Pepsi anuncia garrafa de origem 100% vegetal

Meio ambiente

Pepsi anuncia garrafa de origem 100% vegetal

As técnicas de processamento da biomassa permitem a fabricação de uma "garrafa vegetal" virtualmente indistinguível da garrafa PET normal.[Imagem: PepsiCo]

Garrafa vegetal

A empresa PepsiCo anunciou o desenvolvimento da "primeira garrafa de plástico PET feita inteiramente de matérias-primas totalmente renováveis, à base de plantas."

Segundo nota divulgada pela empresa, a garrafa "verde" é 100% reciclável e "supera largamente as tecnologias disponíveis na indústria".

A empresa não divulga informações ou artigos científicos fundamentando a descoberta, citando apenas que o avanço inclui "uma combinação de processos biológicos e químicos".

Esses processos biotecnológicos criam uma estrutura molecular que é idêntica à do PET (polietileno tereftalato) - um plástico à base de petróleo.

A matéria-prima utilizada é a biomassa de milho, pinus e de uma gramínea conhecida como switch grass.

Cultivando garrafas

As técnicas de processamento da biomassa permitem a fabricação de uma "garrafa vegetal" virtualmente indistinguível da garrafa PET normal e com igual capacidade de proteção dos líquidos.

A empresa afirma que as pesquisas prosseguem para a inclusão de outros vegetais na produção da garrafa ecologicamente correta, incluindo cascas de laranja, batata e aveia.

As primeiras garrafas à base de plantas começarão a ser produzidas em escala piloto em 2012. Se os testes forem bem-sucedidos, a empresa planeja passar diretamente à produção em escala comercial.

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A natureza agradece assim como também os homens de boa vontade. São iniciativas como esta que fazem a diferença, um padrão a ser imitado por todo o mundo civilizado, se não quiser arcar com a pecha do descaso, da insensatez, de não fazer nada em favor de um meio ambiente melhor.

Já estamos bastante atrasados, por nossa própria incúria. Devemos,  portanto, seguir o exemplo e fazermos a nossa parte, por insignificante que seja, mas que adicionada às outras pequeninas partes formarão um  conjunto harmonioso e de grande importância.

antromsil

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Governo corta R$ 1,7 bilhão do orçamento de ciência e tecnologia

Plantão

 

Janaína Simões - Inovação Unicamp - 22/03/2011

Discurso e prática

imageEm um momento de discussão sobre a nova fase da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), em que membros do governo enfatizam que a inovação será prioridade da política industrial brasileira, e de elaboração do Plano de Ação para a Ciência, Tecnologia e Inovação para o período 2011-2014, repercutiu negativamente entre entidades que representam segmentos dos setores empresarial e acadêmico o corte de R$ 1,7 bilhão no orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) em 2011.

"O corte reflete o que estamos dizendo há muito tempo: a política de desenvolvimento tecnológico não está na agenda", afirma Roberto Nicolsky, diretor geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec).

"A medida não vai ao encontro do discurso de que precisamos fazer mais inovação", concorda Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

"Embora entendendo a necessidade de corte, temos que considerar realisticamente seus impactos negativos na área de inovação, e garantir que a dinâmica positiva do momento atual se mantenha", afirma o presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Carlos Calmanovici.

Incorporação de inovações

"Se a política de desenvolvimento tecnológico fosse uma política de Estado, seria de longo prazo. Deveria independer das circunstâncias econômicas", aponta Nicolsky, da Protec.

A entidade é uma associação civil em prol da inovação tecnológica nacional, que reúne as chamadas entidades tecnológicas setoriais (ETS), como o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos Farmacêuticos, Fármacos e Agro-químicos (IPD-Farma), o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Máquinas e Equipamentos (IPD-Maq), o Instituto de Gestão de Pesquisa e Desenvolvimento para a Indústria Elétrica e Eletrônica (IPD-Eletron), o Instituto Tecnológico da Borracha (ITeB), e o Instituto de Tecnologia e Estudos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Itehpec).

Nicolsky explica que o País só conseguirá se desenvolver e tornar mais competitivo se houver uma intensa taxa de incorporação de inovações. Um dos caminhos para a indústria nacional é incorporar inovações que outros mercados já têm. Para ele, uma das deficiências da política pública de apoio à inovação no Brasil é ela ter um viés acadêmico muito forte.

"Temos a visão acadêmica da descoberta, das novas soluções, novos produtos e tecnologias, uma expectativa ingênua, pueril, de que daremos o salto para a liderança", analisa. "Se não lançarmos novos produtos e novos processos, não atingimos a liderança, mas se a gente não incorporar inovações que já existem, ficamos marginalizados no mercado. Precisamos investir em engenharia reversa para incorporar o que não temos", completa.

Essa incorporação, prossegue o executivo da Protec, deve ser sistemática e continuada. "Precisamos de iniciativas continuadas ao longo do tempo e de investimentos permanentes, mas o pouco que existe é interrompido por cortes, que geram insegurança quanto à continuidade da política e mostram que o desenvolvimento tecnológico, a inovação, deixam de ser política de Estado para ser política de governo", afirma.

Para ele, o corte no orçamento do MTC não afetará o comportamento das empresas que já investem tradicionalmente em inovação, pois essas contam pouco com o apoio do Estado. "O Brasil tem política de subvenção para projetos sonhadores, fora da realidade, focados em criar novos produtos, explorar novas fronteiras, projetos acadêmicos que não focam o mercado. Esses projetos, sim, serão muito afetados [pelo corte]", analisa.

Ciclo da inovação

Outro segmento empresarial que pode ser afetado pela redução do dinheiro para ciência e inovação, segundo Nicolsky, é o das empresas que estavam pensando em investir ou que começaram recentemente a aportar recursos em processos de inovação e, portanto, ainda não fecharam o ciclo, que se finaliza com a obtenção de faturamento obtido pela venda de produto ou processo novo ou melhorado no mercado.

"Quando pensamos que o Brasil vai começar mesmo uma política de Estado para inovação, com um orçamento sem contingenciamentos, vem o corte. É lamentável, indica que não fazemos uma política para construir o futuro, mas para atender o imediato", conclui.

"O corte no orçamento do MCT impacta diretamente na competitividade das empresas, já que inovação é um de seus pilares estruturantes", aponta Carlos Calmanovici, da Anpei. Segundo ele, a entidade entende que o governo precisa fazer cortes, mas é necessário estudar medidas para mitigar os impactos negativos. "Esta ação demanda um engajamento de associações como a Anpei junto ao governo para que, com criatividade, sejam desenvolvidas fontes alternativas de recurso financeiro", prossegue o executivo. "Dadas as ações já tomadas pela Anpei, estamos confiantes de que este quadro será revertido", completa.

Críticas do setor acadêmico

Helena Nader, da SBPC, diz que a entidade viu da "pior maneira" o corte no orçamento do MCT. "Não vai ao encontro do discurso de que o País precisa fazer mais inovação. Na última reunião que tivemos do CCT [Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia], em final de dezembro, foi apresentado um balanço dos investimentos e os discursos oficiais enfatizaram que o governo daria prioridade à educação e à ciência. Os cortes nos orçamentos do MCT e do Ministério da Educação mostram que há um descompasso entre o discurso e a ação", lembra ela.

A última reunião do CCT, que é presidido pelo presidente da República, ocorreu no dia 27 de dezembro, no novo prédio do CNPq, inaugurado na mesma ocasião. Participaram o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o hoje ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende; entre outros ministros, além de diversas autoridades. Helena, então vice-presidente da SBPC, também esteve no encontro.

Helena lembra, ainda, do pronunciamento feito por Dilma Rousseff, então candidata à presidência da República, na 62ª Reunião Anual da SBPC, realizada entre 25 e 30 de julho de 2010, em Natal (RN). Na ocasião, Dilma destacou a prioridade para a educação e ciência e tecnologia no desenvolvimento do País. "Os cortes não estão de acordo com o discurso feito durante oito anos do governo Lula e com o discurso da presidente Dilma, ambos do mesmo partido", afirma. Ela lembra que sem a educação básica, não há pessoas preparadas para o ensino superior. "Sem recursos humanos qualificados, sem educação e ciência, quem vai fazer inovação?"

A SBPC deverá pedir audiência com os ministros da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e da Educação, Fernando Haddad, para levar o posicionamento da comunidade científica sobre os cortes. "Entendemos ser necessário fazer os cortes, ninguém quer a volta da inflação, mas é preciso examinar onde esses cortes estão sendo feitos, não podem ser em educação, ciência e tecnologia, saúde", acrescenta. "O Brasil vai piorar no médio e longo prazo, isso está gerando um atraso. Melhoramos muito em relação aos investimentos em educação e C&T, mas estamos muito aquém do que o País precisa para tirarmos nosso atraso e do que é recomendado internacionalmente", alerta.

Contramão

imageA Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) foi outra entidade a protestar contra o corte orçamentário do MCT. Em texto divulgado dia 21 de fevereiro, a entidade afirma que "a política de corte nos investimentos nas áreas sociais e em áreas estratégicas, tais como educação, defesa e ciência e tecnologia, vai na contramão do desenvolvimento econômico e social do País".

Para a ANPG, "o problema está na lógica da política macroeconômica, que favorece o pagamento de juros em detrimento de investimentos na produção e também nos chamados gastos sociais".

A entidade questiona o governo a respeito de como o País vai investir em formação de recursos humanos, em inovação tecnológica, em pesquisas de ponta, se diminui o orçamento do MCT, apontado no manifesto da ANPG como o principal órgão responsável por coordenar e investir nessas políticas. Lembra que a transferência para a reserva de contingência de R$ 610 milhões do FNDCT reduziu as verbas do ministério, mas ainda garantia um orçamento em 2011 maior do que o de 2010.

"Com o novo corte, o MCT terá menos condições materiais de fortalecer e ampliar suas políticas este ano do que teve em 2010", aponta. A entidade está fazendo um abaixo-assinado, disponível em seu site, pedindo por reajuste no valor das bolsas concedidas aos alunos da pós-graduação.

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O que são microprocessadores?–Parte 1

MICROPROCESSADORES

A marcha evolutiva dos processadores vem sendo paulatinamente acelerada a ponto de deixar confuso o mais experiente usuário que, a rigor, não tem tido tempo para analisá-los detalhadamente um por um, exceção feita somente aos especialistas do ramo, o que provoca um descompasso na utilização destes dispositivos, pois, quando pensamos estar usando o que há de mais avançado na realidade estamos mesmo é empregando tecnologias obsoletas.

Em face deste dilema, tomei a decisão de pesquisar e publicar um tutorial que reunisse informações detalhadas desde a definição, passando pelos pormenores técnicos, até o seu destino final como parte do sistema de computação.

Antromsil

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http://motta-caixas.blogspot.com/2009/03/o-que-sao-processadores.html

quinta-feira, 5 de março de 2009

 
1 - O que são Processadores?

imageO processador é um circuito integrado que realiza as funções de cálculo e tomada de decisão de um computador, por isso é considerado o cérebro do mesmo. Ele também pode ser chamado de Unidade Central de Processamento (em inglês CPU: Central Processing Unit). Nos computadores de mesa (desktop) encontra-se alocado dentro do gabinete juntamente com a placa-mãe e outros elementos de hardware. No passado, os processadores eram constituídos de elementos discretos e ocupavam grandes espaços físicos. Com o advento da microeletrônica, a válvula foi substituída pelo transistor, e este por sua vez, permitiu integração em alta escala, originando os microprocessadores. Os processadores trabalham apenas com linguagem de máquina (lógica booleana). Realizam as seguintes tarefas: - Busca e execução de instruções existentes na memória. Os programas e os dados que ficam gravados no disco (disco rígido ou disquetes), são transferidos para a memória. Uma vez estando na memória, o processador pode executar os programas e processar os dados; - Controle de todos os chips do computador.

Postado por Cristiano às 10:04

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2 – O Microprocessador

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O microprocessador, popularmente chamado de processador, é um circuito integrado que realiza as funções de cálculo e tomada de decisão de um computador. Todos os computadores e equipamentos eletrônicos baseiam-se nele para executar suas funções.

clip_image002Arquitetura interna de um microprocessador dedicado para processamento de imagens de ressonância magnética, a fotografia foi aumentada 600 vezes, sob luz ultravioleta para se enxergar os detalhes

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Vista inferior de um Athlon XP 1800+ núcleo Palomino, um microprocessador moderno.

 

O microprocessador moderno é um circuito integrado formado por uma camada chamada de mesa epitaxial de silício, trabalhada de modo a formar um cristal de extrema pureza, laminada até uma espessura mínima com grande precisão, depois cuidadosamente mascarada por um processo fotográfico e dopada pela exposição a altas temperaturas em fornos que contêm misturas gasosas de impurezas. Este processo é repetido tantas vezes quanto necessário à formação da microarquitetura do componente.

Responsável pela execução das instruções num sistema, o microprocessador, escolhido entre os disponíveis no mercado, determina, em certa medida a capacidade de processamento do computador e também o conjunto primário de instruções que ele compreende. O sistema operativo é construído sobre este conjunto.

O próprio microprocessador subdivide-se em várias unidades, trabalhando em altas freqüências. A ULA(Unidade Lógica Aritmética), unidade responsável pelos cálculos aritméticos e lógicos e os registradores são parte integrante do microprocessador na família x86, por exemplo.

Embora seja a essência do computador, o microprocessador diferente do microcontrolador, está longe de ser um computador completo. Para que possa interagir com o utilizador precisa de: memória, dispositivos de entrada/saída, um clock, controladores e conversores de sinais, entre outros. Cada um desses circuitos de apoio interage de modo peculiar com os programas e, dessa forma, ajuda a moldar o funcionamento do computador.

Índice

[esconder]

História

clip_image005Intel 8008, um dos primeiros microprocessadores comerciais.

O primeiro microprocessador comercial foi inventado pela Intel em 1971 para atender uma empresa japonesa que precisava de um circuito integrado especial.[1] A Intel projectou o 4004 que era um circuito integrado programável que trabalhava com registradores de 4 bits, 46 instruções, clock de 740Khz e possuía cerca de 2300 transistores. Percebendo a utilidade desse invento a Intel prosseguiu com o desenvolvimento de novos microprocessadores: 8008 (o primeiro de 8 bits) e a seguir o 8080 e o microprocessador 8085. O 8080 foi um grande sucesso e tornou-se a base para os primeiros microcomputadores pessoais na década de 1970 graças ao sistema operacional CP/M. Da Intel saíram alguns funcionários que fundaram a Zilog, que viria a lançar o microprocessador Z80, com instruções compatíveis com o 8080 (embora muito mais poderoso que este) e também de grande sucesso. A Motorola possuía o 68000 e a MOS Technology o 6502. Todos esses microprocessadores de 8 bits foram usados em muitos computadores pessoais (Bob Sinclair, Apple, TRS, Commodore, etc).

Em 1981 a IBM decidiu lançar-se no mercado de computadores pessoais e no seu IBM-PC utilizou um dos primeiros microprocessadores de 16 bits, o 8088 (derivado do seu irmão 8086 lançado em 1978) que viria a ser o avô dos computadores atuais. A Apple nos seus computadores Macintosh utilizava os processadores da Motorola, a família 68000 (de 32 bits). Outros fabricantes também tinham os seus microprocessadores de 16 bits, a Zilog tinha o Z8000, a Texas Instruments o TMS9900, a National Semiconductor tinha o 16032, mas nenhum fabricante teve tanto sucesso como a Intel, que sucessivamente foi lançando melhoramentos na sua linha 80X86, tendo surgido assim (por ordem cronológica) o 8086, 8088, 80186, 80188, 80286, 80386, 80486, Pentium, Pentium Pro, Pentium MMX, Pentium II, Pentium III, Pentium IV, Pentium M, Pentium D e Pentium Dual Core. Para o IBM-AT foi utilizado o 80286, depois um grande salto com o 80386 que podia trabalhar com memória virtual e multitarefa, o 80486 com coprocessador matemático embutido e finalmente a linha Pentium, com pipeline de processamento.

Como grande concorrente da Intel, a AMD aparece inicialmente como fabricante de microprocessadores da linha x86 alternativa mas a partir de um certo momento deixou de correr atrás da Intel e partiu para o desenvolvimento de sua própria linha de microprocessadores: K6, Athlon, Duron, Turion, Sempron, etc. Paralelamente à disputa entre Intel e AMD, a IBM possuia a linha PowerPC utilizada principalmente pelos microcomputadores da Apple.

A evolução tecnológica envolvida é surpreendentemente grande, de microprocessadores que trabalhavam com clock de dezenas de kHz e que podiam processar alguns milhares de instruções por segundo, atingiu-se clocks na casa dos 7 GHz e poder de processamento de dezenas de bilhões de instruções por segundo. A complexidade também cresceu: de alguns milhares de transístores para centenas de milhões de transístores numa mesma pastilha.

O CPU tem como função principal unificar todo o sistema, controlar as funções realizadas por cada unidade funcional, e é também responsável pela execução de todos os programas do sistema, que deverão estar armazenados na memória principal.

 

Componentes

O processador é composto por alguns componentes, cada um tendo uma função específica no processamento dos programas.

Unidade lógica e aritmética

Ver artigo principal: Unidade lógica e aritmética

A Unidade lógica e aritmética (ULA) é a responsável por executar efetivamente as instruções dos programas, como instruções lógicas, matemáticas, desvio, etc.

Unidade de controle

Ver artigo principal: Unidade de controle

A Unidade de controle (UC) é responsável pela tarefa de controle das ações a serem realizadas pelo computador, comandando todos os outros componentes.

Registradores

Ver artigo principal: Registrador

Os registradores são pequenas memórias velozes que armazenam comandos ou valores que são utilizados no controle e processamento de cada instrução. Os registradores mais importantes são:

    • Contador de Programa (PC) – Sinaliza para a próxima instrução a ser executada;
    • Registrador de Instrução (IR) – Registra a execução da instrução;
    Memory management unit

Ver artigo principal: Memory management unit

A MMU (em inglês: Memory Management Unit) é um dispositivo de hardware que transforma endereços virtuais em endereços físicos e administra a memória principal do computador.

Unidade de ponto flutuante

Nos processadores atuais são implementadas unidades de cálculo de números reais. Tais unidades são mais complexas que ULAs e trabalham com operandos maiores, com tamanhos típicos variando entre 64 e 128 bits.

 

Frequência de operação

O relógio do sistema (Clock) é um circuito oscilador a cristal (efeito piezoelétrico) que tem a função de sincronizar e ditar a medida de tempo de transferência de dados no computador. Esta freqüência é medida em ciclos por segundo, ou Hertz. A capacidade de processamento do processador não está relacionada exclusivamente à frequência do relógio, mas também a outros fatores como: largura dos barramentos, quantidade de memória cache, arquitetura do processador, tecnologia de co-processamento, tecnologia de previsão de saltos (branch prediction), tecnologia de pipeline, conjunto de instruções, etc.

O aumento da frequência de operação nominal do processador é denominado overclocking.

 

Arquitetura

Existem duas principais arquiteturas usadas em processadores:

· A arquitetura de Von Newmann. Esta arquitetura caracteriza-se por apresentar um barramento externo compartilhado entre dados e endereços. Embora apresente baixo custo, esta arquitetura apresenta desempenho limitado pelo gargalo do barramento.

· A arquitetura de Harvard. Nesta arquitetura existem dois barramentos externos independentes (e normalmente também memórias independentes) para dados e endereços. Isto reduz de forma sensível o gargalo de barramento, que é uma das principais barreiras de desempenho, em detrimento do encarecimento do sistema como um todo.

 

Modelos de computação

Existem dois modelos de computação usados em processadores:

· CISC (em inglês: Complex Instruction Set Computing, Computador com um Conjunto Complexo de Instruções), usada em processadores Intel e AMD; possui um grande conjunto de instruções (tipicamente centenas) que são armazenadas em uma pequena memória não-volátil interna ao processador. Cada posição desta memória contém as microinstruções, ou seja, os passos a serem realizados para a execução de cada instrução. Quanto mais complexa a instrução, mais microinstruções ela possuirá e mais tempo levará para ser executada. Ao conjunto de todas as microinstruções contidas no processador denominamos microcódigo. Esta técnica de computação baseada em microcódigo é denominada microprogramação.

RISC (em inglês: Reduced Instruction Set Computing, Computador com um Conjunto Reduzido de Instruções) usada em processadores PowerPC (da Apple, Motorola e IBM) e SPARC (SUN); possui um conjunto pequeno de instruções (tipicamente algumas dezenas) implementadas diretamente em hardware. Nesta técnica não é necessário realizar a leitura em uma memória e, por isso, a execução das instruções é muito rápida (normalmente um ciclo de clock por instrução). Por outro lado, as instruções são muito simples e para a realização de certas tarefas são necessárias mais instruções que no modelo CISC.

Continua...

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As diferenças entre processadores Celeron, Pentium Dual Core e Core2Duo

05 mai, 2009 | Arquivado em: Dicas e Tutoriais

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Os processadores de dois núcleos da Intel trazem um grande diferencial: ao contrário dos CPUs da AMD, a memória cache L2 é compartilhada para os dois núcleos.

Claro que a Intel possui essa característica devido ao fator de seus processadores terem uma arquitetura totalmente diferente dos da AMD.

 

Mas, apesar desse pequeno detalhe parecer fazer grande diferença, os processadores Intel não ficam nem um pouco atrás dos CPUs da concorrente.

Celeron

Ao conferir os detalhes de nossa tabela, vê-se bem o porquê do Celeron não ser indicado para tarefas pesadas. Repare que ele tem um número limitado de tecnologias, possui memória cachê L2 bem baixa, o clock dele é bem inferior e a maioria dos processadores da série Celeron possui apenas um núcleo.

Pentium Dual Core

Muitos confundem o Pentium Dual Core com o Pentium D, mas há muita diferença entre eles. Confira nosso artigo sobre Processadores Intel clicando aqui e saiba o que os diferencia. O Intel Pentium Dual Core é, na verdade, um processador que tem seu desempenho próximo a alguns Core 2 Duo e bem superior aos processadores Celeron.

Pentium Dual Core possui realmente dois núcleos?

Uma grande dúvida que muitos usuários têm quanto ao Pentium Dual Core é se ele realmente possui dois núcleos. De fato isso sempre foi um assunto meio nublado, pois a Intel não liberava muitas informações a respeito.

A tecnologia de Núcleo Duplo da Intel foi criada há um bom tempo, porém no começo os chips da fabricante eram fabricados com a tecnologia de 90nm (as peças eram maiores), fator que não permitia incluir dois chips separados no mesmo processador. Sendo assim, a empresa se forçou a colocar tudo junto. Com o lançamento da tecnologia de 65nm, finalmente a empresa pode separar os núcleos, sendo que cada núcleo teria acesso independente ao restante dos componentes do processador.

Mais sobre o Pentium Dual Core

Sendo um processador barato e apresentando um desempenho razoável para diversas tarefas, o Pentium Dual Core é altamente recomendado para usuários que não queiram gastar muito e desejem executar até alguns jogos recentes.

Core2Duo

Como você pode ver, o Core2Duo tem todas as características para ser o melhor processador. Veja que a frequência dele é muito superior aos demais CPUs, sem contar a memória cache L2 (que chega a ser 12 vezes maior do que a do Celeron). Relembra-se ainda que em um processador, a memória cache L2 e o clock realmente são fatores que fazem toda a diferença.

Além disso, a quantidade de tecnologias que os núcleos do Core2Duo possuem é bem maior. Ele é o único processador com instrução SSE4.1 e com a tecnologia de virtualização. Essas duas tecnologias são muito utilizadas nos mais recentes games e para sistemas operacionais avançados (os quais suportam rodar outro sistema simultaneamente por emulação).

A tecnologia “Intelligent Power Capability” é um dos fatores mais interessantes dos Core2Duo, pois é um recurso que faz o processador utilizar a energia de forma mais eficiente, gastando menos bateria (quando utilizado em notebooks) e esquentando menos o processador.

Detalhes gerais

Repare bem que há apenas dois fatores em comum nos processadores Intel: a memória cache L1 e o soquete do processador. Apesar de o soquete ser o mesmo, vale frisar que nem todos estes processadores funcionam em qualquer placa-mãe que venha preparada para processadores com soquete 775. Na verdade, a grande incompatibilidade de processadores com placas-mãe ocorre em decorrência do fator energia. Por exemplo: uma placa-mãe criada para processadores Celerons tende a não suportar um modelo de Intel Core2Duo, porque este processador utiliza muito mais energia.

Outro detalhe que diferencia muito estes processadores é o suporte a diferentes tipos de memória. Todos trabalham com memória DDR, todavia, os CPUs da linha Core2Duo suportam memórias com velocidade muito superior.

Você tem um processador Intel?

Infelizmente, não pudemos mostrar os infográficos da arquitetura de cada processador, porque a Intel não libera muitos detalhes sobre seus CPUs. Nosso artigo termina aqui, espero que tenha gostado. Compartilhe conosco sua experiência com processadores Intel, sua participação é fundamental em nossos artigos!

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Brasileiros criam sensor portátil de monitoramento ambiental

Meio ambiente

Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/03/2011

Brasileiros criam sensor portátil para monitoramento ambiental

O Caipora é a maleta na parte de baixo da bancada de testes. [Imagem: INT]

Sensores ambientais

O nome técnico do aparelho é Registrador Multipropósito Modular para Monitoramento Remoto - mas ele atende também por Caipora.

Pertencente a uma categoria emergente de equipamentos de monitoramento ambiental, o Caipora pode ser conectado a vários sensores, que podem monitorar parâmetros sobre o ar, a água e o solo.

A criação é dos pesquisadores Alexandre Benevento, do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), e Geraldo Cernicchiaro, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), que estão aperfeiçoando o equipamento desde 2006.

Monitoramento da água

Segundo Benevento, o uso atual do Caipora está mais focado no monitoramento da água.

"Hoje o que fazemos melhor é monitorar parâmetros físico-químicos de água. Mas, com os sensores adequados, podemos também monitorar os parâmetros de ar, como os de poluição e gases de efeito estufa", conta o pesquisador.

O Caipora trabalha com processamento distribuído. Em vez de um processador de alta capacidade que gerencie tudo, no registrador multipropósito cada placa eletrônica tem um processador. De acordo com Benevento, isso dá versatilidade ao equipamento.

Outra vantagem do processamento distribuído é a drástica redução de custos. "Os microcontroladores são baratos e, como são distribuídos, não precisam ter uma capacidade de processamento muito grande, o que otimiza ainda mais o custo," explica.

Bateria e energia solar

Ainda na sua primeira fase, o Caipora passou a ter um modelo com placas alimentadas por baterias, o que permite fazer o monitoramento em campo.

"Nós queríamos algo que se encaixasse bem no ambiente industrial," conta Benevento. Então, surgiu o formato de uma caixa industrial com o cabo do transdutor na lateral do aparelho.

Atualmente, o Caipora está na fase dois. O registrador multipropósito tornou-se uma maleta, ou seja, é inteiramente portátil. Além disso, o cabo que liga o sensor, o próprio transdutor que monitora os parâmetros da água, as baterias, e toda a eletrônica, ficam dentro da maleta.

O aparelho fica ligado a um modem que transmite as leituras à distância para um computador. "O transdutor vai para o Caipora, faz as medidas, registra em cartão de memória e, se programado, manda os dados por rede 3G ou internet", explica o o pesquisador.

O equipamento também já é dotado de um painel solar, permitindo que o monitoramento seja feito em qualquer lugar, mesmo em áreas onde não há disponibilidade de rede de energia elétrica.

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Arte – Definição e história – parte 3

Continuação.

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Arte pode ser sinônimo de beleza, ou de uma beleza transcendente. Dessa forma, o termo passa a ter um caráter subjetivo, qualquer coisa pode ser chamada de arte, desde que alguém a considere assim, não precisando ser limitada à produção feita por um artista. Como foi mencionado, a tendência é considerar o termo arte apenas relacionado, diretamente, à produção das artes plásticas.

Os historiadores de arte buscam determinar os períodos que empregam certo estilo estético, denominando-os por 'movimentos artísticos'. A arte registra as ideias e os ideais das culturas e etnias, sendo assim, importante para a compreensão da história do Homem e do mundo.

Formas artísticas podem extrapolar a realidade, exagerar coisas aceitas ou simplesmente criar novas formas de se observar a realidade.

Em algumas sociedades, as pessoas consideram que a arte pertence à pessoa que a criou. Geralmente consideram que o artista usou o seu talento intrínseco na sua criação. Essa visão (geralmente da maior parte da cultura ocidental) reza que um trabalho artístico é propriedade do artista. Outra maneira de se pensar sobre talento é como se fosse um dom individual do artista. Os povos judeus, cristãos e muçulmanos possuem esta visão sobre a arte.

Outras sociedades consideram que o trabalho artístico pertence à comunidade. O pensamento é levado de acordo com a convicção de que a comunidade deu ao artista o capital social para o seu trabalho. Nessa visão, a sociedade é um coletivo que produz a arte através do artista, que apesar de não possuir a propriedade da arte, é visto com importância para sua concepção. Existem contradições quanto à honra ou ao gosto pela arte, indicando assim o tipo de moral que a sociedade exerce.

Também pode ser definida, mais genericamente, como o campo do conhecimento humano relacionado à criação e crítica de obras que evocam a vivência e interpretação sensorial, emocional e intelectual da vida em todos os seus aspectos. A verdadeira essência da arte e a do artista poder transformar a realidade de acordo com seus ideais e pensamentos.

Utilidade

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Dança                                         Música: um organista.

Uma das características da arte é a dificuldade que se tem em conferir-lhe utilidade. Muitas vezes esta dificuldade em encontrar utilidade para a arte mascara preconceitos contra a arte e os artistas.

O que deve ser lembrado é que a arte não possui utilidade, no sentido pragmatista e imediatista de servir para um fim além dele mesmo. Assim, um quadro não "serve" para outra coisa, como um desenho técnico, como uma planta de engenharia, por exemplo, serve para que se construa uma máquina. Mas isso não quer dizer que a arte não tenha uma função.

A arte possui a função transcendente, ou seja, manchas de tinta sobre uma tela ou palavras escritas sobre um papel simbolizam estados de consciência humana, abrangendo percepção, emoção e razão (segundo Charles S. Peirce, fundador da semiótica). Essa seria a principal função da arte.

A arte também é usada por terapeutas, psicoterapeutas e psicólogos clínicos como terapia. Nise da Silveira foi uma importante psiquiatra brasileira, aluna de Carl Jung, que utilizou com sucesso em seus pacientes, a partir de 1944, a arte a partir da terapia ocupacional. Graças a este trabalho, fundou o Museu do Inconsciente, em 1952, no Rio de Janeiro.

Paul McCartney, ex-Beatle, diz que a música é capaz de curar. Ele afirmou que em uma de suas visitas a um hospital que realiza tratamento de autistas, estes respondiam quando se dedilhava algo no violão. Sabe-se que as pessoas vítimas de autismo respondem muito pouco a estímulos externos, de acordo com o grau de autismo.

A arte pode trazer indícios sobre a vida, a História e os costumes de um povo, inclusive dos povos e nações já extintos. Assim, conhecemos várias civilizações por meio de sua arte, como a egípcia, grega antiga e muitas outras. A História da Arte é a disciplina que estuda as manifestações artísticas da humanidade através dos séculos.

Grafite e outros tipos de arte de rua são gráficos e imagens pintadas por spray. São vistos pelo público em paredes de edifícios, em ônibus, trens, pontes e, normalmente sem permissão do governo. Este tipo de arte faz parte de diversas culturas juvenis. Nos EUA, na cultura hip-hop, são comumente usadas para a expressão de opiniões sobre política, e outras vezes trazem mensagens de paz, de amor e união.

A arte, como qualquer outra manifestação cultural humana, pode ser utilizada para a coesão social, reafirmando valores, ou os criticando, de acordo com a civilização.

Assim, a arte é utilizada como instrumento de moralização, doutrinação política e ideológica, assim como ferramenta na educação em vários campos do conhecimento, desde o ensino básico até o treinamento de funcionários em empresas. Segundo a sistematização de conhecimento artístico e fisiológico sobre o funcionamento do cérebro realizado por Betty Edwards, principalmente a partir de sua obra Desenhando com o lado direito do cérebro, as habilidades artísticas são regidas pelo lado direito do cérebro, e a lógica e outras habilidades ligadas à racionalidade são regidas pelo lado esquerdo. A utilização da arte como ferramenta pedagógica seria uma forma de utilizar os dois lados do cérebro, de forma complementar para um aprendizado mais eficaz.

As obras de arte também podem fazer críticas a uma sociedade. Les Misérables, de Victor Hugo, é um exemplo de obra literária que critica a sociedade francesa do início do século XIX. A obra do pintor espanhol Goya, Os fuzilamentos de 3 de maio é outro exemplo disso.

A interpretação da obra depende do observador. Portanto, inversamente a própria subjetividade da arte demonstra a sua importância no sentido de facilitar a troca e discussão de ideias rivais, ou para prestar um contexto social em que diferentes grupos de pessoas possam reunir e misturar-se.

Formas, gêneros, mídias, e estilos

Ver artigo principal: Estilo

As artes criativas são muitas vezes divididas em mais categorias específicas, tais como artes decorativas, artes plásticas, artes do espetáculo, ou literatura. Assim, por exemplo, pintura é uma forma de arte visual, e a poesia é uma forma de arte literária.

Uma forma de arte é uma forma específica de expressão artística para tomar, é um termo mais específico do que arte em geral, mas menos específico do gênero.

As mídias (meios) para uma obra de arte ser construída são as mais diversas. Precisa-se de materiais propícios para ela ser realizada pelo artista. Assim, por exemplo, pedra e bronze são duas mídias capazes de construir uma obra de arte, como, no caso, uma escultura. A música e a poesia usam o som, a pintura usa tintas, telas, cores, óleo.

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(Esquerda) Detalhe da famosa pintura Mona Lisa, onde Leonardo da Vinci utilizou o sfumato, um tipo de material para dar sensação de forma, volume e profundidade. Repare os lábios e as bochechas.

(Direita) Um estilo de arte digital, onde o material usado é completamente diferente do material que se usa para uma tela.

Um gênero artístico é o conjunto de convenções e estilos dentro de uma forma de arte e mídia. Por exemplo, o Cinema possui uma gama de gêneros: filmes ocidentais, filmes de horror, comédia, romance. É assim também na literatura. Na música, há centenas de gêneros musicais, que variam de região, cultura e etc., e vão desde rock, até Mpb. Na pintura, as correntes de artistas (como o Naturalismo), incluem paisagem ou cotidiano (ruas, pessoas em suas atividades diárias, etc.).

As estruturas compositivas de uma obra (arranjo de formas, cores, ritmo, texturas, e linhas) são as estruturas que expressarão as ideias e as emoções que a obra passar, segundo os olhos do espectador. Diante de um quadro, cada espectador terá uma sensação, de acordo com sua disposição, seus conhecimentos e seus gostos.

Imagine-se que você é um crítico de arte cuja missão consiste em comparar os significados que você encontra em uma ampla gama de diferentes trabalhos artísticos. Como você irá executar sua missão? Uma maneira de começar o trabalho é separar, por grupos, que tipo de mídia usa-se em cada trabalho artístico: é um vídeo?, é através do som?, é pela escrita?, e assim por diante. Os materiais de uma arte são tão importantes quanto a arte em si; um exemplo é uma escultura que foi realizada com bronze: ela não tem a mesma estética de uma escultura que fora realizada à pedra, embora a forma seja a mesma. Assim, outro exemplo é uma música que utiliza guitarras: o som desta música não será o mesmo de uma música que apenas utilize piano, embora a melodia continue sendo a mesma. Portanto, sendo um crítico de arte cuja missão é comparar os significados de cada obra artística, há um outro passo interessante: você pode analisar a forma como os materiais em cada obra tornaram-se a arte pronta. O sfumato, na Mona Lisa, deu um toque especial no rosto da figura pintada no quadro. Analisar como cada material é importante para a composição da obra, é uma forma de conhecer mais profundamente a obra.

Mas, no final, você iria concluir que a maioria das obras de arte não são um conjunto de materiais e mídias, e estética. Cada obra de arte é mais que isso, pois os materiais são utilizados de acordo com a técnica de cada artista e, no final, suas interpretações envolveriam também uma discussão sobre ideias e sentimentos que o trabalho artístico quis propor.

Arte: classe e valor

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                     Pormenor da fachada do jardim de Versailles: influência por toda a Europa.

clip_image013                                       Aspecto de uma das galerias do Hermitage.

A arte é entendida por alguns como um pertence de apenas algumas classes sociais, principalmente das mais ricas. Esta definição exclui a classe inferior, em questão financeira. Nesse contexto, a arte é vista como uma atividade de classe superior associada à riqueza, a capacidade de venda e compra de arte, o lazer e o prazer para desfrutar de uma obra. Por exemplo, o Palácio de Versailles ou o Hermitage, em São Petersburgo, com sua vasta coleção de arte, acumuladas pela realeza da Europa exemplificam esta visão. Coletando tal arte é o de preservar o rico, ou de Governos e instituições.

Entretanto, tem havido um empurrão cultural na outra direção, pelo menos desde 1793, quando o Louvre, que tinha sido um palácio privado dos Reis de França, foi aberto ao público como museu de arte durante a Revolução Francesa. A maioria dos museus públicos modernos e arte programas educacionais para as crianças nas escolas pode ser rastreada até este impulso de mostrar a arte a todos. Nos Estados Unidos, há museus de todos os tipos: dos mais ricos, até os mais públicos, como acontece no Brasil, e em Portugal.

Há tentativas de criar arte que não podem ser compradas pelos ricos, como se fossem objeto de um estatuto. No final dos anos 1960 e 1970 foi justamente isto: criar arte que não podia ser comprada e/ou vendida. "É necessário apresentar algo mais do que meros objetos", disse que o grande artista pós-guerra alemão Joseph Beuys. Este período viu o surgimento de coisas como arte performática, vídeo arte e arte conceitual. A ideia era que, se o trabalho artístico foi um desempenho que iria deixar nada para trás, ou era simplesmente uma ideia, não podia ser comprada e vendida.

Muitas dessas performances de criar obras que são apenas compreendido pela elite, resultaram nas razões pelas quais uma ideia ou vídeo ou um aparente "pedaço de lixo" pode ser considerado arte.

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Entendendo o Processador

 

 
Por Carlos E. Morimoto em 1 de outubro de 2007 às 02h00

 

Processador

O processador é o cérebro do micro, encarregado de processar a maior parte das informações. Ele é também o componente onde são usadas as tecnologias de fabricação mais recentes.

Existem no mundo apenas quatro grandes empresas com tecnologia para fabricar processadores competitivos para micros PC: a Intel (que domina mais de 60% do mercado), a AMD (que disputa diretamente com a Intel), a VIA (que fabrica os chips VIA C3 e C7, embora em pequenas quantidades) e a IBM, que esporadicamente fabrica processadores para outras empresas, como a Transmeta.

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                  Athlon X2 e Pentium D

O processador é o componente mais complexo e frequentemente o mais caro, mas ele não pode fazer nada sozinho. Como todo cérebro, ele precisa de um corpo, que é formado pelos outros componentes do micro, incluindo memória, HD, placa de vídeo e de rede, monitor, teclado e mouse.

Dentro do mundo PC, tudo começou com o 8088, lançado pela Intel em 1979 e usado no primeiro PC, lançado pela IBM em 1981. Depois veio o 286, lançado em 1982, e o 386, lançado em 1985.

O 386 pode ser considerado o primeiro processador moderno, pois foi o primeiro a incluir o conjunto de instruções básico, usado até os dias de hoje. O 486, que ainda faz parte das lembranças

de muita gente que comprou seu primeiro computador durante a década de 1990, foi lançado em 1989, mas ainda era comum encontrar micros com ele à venda até por volta de 1997.

Depois entramos na era atual, inaugurada pelo Pentium, que foi lançado em 1993, mas demorou alguns anos para se popularizar e substituir os 486. Em 1997 foi lançado o Pentium MMX, que deu um último fôlego à plataforma. Depois, em 1997, veio o Pentium II, que usava um encaixe diferente e por isso era incompatível com as placas-mãe antigas. A AMD soube aproveitar a oportunidade, desenvolvendo o K6-2, um chip com uma arquitetura similar ao Pentium II, mas que era compatível com as placas soquete 7 antigas.

A partir daí as coisas passaram a acontecer mais rápido. Em 1999 foi lançado o Pentium III e em 2000 o Pentium 4, que trouxe uma arquitetura bem diferente dos chips anteriores, otimizada para permitir o lançamento de processadores que trabalham a frequências mais altas.

O último Pentium III trabalhava a 1.0 GHz, enquanto o Pentium 4 atingiu rapidamente os 2.0 GHz, depois 3 GHz e depois 3.5 GHz. O problema é que o Pentium 4 possuía um desempenho por ciclo de clock inferior a outros processadores, o que faz com que a alta frequência de operação servisse simplesmente para equilibrar as coisas. A primeira versão do Pentium 4 operava a 1.3 GHz e, mesmo assim, perdia para o Pentium III de 1.0 GHz em diversas aplicações.

Quanto mais alta a frequência do processador, mais ele esquenta e mais energia consome, o que acaba se tornando um grande problema. Quando as possibilidades de aumento de clock do Pentium 4 se esgotaram, a Intel lançou o Pentium D, uma versão dual-core do Pentium 4. Inicialmente os Pentium D eram caros, mas com o lançamento do Core 2 Duo eles caíram de preço e passaram a ser usados até mesmo em micros de baixo custo. Os Pentium D eram vendidos sob um sistema de numeração e não sob a frequência real de clock. O Pentium D 820, por exemplo, opera a 2.8 GHz, enquanto o 840 opera a 3.2 GHz.

Em 2003 a Intel lançou o Pentium M, um chip derivado da antiga arquitetura do Pentium III, que consome pouca energia, esquenta pouco e mesmo assim oferece um excelente desempenho. Um Pentium M de 1.4 GHz chega a superar um Pentium 4 de 2.6 GHz em diversas aplicações.

O Pentium M foi desenvolvido originalmente para ser usado em notebooks, mas se mostrou tão eficiente que acabou sendo usado como base para o desenvolvimento da plataforma Core, usada nos processadores Core 2 Duo fabricados atualmente pela Intel. O Pentium 4 acabou se revelando um beco sem saída, descontinuado e condenado ao esquecimento.

Paralelamente a todos esses processadores, temos o Celeron, uma versão mais barata, mas com um desempenho um pouco inferior, por ter menos cache ou outras limitações. Na verdade, o Celeron não é uma família separada de chips, mas apenas um nome comercial usado nas versões mais baratas (com metade ou um quarto do cache) de vários processadores Intel. Existem Celerons baseados no Pentium II, Pentium III, Pentium 4, Pentium M e também o Celeron 4xx, que é uma versão single-core (e com menos cache) do Core 2 Duo.

Para efeito de comparação, entre os chips antigos e os atuais, um 486 tinha cerca de 1 milhão de transistores e chegou a 133 MHz, enquanto o Pentium MMX tinha 4.3 milhões e chegou a 233 MHz. Um Pentium 4 (Prescott) tem 125 milhões e chegou aos 3.8 GHz, frequência mais alta atingida por um processador Intel (ou AMD) lançado oficialmente até hoje, recorde que deve ser quebrado apenas em 2008 ou 2009.

O transístor é a unidade básica do processador, capaz de processar um bit de cada vez. Mais transistores permitem que o processador processe mais instruções de cada vez enquanto a frequência de operação determina quantos ciclos de processamento são executados por segundo.

Continuando, temos os processadores da AMD. Ela começou produzindo processadores 386 e 486, muito similares aos da Intel, porém mais baratos. Quando a Intel lançou o Pentium, que exigia o uso de novas placas-mãe, a AMD lançou o "5x86", um 486 de 133 MHz, que foi bastante popular, servindo como uma opção barata de upgrade. Embora o "5x86" e o clock de 133 MHz dessem a entender que se tratava de um processador com um desempenho similar a um Pentium 133, o desempenho era muito inferior, mal concorrendo com um Pentium 66. Este foi o primeiro de uma série de exemplos, tanto do lado da AMD, quanto do lado da Intel, em que existiu uma diferença gritante entre o desempenho de dois processadores do mesmo clock. Embora seja um item importante, a frequência de operação não é um indicador direto do desempenho do processador.

Uma analogia poderia ser feita em relação aos motores de carro. Os motores de 1.6 do final da década de 70, usados nas Brasílias e nos Fuscas, tinham 44 cavalos de potência, enquanto os

motores 1.0 atuais chegam a mais de 70 cavalos. Além da capacidade cúbica, existem muitos outros fatores, como a eficiência do sistema de injeção de ar e combustível, taxa de compressão, refrigeração, etc..

Depois do 5x68 a AMD lançou o K5, um processador similar ao Pentium, mas que não fez tanto sucesso. Ele foi seguido pelo K6 e mais tarde pelo K6-2, que novamente fez bastante sucesso, servido como uma opção de processador de baixo custo e, ao mesmo tempo, como uma opção de upgrade para quem tinha um Pentium ou Pentium MMX.

Esta era do K6-2 foi uma época negra da informática, não pelo processador em si (que excluindo o desempenho em jogos, tinha um bom custo-benefício), mas pelas placas-mãe baratas que inundaram o mercado. Aproveitando o baixo custo do processador, os fabricantes passaram a desenvolver placas cada vez mais baratas (e de qualidade cada vez pior) para vender mais, oferecendo PCs de baixo custo. A época foi marcada por aberrações. Um certo fabricante chegou a lançar uma família de placas sem cache L2, que pifavam em média depois de um ano de uso.

As coisas voltaram aos trilhos com o Athlon, que foi o primeiro grande processador (tanto em desempenho, quanto em tamanho :) da AMD. A primeira versão usava um formato de cartucho (slot A) similar ao Pentium II, mas incompatível com as placas para ele. Ele foi sucedido pelo Athlon Thunderbird, que passou a usar o formato de soquete utilizado (com atualizações) até os dias de hoje.

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Athlon XP, para placas soquete A

Competindo com o Celeron, a AMD produziu o Duron, um processador de baixo custo, idêntico ao Athlon, mas com menos cache. Em 2005 o Athlon foi descontinuado e o cargo foi herdado pelo Sempron, uma versão aperfeiçoada do Duron (com mais cache e capaz de atingir frequências mais altas), que passou a ser vendido segundo um índice de desempenho (em relação ao Pentium 4) e não mais segundo o clock real.

Por volta de 2000, surgiram as primeiras notícias do "SledgeHammer", um processador de 64 bits, que foi finalmente lançado em versão doméstica na forma do Athlon 64, que passou a ser o topo de linha da AMD. Apesar das mudanças internas, o Athlon 64 continua sendo compatível com os programas de 32 bits, da mesma forma que os processadores atuais são capazes de rodar softwares da época do 386, muito embora tenham incorporado diversos novos recursos.

Na prática, o fato de ser um processador de 64 bits não torna o Athlon 64 gritantemente mais rápido, mesmo em aplicativos otimizados (os ganhos de desempenho surgem mais devido ao controlador de memória integrado e aos novos registradores). A principal vantagem dos processadores de 64 bits é derrubar uma limitação inerente a todos os processadores de 32 bits, que são

capazes de acessar apenas 4 GB de memória RAM, um limite que está se tornando cada vez mais uma limitação grave em várias áreas.

Os 4 GB de memória podem não parecer um obstáculo imediato, mas lembre-se de que há duas décadas os PCs eram vendidos com 128 KB de memória, há uma década já vinham com 4 ou 8 MB, e hoje são vendidos com 512 MB ou mais.

O Athlon 64 deu origem ao Athlon X2, o primeiro processador dual-core da AMD, onde temos dois processadores Athlon 64 no mesmo encapsulamento, dividindo a carga de processamento e também o Turion, que é uma versão de baixo custo do Athlon 64, destinado a notebooks.

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