elétrica convencional como por energia solar ou por um banco de baterias em situações de emergência, como um blecaute.

Um sistema de gerenciamento inteligente instalado no semáforo faz uma avaliação a cada milissegundo, e decide qual a melhor forma de alimentação para o equipamento em um determinado momento.

"A prioridade do equipamento é trabalhar com energia solar, por meio de placas fotovoltaicas, que é sua principal forma de alimentação. Mas, se mudar o tempo, ele utilizará energia elétrica. E, caso não tenha sol e falte energia elétrica, ele passará a utilizar um banco de baterias com duração de pelo menos 40 minutos, que é tempo suficiente para que os guardas de trânsito cheguem ao local e controlem a situação", explicou Galli.

Segundo ele, já existem semáforos a energia solar e à prova de blecaute em outros países, porém nenhum ainda conseguiu integrar as três formas de alimentação utilizadas pelo equipamento brasileiro.

Testes

Os semáforos que estão sendo testados em três locais em São Carlos, por meio de um convênio firmado entre a DirectLight e a Secretaria de Transporte e Trânsito do município paulista, operam inicialmente apenas com energia elétrica.

Antes mesmo de obter a certificação e começar a ser comercializados já estão despertando o interesse de prefeituras de outros municípios.

"Pelos testes e simulações que fizemos em parceria com a USP por meio de um software específico de simulações, o equipamento está se comportando muito próximo do que esperávamos. Os resultados dos testes em campo também estão sendo muito positivos", afirmou Galli.

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TECLADOS ROLAND PRELUDE E YAMAHA PSR 2100

Vendem-se

# Um teclado arranjador Roland Prelude versão 2, estado de novo, documentado. Dispõe de rítimos brasileiros, com 5 oitavas e pendrive, conforme especificações abaixo:

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A versão 2 do PRELUDE apresenta os seguintes recursos:

  • Visualização de LYRICS dos arquivos SMF no display do teclado;
  • SONG MAKEUP - permite modificar músicas editando sons, volumes, pan, reverb e chorus;
  • USER STYLE COMPOSER - torna possível a criação de novos ritmos no próprio teclado. Inclui as funções EDIT e MICROSCOPE e possibilita a utilização de um multiefeito em sons usados nos estilos;
  • CHORD ZONE e CHORD MODE - oferecem diferentes opções para reconhecimento de acordes (Standard, Piano, Intelligent, Easy);
  • NTA (Note to Arranger) - permite controlar via MIDI a mudança de acordes do acompanhamento automático. Pode-se usar um V-Accordion, por exemplo, para trocar os acordes do PRELUDE;
  • BEND MODE com opção de controle via pedal (foot swtich);
  • STYLE FINDER - permite buscar um ritmo pelo de nome, número ou tempo;
  • STYLE MAKEUP - permite modificar ritmos escolhendo sons, volume, pan, reverb e chorus.

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- Um teclado arranjador Yamaha PSR 2100 usado, supe rconservado.

O equipamento conta com inúmeras funções e mais entrada para microfone, que garante a animação total

Imagine um teclado que tem tudo que um músico pode esperar: diversidade e qualidade sonora, teclas sensíveis ao toque, memória de grande capacidade e facilidade de conexão. Some isso à possibilidade de ligar o microfone neste equipamento e poder oferecer ao público uma apresentação completa.

Especificações

-61 teclas de tamanho regular sensíveis ao toque
-Fácil operação com amplo Display;
-824 timbres (338 de Painel, 480 XG e 16 Kits de bateria/Kits SFX);
-199 Estilos de acompanhamento automático;
-Partitura e Letra das canções na tela;
-16 pistas de gravação com amplas possibilidades de edição;
-Função de gravação e edição Passo-a-Passo;
-Console de mixagem de fácil edição de parâmetros;
-Edição de Timbres – Sound Creator;
-Localizador de estilos para músicas conhecidas – Music Finder;
-Quatro opções de timbres para cada estilo de fábrica-One Touch Setting;
-Simulador de Draw Bars – Organ Flutes;
-Harmonizador Vocal com funções de Microfone - Vocal Harmony;
-Memória Flash Rom interna;
-Duas Vias de falantes com reforço nos Graves;
-XG e GM compatíveis com USB.

Preço a combinar, para ambos.

(88) 3111-1802

9621-3324

8117-0115

Falar com Sr. Romão.

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Aeronaves – Quadricóptero?

Quadricóptero autônomo é um verdadeiro olho voador inteligente

Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/02/2011

 

clip_image001O quadricóptero foi projetado para operações de busca e salvamento. [Imagem: Meier et al./SPIE]

Helicóptero inteligente

Os quadricópteros vieram para ficar. Ao menos quando o assunto são os microveículos aéreos.

Este é o Pixhawk Cheetah, criado por três pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, e que parece ser a última palavra em veículos robotizados autônomos.

O pequeno helicóptero de quatro rotores tem 55 centímetros de diâmetro. Alimentado por baterias de polímero de lítio, ele pode voar por até 12 minutos. E, para lhe dar "inteligência", uma verdadeira central de processamento, com circuitos específicos para acelerar o processamento de imagens.

Quatro câmeras com armação flexível alimentam o computador de bordo com um fluxo contínuo de imagens, dando ao helicóptero a capacidade de avaliar e resolver não apenas seus problemas de navegação, mas também procurar por sobreviventes ou qualquer outro objeto para o qual ele tenha sido programado. E tudo sem nenhuma ajuda externa.

Robô aéreo de salvamento

O Cheetah foi projetado para operações de busca e salvamento.

Imagine um cenário típico de um edifício que desmoronou parcialmente, no interior do qual pode haver sobreviventes.

A tarefa mais importante em uma situação desta é delimitar a área de busca e orientar as equipes de resgate para o local correto. Os socorristas também precisam saber o estado interior do prédio para avaliar os danos, antecipar prováveis riscos e determinar a melhor estratégia de resgate.

Sempre se imaginou que robôs fossem a melhor alternativa para fazer essa varredura inicial, e vários deles já foram construídos com esses objetivos.

Mas Lorenz Meier, Friedrich Fraundorfer e Marc Pollefeys desta vez parecem ter pensado em tudo o que pode dar errado.

Missão autônoma

A comunicação sem fios, segundo os pesquisadores, não parece ser uma alternativa a toda prova: concreto e estruturas metálicas geram interferência e podem diminuir a área de ação do mini-helicóptero. Por isso ele deve ser autônomo.

Imagens transmitidas diretamente também podem chegar borradas devido à interferência - por isso o veículo deve ter seu próprio sistema de armazenamento de imagens, trazendo-as intactas para o operador após a varredura inicial.

Embora a comunicação sem fios esteja disponível no Cheetah, para ser usada se as condições forem boas, ele não depende dela.

clip_image003Exemplo de informações detectadas pelo "olho voador inteligente", ao sobrevoar um amontado de papéis. [Imagem: Meier et al./SPIE]

Visão artificial

Mas, se o operador não está vendo as imagens e guiando o helicóptero, como ele poderá encontrar os sobreviventes? Através de um sofisticado sistema de visão artificial, capaz de identificar pessoas no meio dos escombros, e até textos, caso ele tenha sido programado para chegar em alguma área identificada.

O sistema de reconhecimento de padrões identifica partes específicas das imagens captadas pelas câmeras, comparando os elementos detectados com um banco de dados de padrões que o sistema está buscando - rostos de pessoas, por exemplo.

Mas por que depender unicamente de imagens quando se pode usar GPS, sensores e até sistemas de navegação a laser, como o LIDAR? A resposta dos pesquisadores é novamente a independência e a autonomia.

O sistema mantém um registro exato de quando uma imagem ou a medição é feita e registra o estado inercial do quadricóptero a cada momento. A fusão dos dados visuais e inerciais permite que o veículo sempre saiba sua posição, permitindo que ele identifique e evite potenciais obstáculos em seu caminho.

"Estamos nos concentrando agora em melhores algoritmos de visão para localização e desvio de obstáculos, usando sensores passivos, além de imagens de vídeo. Estamos confiantes de que este trabalho vai permitir a criação de microveículos autônomos com maior autonomia em ambientes de desastres," afirmam os pesquisadores.

Bibliografia:

The intelligent flying eye

Lorenz Meier, Friedrich Fraundorfer, Marc Pollefeys

SPIE

January 2011

Vol.: Published online

DOI: 10.1117/2.1201012.003392

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USP testa TV digital pela rede elétrica

Informática

USP testa TV digital pela rede elétrica

Com informações da Agência USP - 07/02/2011

clip_image001O sistema baseia-se na transmissão do sinal de televisão digital pela rede elétrica, o chamado sistema PLC. [Imagem: André Hirakawa]

 

Um projeto de pesquisa reunindo cientistas e engenheiros do Brasil e da Europa desenvolveu uma forma de levar a TV digital para pequenas comunidades afastadas dos grandes centros.

A técnica permite a criação de conteúdo próprio e maior interação do telespectador.

TV digital pela rede elétrica

O sistema baseia-se na transmissão do sinal de televisão digital pela rede elétrica, o chamado sistema PLC, da sigla em inglês Power Line Communications.

Batizado de SAMBA System for Advanced interactive digital television and Mobile services in BrAzil), o projeto teve participação de empresas e instituições de países europeus e do Brasil, com financiamento da União Europeia.

O grupo testou o sistema durante três meses no município de Barreirinhas, no estado do Maranhão. Segundo o professor André Riyuiti Hirakawa, da Poli-USP, a cidade foi escolhida por ser o município mais pobre do País.

"A cidade tem eletricidade, mas não tem provedor de banda larga ou TV a cabo. Nós pensamos em como usar a televisão para ajudar a comunidade," diz Hirakawa.

O projeto SAMBA montou em 2009 uma estação de televisão no local, com transmissão da TV Mirante, emissora afiliada da Rede Globo no Maranhão. Mas não é uma transmissão comum.

A população pode participar diretamente na criação do conteúdo, como destaca Hirakawa: "A princípio, a comunicação pela televisão é unidirecional. Já a transmissão em Barreirinhas possui material da TV Mirante e material próprio do local e de forma interativa."

Personagens locais

O professor explica que há um gerenciador de conteúdo, que fornece as ferramentas para a criação e gerenciamento da programação local. Depois, ele é distribuído para toda a cidade.

Para concretizar esse plano, o SAMBA integrou a população de Barreirinhas para participar do projeto. Foram escolhidos alguns "personagens" da comunidade para testar as ferramentas fornecidas.

Os equipamentos necessários foram instalados nas casas dos personagens escolhidos, para que eles criassem textos, imagens, vídeos e áudios. Os programas criados foram disponibilizados nas televisões do resto da comunidade.

"Pensamos em pessoas que poderiam contribuir na introdução de conteúdo, como donos de estabelecimentos comerciais, um professor, uma dona de casa e um aluno. Um professor, por exemplo, pode fornecer material didático para a população", diz Hirakawa.

Interatividade

A Poli/USP participou do projeto com um grupo do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais, coordenado por Hirakawa.

Seu grupo ajudou a criar a parte de processamento e o sistema PLC. O sinal de TV original da TV Mirante é recebido pela estação local, misturado com o conteúdo gerado localmente e retransmitido para toda a cidade de Barreirinhas.

O professor da Poli detalha que a TV digital em Barreirinhas funciona como um computador e internet para os usuários, devido à interatividade que ele permite. A navegação pelo material que chega na televisão e a criação de novos conteúdos podem ser comandados por um controle remoto juntamente com um teclado virtual na TV.

Aqueles que criam textos, imagens ou vídeos no município fazem isso diretamente pelo televisor, com um conversor, também conhecido como set-top box, que possui um receptor.

A informação do aparelho vai para uma central, o sistema de gerenciamento de conteúdos, que retransmite os dados para as outras televisões.

Vantagens do sistema PLC

A escolha do sistema PLC facilitou a instalação da TV digital por ter aproveitado os cabos de energia já existentes.

Hirakawa acrescenta o baixo custo do sistema entre as principais vantagens: "Por enquanto, o PLC é mais barato para o usuário porque o cabeamento já existe". O professor estima que, sem contar a mão-de-obra, a instalação do sistema PLC deve custar algo em torno de R$20.000,00, enquanto uma instalação de banda larga equivalente deve custar por volta R$ 50.000,00, contando somente a infraestrutura de comunicação - isso para a comunidade inteira.

Entre as desvantagens, há ruídos na comunicação causados por outros objetos que usam a eletricidade, podendo interromper o sistema. Para saná-lo, o projeto usou filtros nas tomadas desses aparelhos.

Ao final do teste, contudo, tudo foi desmontado e trazido de volta. Por ser um projeto de pesquisa, os equipamentos e o sistema não puderam ficar em Barreirinhas.

Da TV digital, por ora, os personagens e habitantes da cidade mais pobre do Brasil ficaram apenas com as histórias para contar.

O Projeto SAMBA também fez testes na cidade de Natz, no norte da Itália.

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Descoberto novo estado quântico da água

Materiais Avançados

Descoberto novo estado quântico da água

Com informações da PhysicsWorld - 08/02/2011

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O novo estado quântico da água pode ser importante para a vida porque ocorre em dimensões semelhantes às existentes entre as estruturas no interior das células biológicas.[Imagem: P99am/Wikipedia]

Água e vida

Água e vida sempre combinaram, desde as mais antigas mitologias até as mais recentes descobertas científicas.

E essas qualidades capazes de sustentar a vida parecem estar fundamentadas em um conjunto de propriedades que tornam a água uma substância única.

São nada menos do que 66 "anomalias" conhecidas, propriedades únicas da água, não vistas em nenhum outro líquido.

Por exemplo, o fato de que a água em estado sólido é menos densa do que em estado líquido e que sua densidade máxima ocorre aos 4 °C significa que os lagos congelam de cima para baixo, algo que foi vital para sustentação da vida durante as eras do gelo na Terra.

Ligação de hidrogênio

Agora, George Reiter e seus colegas da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, afirmam que essas qualidades estranhas, mas cruciais para a vida, podem ser explicadas em certa medida pela mecânica quântica.

O grupo concentrou sua atenção em uma das esquisitices da água - a sua ligação de hidrogênio. A ligação de hidrogênio é a ligação entre as moléculas de água, que conectam um átomo de oxigênio de uma molécula ao átomo de hidrogênio de outra molécula.

A teoria mais aceita é a de que a ligação de hidrogênio da água seja um fenômeno eletrostático, ou seja, a água consistiria de moléculas individuais que se ligam por meio de cargas positivas (no hidrogênio) e negativas (no oxigênio).

Este modelo explica algumas características da água, como a sua estrutura.

Novo estado quântico da água

O que Reiter e seus colegas descobriram é que o modelo eletrostático não consegue prever as energias dos prótons individuais dentro das moléculas de água.

Eles fizeram medições extremamente sensíveis dos prótons em amostras muito pequenas de água - acondicionadas dentro de nanotubos de carbono de 1,6 nanômetro de diâmetro - e descobriram que esses prótons se comportam de forma muito diferente do que o fazem em amostras muito maiores.

A distribuição do momento dos prótons é fortemente dependente da temperatura, apresentando uma energia cinética 50% maior do que o previsto pelo modelo eletrostático em temperaturas baixas, e 20% maior a temperatura ambiente.

O modelo eletrostático dá previsões razoavelmente precisas apenas para a água em grande volume a temperatura ambiente.

Segundo os cientistas, isto é um indicativo de que os prótons existem em um estado quântico nunca antes observado - um estado que não é descrito pelo modelo eletrostático, com as ligações de hidrogênio formando o que é conhecido como "rede eletrônica conectada".

Células vivas e células a combustível

Segundo Reiter, esse novo estado quântico pode ser importante para a vida porque o comprimento dos nanotubos usados para confinar a água nos experimentos - cerca de 2 nanômetros - é mais ou menos semelhante às distâncias entre as estruturas no interior das células biológicas.

"Eu acho que a mecânica quântica dos prótons na água sempre exerceu um papel no desenvolvimento da vida celular, mas nós nunca havíamos notado isso antes," disse ele.

A descoberta também pode ter impactos tecnológicos, principalmente nas células a combustível. Nessas células, os fluidos têm de trafegar através de membranas ultrafinas, com poros nas dimensões estudadas neste experimento.

Um dos principais modelos de células a combustível em desenvolvimento é conhecida como PEM (Proton Exchange Membrane). Ou seja, a diferença de energia apresentada pelos prótons quando altamente confinados pode fazer a diferença no desempenho dessas células.

Bibliografia:

Evidence of a new quantum state of nano-confined water

G. F. Reiter, A.I. Kolesnikov, S. J. Paddison, P. M. Platzman, A.P. Moravsky, M. A. Adams, J. Mayers

arXiv

26 Jan 2011

http://arxiv.org/abs/1101.4994

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Filosofia – Definição e história – Parte 2

A definição de "filosofia"

Etimologia

clip_image001Filósofo em Meditação, óleo de Rembrandt.

 

A palavra "filosofia" (do grego) é uma composição de duas palavras: philos (φίλος) e sophia (σοφία). A primeira é uma derivação de philia (φιλία) que significa amizade, amor fraterno e respeito entre os iguais; a segunda significa sabedoria ou simplesmente saber. Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber; e o filósofo, por sua vez, seria aquele que ama e busca a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber.[6]

A tradição atribui ao filósofo Pitágoras de Samos (que viveu no século V a.C.) a criação da palavra. Conforme essa tradição, Pitágoras teria cunhado o termo para modestamente ressaltar que a sabedoria plena e perfeita seria atributo apenas dos deuses; os homens, no entanto, poderiam venerá-la e amá-la na qualidade de filósofos.[6]

A palavra philosophía não é simplesmente uma invenção moderna a partir de termos gregos,[7]; mas, sim, um empréstimo tomado da própria língua grega. Os termos φιλοσοφος (philosophos) e φιλοσοφειν (philosophein) já teriam sido empregados por alguns pré-socráticos[8] (Heráclito, Pitágoras e Górgias) e pelos historiadores Heródoto e Tucídides. Em Sócrates e Platão, é acentuada a oposição entre σοφία e φιλοσοφία, em que o último termo exprime certa modéstia e certo ceticismo em relação ao conhecimento humano.

O conceito de filosofia

O conceito de "filosofia" sofreu, no transcorrer da história, várias alterações e restrições em sua abrangência. As concepções do que seja a filosofia e quais são os seus objetos de estudo também se alteram conforme a escola ou movimento filosófico. Essa variedade presente na história da filosofia e nas escolas e correntes filosóficas torna praticamente impossível elaborar uma definição universalmente válida de filosofia. Definir a filosofia é realizar uma tarefa metafilosófica. Em outras palavras, é fazer uma filosofia da filosofia. O sociólogo e filósofo alemão Georg Simmel ressaltou esse ponto ao dizer que um dos primeiros problemas da filosofia é o de investigar e estabelecer a sua própria natureza. Talvez a filosofia seja a única disciplina que se volte para si mesma dessa maneira. O objeto da física não é, certamente, a própria ciência da física, mas os fenômenos ópticos e elétricos, entre outros. A filologia ocupa-se de registros textuais antigos e da evolução das línguas, mas não se ocupa de si mesma. A filosofia, no entanto, move-se neste curioso círculo: ela determina os pressupostos de seu método de pensar e os seus propósitos através de seus próprios métodos de pensar e propósitos. Não há como apreender o conceito de filosofia fora da filosofia; pois somente a filosofia pode determinar o que é a filosofia.[9]

Platão e Aristóteles concordam em caracterizar a filosofia como uma atividade racional estimulada pelo assombro ou admiração. Mas, para Platão, o assombro é provocado pela instabilidade e contradições dos seres que percebemos pelos sentidos. A filosofia, no quadro platônico, seria a tentativa de superar esse mundo de coisas efêmeras e mutáveis e apreender racionalmente a realidade última, composta por formas eternas e imutáveis que, segundo Platão, só podem ser captadas pela razão. Para Aristóteles, ao contrário, não há separação entre, de um lado, um mundo apreendido pelos sentidos e, de outro lado, um mundo exclusivamente captado pela razão. A filosofia seria uma investigação das causas e princípios fundamentais de uma única e mesma realidade. O filósofo, segundo Aristóteles, “conhece, na medida do possível, todas as coisas, embora não possua a ciência de cada uma delas por si”. A filosofia almejaria o conhecimento universal, não no sentido de um acúmulo enciclopédico de todos os fatos e processos que se possa investigar, mas no sentido de uma compreensão dos princípios mais fundamentais, dos quais dependeriam os objetos particulares a que se dedicam as demais ciências, artes e ofícios. Aristóteles considera que a filosofia, como ciência das causas e princípios primordiais, acabaria por identificar-se com a teologia, pois Deus seria o princípio dos princípios.[10]

As definições de filosofia elaboradas depois de Platão e Aristóteles separaram a filosofia em duas partes: uma filosofia teórica e uma filosofia prática. Como reflexo da busca por salvação ou redenção pessoal, a filosofia prática foi gradativamente se tornando um sucedâneo da fé religiosa e acabou por ganhar precedência em relação à parte teórica da filosofia. A filosofia passa a ser concebida como uma arte de viver, que forneceria aos homens regras e prescrições sobre como agir e como se portar diante das inconstâncias do mundo. Essa concepção é muito clara em diversas correntes da filosofia helenística, como, por exemplo, no estoicismo e no neoplatonismo.[10]

As definições de filosofia formuladas na Antiguidade persistiram na época de disseminação e consolidação do cristianismo, mas isso não impediu que as concepções cristãs exercessem influência e moldassem novas maneiras de se entender a filosofia. As definições de filosofia elaboradas durante a Idade Média foram coordenadas aos serviços que o pensamento filosófico poderia prestar à compreensão e sistematização da fé religiosa. Desse modo, a filosofia passa a ser concebida como “serva da teologia” (ancilla theologiae); e vários teólogos importantes buscam harmonizar a doutrina sagrada com o pensamento filosófico pagão.[10]

Os medievais mantiveram a acepção de filosofia como saber prático, como uma busca de normas ou recomendações para se alcançar a plenitude da vida. Santo Isidoro de Sevilha, ainda no século VII, definia a filosofia como “o conhecimento das coisas humanas e divinas combinado com uma busca pela vida moralmente boa” [11]

Tanto na Idade Média como em qualquer outra época da história ocidental, a compreensão do que é a filosofia reflete uma preocupação com questões essenciais para a vida humana em seus múltiplos aspectos. As concepções de filosofia do Renascimento e da Idade Moderna não são exceções. Também aí as noções do que seja a filosofia sintetizam as tentativas de oferecer respostas substantivas aos problemas mais inquietantes da época. O advento da era moderna fez ruir as próprias bases da sabedoria tradicional; e impôs aos intelectuais a tarefa de encontrar novas formas de conhecimento que pudessem restabelecer a confiança no intelecto e na razão. Para Francis Bacon - um dos primeiros filósofos modernos - a filosofia não deveria se contentar com uma atitude meramente contemplativa, como queriam os antigos e medievais; ao contrário, deveria buscar o conhecimento das essências das coisas a fim de obter o controle sobre os fenômenos naturais e, portanto, submeter a natureza aos desígnios humanos. Para Descartes, a filosofia, na qualidade de metafísica, é a investigação das causas primeiras, dos princípios fundamentais. Esses princípios devem ser claros e evidentes, e devem formar uma base segura a partir da qual se possam derivar as outras formas de conhecimento. É nesse sentido, entendendo-se a filosofia como o conjunto de todos os saberes e a metafísica como a investigação das primeiras causas, que se deve ler a famosa metáfora de Descartes: “Assim, a Filosofia é uma árvore, cujas raízes são a Metafísica, o tronco a Física, e os ramos que saem do tronco são todas as outras ciências”.

Após Descartes, a filosofia assume uma postura crítica em relação a suas próprias aspirações e conteúdos. Os empiristas britânicos, influenciados pelas novas aquisições da ciência moderna, dedicaram-se a situar a investigação filosófica nos limites do que pode ser avaliado pela experiência. Segundo a orientação empirista, temas tradicionais da filosofia, como as demonstrações da existência de Deus, da imortalidade da alma e de essências imutáveis seriam meros jogos de palavras, uma vez que as ideias com que operam não seriam adequadamente derivadas da experiência. De maneira análoga, Kant, ao elaborar sua doutrina da filosofia transcendental, rejeita a possibilidade de tratamento científico de muitos dos problemas da filosofia tradicional, uma vez que a adequada solução deles demandaria recursos que ultrapassam as capacidades do intelecto humano.

image Para Edmund Husserl, a filosofia é uma ciência rigorosa dos fenômenos tal como nos aparecem, ou seja, tal como é a nossa consciência deles. Para descrevê-los, o filósofo deve pôr entre parênteses todas as suas pressuposições e preconceitos (até mesmo a certeza de que os objetos existem) e restringir-se apenas aos conteúdos da consciência.

Com a virada linguística do início do século XX, muitos filósofos passam a considerar a filosofia como uma análise de conceitos. Para Wittgenstein, os problemas filosóficos tradicionais são todos resultantes de confusões linguísticas; e a tarefa do filósofo seria a de esclarecer o modo como os conceitos são empregados a fim de explicitar tais confusões. Numa abordagem mais positiva sobre a atividade filosófica, Strawson considera que a filosofia é análoga à gramática: assim como os estudiosos da gramática explicitam as regras que os falantes inconscientemente empregam, a filosofia explicitaria conceitos-chave que, na construção de nossas concepções e argumentos, adotamos sem ter plena consciência de suas implicações e relações.[12]

Disciplinas filosóficas

Didaticamente, a Filosofia divide-se em:

· Epistemologia ou teoria do conhecimento: trata da natureza crença, da justificação e do conhecimento.

· Ética: trata do certo e do errado, do bem e do mal.

· Filosofia da Arte ou Estética: trata do belo.

· Lógica: trata da preservação da verdade e dos modos de se evitar a inferência e raciocínio inválidos.

· Metafísica ou ontologia: trata da realidade, do ser e do nada.

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Informática – Autodefesa dos Sistemas Operacionais

Informática

Sistemas operacionais poderão ter autodefesa contra ataques

Redação do Site Inovação Tecnológica - 04/02/2011

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O suporte de hardware consiste basicamente na adição de um cache ao microprocessador, dedicado à tarefa de proteção.[Imagem: Jiang/Solihin]

Como Bill Gates bem sabe, o sistema operacional é o sistema nervoso do seu computador.

Se o sistema operacional for corrompido, os atacantes podem assumir o controle do seu computador, roubar informações ou impedir que ele funcione.

Agora, pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, afirmam ter desenvolvido um sistema que utiliza recursos de hardware e de software para restaurar um sistema operacional que tenha sido comprometido por um ataque.

Fotografias do sistema operacional

A ideia parece simples demais para que não tivesse sido tentada antes: tirar "fotografias" do sistema operacional continuamente, por exemplo, durante as interrupções de software (IRQs) ou durante as chamadas ao sistema (system calls), quando os programas pedem que o sistema operacional desempenhe funções a seu cargo.

A maioria dos ataques graves ocorre quando o atacante corrompe um aplicativo - o navegador da web, por exemplo - e, em seguida, o utiliza para fazer chamadas ao sistema, ganhando acesso aos arquivos, entre inúmeras outras possibilidades.

O conceito é tirar um instantâneo do sistema operacional em momentos estratégicos, quando ele está funcionando normalmente e, em seguida, se o sistema operacional for atacado, apagar tudo o que foi feito desde que o último instantâneo foi tirado - efetivamente voltando no tempo para o momento anterior ao ataque.

O mecanismo também permite que o sistema operacional identifique a origem do ataque e o isole, de modo a se tornar imune a novos ataques a partir desse aplicativo.

Autodefesa do sistema operacional

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Na verdade essa ideia já foi tentada muitas vezes antes, mas foi abandonada como sendo impraticável - o sistema vai passar mais tempo cuidando de si mesmo do que dos aplicativos do usuário.

"Mas nós desenvolvemos um suporte de hardware que permite que o sistema operacional incorpore esses componentes de sobrevivência de forma mais eficiente, de modo que eles consomem menos tempo e energia," afirma Dr. Yan Solihin, coautor do artigo que descreve a nova estratégia de autodefesa.

O suporte de hardware consiste basicamente na adição de um cache ao microprocessador, dedicado à tarefa de proteção.

Solihin e seus colegas afirmam que seu novo sistema de sobrevivência ocupa menos de 5 por cento dos recursos computacionais já normalmente consumidos pelo sistema operacional.

Agora é só esperar para ver se os "fabricantes de sistemas operacionais" e de processadores acham a ideia boa o suficiente para incorporá-la em seus produtos - ou encontrem alguma falha em seu projeto.

Bibliografia:

Architectural Framework for Supporting Operating System Survivability

Xiaowei Jiang, Yan Solihin

IEEE International Symposium on High-Performance Computer Architecture Proceedings

Feb. 16 2011

http://www4.ncsu.edu/~xjiang/files/hpca-surv.pdf

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Curso de Fotografia digital - 2ª Lição

2. PORQUE OPTAR POR DIGITAL?
CONTEÚDO
Fotografia grátis, liberdade fotográfica
Os três passos da fotografia digital

Uma vez que captadas, as fotografias digitais já se encontram em um formato que as deixa extremamente fácil de distribuir e usar. Por exemplo, você pode introduzir fotografias digitais em documentos de texto, envia-las por E-mail aos amigos, ou inclui-las em um Website onde qualquer pessoa no mundo as pode ver. Com muitas câmaras digitais você pode imediatamente ver suas imagens em uma tela LCD embutida na câmaras, ou você pode conectar sua câmara a uma TV para mostrar suas fotos. Algumas câmaras podem até ser acopladas a um microscópio para apresentar imagens dramaticamente ampliadas num telão. A fotografia digital é fotografia imediata sem os custos de filme.

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Uma câmara digital pequena é fácil de carregar, permitindo que você sempre ande com ela, podendo fotografar as cenas e surpresas que aparecem no cotidiano.

Se você ainda estiver considerando partir para digital, aqui estão alguns motivos para estudar a idéia seriamente:

  • Partindo para fotografia digital, você economiza dinheiro ao longo prazo por não comprar mais filmes.
  • Com câmara digital você vê imediatamente como sua foto ficou, não tendo que esperar ver a revelação para saber se prestou ou não.
  • Você pode ver suas imagens antes de imprimir, e se não gostar do que vê, você pode editar, corrigir e aperfeiçoar suas fotos.
  • Uma vez que você capturou uma imagem no formato digital, você pode facilmente distribuir, organizar, armazenar, e editar.
  • Não é necessário acabar o filme (ou cortar o mesmo) para vêr seus resultados.
image Uma vez captada, é fácil distribuir, organizar, armazenar e alterar sua foto digital

As câmaras digitais estão transformando-se em mais do que apenas câmaras. Algumas câmaras digitais são capazes de capturar não somente fotografias, mas também som e vídeo. Agora, junto com o a foto da aniversariante assoprando as velas do bolo, você pode grava a lembrança em plena ação.

Além das fotografias serem fáceis de distribuir e armazenar, você pode também usar um programa de manipulação (como Photoshop) para alterar e melhorar suas fotos. Por exemplo, você pode remover “olhos vermelhos”, corrigir a cor e contraste ou até mesmo adicionar um ou mais de milhares de filtros ou efeitos, fazendo das suas fotos obras de arte.

Fotografia grátis, Liberdade fotográfica

Embora que a fotografia digital seja imediata e flexível, um aspecto raramente mencionado é a liberdade que ele dá para explorar fotografia criativa. Nos anos 1870 quando William Henry Jackson estava carregando negativos de vidro no tamanho 50x60cm pelo oeste dos Estados Unidos em uma mula, você pode ter certeza que ele pensou duas vezes antes de fazer qualquer fotografia. Apesar de que, com as câmaras convencionais de hoje não estamos mais carregando enormes negativos frágeis de vidro mas mesmo assim, antes de bater qualquer fotografia a gente sempre pensa: “será que vale a pena?” Tem que pensar no custo do negativo, da revelação, e ainda mais, sempre existe a dúvida se a foto vai sair. Durante esse momento indeciso, muitas oportunidades fotográficas são perdidas, ou não tentamos por medo de só queimar uma chapa. Interessante que Jackson teve uma grande vantagem, perdida no último século e hoje retomada pela fotografia digital: se uma fotografia não prestava, era só necessário lavar o negativo para tirar a emulsão, aplicar outra, e usar o filme de novo. O “filme” digital, sendo uma memória, permite fazer a mesma coisa. Acabou-se a preocupação de decidir, antes de fotografar, “será que vale a pena?”

clip_image008Uma mula carrega o equipamento fotografico de William Henry Jackson - Courtesia: U.S. Library of Congress.

As três etapas na fotografia digital

As câmaras digitais é apenas um dos elementos que compõe o processo de fotografia digital, tanto que, na realidade nem é preciso ter câmara digital. O fundamental da fotografia digital é que a imagem é composta eletronicamente de pixeis. Apesar de que uma boa parte da fotografia digital é criada com câmaras digitais, também é possível escanear negativos, cromos ou até outras fotografias convencionais para converter essas ao formato digital.

Para entender onde a câmara se encaixa no fluxo de fotografia digital, é bom saber os três passos básicos envolvidos na fotografia digital, sendo entrada, processamento/manipulação e saída.

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Etapa 1. Dando entrada

Os dispositivos de entrada fazem com que as fotografias ou outros dados entrem em um computador. O dispositivo que de entrada mais conhecido é o teclado. Entretanto, há centenas de outros dispositivos de entrada, como mouse, sistemas do reconhecimento de voz, scanners e assim por diante. Aqui estão alguns dispositivos que de entrada você pode usar para criar fotografias digitais:

  • As câmaras digitais capturam fotografias em formato digital.
  • Scanner para converter fotografias, negativos ou cromos em formato digital
  • Câmara de vídeo (filmadora) captura imagens em um formato vídeo. Você pode então usar um software para captar imagens isoladas do vídeo e salva-las como imagens.
  • As filmadoras digitais podem às vezes capturar imagens digitais.
Etapa 2. Processando fotografias

Uma vez que uma fotografia está no formato digital, você pode armazená-la em seu sistema e então editar ou manipular a mesma com um programa de edição tal como Photoshop. As coisas que você pode fazer a uma imagem digital são quase infinitas. Em alguns casos você melhora uma imagem eliminando ou reduzindo suas falhas. Em outros casos, você ajusta uma imagem para outras finalidades, talvez reduzindo-a para enviar por e-mail ou inserir num Website. Finalmente, você pôde alterar a imagem, fazendo dela algo que nunca era. Aqui são apenas algumas das maneiras que você pode processar imagens:

  • “Cortar” a imagem para enfatizar a parte chave ou tirar detalhes supérfluos.
  • Reduza o número dos pixeis numa imagem para que ela fique menor, podendo assim afixa-la num e-mail ou website (como Orkut).
  • Use filtros para aumentar a nitidez, ou desfocar, ou até mesmo dar a aparência de uma images/pintura aquarella ou óleo...
  •  

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Com apenas alguns comandos do teclado ou clics do mouse, uma fotografia normal se torna uma criação artística.

  • Junte varias fotos para criar panoramas.
  • Sobrepõe duas imagens para criar um efeito tridimensional, ou cria uma imagem animada para a exposição na Internet.
  • Mude o brilho e o contraste para melhorar a imagem.
  • Corte e cole parte de uma imagem em outra para criar uma montagem da foto.
  • Converte a foto em Preto e Branco, ou deixa só algumas partes coloridas.
Etapa 3. Dando saída

Uma vez que uma imagem está da maneira que você a quer, você pode dar saída para compartilha-la com outros. Há muitas maneiras em que você pode distribuir ou apresentar fotos digitais. Aqui seguem alguns meios comuns:

  • Imprima a imagem numa impressora colorida.
  • Leve a imagem ao Laboratório fotográfico para que ela seja impressa em papel fotográfico.
  • Insira a fotografia em um documento eletrônico (tipo Word).
  • Insira a imagem em uma apresentação eletrônica (tipo Powerpoint).
  • Insira a imagem em seu website ou espaço virtual
  • Envie a imagem para parentes e amigos por e-mail.
  • Leve sua imagem ao Laboratório fotográfico para imprimir em camiseta, broche (botton), chaveiro ou até para enfeitar um bolo.

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Leitura complementar

(Continuação)

História

A fotografia não é a obra final de um único criador.[4][5] Ao longo da história, diversas pessoas foram agregando conceitos e processos que deram origem à fotografia como a conhecemos. O mais antigo destes conceitos foi o da câmara escura, descrita pelo napolitano Giovanni Baptista Della Porta, já em 1558, e conhecida por Leonardo da Vinci[6] que a usava, como outros artistas no século XVI para esboçar pinturas.

O cientista italiano Angelo Sala, em 1604, percebeu que um composto de prata escurecia ao Sol, supondo que esse efeito fosse produzido pelo calor. Foi então que, Johann Heinrich Schulze fazendo experiências com ácido nítrico, prata e gesso em 1724, determinou que era a prata halógena, convertida em prata metálica, e não o calor, que provocava o escurecimento.

A primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo fotossensível chamado Betume da Judéia. A imagem foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar. Nièpce chamou o processo de "heliografia", gravura com a luz do Sol. Paralelamente, outro francês, Daguerre, produzia com uma câmera escura efeitos visuais em um espetáculo denominado "Diorama". Daguerre e Niépce trocaram correspondência durante alguns anos, vindo finalmente a firmarem sociedade.

Após a morte de Nièpce, Daguerre desenvolveu um processo com vapor de mercúrio que reduzia o tempo de revelação de horas para minutos. O processo foi denominado daguerreotipia. Daguerre descreveu seu processo à Academia de Ciências e Belas Artes, na França e logo depois requereu a patente do seu invento na Inglaterra. A popularização dos daguerreótipos, deu origem às especulações sobre o "fim da pintura", inspirando o Impressionismo.[7]

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Imagem da primeira fotografia permanente do mundo feita por Nicéphore Niépce, em 1825.

O britânico William Fox Talbot,[8] que já efetuava pesquisas com papéis fotossensíveis, ao tomar conhecimento dos avanços de Daguerre, em 1839, decidiu apressar a apresentação de seus trabalhos à Royal Institution e à Royal Society, procurando garantir os direitos sobre suas invenções. Talbot desenvolveu um diferente processo denominado calotipo, usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata, que posteriormente eram colocadas em contato com outro papel, produzindo a imagem positiva. Este processo é muito parecido com o processo fotográfico em uso hoje, pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas. À época, Hippolyte Bayard também desenvolveu um método de fotografia. Porém, por demorar a anunciá-lo, não pôde mais ser reconhecido como seu inventor.[9]

clip_image002[6]Imagem da primeira fotografia colorida da história, tirada por James Clerk Maxwell em 1861.

No Brasil, o Francês radicado em Campinas, São Paulo, Hércules Florence conseguiu resultados superiores aos de Daguerre, pois desenvolveu negativos.[10] Contudo, apesar das tentativas de disseminação do seu invento, ao qual denominou "Photographie" - foi o legítimo inventor da palavra - não obteve reconhecimento à época.[11] Sua vida e obra só foram devidamente resgatadas em 1976 por Boris Kossoy.[12]

A fotografia então popularizou-se como produto de consumo a partir de 1888. A empresa Kodak abriu as portas com um discurso de marketing onde todos podiam tirar suas fotos, sem necessitar de fotografos profissionais com a introdução da câmera tipo "caixão" e pelo filme em rolos substituíveis criados por George Eastman.[13]

Desde então, o mercado fotográfico tem experimentado uma crescente evolução tecnológica, como o estabelecimento do filme colorido como padrão e o foco automático, ou exposição automática. Essas inovações indubitavelmente facilitam a captação da imagem, melhoram a qualidade de reprodução ou a rapidez do processamento, mas muito pouco foi alterado nos princípios básicos da fotografia.[14]

A grande mudança recente, produzida a partir do final do século XX, foi a digitalização dos sistemas fotográficos. A fotografia digital mudou paradigmas no mundo da fotografia, minimizando custos, reduzindo etapas, acelerando processos e facilitando a produção, manipulação, armazenamento e transmissão de imagens pelo mundo. O aperfeiçoamento da tecnologia de reprodução de imagens digitais tem quebrado barreiras de restrição em relação a este sistema por setores que ainda prestigiam o tradicional filme, e assim, irreversivelmente ampliando o domínio da fotografia digital.[15]

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Filosofia –Definição e história

Filosofia – 1ª Parte

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

clip_image001O pensador, de Auguste Rodin, representação clássica de um homem imerso em pensamentos.

Filosofia (do grego Φιλοσοφία, literalmente « amor à sabedoria ») é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem. Ao abordar esses problemas, a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais; por outro lado, diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. Entre seus métodos, estão a análise conceptual, as experiências de pensamento, a argumentação lógica e outros métodos a priori.

Introdução

As inúmeras atividades a que nos dedicamos cotidianamente pressupõem a aceitação de diversas crenças e valores de que nem sempre estamos cientes. Acreditamos habitar um mundo constituído de diferentes objetos, de diversos tamanhos e diversas cores; acreditamos que esse mundo organiza-se num espaço tridimensional e que o tempo segue a sua marcha inexorável numa única direção. Acreditamos que as pessoas ao redor são em tudo semelhantes a nós, veem as mesmas coisas, têm os mesmos sentimentos e sensações e as mesmas necessidades. Buscamos interagir com outras pessoas, e encontrar alguém com quem compartilhar a vida e, talvez, constituir família, pois tudo nos leva a crer que essa é uma das condições para a nossa felicidade. Periodicamente reclamamos de abusos na televisão, em propagandas e noticiários, na crença de que há certos valores que estão sendo transgredidos por puro sensacionalismo. Em todos esses casos, nossas crenças e valores determinam nossas ações e atitudes sem que eles sequer nos passem pela cabeça. Mas eles estão lá, profundamente arraigados e extremamente influentes. Enquanto estamos ocupados em trabalhar, pagar as contas ou divertir-nos, não vemos necessidade de questionar essas crenças e valores. Mas nada impede que, em determinado momento, façamos uma reflexão profunda sobre o significado desses valores e crenças fundamentais e sobre a sua consistência. É nesse estado de espírito que formularemos perguntas como: “O que é a realidade em si mesma?”, “O que há por trás daquilo que vejo, ouço e toco?”, “O que é o espaço? E o que é o tempo?”, “Se o que aconteceu há um centésimo de segundo atrás já é passado, será que o presente não é uma ficção?”, “Será que tudo o que acontece é sempre antecedido por causas?”, “O que é a felicidade? E como alcançá-la?”, “O que é o certo e o errado?”, “O que é a liberdade?”.

Essas perguntas são tipicamente filosóficas e refletem algo que poderíamos chamar de atitude filosófica perante o mundo e perante nós mesmos. É a atitude de nos voltarmos para as nossas crenças mais fundamentais e esforçar-nos por compreendê-las, avaliá-las e justificá-las. Muitas delas parecem ser tão óbvias que ninguém em sã consciência tentaria sinceramente questioná-las. Poucos colocariam em questão máximas como “Matar é errado”, “A democracia é melhor que a ditadura”, “A liberdade de expressão e de opinião é um valor indispensável”. Mas, a atitude filosófica não reconhece domínios fechados à investigação. Mesmo em relação a crenças e valores que consideramos absolutamente inegociáveis, a proposta da filosofia é a de submetê-los ao exame crítico, racional e argumentativo, de modo que a nossa adesão seja restabelecida em novo patamar. Em outras palavras, a proposta filosófica é a de que, se é para sustentarmos certas crenças e valores, que sejam sustentados de maneira crítica e refletida.

Muitos autores identificam essa atitude filosófica com uma espécie de habilidade ou capacidade de se admirar com as coisas, por mais prosaicas que sejam. Na base da filosofia, estaria a curiosidade típica das crianças ou dos que não se contentam com respostas prontas. Platão, um dos pais fundadores da filosofia ocidental, afirmava que o sentimento de assombro ou admiração está na origem do pensamento filosófico:

"A admiração é a verdadeira característica do filósofo. Não tem outra origem a filosofia."

— Platão, Teeteto.[1]

Na mesma linha, afirmava Aristóteles:

"Os homens começam e sempre começaram a filosofar movidos pela admiração."

— Aristóteles, Metafísica, I 2.[2]

image Detalhe do quadro "A Escola de Atenas", do pintor italiano Rafael; ao centro, os filósofos gregos Platão e Aristóteles. Aliás, a Grécia foi o berço da democracia.

Embora essa capacidade de admirar-se com a realidade possa estar na origem do pensamento filosófico, isso não significa que tal admiração provoque apenas e tão somente filosofia. O sentimento religioso, por exemplo, pode igualmente surgir dessa disposição: a aparente perfeição da natureza, as sincronias dos processos naturais, a complexidade dos seres vivos podem causar profunda impressão no indivíduo e levá-lo a indagar se o responsável por tudo isso não seria uma Inteligência Superior. Uma paisagem que a todos parecesse comum e sem atrativos poderia atrair de modo singular o olho do artista e fazê-lo criar uma obra de arte que revelasse nuances que escaparam ao olhar comum. Analogamente, embora a queda de objetos seja um fenômeno corriqueiro, se nenhum cientista tivesse considerado esse fenômeno surpreendente ou digno de nota, não saberíamos nada a respeito da gravidade. Esses exemplos sugerem que, além de certa atitude em relação à nossa experiência da realidade, há um modo de interpelar a realidade e nossas crenças a seu respeito que diferenciariam essa investigação da religião, da arte e da ciência.

Ao contrário da religião, que se estabelece entre outras coisas sobre textos sagrados e sobre a tradição, a filosofia recorre apenas à razão para estabelecer certas teses e refutar outras. Como já mencionado acima a filosofia não admite dogmas. Não há, em princípio, crenças que não estejam sujeitas ao exame crítico da filosofia. Disso não decorre um conflito irreconciliável entre a filosofia e a religião. Há filósofos que argumentam em favor de teses caras às religiões, como, por exemplo, a existência de Deus e a imortalidade da alma. Mas um argumento propriamente filosófico em favor da imortalidade da alma apresentará como garantias apenas as suas próprias razões: ele apelará somente ao assentimento racional, jamais à fé ou à obediência.[3]

Os artistas assemelham-se aos filósofos em sua tentativa de desbanalizar a nossa experiência do mundo e alcançar assim uma compreensão mais profunda de nós mesmos e das coisas que nos cercam. Mas a forma em que apresentam seus resultados é bastante diferente. Os artistas recorrem à percepção direta e à intuição[4]; enquanto a filosofia tipicamente apresenta seus resultados de maneira argumentativa, lógica e abstrata.

Mas, se essa insistência na razão diferencia a filosofia da religião e da arte, o que a diferenciaria das ciências, uma vez que também essa privilegia uma abordagem metódica e racional dos fenômenos? A diferença é que os problemas tipicamente filosóficos não podem ser resolvidos por observação e experimentação[5]. Não há experimentos e observações empíricas que possam decidir qual seria a noção de “direitos humanos” mais adequada do ponto de vista da razão. O mesmo vale para outras noções, tais como “liberdade”, “justiça” ou “falta moral”. Não há como resolver em laboratório questões como: “quando tem início o ser humano?”, “os animais podem ser sujeitos de direitos?”, “em que medida o Estado pode interferir na vida dos cidadãos?”, “As entidades microscópicas postuladas pelas ciências têm o mesmo grau de realidade que os objetos da nossa experiência cotidiana (pessoas, animais, mesas, cadeiras, etc.)?”. Em resumo, quando um tópico é defendido ou criticado com argumentos racionais, e essa defesa ou ataque não pode contar com observações e experimentos para a sua solução, estamos diante de um debate filosófico.

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Eletrônica - Molibdenita supera silício e grafeno

Ciência/Tecnologia

Molibdenita supera silício e grafeno na eletrônica

Redação do Site Inovação Tecnológica - 01/02/2011

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Este modelo digital mostra como a molibdenita pode ser integrada para formar um transístor.[Imagem: EPFL]

Sucessor do silício?

Seu nome é molibdenita e pouca gente na indústria eletrônica já havia prestado atenção nesse mineral barato e bastante abundante.

Agora, cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, descobriram que a molibdenita não apenas é um material semicondutor como também supera o silício por um estonteante fator de 100.000.

E, segundo eles, talvez seja melhor rever as apostas no grafeno como sucessor do silício: a molibdenita supera também a sensação da nanotecnologia no momento.

Molibdenita

Quimicamente, a molibdenita é um dissulfeto de molibdênio, criada pela união de dois átomos de enxofre e um de molibdênio - seu símbolo químico é MoS2.

Abundante na natureza, este mineral tem sido usado em ligas de aço e como aditivo em lubrificantes. Isso porque suas características físicas e seu comportamento é muito similar ao do grafite, formado por folhas sobrepostas que se soltam facilmente.

Tanto que a "técnica" usada pelos cientistas para coletar sua folha monocamada de molibdenita foi a mesma que os ganhadores do Prêmio Nobel de Física usaram para coletar o grafeno: um pedaço de fita adesiva é pressionada sobre o cristal bruto do mineral e pronto - lá está o seu novo material revolucionário.

O grafeno tem sido estudado para inúmeras aplicações desde a sua descoberta, e os transistores de grafeno estão entre os mais rápidos do mundo - veja, por exemplo, Transístor de grafeno bate recorde mundial de velocidade.

Mas a molibdenita nunca havia sido estudada em detalhes com vistas a aplicações em eletrônica.

100.000 vezes melhor do que o silício

"[A molibdenita] é um material bidimensional, muito fino e fácil de usar em nanotecnologia. Ele tem potencial real para a fabricação de transistores muito pequenos, diodos emissores de luz (LEDs) e células solares," afirmou Andras Kis, um dos autores da descoberta.

O grupo comparou as vantagens desse "material redescoberto" com o silício, o material padrão da eletrônica, e com o promissor grafeno.

Uma das vantagens da molibdenita é que ela é menos volumosa do que o silício: "Em uma folha com 0,65 nanômetro de espessura de MoS2, os elétrons podem se mover tão facilmente quanto em uma folha de silício de 2 nanômetros de espessura," explica Kis.

Segundo ele, atualmente não é possível fabricar uma folha de silício tão fina quanto uma monocamada de MoS2.

Outra vantagem da molibdenita é que ela pode ser usada para fabricar transistores que consomem 100.000 vezes menos energia do que os transistores atuais de silício - um cálculo feito quando os dois estão energizados, mas em estado de espera.

clip_image003Este é um cristal de molibdenita, onde se pode observar sua estrutura em forma de camadas sobrepostas e facilmente destacáveis. [Imagem: Karelj/Wikipedia]

Melhor do que o grafeno

Finalmente, a chamada bandgap - a diferença de energia entre os elétrons da camada de condução e da camada de valência - da molibdenita é de meros 1,8 elétron-volt, o que a torna ideal para uso em transistores.

Esse hiato entre as camadas, ou bandas, é uma forma que os físicos usam para representar a energia dos elétrons em um determinado material. Os semicondutores possuem espaços "vazios", sem elétrons, entre essas bandas - estes são os chamados hiatos de banda, ou bandgaps.

A largura desse hiato é crítica para o desempenho de um material semicondutor porque, se ela não for nem muito estreita e nem muito larga, alguns elétrons podem saltar sobre ela.

Isso dá um grande nível de controle sobre o comportamento elétrico do material, que pode ser ligado e desligado mais fácil e mais rapidamente. Esse ligar e desligar resulta na chamada velocidade de chaveamento do transístor - quanto mais veloz, mais rápidos serão os chips construídos com eles.

E é aí que a molibdenita supera o grafeno.

Apesar de ter propriedades suficientes para ser considerado pela maioria dos cientistas como o material eletrônico do futuro, o grafeno não possui uma "bandgap", sendo necessário usar alguns truques para fazê-lo operar em níveis interessantes para a eletrônica - veja Semicondutor ajustável abre novas fronteiras na eletrônica.

Transístor de molibdenita

O transístor de molibdenita construído pelos pesquisadores nasceu quando a fita adesiva que coletou o novo material foi pressionada sobre uma pastilha de silício dopada com uma camada de 270 nanômetros de SiO2.

O nanotransístor também utiliza uma camada de 30 nanômetros de óxido de háfnio, um material de elevada constante dielétrica (high-k) que tem-se tornado o "ingrediente milagroso" dos transistores mais modernos.

Bibliografia:

Single-layer MoS2 transistors

B. Radisavljevic, A. Radenovic, J. Brivio, V. Giacometti, A. Kis

Nature Nanotechnology

30 January 2011

Vol.: Published online

DOI: 10.1038/nnano.2010.279

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