COMO DESINSTALAR A INCÔMODA TOOLBAR DO BABYLON

TUTORIAL

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Imagem ilustrativa

Alguns programas que instalamos em nossos computadores são gratuitos, no entanto, como tudo que é de graça, por aqui, tem sempre algo de malicioso e quase sempre vem junto algum tipo de escolho internético como recheio ou como contrapeso. Algumas dessas imundícies são de difícil remoção, pois, os artifícios utilizados para sua fixação no computador são sempre complicados justamente para dificultar a retirado destes.

Sinceramente, eu não sei como esses Ad-ons vieram se estabelecer nos navegadores do meu PC, quais moléstias incuráveis, posto que já tentei de tudo para retirá-los de vez e sempre falho em minhas investidas. Com a ajuda desse tutorial (instrução de uso) consegui limpar i IE e o Chrome e, somente não consegui retirar a incômoda atuação do Babylon (como provedor de busca padrão, o que, diga-se de passagem, não chega aos pés do Google), do Firefox.

O tutorial que se segue poderá auxiliá-lo a se desvencilhar de alguns desses dispositivos incômodos e intrometidos, para os quais não fomos nem consultados se poderíamos ou não instalá-los.

Tudo leva a crer que o texto foi traduzido do inglês e, por isso mesmo, um pouco obscuro, recheado de incorreções por falha do programa tradutor e, evidentemente, inabilidade de quem efetivou a tradução. Andei tentando melhorá-lo, porém ainda na está bem claro. Entretanto, as imagens nos auxiliarão a seguir o caminho correto. Bom proveito!

Antromsil.

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http://buddhavihara.in/remove-babylon-search-from-firefox-chrome-and-internet-explorer/

Busca remover Babylon De Firefox, Chrome e Internet Explorer

Postado 09 de novembro de 2011 - 19:40 em: Firefox , Google Chrome , IE

Outro dia eu instalei o software do conversor Super vídeo no meu Windows 8 PC para converter um arquivo de vídeo de um formato para outro. Logo após a instalação, percebi que a Babilônia também foi instalado durante a instalação. O problema com a Babilônia pesquisa é que mais leva a sua home page web browser e motor de busca.

Babylon é basicamente um add-on para o Internet Explorer, Firefox, Chrome e navegadores web. É bastante semelhante ao "Ask Toolbar". Muitos de vocês podem estar procurando uma maneira de se livrar de Babilônia pesquisa a partir de navegadores da web. Você pode seguir os passos abaixo para remover Babylon Pesquisa a partir de navegadores da web.

COMO REMOVER BABYLON PESQUISA DO FIREFOX:

Passo 1: Abra o Mozilla Firefox browser. Vá em Ferramentas e clique em Add-ons para lançar add-ons e gerenciador de extensões.

Nota: Add-ons são dispositivos de extensão, módulos que se acrescentam ao computador para melhorar o seu rendimento

Passo 2: Aqui, no painel esquerdo, clique em Extensões para ver a entrada da barra de ferramentas Babylon.

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Passo 3: Selecione a entrada da barra de ferramentas Babylon e clique em Remover para extrair o mesmo. Se você tiver quaisquer outras entradas, como o Babylon Ortografia e entrada Revisão, selecione as entradas e clique em Remover opção. Se não houver opção Remover entradas, clique em Desativar opção.

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Passo 4: Reinicie o browser Firefox para se livrar de Pesquisa Babilônia. Você ainda pode ver a caixa de busca Babylon de pesquisa de entrada. Basta clicar no ícone de seta caixa de pesquisa Google e selecionar como o mecanismo de pesquisa padrão. Se a pesquisa Babylon está aparecendo como sua página inicial, então vá em Ferramentas> Opções e em seguida, remova a entrada da caixa Babylon home page.

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COMO REMOVER BABYLON PESQUISA DO INTERNET EXPLORER:

Passo 1: Abra o Internet Explorer. Vá em Ferramentas e selecione a opção Gerenciar complementos .

Passo 2: Aqui, sob Add-on Types, escolha Barras de ferramentas e extensões para ver todas as barras de ferramentas instaladas e extensões para o Internet Explorer. Você vai ver Babylon Toolbar, barra de ferramentas auxiliares Babylon, Babylon e entradas do plugin IE.

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Passo 3: Botão direito do mouse em todos as entradas Babylon uma a uma e selecione Desativar opção.

4º Passo: Em seguida, sob Add-on Types, clique em Provedores de Pesquisa para ver Bing e Pesquisar na Web entrada (Babilônia). Selecione Bing e clique em botão Definir como padrão, e selecione Pesquisar na web entrada (Babilônia), botão direito do mouse sobre o mesmo e selecione a opção Remover. Uma vez feito isso, feche Manage Add-ons caixa de diálogo.

Passo 5: Mais uma vez, clique em Ferramentas e selecione Opções da Internet. Na guia Geral, você verá opções para definir nova home page. Basta clicar no botão padrão ou Usar botão nova aba e em seguida, clique no botão Aplicar para se livrar de Babilônia Busca da página nova guia também.

REMOVER BABYLON PESQUISA DO GOOGLE CHROME:

Passo 1: Abra o navegador. Vá para "chave" (canto superior direito da tela) no menu e clique em Opções.

Passo 2: No painel esquerdo, clique em Básico para ver as opções para mudar a página inicial, página inicial e mecanismo de busca.

Passo 3: Definir na inicialização como abrir a home page ou reabrir as páginas que estavam abertas passado, em seguida, defina a página inicial como Use a guia de página nova, e, finalmente, definir pesquisa como Google ou Bing.

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Passo 4: Uma vez feito isso, alterne para a guia Extensões e remova as extensões Babilônia, se houver. Reinicie o navegador para se livrar de Babilônia, de seu Chrome. Boa sorte!

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Criando um ponto de restauração no Windows 7

imagePara prevenir problemas e dores de cabeça, você pode criar um ponto de restauração. Veja como isso é possível no Windows 7.

 

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Este artigo é dedicado ao Windows 7. Confira também nossos guias para Windows Vista e Windows XP.

Durante o uso do computador, instalamos e removemos dezenas de programas do sistema operacional. Estas mudanças podem causar falhas e problemas sérios ao Windows, em especial quando lidamos com desenvolvedores ruins e certas aplicações específicas, como antivírus e temas para a Área de Trabalho.

Muitas vezes instalamos o aplicativo e tudo parece correr bem, até que algumas funções passam a apresentar erros e outras simplesmente não funcionam mais. Tudo o que queremos nessa hora é voltar no tempo, o que pode ser feito graças à Restauração do Sistema.

A função também serve como tentativa de solucionar qualquer comportamento diferente que o Windows passe a apresentar, o que pode ser causado por diversos fatores – falhas inexplicadas do sistema, atualizações feitas de modo errado, vírus.

Como funciona

Ao criarmos um ponto de retorno dentro da Restauração do Sistema, fazemos com que o computador memorize todas as configurações inerentes ao funcionamento da máquina, o que em geral acontece no registro do Windows.

Desta forma, temos a segurança de poder voltar atrás quando instalamos um aplicativo danoso à saúde do sistema operacional. Criar um ponto de restauração no Windows 7 é muito fácil e demanda poucos segundos de atenção. Siga os seguintes passos para realizar o processo:

Crie o ponto de restauração

1.    Clique no botão Iniciar e digite “Criar ponto” na lacuna de pesquisa para encontrar a função, como indicado na figura;

2.    Selecione a função “Criar”, localizada na parte inferior da janela;

3.    Digite um nome para identificar o ponto e evitar enganos posteriormente;

4.    Clique em criar e aguarde o término do processo.

Fácil assim, seu primeiro ponto de restauração do sistema está criado! Agora vamos ensiná-lo a reverter situações complicadas que o Windows 7 possa apresentar. O processo é tão fácil quanto o primeiro e em boa parte dos casos gera resultados satisfatórios para os usuários.

Restaure o sistema

1.    Abra novamente o Menu Iniciar e digite “Restauração” para encontrar o processo;

2.    Caso a restauração recomendada não seja a que você criou, marque a seleção “Escolher um outro ponto de restauração”;

3.    Escolha o ponto de sua preferência e clique para avançar;

4.    Salve seus arquivos importantes e somente após ter certeza de que tudo está correto clique em “Concluir” para começar a restauração.

Em alguns casos podem ser necessários diversos minutos para retornar o seu Windows 7 a um ponto anterior no tempo. Para problemas causados por aplicativos instalados e danos feitos ao registro, a tarefa recupera o bom funcionamento do computador na grande maioria dos casos. Se você é usuário dos sistemas Vista e XP, confira os links abaixo e proteja o seu computador de diversos imprevistos!

Usuários do Windows Vista

Usuários do Windows XP

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/3135-criando-um-ponto-de-restauracao-no-windows-7.htm#ixzz1iuGuFD2J

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Medicamento cria super-micróbio

04/01/2012

Medicamento cria super-micróbio mais ameaçador ao homem

Redação do Diário da Saúde

imageRemédio produz super-micróbio

Que os micro-organismos podem se tornar resistentes aos medicamentos é algo que vem preocupando a comunidade científica há muito tempo.

Mas agora, pesquisadores belgas descobriram um parasita que não apenas se tornou imune ao medicamento que o combatia, como também se tornou mais eficiente em driblar o sistema imunológico humano.

Segundo eles, "com algum exagero, podemos afirmar que a prática médica ajudou a criar uma supermicróbio. Parece que a luta contra o medicamento armou melhor o micróbio contra seu hospedeiro" - neste caso, o homem.

"Tanto quanto sabemos, esta é a primeira vez que um organismo duplamente armado aparece na natureza", completa Manu Vanaerschot, da Universidade de Antuérpia.

Parasita resistente aos medicamentos

Vanaerschot estava estudando a Leishmania, um organismo unicelular que causa a leishmaniose, uma séria ameaça sobretudo nas regiões tropicais.

A Leishmania é um especialista em se adaptar a diferentes ambientes, e é o único organismo conhecido na natureza a desrespeitar uma regra básica da biologia: a de que os cromossomos devem sempre vir aos pares.

Ocorre na Índia a maior parte dos casos de leishmaniose fatal, causada pela Leishmania donovani.

Há décadas a doença vem sendo tratada com compostos à base de antimônio.

Como era de se esperar, o parasita se adaptou à crescente pressão ambiental induzida pelos medicamentos, e evoluiu para uma forma resistente aos antimonianos.

Em 2006, o tratamento passou a ser feito com outras drogas, porque os primeiros pacientes começaram a morrer sem responder ao tratamento com os medicamentos convencionais.

Duplo armamento

Os medicamentos à base de antimônio trabalham em parceria com o sistema imunológico para matar o parasita.

Aparentemente, isto deu à Leishmania donovani a oportunidade para se armar contra os dois.

Ela não apenas se tornou resistente contra a droga, como também agora resiste melhor aos macrófagos, as células defensoras do sistema imunológico humano.

Segundo os cientistas, somente não há ainda uma prova absoluta da super-resistência do parasita porque obviamente não se pode propor um experimento desse tipo em seres humanos.

Mas tudo sugere que a Leishmania resistente não apenas sobrevive melhor em humanos, como também é mais eficiente em tornar as pessoas doentes - ela tem o que os pesquisadores chamam de uma maior "virulência", embora não se trate de um vírus.

Evolução benéfica

Esta é a primeira vez que a ciência encontra um organismo que se beneficia sempre do desenvolvimento da resistência a uma droga.

Normalmente a resistência somente é útil para o patógeno quando ele está sendo bombardeado pelos medicamentos, mas lhe traz prejuízo em situações "normais" para ele, inibindo sua proliferação.

Nestes casos, o micro-organismo acaba gastando energia e recursos em uma nova propriedade sem utilidade, o que é uma desvantagem para ele - imagine usar um colete salva-vidas o tempo todo, mesmo quando você não está na água.

Medicamentos que criam superbactérias?

Será que nossos medicamentos estão criando supermicróbios ou superbactérias?

Esta é uma questão legítima, e o fenômeno terá que ser melhor investigado.image

Mas isto não implica que seja melhor parar de desenvolver novos medicamentos - a Leishmania resistente, por exemplo, pode ser destruída por uma droga mais recente, a miltefosina.

Contudo, o problema levanta, no mínimo, a questão de um uso mais sábio dos medicamentos.

Já se sabe, por exemplo, que a resistência aos antibióticos vai além da ingestão incorreta dos medicamentos.

Essa é a única alternativa a uma corrida desenfreada pelo desenvolvimento de novos medicamentos e de novas combinações de medicamentos, que apenas levarão a um círculo vicioso de superbactérias e novos medicamentos que só trará prejuízos ao homem.

Outra tendência a ser evitada é a crescente medicalização de diversas condições, que passam a "exigir" medicações, apenas pela pressão do mercado.

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Refrigeração em estado sólido

Mecânica

Liga metálica tem propriedade refrigerante

Redação do Site Inovação Tecnológica - 02/01/2012

Liga metálica tem propriedade refrigerante

A estranha liga intermetálica tem uma capacidade de mudar de temperatura sob ação da pressão e de campos magnéticos. [Imagem: UB]

Efeito barocalórico inverso

Pesquisadores espanhois identificaram um novo material que apresenta um efeito barocalórico inverso a temperatura ambiente.

Isto significa que o material esfria que é submetido a uma pressão, ao contrário de quase todos os materiais que se conhece até agora.

E é característica forte, com grande potencial de aproveitamento tecnológico - a a temperatura da liga cai 1º C para cada 1 kbar de pressão aplicada.

Isto coloca coloca material como a opção mais promissora para a refrigeração de estado sólido.

Geladeiras de estado sólido

O efeito barocalórico - uma alteração na temperatura de um material produzida pela aplicação de pressão hidrostática - tem alimentado as promessas de geladeiras de estado sólido, sem motores, compressores e sem gases refrigerantes danosos ao meio ambiente.

A maioria dos objetos aquece quando é colocado sob pressão, o que é condizente com a noção genérica de átomos agitando-se mais quando ficam mais próximos entre si.

Mas a nova liga, um composto intermetálico de lantânio, ferro, silício e cobalto (La-Fe-Si-Co) tem o comportamento inverso, esfriando-se drasticamente quando pressionado.

Isto pode torná-lo útil não apenas em refrigeração, mas também em sistemas de colheita de energia.

Transição de fase

O efeito barocalórico inverso é criado por uma transição de fase no material abaixo de uma temperatura limite, o que leva a mudanças nas suas propriedades estruturais e magnéticas.

Já se sabia que essa liga era magnetocalórica - muda de temperatura sob a ação de um campo magnético - mas só agora a nova característica foi observada.

Bibliografia:

Inverse barocaloric effect in the giant magnetocaloric La-Fe-Si-Co compound.
Lluís Mañosa, David González-Alonso, Antoni Planes, Maria Barrio, Josep-Lluís Tamarit, Ivan S. Titov, Mehmet Acet, Amitava Bhattacharyya, Subham Majumdar
Nature Communications
Vol.: 2: 595
DOI: 10.1038/ncomms1606

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Segundo Bissesxo?

Espaço

Tempo mundial pode mudar em 2012

Com informações de Rebecca Morelle, da BBC - 30/12/2011

Mudanças no tempo mundial - Segundo bissexto

Uma nova forma de marcar o tempo? Esta armadilha de átomos de estrôncio, parte principal de um relógio atômico, poderá mudar a forma como o mundo mede o tempo.[Imagem: NPL]

Segundo bissexto

O tempo, tal como o conhecemos hoje, poderá não ser exatamente o mesmo tempo nos séculos que virão.

Tanto que os cientistas da área estão usando todo o seu tempo durante as festas de fim de ano para discutir uma nova definição da escala de tempo do mundo: o chamado Tempo Universal Coordenado (UTC).

E a principal questão em debate é o segundo bissexto - mais especificamente, a abolição do segundo bissexto.

Tempo tecnológico

Enquanto todo o mundo presta atenção aos anos bissextos, poucos sabem que uma "ajeitada" muito mais frequente no tempo, mas muito mais irregular, é feita constantemente.

Uma mudança que é essencial para manter o bom funcionamento dos sistemas de GPS, das telecomunicações, e até dos arquivos que você transfere pela internet.

O segundo bissexto surgiu no início da atual era tecnológica, em 1972. Ele é adicionado para manter a escala de tempo medida pelos relógios atômicos em fase com a escala de tempo baseada na rotação da Terra.

A razão para isto é que, enquanto os relógios atômicos, que usam as vibrações dos átomos para contar os segundos, são incrivelmente precisos, a Terra não é um cronometrista tão confiável quanto se acreditava - isto graças a uma ligeira oscilação que ela sofre conforme gira sobre seu próprio eixo:

"Desde a década de 1920 já se sabe que o movimento da Terra não é tão constante como tínhamos pensado inicialmente," explica Rory McEvoy, curador de "horologia" do observatório de Greenwich, no Reino Unido.

Essa variação natural da Terra significa que as horas medidas pelos relógios atômicos e as horas baseadas na rotação da Terra ficam cada vez mais defasadas conforme o tempo passa.

Assim, a cada poucos anos, antes que essa diferença cresça mais do que 0,9 segundo, um segundo extra - o chamado segundo bissexto - é adicionado ao tempo oficial, para colocar novamente os dois em sincronia.

"O Serviço Internacional de Rotação da Terra monitora a atividade da Terra, e eles decidem quando é apropriado adicionar um segundo bissexto em nossa escala de tempo," explica McEvoy.

Guerra do segundo

Um dos maiores problemas é que, ao contrário dos anos bissextos, os segundos bissextos não são previsíveis. Eles são erráticos, porque as oscilações da Terra - o chamado balanço de Chandler - não é regular.

Mas a tentativa de se livrar do segundo bissexto está causando um racha dentro da comunidade internacional que estuda o tempo, o que deverá ser decidido pelo voto, durante a Conferência Mundial de Radiocomunicações, da União Internacional das Telecomunicações (UIT), em janeiro de 2012, em Genebra.

Uma pesquisa informal feita pela UIT no início deste ano revelou que três países - Reino Unido, China e Canadá - são fortemente contra a alteração do sistema atual.

No entanto, 13 países, incluindo os Estados Unidos, França, Itália e Alemanha, querem uma nova escala de tempo que não tenha segundos bissextos.

Mas, com quase 200 países membros, a grande maioria deles ainda terá que revelar o que realmente pensa sobre o tempo.

O Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), em Paris, é a organização internacional de padronização que é responsável por manter o tempo do mundo.

A organização acredita que o segundo bissexto deve acabar porque esses ajustes estão se tornando cada vez mais problemáticos para sistemas que precisam de uma referência estável e contínua de tempo.

"Ele está afetando as telecomunicações, é problemático para a transferência de dados pela internet (como o Network Time Protocol, ou NTP), bem como dos serviços financeiros," diz o Dr. Arias Felicitas, diretor do BIPM.

"Outra aplicação que está sendo realmente muito, muito afetada pelo segundo bissexto, é a sincronização de tempo nos Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS). Os GNSS exigem uma sincronização de tempo perfeita - e segundos bissextos são um incômodo," completa Felicitas.

Tempos divergentes

Mas desacoplar o tempo civil da rotação da Terra também pode ter consequências a longo prazo.

"[Se você eliminar os segundos bissextos] o UTC irá se afastar continuamente do tempo baseado na rotação da Terra, fazendo-os gradualmente divergirem por uma quantidade crescente de tempo. Algo terá que ser feito para corrigir essa divergência cada vez maior," explica Peter Whibberley, cientista do Laboratório Nacional de Física do Reino Unido.

Em algumas décadas, isso equivaleria a um minuto de diferença. E, ao longo de centenas de anos, isso significaria uma diferença de uma hora entre o tempo dos relógios atômicos e a escala de tempo baseada na rotação da Terra.

Em 2004, foi proposta a ideia da troca dos segundos bissextos por um salto de uma hora, a ser feita uma vez a cada alguns poucos séculos.

Uma possível solução, se o segundo bissexto for abolido, seria atrelar essa "hora bissexta" às mudanças no horário de verão.

"Os países poderiam simplesmente acomodar a divergência não adiantando os seus relógios na primavera, apenas uma vez a cada poucos séculos, assim você altera o fuso horário em uma hora para trazer de volta tempo civil em conformidade com a rotação da Terra," propõe o Dr. Whibberley.

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Ciúme Patológico

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Ciúme Patológico

Ciúme Patológico é um desejo obsessivo de controle total sobre os sentimentos e comportamentos do outro(a).


http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=142

 

clip_image008Em questões de ciúme, a linha divisória entre imaginação, fantasia, crença e certeza freqüentemente se torna vaga e imprecisa. No ciúme as dúvidas podem se transformar em idéias supervalorizadas ou francamente delirantes. Depois das idéias de ciúme, a pessoa é compelida à verificação compulsória de suas dúvidas. O(a) ciumento(a) verifica se a pessoa está onde e com quem disse que estaria, abre correspondências, ouve telefonemas, examina bolsos, bolsas, carteiras, recibos, roupas íntimas, segue o companheiro(a), contrata detetives particulares, etc. Toda essa tentativa de aliviar sentimentos, além de reconhecidamente ridícula até pelo próprio ciumento, não ameniza o mal estar da dúvida.

Entre absurdos e ridículos, há o caso de uma paciente portadora de Ciúme Patológico que marcava o pênis do marido assinando-o no início do dia com uma caneta e verificava a marca desse sinal no final do dia (Wright, 1994). Mais absurda ainda é a história de outro paciente, com ciúme obsessivo, que chegava a examinar as fezes da namorada, procurando possíveis restos de bilhetes engolidos (Torres, 1999).

Os ciumentos estão em constante busca de evidências e confissões que confirmem suas suspeitas mas, ainda que confirmadas pelo(a) companheiro(a), essas inquisições permanentes parecem trazer mais dúvidas ainda, ao invés de tranqüilidade. Depois da capitulação, a confissão do companheiro(a) nunca é suficientemente detalhada ou fidedigna e tudo volta à torturante inquisição anterior.

Os portadores de Ciúme Patológico comumente realizam visitas ou telefonemas de surpresa em casa ou no trabalho para confirmar suas suspeitas. Os companheiros(as) desses pacientes vivem ocultando e dissimulando elogios e presentes recebidos ou omitindo fatos e informações na tentativa de minimizar os graves problemas de ciúme, mas geralmente agravam ainda mais.

O que aparece no Ciúme Patológico é um grande desejo de controle total sobre os sentimentos e comportamentos do companheiro(a). Há ainda preocupações excessivas sobre relacionamentos anteriores, as quais podem ocorrer como pensamentos repetitivos, imagens intrusivas e ruminações sem fim sobre fatos passados e seus detalhes.

O Ciúme Patológico é um problema importante para a psiquiatria, envolvendo riscos e sofrimentos. Na psicopatologia o ciúme pode se relacionar a diversos transtornos emocionais. Mais comumente está relacionado aos Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo. Ha autores que diferenciam o Ciúme Patológico do Ciúme Delirante.

De fato, o Ciúme Delirante está relacionado ao Transtorno Delirante Persistente e pode ser conhecido por Amor Obsessivo. Esse tipo de Transtorno Delirante Persistente, apesar de bem conhecido é raro, com incidência estimada em menos de 0,1% (Bogerts, 2005) e predomina em mulheres. Outro quadro onde a presença de Ciúme Patológico é constante é o alcoolismo crônico, bem como nas dependências químicas (Jiménez-Arriero, 2007).

Ciúme – conceito - O ciúme é uma emoção humana extremamente comum, senão universal, podendo ser difícil a distinção entre ciúme normal e patológico (Kast, 1991). Na verdade, pouco se sabe sobre experiências e comportamentos associados ao ciúme na população geral, mas em um estudo populacional, todos os entrevistados (100%) responderam positivamente a uma pergunta indicativa de ciúme, embora menos de 10% reconheceu que este sentimento acarretava problemas no relacionamento (Mullen, 1994).

O ciúme pode ser um conjunto de emoções desencadeadas por sentimentos de alguma ameaça à estabilidade ou qualidade de um relacionamento íntimo valorizado. As definições de ciúme são muitas, tendo em comum três elementos:

1) ser uma reação frente a uma ameaça percebida;

2) haver um rival real ou imaginário e;

3) a reação visa eliminar os riscos da perda do objeto amado.

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A maneira como o ciúme é visto tem variações importantes nas diferentes culturas e épocas. Assim, no século XIV relacionava-se à paixão, devoção e zelo, à necessidade de preservar algo importante, sem conotações pejorativas de possessividade e desconfiança.

Nas sociedades monogâmicas o ciúme se associa à honra e moral, sendo até um instrumento de proteção da família, talvez um imperativo biológico ou uma adaptação à necessidade de ciência da paternidade. Até bem pouco tempo atrás, dava-se grande ênfase à fidelidade feminina, enquanto a infidelidade masculina era mais bem aceita. Mesmo em tempos modernos, atribui-se um papel positivo a alguma manifestação ciúme, considerando-o um sinal de amor e cuidado.

O conceito de Ciúme Patológico compreende vários sentimentos perturbadores, desproporcionais e absurdos, os quais determinam comportamentos inaceitáveis ou bizarros. Esses sentimentos envolveriam um medo desproporcional de perder o parceiro(a) para um(a) rival, desconfiança excessiva e infundada, gerando significativo prejuízo no relacionamento interpessoal.

Alguns autores não consideram fundamental para o diagnóstico a crença superestimada da infidelidade, sendo mais importante o medo da perda do outro, ou do espaço afetivo ocupado na vida deste, para outros a base do Ciúme Patológico estaria em seu aspecto absurdo, na sua irracionalidade, e não em seu caráter excessivo (Mooney, 1965).

Em psiquiatria o Ciúme Patológico aparece como sintoma de diversos quadros, desde nos Transtornos de Personalidade até em doenças francas. Enquanto o ciúme normal seria transitório, específico e baseado em fatos reais, o Ciúme Patológico aparece como uma preocupação infundada, absurda e emancipada do contexto. Enquanto no ciúme não-patológico o maior desejo é preservar o relacionamento, no Ciúme Patológico haveria o desejo inconsciente da ameaça de um rival (Kast, 1991).

Por ser uma emoção heterogênea variando da normalidade à patologia, o ciúme oferece dificuldades em distingui-lo como normal ou mórbido. Marazzini (2003) aplicou um questionário a 400 estudantes universitários de ambos os sexos e, igualmente, para 14 pacientes portadores de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), cuja principal obsessão era ciúme. Duzentos e quarenta e cinco, aproximadamente 61% dos questionários, foram devolvidos. As análises estatísticas revelaram que os pacientes com TOC tinham pontuações totais bem mais elevados do que as pessoas saudáveis.

Além disso, foi possível identificar um grupo intermédio de pessoas, o que corresponde a 10% do total, que estavam preocupados reflexões de ciúme em torno do(a) parceiro(a). A conclusão do estudo mostrou que 10% de uma população de estudantes universitários, embora psiquiatricamente fossem considerados normais, tem acentuadas reflexões de ciúme em torno do(a) parceiro(a). Essa pesquisa permitiu distinguir claramente o grupo de ciúme acentuado, os pacientes com TOC e as pessoas saudáveis, sem esse tipo de preocupação.

No Ciúme Patológico várias emoções são experimentadas, tais como a ansiedade, depressão, raiva, vergonha, insegurança, humilhação, perplexidade, culpa, aumento do desejo sexual e desejo de vingança. Haveria, clara correlação entre auto-estima rebaixada, conseqüentemente a sensação de insegurança e, finalmente o ciúme. O portador de Ciúme Patológico é um vulcão emocional sempre prestes à erupção e apresenta um modo distorcido de vivenciar o amor, para ele um sentimento depreciativo e doentio.

Esses pacientes, com Ciúme Patológico, seriam extremamente sensíveis, vulneráveis e muito desconfiados, com auto-estima muito rebaixada e tendo como defesa um comportamento impulsivo, egoísta e agressivo. O potencial para atitudes violentas é destacado no Ciúme Patológico, despertando importante interesse na psiquiatria forense.

As estatísticas policiais sobre as vítimas do Ciúme Patológico normalmente estão distorcidas, tendo em vista o fato das mulheres raramente darem queixa das agressões que sofrem por esse motivo. O Ciúme Patológico pode até motivar homicídios e muitas dessas pessoas sequer chegam aos serviços médicos. Para Palermo (1997), a maioria dos homicídios seguidos de suicídio são crimes de paixão, ou seja, relacionados à idéias delirantes de Ciúme Patológico. São, geralmente, crimes cometidos por homens com algum problema psicoemocional, desde transtornos de personalidade, alcoolismo, drogas, depressão, obsessão, até a franca esquizofrenia.

Ciúme e Doença Mental

Na prática clínica, diante da pessoa com preocupações de ciúme é importante avaliar a proporção, adequação, racionalidade e eventual caráter delirante dessas preocupações, assim como o grau de sofrimento que acarretam. O grau sofrimento costuma ser diretamente proporcional ao caráter patológico. Não raro, atualmente, as preocupações com fidelidade não chegam a ser absurdas e muitas vezes são bastante compreensíveis.

A seguir, deve-se buscar um entendimento psicopatológico do sintoma, diferenciar se o fenômeno se trata de uma idéia obsessiva, prevalente ou delirante. Nesse sentido, é fundamental avaliar o grau de crítica do indivíduo em relação a essas preocupações. Como se sabe, uma pessoa pode estar delirante, ainda que o cônjuge de fato o(a) esteja traindo. Isso ocorre quando a crença na infidelidade for baseada em fatos ou atitudes que em nada a justifiquem, e se for inabalável e irremovível pela crítica racional.

O terceiro aspecto seria a busca do diagnóstico responsável pelo sintoma, o qual, como dissemos, pode se tratar de uma obsessão, idéia prevalente ou delírio. Nunca é demais ressaltar que, da mesma forma que a ocorrência de delírios não implica nenhum diagnóstico específico, obsessões e compulsões não são sintomas característicos e exclusivos do Transtorno Obsessivo-Compulsivo.

As obsessões podem acompanhar outros quadros psiquiátricos como, principalmente as depressões, demências e esquizofrenias. Sintomas depressivos podem ainda ser co-mórbidos e secundários ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo, o que ocorre com muita freqüência, dificultando o diagnóstico diferencial.

Além da análise dos sintomas, investigando a natureza da preocupação de ciúme e a força dessa crença, é fundamental avaliar também se o sofrimento gerado, tanto para o indivíduo quanto para o(a) companheiro(a), o grau de comprometimento do trabalho, da vida conjugal, do laser e da vida social, é necessário avaliar ainda o risco de atos violentos e a qualidade global do relacionamento.

Deve-se ainda considerar os fatores de predisposição emocional, como por exemplo, os sentimentos de inferioridade e insegurança, os transtornos psicológicos atuais ou anteriores, as experiências passadas de separação ou traição, traumas de relacionamento dos pais. Os fatores precipitantes também merecem atenção, como é o caso do estresse atual, das perdas, mudanças e comportamentos provocativos do cônjuge. É sempre necessária uma avaliação cuidadosa e global em cada caso em particular.

A relação do Ciúme Patológico com Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo parece clara (Zacher, 2004 ). O Ciúme Patológico pode tornar a vida insuportável para todos envolvidos. A afinidade do Ciúme Patológico para com os Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo deu origem à idéia de que poderia responder ao tratamento com substâncias utilizadas também no tratamento de Transtornos Obsessivo-Compulsivo.

De fato, é grande o número de pacientes com Ciúme Patológico que respondem bem ao tratamento com antidepressivos inibidores seletivos da serotonina (ISRS). O tratamento com esses antidepressivos melhora a preocupação exagerada do ciúme e alivia a angústia do ciúme patológico do paciente. Com base nessas constatações, a fluoxetina - como também outros ISRSs - deve ser sempre considerada como uma possível estratégia eficaz para o tratamento farmacológico do Ciúme Patológico (Zacher, 2004).

O Ciúme Patológico pode coexistir com qualquer diagnóstico psiquiátrico. Entre pacientes psiquiátricos internados os delírios de ciúme foram encontrados em 1,1 % deles. As prevalências diagnósticas foram as seguintes: psicoses orgânicas em 7%, transtornos delirantes paranóides em 6,7%, psicoses alcoólicas em 5,6% e esquizofrenias em 2,5% (Soyka, 1995).

Em pacientes ambulatoriais o Ciúme Patológico relaciona-se em grande parte a quadros depressivos, ansiosos e obsessivos. A maciça maioria dos portadores de Ciúme Patológico, entretanto, não está dentro dos hospitais e nem nos ambulatórios (Shepherd, 1961).

São bastante conhecidos os delírios de ciúme de alcoolistas, a ponto desse sintoma ser considerado, durante algum tempo e por alguns autores, característico do alcoolismo. Destacava-se a impotência sexual proveniente do alcoolismo como importante fator no desenvolvimento de idéias de infidelidade, relacionadas a sentimentos de inferioridade e rejeição.

Nas mulheres, fases de menor interesse sexual ou atratividade física, como ocorre na gravidez e menopausa, produziriam redução da auto-estima, aumentando a insegurança e a ocorrência do Ciúme Patológico.

A prevalência do Ciúme Patológico no Alcoolismo gira em torno de 34% (Michael, 1995). A evolução comum do Ciúme Patológico como sintoma do alcoolismo, pode ser, inicialmente, apenas durante a intoxicação alcoólica e, posteriormente, também nos períodos de sobriedade.

Na Esquizofrenia, a prevalência do Ciúme Patológico com características delirantes em pacientes internados costuma ser de apenas 1 a 2,5%. Seria bem mais freqüente em transtornos demenciais e em quadros depressivos do que na esquizofrenia (Soyka, 1995). No Transtorno Paranóide, os delírios de ciúme costumam aparecer em 16% deles (Shaji, 1991).

Pode-se ainda ter o delírio de ciúme bem sistematizado em sua forma pura, sem alucinações ou deterioração da personalidade, numa apresentação monossintomática. Este quadro atualmente denominado Transtorno Delirante de Ciúme, seria bem mais raro.

DSM. IV - Critérios Diagnósticos para Transtorno Delirante (F22.0 - 297.1), onde se inclui o Transtorno Delirante de Ciúme seriam:

A. Delírios não-bizarros que envolvem situações da vida real, tais como ser seguido, envenenado, infectado, amado a distância, traído por cônjuge ou parceiro romântico ou ter uma doença com duração mínima de 1 mês.

B. O critério A para Esquizofrenia não é satisfeito.

Nota: alucinações táteis e olfativas podem estar presentes no Transtorno Delirante, se relacionadas ao tema dos delírios.

C. Exceto pelo impacto do(s) delírio(s) ou de suas ramificações, o funcionamento sócio-ocupacional não está acentuadamente prejudicado, e o comportamento não é visivelmente esquisito ou bizarro.

D. Se episódios de humor ocorreram durante os delírios, sua duração total foi breve relativamente à duração dos períodos delirantes.

E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância, como por exemplo, uma droga de abuso, um medicamento ou não se deve à uma condição médica geral (onde se exclui o ciúme do alcoolista).

Especificar tipo (os tipos seguintes são atribuídos com base no tema predominante do(s) delírio(s):

Tipo Erotomaníaco: delírios de que outra pessoa, geralmente de situação mais elevada, está apaixonada pelo indivíduo.

Tipo Grandioso: delírios de grande valor, poder, conhecimento, identidade ou de relação especial com uma divindade ou pessoa famosa.

Tipo Ciumento: delírios de que o parceiro sexual do indivíduo é infiel.

Tipo Persecutório: delírios de que o indivíduo ou alguém chegado a ele está sendo, de algum modo, maldosamente tratado (grifo meu).

Tipo Somático: delírios de que a pessoa tem algum defeito físico ou condição médica geral.

Tipo Misto: delírios característicos de mais de um dos tipos acima, sem predomínio de nenhum deles.

Tipo Inespecífico.

Há vários anos suspeita-se que o Transtorno Obsessivo-Compulsivo poderia se manifestar como Ciúme Patológico. Nesse caso os pensamentos atrelados ao Ciúme Patológico seriam indistinguíveis dos pensamentos obsessivos. Os pensamentos de ciúme seriam ruminações e as buscas por evidências da infidelidade, rituais compulsivos de verificação.

Muitos pacientes teriam crítica e constrangimento por esses pensamentos e se esforçariam para afastá-los. Albina torres et al citam a famosa frase de Barthes em Fragmentos de um discurso amoroso: "Como homem ciumento eu sofro quatro vezes: por ser ciumento, por me culpar por ser assim, por temer que meu ciúme prejudique o outro, por me deixar levar por uma banalidade; eu sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum"(Torres, 1999).

De algum tempo para cá, vários autores têm sugerido a relação entre Ciúme Patológico e Transtornos Obsessivo-Compulsivos (Shepherd, 1961). Desta forma, pensamentos de ciúme podem ser vivenciados como excessivos, irracionais ou intrusivos e podem levar a comportamentos compulsivos, tais como os de verificação compulsiva. Ao se considerar os tipos Ciúme Patológico, podemos observar que, enquanto no Ciúme Delirante o paciente está solidamente convencido da traição, no Ciúme Obsessivo ele sentirá dúvidas e ruminações sobre provas inconclusivas, em que certeza e incerteza, raiva e remorso alternam-se a cada momento.

É importante ressaltar que em estudos sobre TOC, o tema do Ciúme Patológico é pouco abordado, possivelmente por não ser um sintoma muito típico, e em trabalhos que estudam o Ciúme Patológico em geral, sua apresentação como uma manifestação sintomatológica do TOC também é pouco enfatizada, talvez por não estar entre os sintomas mais freqüentes.

Sob vários aspectos constata-se que os pensamentos de ciúme partilham várias características com os pensamentos das obsessões: são freqüentemente intrusivos, indesejados, desagradáveis e por vezes considerados irracionais, em geral acompanhados de atos de verificação ou busca de reasseguramento. Os indivíduos que avaliam suas atitudes como inadequadas ou injustificadas teriam mais sentimentos de culpa e depressão, enquanto os demais apresentariam mais raiva e comportamentos violentos.

Os pensamentos ou ruminações obsessivas de ciúme diferem das suspeitas de ciúme na medida em que são facilmente reconhecidos pelo paciente como ego distônicos, ou seja, irracionais e associados à resistência e culpa, enquanto as preocupações mórbidas são sintônicas, consistentes com o estilo de vida e centradas em problemas realísticos do indivíduo, raramente resistidas e só algumas vezes associadas à culpa.

Assim, nos pacientes obsessivos as preocupações de ciúme tipicamente envolvem maior preservação da crítica, mais vergonha, culpa e sintomas depressivos, menor agressividade expressa e muitas ruminações e rituais de verificação sobre acontecimentos passados. De fato, há casos em que predominam comportamentos relacionados à depressão, tais como: retraimento, dependência e maior demanda por demonstrações afetivas, por vezes alternados com raiva, ameaças e agressões.

O ciúme considerado normal dá-se num contexto interpessoal, entre o sujeito e o objeto, enquanto o ciúme no Transtorno Obsessivo-Compulsivo seria intrapessoal, só dentro do sujeito. O ciúme normal envolveria sempre duas pessoas, e os pacientes melhorariam quando sem relacionamentos amorosos (Parker e Barret, 1997).

No Ciúme Patológico o amor do outro é sempre questionado e o medo da perda é continuado, enquanto no amor normal (ou ideal) o medo não é prevalente e o amor não é questionado. No Transtorno Obsessivo-Compulsivo há sempre dúvida patológica com verificações repetidas, mesmo fenômeno que se observa no Ciúme Patológico. O medo da perda é também um sintoma proeminente no TOC, tanto quanto no Ciúme Patológico. Neste, a perda do ser amado não diz respeito à perda pela morte, como ocorre num relacionamento normal, mas o temor maior, o sofrimento mais assustador é a perda para outro(a).

Segundo o DSM.IV, as Obsessões, seriam definidas por:

(1) pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que, em algum momento durante a perturbação, são experimentados como intrusivos e inadequados e causam acentuada ansiedade ou sofrimento.

(2) os pensamentos, impulsos ou imagens não são meras preocupações excessivas com problemas da vida real.

(3) a pessoa tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens, ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação.

(4) a pessoa reconhece que os pensamentos, impulsos ou imagens obsessivas são produto de sua própria mente (não impostos a partir de fora, como na inserção de pensamentos).

A ausência do termo ciúme nesses critérios seria o maior responsável pela relutância de muitos autores em diagnosticar o TOC em casos cuja apresentação é centrada em preocupações de infidelidade. Apesar de haver temas de idéias obsessivas mais freqüentes no TOC, as possibilidades de conteúdos obsessivos e rituais compulsivos são infindáveis. Não há também nenhuma regra proibindo as idéias obsessivas de envolverem o tema ciúme com a mesma força que envolve a contaminação, sujeira, doença, etc.

Devido a essa resistência em se considerar o Ciúme Patológico como um Transtorno Obsessivo-Compulsivo normal com a diferença única no tema da idéia obsessiva, existem termos variantes do TOC, tais como Ciúme Obsessivo, Ciúme Obsessivo-Suspeitoso, forma Obsessivo-Compulsiva de Ciúme Patológico ou Ciúme com Características Obsessivas, evitando-se falar diretamente em Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Talvez pelo tema ciúme ter forte natureza paranóide, a aproximação mais natural do transtorno seria com idéias delirantes e quadros tradicionalmente psicóticos.

Para referir:

Ballone GJ, Moura EC - Ciúme Patológico - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br , revisto em 2008.

Referências bibliográficas

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Zacher A. - Pathological jealousy, MMW Fortschr Med. 2004 Oct 28;146(44):49, 51.

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Energia solar já atingiu nível de competitividade econômica

Energia

Redação do Site Inovação Tecnológica - 22/12/2011

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Este foi o levantamento mais criterioso já realizado até agora dos custos da energia solar, atualizando vários coeficientes técnicos assumidos incorretamente.[Imagem: Wikimedia]

Chique

"Já é hora de parar de ver a energia solar como a boutique das fontes de energia."

Na verdade, ela nem mais deveria ser vista como uma fonte alternativa de energia, mas como "uma opção técnica e economicamente viável".

O recado contundente é do pesquisador Joshua Pearce, da Universidade Queens, no Canadá.

Pearce e seus colegas fizeram o levantamento mais criterioso já realizado até agora dos custos da energia solar.

E encontraram números que são muito diferentes dos que vêm sendo adotados na larga maioria dos estudos da área, na maioria das vezes sem critério e sem nenhum questionamento.

Custo da energia solar

"Historicamente, quando comparam a economia da energia solar e das fontes convencionais de energia, as pessoas têm sido muito conservadoras," diz o pesquisador, citando como "pessoas" os estudiosos que publicaram artigos científicos sobre o assunto.

O grupo de Pearce revisou todos esses estudos, publicados ao longo das últimas décadas, e descobriu que os números usados nas comparações de custos estão errados por uma larga margem.

Para descobrir o custo real da energia fotovoltaica é necessário considerar, além do custo dos painéis solares, os custos de instalação e de manutenção, o custo financeiro do investimento, a vida útil dos painéis e a potência efetiva que eles produzem ao longo do ano.

Coeficientes corretos

O primeiro erro encontrado foi na durabilidade dos painéis solares. "Com base nos últimos estudos de longo prazo, nós devemos fazer nossa análise econômica considerando um ciclo de vida de 30 anos, no mínimo," afirmou Pearce.

Além disso, a maioria das análises reproduz um dado que afirma que a produtividade dos painéis solares fotovoltaicos cai a uma taxa de 1% ao ano, quando o dado real, com base nos painéis disponíveis hoje no comércio, fica entre 0,1 e 0,2%.

Finalmente, as análises têm largas variações quanto ao custo por watt de eletricidade gerada, que é citado entre US$2 e US$10.

"O custo verdadeiro em 2011, para painéis solares disponíveis no mercado mundial, é de US$1," afirma Pearce, mesmo que os custos dos próprios painéis e da mão-de-obra para instalação variem largamente ao redor do mundo.

Competitiva

O estudo crítico refaz então os cálculos e conclui que a energia solar já está alcançou competitividade em várias partes do mundo.

Segundo os pesquisadores, os painéis solares já podem gerar uma eletricidade que é tão barata - em alguns lugares, mais barata - do que a energia que os consumidores compram hoje das concessionárias.

Isto sem atribuir um valor financeiro para os outros benefícios da energia solar, como a redução da poluição e a queda na emissão de carbono.

Bibliografia:

A Review of Solar Photovoltaic Levelized Cost of Electricity
K. Branker, M. J.M. Pathak, J. M. Pearce
Renewable & Sustainable Energy Reviews
Vol.: 15, 4470-4482 (2011)
DOI: 10.1016/j.rser.2011.07.104

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Brasil avançou na inovação tecnológica em 2011

Plantão

Guilherme Gorgulho - Inovação Unicamp - 26/12/2011

Acelerar a inovação

Há um sentido de urgência que permeia o discurso do presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Carlos Calmanovici.

Representante de mais de 200 empresas e entidades orientadas a P&D no segmento produtivo - a maioria delas de grande porte e de capital nacional -, a Anpei considera que 2011 foi um ano positivo, de conquistas, mas há uma grande necessidade de se acelerar a implementação de políticas e ações de fomento para que o Brasil não perca a disputa pela competitividade.

"O principal ponto de destaque para mim é a questão da velocidade, nós temos que fazer tudo isso que estamos fazendo de uma forma mais rápida, porque os outros estão fazendo mais rápido do que nós", considerou o engenheiro químico Calmanovici, que também é diretor de Inovação e Tecnologia da ETH Bioenergia.

Em um ano em que o Ministério da Ciência e Tecnologia incorporou a Inovação ao nome e às prioridades da pasta, em que foi anunciada a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), em que foi lançado o programa Ciência sem Fronteiras para qualificar recursos humanos e em que a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) iniciou um estudo para crescer e se transformar em uma instituição financeira, a bússola parece estar apontando para o lado certo, mas o acelerador precisa ir mais a fundo para que o Brasil realmente concorra em condições de igualdade na corrida da inovação, de acordo com a Anpei.

"Nós temos nossas dificuldades [para inovar], temos todas as justificativas que são razoáveis, que temos que entender, mas se nós não fizermos alguém vai fazer; e se nós fizermos alguém pode fazer também, mas nós podemos brigar e temos como fazer isso", afirma Calmanovici.

Banco da inovação

No dia 9 de dezembro, a Anpei realizou a última reunião do ano de seu Conselho Superior, que contou com as presenças do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Aloizio Mercadante, e do secretário-executivo da pasta, Luiz Antonio Rodrigues Elias, para fazer um balanço das atividades e abordar os planos para 2012.

Para a entidade que representa as empresas inovadoras, um dos avanços principais foi a mudança de foco da Finep, que passou a apoiar mais as iniciativas empresariais. O tamanho da carteira de pedidos de crédito para a inovação da Finep aumentou em quase cinco vezes desde o início do ano, alcançando no final de 2011 a marca de R$ 9,13 bilhões. Além disso, o total de recursos liberados cresceu 56% em relação a 2010, chegando a R$ 1,87 bilhão.

Nesta entrevista, o presidente da Anpei avalia as mudanças na agência ligada ao MCTI, faz um balanço sobre como foi o ano e aponta quais temas requerem uma atenção especial para o ano que se inicia.

Como foi o ano de 2011 para a inovação no Brasil sob o ponto de vista da Anpei?

A Anpei vê 2011 efetivamente como um ano de avanços, houve avanços significativos. Do ponto de vista de recursos, o orçamento da inovação cresceu. Nós percebemos que houve um comprometimento maior entre todos os atores, inclusive de atores políticos. Por parte do governo isso foi refletivo, por exemplo, no plano Brasil Maior, mas também em outras iniciativas. São pontos que trazem impactos de grande significado e que têm desdobramentos. Mais do que isso, acho que foi emblemática a postura.

No posicionamento houve uma evolução, por exemplo, da Finep. É um processo que obviamente não terminou e já vinha em um crescimento, com uma mudança de foco de "academia" para "academia mais empresa", não apenas da geração de conhecimento, pegando o processo todo de inovação.

De um modo geral, 2011 confirmou essa tendência que já estava acontecendo de uma mudança de eixo, de foco, não no sentido de uma mudança realmente, mas no sentido de complementar.

A geração do conhecimento, que continua sendo apoiada, continua sendo fundamental para todos, mas agora há essa ressonância na transformação desse conhecimento em produtos, em valor. Em 2011, nós estabelecemos um grupo de trabalho conjunto, Finep e Anpei, que se reuniu algumas vezes durante o ano e que foi extremamente produtivo.

Sobre pontos negativos para o cenário da inovação, o que a Anpei destaca?

Há um aspecto que eu considero negativo em 2011, que atrapalha bastante e é um assunto que teremos que trabalhar nos próximos meses, que foi a Instrução Normativa nº 1.187 da Receita Federal.

Essa IN era uma demanda nossa. A Anpei, juntamente com a Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo], montou um grupo de trabalho de discussão com a Receita e o MCTI. Nesse sentido foi bom, porque nós pudemos discutir com a Receita e trazer os pontos de vista desses atores, das empresas.

Ocorre que a Lei do Bem representa uma renúncia fiscal por parte do governo que segue alguns procedimentos. E essa lógica está representada na lei e na regulamentação. A IN é o entendimento da Receita com relação a esse marco legal.

Um exemplo é que, pelo seu investimento em inovação, a empresa pode descontar uma parte do lucro bruto e com isso ter uma redução do imposto pago. Se a empresa tem um investimento em uma equipe de 100 pessoas, que representa "x" milhões de reais de investimento por ano, esse investimento pode ser abatido anualmente e haverá uma redução do imposto devido.

Mas a dúvida é se a área de apoio administrativo está dentro da área de P&D ou não, e a legislação não vai nesse detalhe. A equipe de P&D pode ser considerada nesse mecanismo, mas a Receita disse que o pessoal administrativo não é considerado - como secretária, pessoal da área de patentes, entre outras.

Nessa questão, o tratamento ainda tem um viés um pouco acadêmico, porque na academia a parte administrativa já está considerada automaticamente. Mas no caso da empresa é realmente um ônus, que penaliza a atividade de inovação. O entendimento da Receita é que essas atividades não fazem parte das atividades estimuláveis e com isso nós temos uma redução importante.

De que maneira isso influencia as estratégias de interação comuns dentro do processo de inovação?

Nós operamos muito hoje em um sistema de "inovação aberta", é bonito, todos falam, incentivam, estimulam, encorajam, e está no discurso de todos - academia, governo e empresas. É outra forma de fazer pesquisa.

Hoje não se faz mais pesquisa como se fazia há 10, 20 ou 30 anos. Não há equipe de P&D que faça toda a pesquisa internamente. Ninguém mais tem isso, mesmo os grandes. As operações, as transações, as negociações de tecnologia e de desenvolvimento conjunto ficaram mais complicadas, mais difíceis.

Se eu contrato um P&D com alguém, eu não posso ter o benefício nessa contratação, pois esse não é um dos itens que eu possa ter o benefício fiscal; só em alguns casos, como de universidades, uma pequena empresa, uma ICT ou afins.

Nossa sugestão era de que isso fosse generalizado, pois quem está correndo o risco pela atividade de P&D e está investindo efetivamente sou eu, e não a outra empresa; então, é razoável que eu também tenha o benefício. Há uma lógica obviamente, pois a Receita não quer que haja duplicidade do benefício, mas há formas de evitar que isso aconteça.

E obviamente a nossa proposta não era a de que houvesse duplo benefício, mas que quem efetivamente fosse o motor, o agente da inovação, deveria ter o acesso ao benefício, e não quem realiza necessariamente o trabalho de P&D.

A meta do governo federal de que os investimentos em inovação cheguem a 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2015, sendo metade do setor público e metade do setor privado, é uma meta realista? Esse número é compartilhado pelos planos das empresas representadas pela Anpei?

A meta é oportuna, razoável, mas que precisa ser contextualizada; não é só o número em si do investimento, mas como nós recheamos esse investimento.

Uma coisa boa é que, com esse ritmo novo de evolução da Finep e com a resposta das empresas, que tem sido até além das expectativas em alguns casos, existe um apetite muito grande das empresas. Elas percebem que a inovação não é um dos elementos da competitividade, mas é "o" elemento da competitividade.

Depois daquele período de substituição das importações e tudo mais que nós vivemos, hoje a competição - que é muito mais intensa, com países como Índia, Rússia, África do Sul e China - só pode se dar por meio da diferenciação, e diferenciação é inovação. Se não tivermos um foco muito grande em inovação, não vamos conseguir manter competitividade de modo perene, estrutural.

A competitividade estrutural vem somente por meio da inovação. Um ponto fundamental é que o Brasil tem que ter competitividade para inovar. Hoje, a inovação não é competitiva no Brasil. Nós temos problemas, e falando dessa forma é um pouco forte, mas temos que fazer as provocações que tenham ressonância.

O Brasil tem limitações hoje para que a atividade de inovação seja competitiva. O Brasil não tem competitividade para investir, pela taxa de câmbio, pelos juros e por todos os fatores macroeconômicos que dificultam o investimento no País.

Inovação é investimento, e tudo que se fala de investimento, se aplica também à inovação, como custo Brasil, questão trabalhista, etc., com algumas questões adicionais, como a mão-de-obra. Nós temos uma deficiência de recursos humanos de alto nível, com alta qualificação ou altíssima qualificação, que façam P&D e inovação de alto nível. O Brasil tem até bons pesquisadores em alguns casos, mas não necessariamente empreendedores e inovadores. Na academia e nas empresas, nós acabamos formando pesquisadores e esse aspecto da inovação efetivamente muitas vezes é deficiente.

Há algumas oportunidades e o governo está trabalhando nelas, como essa iniciativa do programa Ciência sem Fronteiras. É uma iniciativa extremamente bem-vinda que acho que será muito interessante para nós.

Há uma cobrança grande para que as empresas brasileiras invistam mais em inovação, a exemplo do que acontece na maioria dos países desenvolvidos. Mas há um ambiente favorável para que isso ocorra atualmente?

Falta um ambiente mais favorável e uma condição mais favorável. A briga da Anpei é justamente essa de trazer o maior número possível de empresas, porque uma isoladamente não consegue inovar. Isoladamente ela inova por algum tempo, mas é fogo de palha, não decola.

Nós precisamos estruturar a inovação nas cadeias produtivas; o discurso e a prática da Anpei são de estimular a inovação cada vez mais nas cadeias e ter um número maior de empresas inovando ajuda e alavanca a inovação das empresas que hoje já fazem inovação.

São poucas as empresas que efetivamente inovam no Brasil e nós temos que trabalhar para que cada vez mais haja mais empresas, mas não é um passe de mágica.

Eu cito o exemplo de São Paulo. Porque nós em São Paulo temos um nível de investimento em P&D num patamar da OCDE [Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico], e a participação das empresas é de mais de 60%. Porque aqui temos um ambiente mais favorável, tanto do ponto de vista da inovação em si, quanto da demanda, ou seja, o mercado pede, ele é competitivo e demanda essa inovação. As empresas ou fazem essa inovação ou estão fora. Temos que brigar para criar essa mesma condição.

Não estou citando como exemplo São Paulo dizendo que temos que fazer o que se faz aqui nos outros Estados, mas é considerar que é um processo, e que temos que criar esse ambiente favorável efetivamente, para que as empresas incorporem esse conhecimento e consigam transformar em inovação.

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