Gerador triboelétrico captura eletricidade estática

Energia

Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/02/2013

Gerador triboelétrico captura eletricidade estática

"Vários desses [geradores triboelétricos] podem ser empilhados em dispositivos muito maiores, onde o movimento cíclico poderá vir, por exemplo, das rodas de um carro, do vento ou das ondas do mar."[Imagem: Zhu et al./Nano Letters]

Triboeletricidade

A possibilidade de recarregar seu celular ou notebook com a energia gerada pelo seu próprio andar está, literalmente, um passo mais próxima.

Pesquisadores chineses e norte-americanos descobriram uma forma inédita de converter eletricidade estática em energia suficiente não apenas para recarregar baterias de aparelhos portáteis, para usos bem mais potentes.

Qualquer criança sabe que é possível gerar eletricidade estática esfregando dois materiais.

Contudo, e por incrível que possa parecer, até hoje os cientistas não sabem explicar as raízes da eletricidade estática, o chamado efeito triboelétrico.

Isso tem impedido a exploração da triboeletricidade como uma fonte prática de energia.

Gerador que captura eletricidade estática

Agora, Zhong Lin Wang e seus colegas fizeram justamente isto, construindo um gerador de eletricidade capaz de capturar a eletricidade estática com um rendimento excepcionalmente alto.

Os pesquisadores revestiram uma superfície de polímero - um plástico - com uma fina camada de ouro, com poucos átomos de espessura, e adicionaram mais ouro, mas na forma de nanopartículas, por cima do filme.

Acima desta superfície, foram inseridas pequenas molas, medindo cerca de um milímetro cada uma.

Finalmente, foi colocada uma segunda placa de polímero semelhante à primeira, mas sem as nanopartículas.

De cada uma das placas plásticas recobertas com o filme metálico saem os eletrodos para capturar a eletricidade.

"Quando as duas superfícies são pressionadas, produz-se um atrito que provoca o efeito triboelétrico," explica Wang. "Um lado ganha elétrons, o outro lado perde elétrons."

Quando as superfícies são então separadas pela ação das molas, as cargas permanecem separadas e podem ser conduzidas pelos eletrodos para realizar um trabalho útil, por exemplo, para recarregar uma bateria.

Eliminando o ouro

Um tapete triboelétrico como esse poderá ser colocado na forma de uma palmilha nos sapatos, ou como um tapete mesmo, aproveitando áreas com grande fluxo de pessoas.

Mas há outras possibilidades

"Vários desses [geradores triboelétricos] podem ser empilhados em dispositivos muito maiores, onde o movimento cíclico poderá vir, por exemplo, das rodas de um carro, do vento ou das ondas do mar," avalia Wang.

Essa possibilidade é mais real do que parece, uma vez que é possível dispensar o ouro utilizado nos experimentos, que encareceria demais um gerador comercial.

"As nanopartículas são usadas para aumentar a área superficial do material, de forma a aumentar a transferência de cargas. Mas não precisa ser ouro - praticamente qualquer metal vai funcionar," garante o pesquisador.

Gerador triboelétrico de alta potência

Usando um gerador triboelétrico de 5 centímetros quadrados, a equipe gerou eletricidade suficiente para acender um conjunto de 600 LEDs, produzindo picos de energia de até 1,2 watt.

Se o sistema for ampliado, um único gerador de 1 m2 poderá produzir mais de 300 watts, desde que haja movimento ritmado suficiente.

O protótipo apresentou uma densidade de energia por área de 313 W/m2, e uma densidade de energia por volume de 54.268 W/m3, medidos em circuito aberto.

-------------------------------------------

Bibliografia:
Toward Large-Scale Energy Harvesting by a Nanoparticle-Enhanced Triboelectric Nanogenerator
Guang Zhu, Zong-Hong Lin, Qingshen Jing, Peng Bai, Caofeng Pan, Ya Yang, Yusheng Zhou, Zhong Lin Wang
Nano Letters
Vol.: Article ASAP
DOI: 10.1021/nl4001053

Leia Mais ►

AEB lança novo Programa Nacional de Atividades Espaciais

Plantão

Com informações da AEB - 22/01/2013

AEB lança novo Programa Nacional de Atividades Espaciais

Os satélites CBERS estão entre os poucos sucessos do Programa Espacial Brasileiro, que nunca chegou a ser uma prioridade do governo. [Imagem: AEB]

Brasil no espaço

A Agência Espacial Brasileira (AEB) antecipou a revisão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), que deveria ser repensado em 2014.

O novo documento estabelece as diretrizes e ações do Programa Espacial Brasileiro entre 2012 e 2021.

As principais metas do novo PNAE são o aumento da participação da indústria nacional no setor aeroespacial e a implantação de um programa de domínio de tecnologias críticas para o país.

A formação e capacitação de pessoal e a ampliação da cooperação internacional também são temas prioritários no documento.

Tecnologias críticas

"Avaliamos os resultados dos três PNAEs anteriores (1996, 1998 e 2005) e também recebemos contribuições de importantes instituições governamentais e privadas em anos recentes", disse o presidente AEB, José Raimundo Coelho.

Além disso, foi feita uma análise da organização e do funcionamento do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE).

"Precisamos ser capazes de usufruir, soberanamente e em grande escala, dos benefícios das tecnologias, da inovação, da indústria e das aplicações do setor em prol da sociedade brasileira," disse o executivo.

Para isso, ele acredita ser necessário priorizar o desenvolvimento e o domínio das tecnologias críticas, "indispensáveis ao avanço industrial e à conquista da necessária autonomia nacional em atividade tão estratégica".

Para José Raimundo, esse domínio só será alcançado com intensa e efetiva participação sinérgica do governo, centros de pesquisa, universidades e indústrias.

Projetos espaciais do Brasil

O novo documento prevê a conclusão e consolidação de diversos projetos até 2016.

Entre eles destacam-se os projetos dos Satélites Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres CBERS-3 e CBERS-4, o foguete Cyclone-4, o Veículo Lançador de Satélites (VLS), o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), o satélite Amazônia-1 e o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

No período de 2016 a 2021, denominado como fase de expansão, pretende-se buscar o desenvolvimento de novos projetos de maior complexidade tecnológica, compreendendo a continuidade do programa Amazônia (AMZ-1B, AMZ-2), o desenvolvimento de um satélite meteorológico geoestacionário, o lançamento do segundo satélite de comunicação e o desenvolvimento do satélite radar de abertura sintética.

Centros de lançamento

O quarto satélite da série CBERS, o CBERS-3, deverá ser lançado ainda em 2013. O satélite é importante no monitoramento e na gestão territoriais.

Também em 2013, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), deverá ficar pronto para os lançamentos do VLS e do Cyclone-4.

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, localizado em Parnamirim (RN) também passará por reformas. "Estamos propondo a modernização de boa parte da infraestrutura do CLBI e a recomposição de outra, utilizando a experiência que adquirimos no CLA. Os dois centros de lançamentos são considerados estratégicos", conta o presidente da AEB.

Leia Mais ►

Cinema em 4D?

http://www.not1.xpg.com.br/cinema-em-4d-lancamento-e-tecnologia-nova-sensacao/

clip_image001Cinema em 4D – Lançamento e Tecnologia, Nova Sensação

24, janeiro, 2011

O cinema já se consolidou como uma das formas de arte mais fantásticas criadas pelo homem. Desde sua origem nos filmes preto e branco até as últimas tecnologias em 3 D.

Mas um Lançamento de Tecnologia já feito no ramo das produções e filmagens é o 4D, ou seja, quatro dimensões. Essa tecnologia  pode usar mais de 30 efeitos durante os filme, que incluem movimentação das Poltronas, Cheiros de explosivos, Respingos d´água, Luzes de laser e vento.

A aplicação dessa tecnologia em larga escala na produção cinematográfica está em processo de aperfeiçoamento, mais já existem “logo-tipos” de como serão essas animações em 4D, e até pequenos curtas!

Comparação e Diferenças entre o Cinema 3D e o 4D

As Poltronas do Cine 3D são confortáveis, mas as dos filmes em 4D um equipamento programado junto ao filme que mexe as cadeiras conforme o filme, por exemplo se o protagonista virar o rosto para o lado esquerdo, as poltronas jogam seu corpo para o lado esquerdo!

Outra característica do cinema 4D é a interatividade.  Em algumas sessões de filmes há em baixo dos pés uns furos que liberam um pouco de fumaça dando uma sensação de realidade.clip_image002

Vantagens e Cinema 4D no Mundo

O uso dessa nova tecnologia está se instalando em Hollywood, sendo que cria uma nova sensação para o espectador e é também uma alternativa à pirataria – pois os filmes precisam de óculos especiais e equipamentos específicos.

Na Coréia do Sul, uma rede de cinemas exibiu o filme Avatar em uma sala de projeção 4D, sendo que é a primeira sala de cinema no mundo que oferece mais de cinco experiências sensoriais. Apesar do preço bem mais elevado do ingresso – o equivalente a três vezes mais que uma sessão 3D “comum” – a adesão ao cinema 4D tem tido muito sucesso naquele País.

Em alguns lugares do Brasil, como em feiras de tecnologia experimental, já existem salas de exibição de filmes, em 4D.

Leia Mais ►

Lâmpadas fluorescentes compactas são produtos perigosos

Meio ambiente

Lâmpadas fluorescentes compactas são produtos perigosos, dizem cientistas

Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/01/2013

Lâmpadas fluorescentes compactas devem ser banidas, dizem cientistas

Antes restrito a locais determinados e de mais fácil controle, o mercúrio finalmente se espalhou "democraticamente" por todo o globo por meio das lâmpadas fluorescentes compactas (CFLs). [Imagem: ACS]

Democratização do risco

Há poucos anos, ambientalistas pressionavam os legisladores de todo o mundo para banir as lâmpadas incandescentes, reconhecidamente grandes consumidoras de energia - seu grande problema é que elas desperdiçam muita energia na forma de calor.

Em seu lugar, foram adotadas as lâmpadas fluorescentes compactas, que gastam menos energia.

O problema é que essas lâmpadas aparentemente mais econômicas levam em seu interior não apenas o tóxico mercúrio, mas também uma série de outros metais pesados, usados na fabricação dos seus circuitos eletrônicos.

Antes restrito a locais determinados e de mais fácil controle, o mercúrio finalmente se espalhou "democraticamente" por todo o globo.

Riscos das lâmpadas fluorescentes compactas

Agora, as tão recomendadas lâmpadas fluorescentes compactas precisam ser banidas - pelo menos é o que os cientistas estão dizendo.

E eles não estão usando meias-palavras: um novo estudo alerta que as lâmpadas fluorescentes compactas, assim como os LEDs, deveriam entrar para a lista de produtos perigosos.

Outros estudos já haviam demonstrado que o mercúrio liberado pelas lâmpadas eletrônicas pode superar os níveis de segurança.

Mas Seong-Rin Lim e seus colegas da Universidade da Califórnia, em Davis e Irvine, mostraram que o problema é bem maior.

Enquanto o limite para a liberação de chumbo no ambiente é de 5 mg/l, as lâmpadas fluorescentes compactas podem liberar 132 mg/l, e os LEDs 44 mg/l.

O limite de segurança para o cobre é de 2.500 mg/kg, mas as duas fontes de iluminação atingem 111.000 e 31.600 mg/kg, respectivamente.

Tanto lâmpadas fluorescentes compactas, quanto LEDs, usam ainda alumínio, ouro, prata e zinco - as lâmpadas incandescentes, por outro lado, usam quantidades mínimas desses metais, sobretudo daqueles que são tóxicos.

O resultado não mudou nem mesmo quando os pesquisadores analisaram todo o ciclo de vida dos três tipos de lâmpadas.

Em comparação com as lâmpadas incandescentes, as lâmpadas fluorescentes compactas têm 26 vezes mais riscos de efeitos danosos ao meio ambiente por causa da toxicidade dos metais usados em sua fabricação - os LEDs têm um risco 3 vezes maior do que as lâmpadas incandescentes.

Convenção de Minamata sobre Mercúrio

A recém-negociada Convenção de Minamata sobre Mercúrio estabeleceu metas para o banimento de diversos usos do mercúrio, de longe o maior risco contido nas lâmpadas fluorescentes compactas.

A proposta de banimento desses usos até 2020 cita "Determinados tipos de lâmpadas fluorescentes compactas (CFLs)", mas o texto final ainda não foi divulgado - o documento só deverá assinado pelos 140 países que negociaram o acordo a partir de Outubro.

Não é a primeira vez que as tentativas de driblar problemas ambientais dão resultados opostos aos esperados: recentemente os cientistas anunciaram que os mesmos gases que salvaram a camada de ozônio agora ameaçam o clima - de resto, avisos contundentes para os apressados proponentes da geoengenharia.

------------------------------------

Bibliografia:
Potential Environmental Impacts from the Metals in Incandescent, Compact Fluorescent Lamp (CFL), and Light-Emitting Diode (LED) Bulbs
Seong-Rin Lim, Daniel Kang, Oladele A. Ogunseitan, Julie M. Schoenung
Environmental Science and Technology
Vol.: 47 (2), pp 1040-1047
DOI: 10.1021/es302886m

Leia Mais ►

Nova medição mostra próton cada vez menor e desafia física

Espaço

Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/01/2013

Nova medição mostra próton cada vez menor e desafia física

Este é o esquema do experimento usado para medir o núcleo do átomo de hidrogênio.[Imagem: Antognini et al./Science]

É mais complicado que parecia

Para alguns físicos que afirmam já saber tudo o que há para se saber sobre a matéria, as últimas notícias são desconcertantes.

Em 2010, uma equipe alemã descobriu que o próton era menor do que os modelos atômicos exigem, questionando um elemento fundamental das teorias.

O assunto, considerado uma "discrepância muito grave", provocou debates acirrados e conferências internacionais nestes três últimos anos, em busca de uma explicação que pudesse salvar as teorias.

A maior esperança era que fosse possível encontrar erros nas medições - uma esperança que agora se esvaiu definitivamente.

Na verdade, a discrepância se acentuou, já que uma nova medição ainda mais precisa mostrou que o próton é ainda menor do que o experimento anterior mostrou.

Tamanho "teórico" do próton

Ao longo dos anos, os cientistas têm usado elétrons para medir o tamanho do próton em um átomo de hidrogênio, o laboratório mais simples possível, já que o átomo de hidrogênio é formado por um único elétron e um único próton.

A mecânica quântica estabelece que o elétron pode circundar o próton a distâncias discretas bem determinadas, correspondentes a diferentes níveis de energia. Quando salta de um nível para outro, o elétron absorve ou libera um fóton, e a energia desse fóton mostra a distância que o elétron está do próton.

De posse dessa medição, uma teoria chamada eletrodinâmica quântica permite calcular qual deve ser o diâmetro do próton para manter o elétron a essa distância precisa.

Essa técnica afirma que o próton tem um raio de 0,877 femtômetro, menos de um trilionésimo de milímetro.

Nova medição mostra próton cada vez menor e desafia física

Este é pequeno acelerador que gera os múons usados na medição do diâmetro do próton. [Imagem: MPQ/MPG]

O próton é menor

Tudo estava bem, até que, no experimento de 2010, Randolf Pohl e seus colegas do Instituto Max Planck de Óptica Quântica, na Alemanha, substituíram o elétron por um múon, uma partícula de carga igualmente negativa, como o elétron, mas com uma massa 200 vezes maior.

Sendo maior e mais pesado, o múon deveria resultar em medições várias ordens de grandeza mais precisas.

O problema é que o resultado não apenas acrescentou mais números depois da vírgula, ele os modificou, concluindo que o próton mede 0,8418 femtômetro.

Pode parecer pouco, mas a diferença é astronômica no campo da física das partículas, que exige precisões na faixa dos bilionésimos.

O próton é ainda menor

Depois de muitas discussões, muitas sugestões e vários aprimoramentos nos equipamentos de medição, a equipe alemã sentiu-se pronta para repetir o experimento, o que acaba de ser realizado.

Para quase desespero geral, o resultado foi ainda menor: o próton revelou-se com um diâmetro de 0,8407 femtômetro.

"Os novos resultados alimentam o debate se as discrepâncias observadas podem ser explicadas pelo modelo padrão da física, por exemplo como uma compreensão incompleta dos erros sistemáticos que são inerentes a todas as medições, ou se eles se devem a uma nova física," afirmam os pesquisadores.

Uma "nova física" é o que todos esperavam do LHC, que, por enquanto, parece ter-se contentado com seu "bóson tipo Higgs".

Ela poderia estar surgindo agora porque uma das possíveis explicações para o novo diâmetro do próton é que os múons não interagiriam com os prótons da mesma forma que os elétrons.

Em outras palavras, o raio do próton se alteraria dependendo da partícula com a qual ele está interagindo.

Como na física das partículas tudo depende delas, das partículas, isso denunciaria a existência de partículas desconhecidas, que seriam responsáveis pela interação dos múons com os prótons.

Eventualmente, alguma partícula candidata a explicar o que seria a matéria escura, a desconhecida substância cuja massa geraria a gravidade suficiente para explicar porque as galáxias não se desmancham ao girar na velocidade que giram - a gravidade da matéria conhecida não é suficiente para explicar como as galáxias continuam coesas.

----------------------------------------

Bibliografia:
Proton Structure from the Measurement of 2S-2P Transition Frequencies of Muonic Hydrogen
Aldo Antognini, François Nez, Karsten Schuhmann, Fernando D. Amaro, François Biraben, João M. R. Cardoso, Daniel S. Covita, Andreas Dax, Satish Dhawan, Marc Diepold, Luis M. P. Fernandes, Adolf Giesen, Andrea L. Gouvea, Thomas Graf, Theodor W. Hänsch, Paul Indelicato, Lucile Julien, Cheng-Yang Kao, Paul Knowles, Franz Kottmann, Eric-Olivier Le Bigot, Yi-Wei Liu, José A. M. Lopes, Livia Ludhova, Cristina M. B. Monteiro, Françoise Mulhauser, Tobias Nebel, Paul Rabinowitz, Joaquim M. F. dos Santos, Lukas A. Schaller, Catherine Schwob, David Taqqu, João F. C. A. Veloso, Jan Vogelsang, Randolf Pohl
Science
Vol.: 339 no. 6118 pp. 417-420
DOI: 10.1126/science.1230016

Leia Mais ►

Carvão produz calor sem combustão e sem emitir CO2

Meio ambiente

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/02/2013

Carvão produz calor sem combustão e sem emitir CO2

O carvão é moído (frasco da esquerda) e misturado com as esferas de ferro (frasco da direita), que são cruciais para a "combustão sem queima" do processo. [Imagem: Jo McCulty/Ohio State University]

Queima sem combustão

Dentre os combustíveis fósseis, nenhum é tão má-afamado quanto o carvão.

Apesar de existirem algumas tecnologias que minimizam os efeitos de sua queima, as preocupações aumentam conforme se prevê que o carvão deverá superar o petróleo na matriz energética global na próxima década.

Uma solução definitiva para o problema pode ser parar de queimar o carvão.

Não se trata de nenhuma medida radical, mas de uma nova tecnologia que acaba de ser apresentada por Dawei Wang e Liang-Shih Fan, da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.

A técnica consiste em capturar quimicamente a energia do carvão sem combustão.

"No sentido mais simples, a combustão é uma reação química que consome oxigênio e produz calor," explica Fan. "Infelizmente, ela também produz dióxido de carbono, que é difícil de capturar e faz mal ao meio ambiente."

"Agora nós descobrimos uma forma de liberar o calor sem queima. Nós controlamos cuidadosamente a reação química de forma que o carvão nunca queima, ele é consumido quimicamente, e o dióxido de carbono fica inteiramente contido dentro do reator," esclarece o pesquisador.

Energia do carvão sem CO2

A tecnologia foi testada em um protótipo de reator em escala de pesquisa, que funcionou continuamente por cerca de 200 horas.

O carvão gerou o calor esperado, ao mesmo tempo em que 99% do dióxido de carbono produzido foi capturado.

O CO2 é separado e pode ser reciclado ou sequestrado, enquanto a energia termal pode ser usada para produzir eletricidade ou para alimentar caldeiras industriais.

O processo foi batizado do CDCL - Coal-Direct Chemical Looping, referindo-se a um processo fechado em que o carvão é consumido quimicamente de forma direta, sem queima.

Transporte de oxigênio

A chave para a tecnologia é o uso de esferas metálicas muito pequenas para transportar oxigênio para o combustível que inicia a reação química.

O carvão é pulverizado em partículas de cerca de 100 micrômetros de diâmetro, enquanto as esferas de ferro oxidado são maiores, com cerca de 1,5 a 2 milímetros de diâmetro.

O carvão e o ferro são aquecidos pelo combustível a temperaturas muito elevadas, quando os dois materiais reagem entre si.

O carbono do carvão liga-se com o oxigênio do óxido de ferro e cria o dióxido de carbono, que sobe para uma câmara onde é capturado, deixando para trás o ferro quente e cinzas de carvão.

As cinzas do carvão são descartadas, enquanto as esferas de ferro, que são bem maiores, são peneiradas e reutilizadas.

Segundo os pesquisadores, o processo está pronto para ser testado em larga escala.

Leia Mais ►

Li-Fi promete substituir Wi-Fi

Informática

Redação do Site Inovação Tecnológica - 01/02/2013

Redes de luz: Li-Fi promete substituir Wi-Fi

Os microLEDs são fabricados sobre pastilhas semicondutoras comuns, constituindo um autêntico chip de luz, com a vantagem de que cada LED é controlado individualmente. [Imagem: University of Strathclyde]

Pequeno e barato

Aproveitar a iluminação das residências e escritórios para transmitir dados é uma ideia antiga, mas que depende de avanços na própria iluminação.

Isso porque a fonte ideal de luz para transmitir dados são os LEDs, que ainda custam caro.

Um problema que poderá ser resolvido com o desenvolvimento dos microLEDs, uma inovação anunciada por pesquisadores da Universidade de Strathclyde, no Reino Unido.

Enquanto outros experimentos com transmissão de dados por luz visível estão usando LEDs com dimensões na faixa de 1 milímetro quadrado, a equipe do professor Martin Dawson conseguiu reduzi-los por um fator de 1.000, criando LEDs com dimensões micrométricas.

MicroLEDs

Como são muito menores, os microLEDs podem piscar 1.000 vezes mais rapidamente do que os LEDs maiores, o que significa que eles poderão transmitir os dados mais rapidamente.

Além disso, como 1.000 desses LEDs ocupam a mesma área que um único LED tradicional, torna-se possível criar tantos canais de comunicação independentes quantos sejam os microLEDs.

Em outras palavras, os microLEDs poderão transmitir 1.000 x 1.000 vezes - ou 1 milhão - mais informações do que os LEDs tradicionais, ocupando a mesma área de 1 mm2.

Redes de luz: Li-Fi promete substituir Wi-Fi

Os pesquisadores já fundaram uma empresa para comercializar seus microLEDs. [Imagem: mLED Ltd]

Os microLEDs são fabricados sobre pastilhas semicondutoras comuns, constituindo um autêntico chip de luz, com a vantagem de que cada LED é controlado individualmente.

Li-Fi

Os pesquisadores estão chamando suas novas redes ópticas de redes Li-Fi, em substituição às redes Wi-Fi atuais - onde o Wi de wireless (sem fios) é substituído pelo Li de Light (luz).

A técnica consiste em utilizar um aparelho, chamado modulador, para fazer com que os LEDs pisquem rapidamente, transformando seus estados ligado e desligado em 0s e 1s.

Isso não atrapalha a iluminação e não incomoda, porque as piscadelas são rápidas demais para que o olho humano perceba.

Outra possibilidade de uso dos microLEDs é na construção de grandes telas para anúncios comerciais, onde cada LED se torna um pixel, criando outdoors eletrônicos de resolução muito superior aos atuais.

Leia Mais ►

Tela holográfica chega às 12 polegadas de autêntico 3D

Eletrônica

Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/02/2013

Tela holográfica 3D projeta imagens de 12 polegadas

Embora ainda longe da resolução desejada, as imagens holográficas já são significativamente superiores às imagens geradas pelas primeiras TVs que chegaram ao mercado - que eram preto e branco.[Imagem: Xuewu Xu]

Resolução dos hologramas

Em 2010, cientistas de Cingapura apresentaram um algoritmo que permitiu pela primeira vez calcular rapidamente todas as informações necessárias para gerar um holograma.

Os resultados demonstraram que a renderização do holograma por computadores comuns pode se viável.

Agora, a equipe do Dr. Xuewu Xu deu um passo adicional, aumentando a resolução dos hologramas de forma a gerar imagens coloridas com detalhes razoavelmente bem definidos.

Pixels no espaço 3D

Enquanto aumentar a resolução das imagens em uma tela comum é uma questão de aumentar o número de pixels por área, na holografia é necessário um esforço adicional - a colocação dos pixels o mais próximo possível uns dos outros no espaço 3D.

No protótipo demonstrado em 2010, os pesquisadores projetaram imagens de 1,3 megapixel, usando pixels de 13,62 micrômetros.

Agora, eles já conseguem projetar hologramas 3D em cores com uma resolução de 189 x 378 megapixels, o que se traduz em imagens com uma área de 12,5 x 25 centímetros.

A área da imagem é o equivalente a uma tela plana de 12 polegadas, com a diferença de que a imagem pode ser vista de qualquer ângulo.

Moduladores espaciais de luz

O feito foi possível graças à utilização de moduladores espaciais de luz (SLM - spatial light modulator) integrados em um chip de silício.

Os 24 SLMs manipulam a luz de dois conjuntos de lasers RGB - cada conjunto possui um laser vermelho, um verde e um azul - usando cristais líquidos ferroelétricos.

As imagens são atualizadas a uma frequência de 60 Hz, evitando as piscadas típicas dos primeiros experimentos em holografia.

Desafios para a holografia

Apesar dos avanços, ainda há um longo caminho para que as telas holográficas cheguem ao mercado.

Enquanto o protótipo agora demonstrado produz imagens na faixa dos megapixels, o Dr. Xuewu Xu afirma que uma tela holográfica viável, com cerca de 20 polegadas, exigirá dezenas de terapixels, já que devem haver pixels para todo o espaço 3D da imagem.

A boa notícia é que ele não vê obstáculos à miniaturização do seu sistema de moduladores ópticos, o que deverá permitir ampliar continuamente a quantidade de pixels gerados.

"Outros obstáculos, como a largura de banda para transmissão de dados, a capacidade de armazenamento de dados e a velocidade de processamentos dos hologramas também precisarão ser superados para chegarmos à comercialização da tecnologia de telas holográficas 3D. Nosso trabalho futuro vai incluir a tentativa de solucionar alguns desses gargalos tecnológicos," explicou o pesquisador.

Leia Mais ►

Novo acelerador brasileiro terá tecnologia de terceira geração

Plantão

Com informações da Agência Fapesp - 28/01/2013

Novo acelerador brasileiro terá tecnologia de terceira geração

Enquanto os demais equipamentos desse tipo usam o sistema de eletroímãs, o Sirius será inteiramente baseado no sistema de ímãs permanentes, o que reduz a necessidade de cabos de alimentação. [Imagem: LNLS]

Sirius

O Laboratório Nacional de Luz Sincrotron (LNLS), em Campinas (SP), está pronto para iniciar a construção do novo acelerador de elétrons brasileiro, considerado de terceira geração, e batizado de Sirius.

Capaz de emitir radiação com maior brilho e gerar imagens com mais resolução que o atual, que é de segunda geração, o equipamento abrirá linhas inteiramente novas de pesquisa.

"Será uma facilidade aberta que atenderá às mais diversas áreas da ciência, desde medicina, biofísica, biotecnologia, biologia molecular e estrutural, até paleontologia, ciências dos materiais, agricultura e nanotecnologia. Se o equipamento estiver realmente no estado da arte, vai atrair pesquisadores de ponta de todo o mundo", Antonio José Roque da Silva, diretor do LNLS.

Atualmente, o LNLS conta com 16 estações experimentais, também chamadas linhas de luz, que atendem em torno de 500 grupos de pesquisa por ano - o novo acelerador terá 40 linhas de luz.

A luz síncrotron

Um síncrotron é capaz de emitir radiação de alto brilho em diversas frequências, desde infravermelho até raios X. Isso permite estudar a estrutura atômica que compõe os mais diversos materiais e descobrir como se distribuem espacialmente e como estão interligados.

"Para entender a diferença entre os raios X emitidos por uma máquina comum usada na medicina e a radiação emitida pelo síncrotron, podemos comparar o feixe de luz de uma lanterna com o de uma ponteira a laser, que tem divergência muito menor", explicou Roque da Silva.

A mesma analogia pode ser usada para comparar o feixe de fótons emitido por um acelerador de segunda e um de terceira geração.

A energia final dos elétrons será mais do que o dobro da atual, que é de 1,37 GeV (gigaelétron-volt). Além de gerar mais intensidade de luz, o Sirius também ampliará sua faixa de alcance para os raios X duros (o penúltimo no espectro eletromagnético, atrás dos raios gama). Isso permitirá penetrar estruturas mais espessas.

"Hoje, ao estudar as propriedades do aço, por exemplo, só é possível penetrar na camada mais superficial do material. Com o novo acelerador, conseguiríamos atingir de fato o volume e aprender como os átomos estão organizados", contou Roque da Silva.

A menor divergência do feixe de fótons, por sua vez, aumentará a resolução das imagens, possibilitando a realização de medidas de microscopia com precisão nanométrica. "Será possível gerar imagens tridimensionais de uma célula e de suas organelas", contou.

Ímãs permanentes

Enquanto os demais equipamentos desse tipo usam o sistema de eletroímãs, o Sirius será inteiramente baseado no sistema de ímãs permanentes, o que reduz a necessidade de cabos de alimentação.

"Também fizemos mudanças drásticas na rede magnética e na câmara de vácuo. O feixe de luz do Sirius estará entre os de maior brilho no mundo", afirmou Roque da Silva.

Veja mais detalhes do funcionamento do Sirius na reportagem Brasil terá acelerador de elétrons de terceira geração.

O custo previsto do projeto, estimado para terminar em 2016, é de R$ 650 milhões. Até o momento, segundo Roque da Silva, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) já investiu cerca de R$ 55 milhões.

"O MCTI considera o Sirius como um dos projetos prioritários para o país e o apoio tem sido crescente. Mas também estamos buscando outros parceiros", contou Roque da Silva.

"A construção do Sirius será, sem dúvida, uma das ações mais importantes do ponto de vista da internacionalização da ciência. O poder de nucleação de um laboratório desse porte é enorme", avaliou Roque da Silva.

Leia Mais ►

Asfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra

Materiais Avançados

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/01/2013

Bioasfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra

Wilson Smith se entusiasma com a coesão e a dureza apresentada pela mistura de poeira de estrada e lignina. [Imagem: KSU]

Bioasfalto

O asfalto parece ser a melhor solução do mundo quando se é forçado a viajar por uma estrada de terra.

Mas Wilson Smith, estudante da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, defende que nenhum dos dois é o ideal: nem o asfalto é a solução para todas as estradas, e nem tampouco há que se resignar a viajar por estradas poeirentas e esburacadas.

Por isso ele decidiu trabalhar com um material de origem vegetal, na tentativa de criar uma alternativa que melhore as condições de tráfego das estradas não pavimentadas.

Smith está trabalhando com a lignina, o material que dá rigidez às células vegetais, para fazer um composto que possa dar rigidez à terra solta e aos pedregulhos das estradas vicinais.

Lignina

O que torna a lignina um material particularmente valioso para essa aplicação é o seu comportamento adesivo quando é umedecida, com capacidade para agregar os materiais do solo, gerando uma coesão e criando uma espécie de "bioasfalto".

Isto torna a estrada de terra menos poeirenta, mais lisa e com uma menor necessidade de manutenção, sobretudo no período das chuvas.

A lignina está presente em todas as plantas, sendo rejeito de culturas comerciais, como no caso do bagaço da cana-de-açúcar, da palha de milho e de outros resíduos da agricultura, assim como da indústria do papel, o que a torna um material sustentável e renovável.

Depois de diversos experimentos, Smith selecionou cinco diferentes concentrações de lignina no solo, que se mostraram mais promissoras - 2%, 4%, 6% e 9% - e que agora estão sendo avaliadas na resistência da coesão do solo e, portanto, da diminuição da erosão da estrada.

Testes de campo

Com os bons resultados dos testes iniciais, a coordenadora do grupo, Dra Dunja Peric, selecionou novos estudantes para avaliar o uso do material em outras condições, o que inclui a secagem prévia e a aplicação direta da lignina no solo.

image"Nós queremos fazer uma análise exaustiva de como a coesão varia quando você muda a concentração de lignina, a quantidade de água e a compactação," disse Smith. "Isso vai determinar, em estudos de campo, qual a porcentagem de lignina produz a maior estabilização do solo."

O grupo programou uma apresentação dos resultados da sua pesquisa para meados de Fevereiro, quando eles esperam fazer parcerias para os testes de campo, o que não deverá ser difícil, já que o Kansas é um estado agrícola, com quase dois terços das estradas sem pavimentação.

Leia Mais ►

Telefones celulares merecem antenas domésticas?

Informática

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/01/2013

Antenas celulares

clip_image002

Os testes mostraram que as femtocélulas reduzem o tráfego nas redes móveis e melhoram a intensidade e a cobertura dos sinais em nível local. [Imagem: Befemto Project]

Todos querem ter sinal no celular onde quer que estejam, mas nem todos querem ter uma antena de celular na vizinhança.

Uma equipe de pesquisadores europeus está agora apresentando uma solução inusitada para esse problema.

A equipe se propôs a trabalhar na eliminação dos chamados "buracos negros" - áreas sem cobertura dos sinais de celular e internet sem fios - e da saturação de algumas áreas, quando há sinal, mas a rede fica congestionada por excesso de usuários.

A solução que eles encontraram parece controversa à primeira vista.

Em vez de mais antenas normais, que custam caro para as operadoras e enfrentam oposição da população, os pesquisadores propõem usar "células" de sinal - pequenas antenas com área de cobertura menor, espalhadas por toda a cidade, inclusive nas residências.

Ao contrário do que possa parecer, essas antenas domésticas permitiriam diminuir a intensidade dos sinais distribuídos por toda a cidade, o que seria obtido por duas vias: fazendo as "antenas celulares" operarem com uma potência baixíssima, e unificando a rede celular com a rede de telefonia fixa.

Femtocélulas

A unidade básica das antenas celulares seria o que a equipe chama de "femtocélula", essencialmente uma antena residencial, capaz de prover sinal para uma casa ou para um andar de um edifício.

Há também a "femtocélula móvel", dedicada a fornecer o sinal para ônibus, trens e outros veículos.

Uma célula comercial atenderia a empresas, prédios de escritórios ou shopping centers.

Na opinião dos seus defensores, em vez de aumentar a intensidade de sinal da radiação eletromagnética na cidade como um todo, o conceito de femtocélula na verdade diminui a quantidades de ondas de rádio no ambiente, permitindo que as operadoras otimizem o uso de suas frequências.

Isso porque, sendo ligadas à fiação da telefonia fixa, cada antena poderia selecionar como transmitir seus sinais, se para a próxima antena, ou, para um destino mais distante, pela fiação.

Outra medida seria a limitação da potência de cada femtocélula, que deve operar com uma potência típica de 10 mW.

Antenas inteligentes

Ainda há muitos desafios para tornar prático esse conceito, mas as autoridades europeias estão levando a ideia a sério: o projeto Befemto recebeu apoio do programa FP7, a maior fonte de financiamento para pesquisas na Europa, e tem na lista de colaboradores as maiores empresas de telecomunicações e provedores de telefonia móvel, além de uma dezena de universidades.

O entusiasmo se baseia nos primeiros testes de campo, que mostraram resultados animadores.

Os testes mostraram que as femtocélulas reduzem o tráfego nas redes móveis e melhoram a intensidade e a cobertura dos sinais em nível local.

"Adicionando femtocélulas e pequenas células à rede móvel, nós possibilitaremos que os operadores melhorem a eficiência do seu espectro por meio das redes heterogêneas e pela integração transparente com a rede de telefonia fixa," disse Thierry Lestable, coordenador do projeto.

Ainda não há previsão sobre a adoção do projeto Befemto como um todo, mas os algoritmos de gerenciamento da rede, que dão às antenas a inteligência para fazerem o roteamento entre as redes móvel e fixa, já estão sendo aproveitados pelos parceiros comerciais do projeto.

Leia Mais ►

Nanotecnologia brasileira para remover poluentes radioativos recebe patente

Nanotecnologia

Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/01/2013

image

Imagem ilustrativa

Paramagnetismo

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) obteve uma patente pela invenção de um nanomaterial superparamagnético.

O nanomaterial pode ser usado para remover poluentes metálicos e tóxicos, incluindo os radioativos, presentes nos efluentes industriais.

O paramagnetismo é a propriedade de determinados materiais, inicialmente desmagnetizados, de adquirir uma forte magnetização a partir da aplicação de um campo magnético externo.

Composto de partículas de magnetita em escala nanométrica, o material patenteado representa uma alternativa mais barata e mais eficiente do que os métodos existentes para tratamento de efluentes.

O invento foi desenvolvido pelas pesquisadoras Mitiko Yamamura e Ruth Luqueze Camilo, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), e pelo pesquisador Luiz Carlos Sampaio Lima, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).

image

Esquema do mecanismo de funcionamento das nanopartículas magnéticas para remoção de contaminantes. [Imagem: Ruth Luqueze Camilo]

Remoção de poluentes

A técnica consiste na remoção das nanopartículas, juntamente com os poluentes que a elas se agregam, usando o campo magnético produzido por um ímã.

As nanopartículas magnéticas têm sua superfície revestida por uma fina camada de material polimérico e um agente extrator, de modo a serem funcionalizadas e se tornarem receptoras seletivas de determinados íons ou moléculas (orgânicas).

Na invenção dos três pesquisadores brasileiros, as nanopartículas são utilizadas para remover íons de urânio de meio aquoso.

Como explica Sampaio, as nanopartículas magnéticas são amplamente conhecidas pela sua propriedade de purificar soluções e já bastante utilizadas nos campos da biomedicina, da biologia molecular, do diagnóstico médico e da química.

As partículas descritas na invenção de que ele participou são seletivas para íons metálicos tri, tetra e hexavalentes de soluções altamente ácidas.

Leia Mais ►

Pastor afirma que Jesus tinha Casa na Praia

Essa eu não sabia!

Jesus com casa de praia,  Jesus empreendedor!

04/05/2012

By Tela Crente (http://telacrente.org/2012/05/04/jesus-tinha-casa-grande-na-praia/)

pastor abilio santana 206x250José Abílio Silva de Santana ou como é mais conhecido Pastor Abílio Santana nasceu no dia 13 de Fevereiro de 1965 em Afonso Pena, onde hoje é conhecida como Conceição do Almeida (BA).

O seu sotaque baiano já percorreu o Brasil, Europa, África, Estados Unidos e América Latina, e através de seus CDs e livros publicados aborda muitos temas polêmicos.

O “cabra” possui uma linguagem muito objetiva com seus fiéis, porém, usa muitas conjecturas em suas pregações, além de interpretar a linguagem figurativa e alegórica da bíblia de uma maneira muito interessante.

Em um de seus cultos gravados e colocados no youtube, teve um que chamou a atenção de nossos leitores: Quando Jesus está em Casa.

Nesta pregação, Pr. Abílio Santana afirma que Jesus Cristo tinha uma casa dejesus casa na praia 250x175 praia enorme em Cafarnaum, nos confins de Zebulom e Naftali, que segundo o pregador foi comprado com dinheiro obtido quando Jesus passou a administrar a carpintaria, pois graças ao seu poder conseguiu reduzir o prazo da entrega dos móveis fabricados e, por isso, o negócio prosperou.

Então, Jesus juntou muito dinheiro e comprou uma casa na Praia, que na interpretação do pastor teria acomodações para mais de 20 pessoas.

A mensagem tem a clara função de enfraquecer a camada do segmento evangélico que ainda fornece resistência a Teologia da Prosperidade, mas apesar das contradições suas pregações são bem contundentes.

Nota: Infelizmente não deu para inserir o vídeo nesta postagem mas, segue o link que o direcionará à fonte do vídeo.

Confira no link (You Tube): http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=SMWtyPK3fKw

Leia Mais ►

A Lua, como você nunca viu antes

Espaço

Redação do Site Inovação Tecnológica - 17/09/2010

Sonda da NASA mostra que Lua teve juventude complexa e turbulenta

Mapa topográfico da Lua, com as cores servindo para diferenciar as diferentes ondas de impacto que atingiram o satélite. Parte da área mais familiar, que é vista da Terra, está no lado esquerdo da imagem.[Imagem: NASA/Goddard/MIT/Brown]

Crateras da Lua

Novos dados da sonda lunar LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), mostram que a Lua foi bombardeada por duas "populações" distintas de asteroides ou cometas, ainda na sua juventude, e que sua superfície é mais complexa do que se pensava.

Os resultados foram publicados nesta sexta-feira em três artigos científicos na revista Science.

No primeiro artigo, James Head e seus colegas da Universidade Brown, nos Estados Unidos, apresentam um mapa topográfico global da Lua, com cores artificiais para mostrar as diferenças na gênese do relevo lunar.

A imagem é resultado de 2,4 bilhões de "disparos" do instrumento LOLA (Lunar Orbiter Laser Altimeter), a bordo da LRO.

"Nosso novo conjunto de dados mostra que a população mais velha de 'projéteis', nas terras mais altas, pode ser claramente distinguida da população mais jovem, registrada nos 'mares', nas gigantescas crateras de impacto cheias de fluxos de lava solidificada," disse Head.

Os cientistas que tentam reconstruir a história dos bombardeios de meteoritos na Terra enfrentam dificuldades porque as crateras de impacto são erodidas pelo vento e pela água, ou destruídas pela ação das placas tectônicas, o movimento gradual da crosta terrestre.

Já na Lua, está totalmente preservado um rico acervo de crateras, graças à sua atmosfera extremamente fina - na verdade um vácuo melhor do que aquele normalmente utilizado para experimentos de laboratório. A superfície da lua não tem água em estado líquido e o satélite também não tem placas tectônicas. A única fonte de erosão significativa são outros impactos.

Geologia da Lua

Nos outros dois artigos publicados hoje, os cientistas descrevem como os dados do instrumento Diviner Lunar Radiometer Experiment, instalado na LRO, estão mostrando que os processos geológicos que forjam a superfície lunar são também muito complexos do que se pensava.

Os dados revelaram diferenças inéditas na composição da crosta lunar nas regiões dos planaltos, e confirmou a presença de um material anormalmente rico em sílica em cinco regiões distintas.

Sonda da NASA mostra que Lua teve juventude complexa e turbulenta

Dados do instrumento Diviner sobrepostos a imagens ópticas, mostrando o que se acredita ser um vulcão que expeliu silicatos. [Imagem: NASA/Godard/UCLA/Stony Brook]

A geologia lunar pode ser basicamente dividida em duas categorias - os planaltos anortosíticos, ricos em cálcio e alumínio, e os "mares" basálticos, ricos em ferro e magnésio.

Os dois tipos de rochas são considerados pelos geólogos como "primitivos", ou seja, eles são o resultado direto da cristalização do material do manto lunar, a camada parcialmente derretida abaixo da crosta.

As observações confirmaram que a maioria dos terrenos lunares tem assinaturas espectrais consistentes com composições que se enquadram nessas duas categorias.

No entanto, elas revelaram também que as terras altas lunares - os planaltos - podem ser menos homogêneas do que se pensava anteriormente.

A grande dispersão desses solos revela que pode ter havido alterações na química e na taxa de resfriamento do oceano de magma que formou a crosta lunar primitiva, ou elas poderiam ser o resultado de um processamento secundário da crosta lunar.

Ainda mais surpreendente, em vários locais ao redor da Lua, a sonda detectou a presença de minerais silicatados, como quartzo e feldspatos ricos em potássio e em sódio - minerais só encontrados em associação com litologias altamente evoluídas - rochas que foram submetidas a um intenso processo magmático.

A detecção de silicatos nesses locais é uma descoberta significativa para os cientistas porque ela ocorreu em áreas onde já havia sido registrada grande abundância do elemento tório, um outro indicador de litologias evoluídas.

--------------------------------------------------

Bibliografia:
Global Distribution of Large Lunar Craters: Implications for Resurfacing and Impactor Populations
James W. Head III, Caleb I. Fassett, Seth J. Kadish, David E. Smith, Maria T. Zuber, Gregory A. Neumann, Erwan Mazarico
Science
17 September 2010
Vol.: 329 pp. 1504-1507
DOI: 10.1126/science.1195050
Global Silicate Mineralogy of the Moon from the Diviner Lunar Radiometer
Benjamin T. Greenhagen, Paul G. Lucey, Michael B. Wyatt, Timothy D. Glotch, Carlton C. Allen, Jessica A. Arnold, Joshua L. Bandfield, Neil E. Bowles, Kerri L. Donaldson Hanna, Paul O. Hayne, Eugenie Song, Ian R. Thomas, David A. Paige8
Science
17 September 2010
Vol.: 329 pp. 1507-1509
DOI: 10.1126/science.1192196
Highly Silicic Compositions on theMoon
Timothy D. Glotch, Paul G. Lucey, Joshua L. Bandfield, Benjamin T. Greenhagen, Ian R. Thomas, Richard C. Elphic, Neil Bowles, Michael B. Wyatt, Carlton C. Allen, Kerri Donaldson Hanna, David A. Paige
Science
17 September 2010
Vol.: 329 pp. 1510-1513
DOI: 10.1126/science.1192148

Leia Mais ►

O Sol como você nunca viu antes

Espaço

Redação do Site Inovação Tecnológica - 23/01/2013

O Sol como você nunca viu antes

A colagem mostra a riqueza de informações que instrumentos adequados podem gerar - cada imagem dá informações sobre uma região ou um comportamento específico do Sol.[Imagem: NASA/SDO/Goddard Space Flight Center]

Um Sol, muitas personalidades

Você nunca poderá ver o Sol diretamente, porque isso danificaria irremediavelmente as células da sua retina.

Mesmo uma câmera comum, com um filtro apropriado, não lhe daria mais do que uma imagem do disco amarelo característico da nossa estrela, que poderá aparecer um pouco mais avermelhado se ele estiver baixo no horizonte - o caminho maior que a luz percorre na atmosfera terrestre faz com que ela perca seus componentes azuis.

Mas os sensores do telescópio SDO (Solar Dynamics Observatory, Observatório da Dinâmica Solar) podem ver a luz do Sol de inúmeras formas diferentes.

O Sol emite luz em uma gama muito ampla de comprimentos de onda, ou frequências, que incluem, além da luz visível, infravermelha, ultravioleta e até raios X, apenas para citar as frequências mais conhecidas.

Cada um desses comprimentos de onda nos dá informações diferentes sobre o funcionamento e o comportamento do Sol, permitindo avaliar com mais precisão seu impacto sobre a Terra e todo o Sistema Solar.

A equipe do SDO, que pertence à NASA, fez então uma colagem das diversas imagens que os diferentes sensores do observatório fazem do Sol, mostrando a riqueza de informações que instrumentos adequados podem gerar.

Por exemplo, a luz amarela característica do Sol é gerada por átomos com temperatura na faixa dos 5.700 ºC, o que representa o que está acontecendo na superfície da estrela.

Já a luz ultravioleta extrema é emitida por átomos a 6.300.000 ºC, um bom comprimento de onda para estudar as erupções solares - a temperatura na atmosfera solar atinge picos muitíssimo superiores à da sua superfície, um fenômeno para o qual os cientistas ainda não possuem boas explicações.

A colagem inclui ainda imagens geradas por outros instrumentos, que mostram informações sobre magnetismo e Doppler.

Olhares sobre o Sol

O Sol como você nunca viu antes

Algumas das imagens usadas para compor o mosaico, todas feitas pelos instrumentos do telescópio solar SDO. [Imagem: NASA/SDO/Goddard Space Flight Center]

Veja todos os comprimentos de onda observados pelo SDO, medidos em Angstroms - 1 Angstrom equivale a 0,1 nanômetro - colocados em ordem de altitude de origem, da superfície do Sol para as regiões mais altas de sua atmosfera.

4.500: Mostra a superfície do sol, ou fotosfera.

1.700: Mostra a superfície do sol, juntamente como uma camada da atmosfera solar, chamada cromosfera, que fica logo acima da fotosfera e é onde a temperatura começa a aumentar.

1.600: Mostra uma mistura entre a fotosfera superior e a chamada região de transição, uma região entre a cromosfera e a camada mais superior da atmosfera solar, chamada corona. É na região de transição onde a temperatura sobe mais rapidamente.

304: Esta luz é emitida a partir da região de transição e da cromosfera.

171: Este comprimento de onda mostra a atmosfera do Sol, ou corona, quando ela está tranquila. Também mostra gigantescos arcos magnéticos, conhecidos como laços coronais.

193: Mostra uma região ligeiramente mais quente da corona, e também o material mais quente de uma labareda solar.

211: Este comprimento de onda mostra regiões magneticamente ativas e mais quentes na corona solar.

335: Este comprimento de onda também mostra regiões magneticamente ativas e quentes na corona.

94: Essa frequência destaca regiões da corona durante uma tempestade solar.

131: É nesta frequência que aparece o material mais quente durante uma erupção solar.

O Observatório da Dinâmica Solar (SDO) foi lançado em 2010, tendo como objetivo principal analisar o funcionamento do chamado dínamo solar, uma rede profunda de corrente de plasma que gera o campo magnético solar.

Mas os benefícios do telescópio estão indo muito além: seus instrumentos fotografam o Sol a cada 0,75 segundo e enviam de volta à Terra 1,5 terabyte de dados por dia.

Leia Mais ►