Vale vai extrair Potássio de reserva da Petrobras

Plantão

Vale vai extrair potássio de reserva da Petrobras

Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/04/2012

Vale vai extrair potássio de reserva da Petrobras

A mineração da carnalita será realizada a partir da injeção de água quente em poços onde serão dissolvidos os sais. [Imagem: Cortesia Vale]

Carnalita

A Vale e a Petrobras assinaram acordo para a exploração de potássio em Sergipe.

A concessão da mina pertence à Petrobras, e a exploração das reservas do mineral carnalita será feito pela Vale, em um arrendamento com duração de 30 anos.

A Vale já explora uma outra mina arrendada da Petrobras, chamada Taquari-Vassouras, onde produz cloreto de potássio a partir dos sais do mineral silvinita, em um volume de cerca de 600 mil toneladas anuais.

Diferentemente dessa produção atual do cloreto de potássio, cuja extração é feita em lavra subterrânea, a mineração da carnalita será realizada a partir da injeção de água quente em poços onde serão dissolvidos os sais.

A salmoura, uma mistura da carnalita com outros sais, será então retirada do subsolo e processada na superfície.

Dependência brasileira de fertilizantes

Estima-se que o Projeto Carnalita poderá adicionar um volume de 1,2 milhão de toneladas à produção de potássio.

Essa oferta permitirá ao Brasil economizar cerca de US$ 17 bilhões em importações ao longo de 29 anos - o período de arrendamento menos o tempo que levará para o início das operações.

O Projeto prevê ainda a geração de aproximadamente quatro mil empregos na fase de construção, bem como de 700 empregos na fase de operação.

Atualmente, o Brasil importa 70% dos fertilizantes. No potássio especificamente, a importação atinge 90% das necessidades nacionais.

O cloreto de potássio, classificado como fertilizante mineral simples, é misturado ao fósforo e ao nitrogênio na produção do fertilizante composto (NPK, os símbolos químicos dos três elementos).

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Ligas metálicas inovadoras

Mecânica

Ligas metálicas inovadoras são desenvolvidas no Brasil

Com informações da Agência Fapesp - 09/05/2012

Ligas metálicas inovadoras são desenvolvidas no Brasil

Classe de materiais nanoestruturados estudada por grupo na UFSCar pode ser utilizada em setores como energia, petróleo e biomedicina.[Imagem: Ag.Fapesp]

Uma liga de magnésio com estrutura em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro) capaz de absorver e aprisionar hidrogênio de forma segura, liberando-o somente quando aquecida.

E uma liga metálica que possui maior resistência à corrosão e ao desgaste do que os metais convencionais.

Estes são exemplos de novos materiais, com aplicações em áreas tão diversas como petróleo, energia e biomedicina, que estão sendo desenvolvidos e caracterizados por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Ligas metálicas amorfas

Os pesquisadores começaram a desenvolver e a caracterizar nos últimos anos ligas metálicas com melhores propriedades mecânicas do que os metais convencionais, propriedades estas adquiridas durante o processo de resfriamento a que são submetidas.

Ao serem resfriadas rapidamente em sua fase líquida, na faixa de 1 milhão de graus por segundo, os átomos que compõem a estrutura dessas ligas não têm tempo de se rearranjar de maneira ordenada e formar uma estrutura cristalina de pequenos aglomerados de átomos, como a dos metais convencionais.

Em função disso, em estado sólido, essas novas ligas retêm a mesma estrutura desordenada dos átomos em estado líquido, assumindo a chamada estrutura amorfa.

Por terem sido resfriadas rapidamente, as ligas metálicas amorfas também permanecem em uma condição de metaestabilidade - em que não estão na condição energética mais estável para elas.

Dessa forma, além de apresentar uma série de propriedades diferenciadas dos materiais convencionais, como maior resistência, quando voltam à sua condição de equilíbrio também podem resultar em novas microestruturas, formando, por exemplo, grãos cristalinos na escala nanométrica.

"Essa condição amorfa confere propriedades muito interessantes ao metal, que são muito próximas às de um vidro. Ele se torna frágil, mas ao mesmo tempo também passa a ter uma resistência extremamente elevada", explica o professor Walter José Botta Filho.

Armazenamento sólido de hidrogênio

Segundo o pesquisador, uma das aplicações dessas novas ligas metálicas nanoestruturadas é no armazenamento sólido de hidrogênio.

Os pesquisadores estão desenvolvendo protótipos de tanques de armazenagem de hidrogênio, compostos por ligas de magnésio nanoestruturadas, que são capazes de aprisionar o gás de forma segura para ser posteriormente utilizado para geração de energia.

Em vez de ser comprimido em um tanque sob pressão, como nos gases comuns, o hidrogênio reage com a própria estrutura do material esponjoso do tanque.

Ao ser injetado no tanque de armazenagem, o hidrogênio reage com o magnésio das ligas que compõem o compartimento e forma um hidreto metálico que se decompõe quando aquecido a uma determinada temperatura, liberando o gás para ser queimado, por exemplo, em um motor a combustão ou em uma célula a combustível para geração de energia.

"Essa é uma alternativa muito interessante de armazenar hidrogênio que pode ser utilizada para substituir os cilindros de alta pressão utilizados para aprisionar o gás, que são extremamente pesados", disse Botta Filho.

Ligas amorfas

Outra aplicação das ligas metálicas desenvolvidas e caracterizadas pelos pesquisadores está no recobrimento de tubos para extração de óleo e gás utilizados pelas indústrias petrolíferas, que costumam apresentar problemas de corrosão e se degradam com o tempo.

"Na tentativa de solucionar o problema, vários tipos de recobrimentos têm sido utilizados. Somente nos últimos anos, porém, as ligas de metais amorfas, que apresentam excelentes propriedades de resistência à corrosão e ao desgaste, têm sido avaliadas para essa finalidade", disse Botta Filho.

"Desenvolvemos ligas metálicas amorfas que apresentam maior resistência à corrosão e ao desgaste e agora estamos aplicando-as em superfícies de metais tipicamente utilizados em tubulações", disse.

Implantes biomédicos

O grupo também estuda a utilização de ligas metálicas para o desenvolvimento de implantes biomédicos biodegradáveis.

Feitas de elementos como cálcio, magnésio e zinco, as ligas metálicas podem ser utilizadas na fabricação de parafusos para ossos, por exemplo, que após um determinado tempo são absorvidos pelo organismo.

"Ligas metálicas para essa finalidade estão sendo testadas em animais por cientistas na Suíça, e o desempenho tem sido muito bom", disse o pesquisador.

Outras ligas metálicas também desenvolvidas pelos pesquisadores poderão ser utilizadas em pinos de implantes dentários. Feitas de titânio nanoestruturado, as novas ligas permitem diminuir muito a espessura dos pinos convencionais, mantendo a mesma resistência mecânica. Por conta disso, invadem menos o organismo do paciente.

"Esse tipo de pino de titânio nanoestruturado já está em fase de aprovação no FDA (a agência regulamentadora de alimentos e fármacos dos Estados Unidos)", disse Botta Filho.

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Garrafas PET transformadas em bicicletas

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Imagem: http://tomespindola.blogspot.com.br

Fonte:  Gazeta do POVO http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1157753&tit=A

Artista cria bicicleta a partir do lixo

Publicado em 14/08/2011 | Alexandre Costa Nascimento

A onda que vem transformando a bicicleta em opção viável ao caos no trânsito também abre oportunidades para empresas que, além do lucro, buscam contribuir para tornar as cidades um lugar melhor. O designer e artista plástico uruguaio Juan Muzzi, radicado no Brasil, criou um quadro de bicicleta a partir do lixo. Batizado de MuzziCycles, o produto é feito a partir de 120 garrafas PET recicláveis.

“Não vendemos bicicleta, vendemos um conceito que tem a ver com a realidade do nosso planeta. O projeto tem cunho social e ecológico e busca transformar o problema do lixo em um produto contemporâneo, poupando recursos minerais e evitando a emissão de carbono”, resume o inventor.

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Muzzi dedicou mais de dez anos para desenvolver a bicicleta até chegar à versão final, que a partir de setembro será produzida em escala industrial em sua empresa, em São Paulo. “Não sei dizer ao certo o quanto investi até hoje porque nunca fiz as contas. Mas deve passar de R$ 3 milhões”, diz. Muzzi, que também é piloto de aviões, vendeu a própria aeronave para investir no projeto – apenas o equipamento que molda o quadro custou R$ 1 milhão.

Além das garrafas PET, Muzzi também espera usar outros materiais à base de resinas plásticas, como para-choques de carros, embalagens de xampu e outros produtos que acabam indo parar nos aterros como lixo. “Estou negociando com grandes empresas na perspectiva de receber o material reciclável e, em contrapartida, doar as bicicletas para quem não tem acesso”, conta o artista.

A meta da Muzzi Cycles é fabricar anualmente 132 mil unidades, o que representa 15,8 milhões de garrafas recicladas, com economia de quase 1 milhão de litros de petróleo, num processo que evita a emissão de 2,7 mil toneladas de gás carbônico.

Para o público geral, cada quadro será vendido pelo site www.muzzicycles.com.br por cerca de R$ 200, mas o preço pode cair pela metade se o interessado levar suas próprias garrafas. O produto tem patente mundial e garantia de dez anos.

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Brasil desenvolve processador antirradiação

Eletrônica

Brasil desenvolve processador antirradiação para uso espacial

Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/04/2012

Brasil desenvolve primeiro processador para uso espacial

O processador brasileiro com sistema antirradiação possui aproximadamente 500 mil transistores e foi construído com a tecnologia de 180 nanômetros. [Imagem: Cortesia NSCAD]

Chip espacial brasileiro

O Brasil acaba de desenvolver seu primeiro chip com proteção anti-radiação espacial, voltado para aplicações em foguetes e satélites .

O processador poderá ser utilizado em futuros satélites miniaturizados, conhecidos como nano satélites, usados para monitoramento espacial e ambiental, e como plataforma paro o teste de novas tecnologias espaciais.

O projeto, financiado pela Agência espacial Brasileira (AEB), foi realizado por uma equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do escritório de projetos NSCAD Microeletrônica.

Influência da radiação espacial nos satélites

Chips que funcionam no espaço estão sujeitos à interferência da radiação proveniente da atividade solar e dos raios cósmicos, bem como de outros eventos cósmicos mais raros, como as erupções de raios gama.

Em momentos em que a atividade do Sol está mais elevada, como aconteceu no início deste ano, há interferência nos componentes eletrônicos - a falha em um único chip pode comprometer o funcionamento de todo um sistema, como satélites de telecomunicações ou de GPS.

O protótipo do processador espacial, desenvolvido em um projeto coordenado pela professora Fernanda Gusmão de Lima Kastensmidt, é composto por dois processadores e utiliza técnicas para detectar e corrigir falhas provocadas pela radiação espacial.

Processador antirradiação

O circuito integrado, um processador dual-core chamado NSC21101, é composto de dois processadores mini-MIPS de 32-bits, lógica de teste, interface SPI, controle de memórias externas e PLL.

Um dos seus processadores tem redundância em hardware, uma técnica conhecida como TMR (Triple Modular Redundancy), a fim de corrigir falhas nos registradores internos induzidas por eventos externos.

O processador antirradiação solar possui aproximadamente 500 mil transistores e foi construído com a tecnologia de 180 nanômetros.

O núcleo do processador ocupa uma área de 2,31 x 2.31 milímetros (mm) e, com o encapsulamento suas dimensões chegam a 4,17 x 4,17 cm.

Brasil desenvolve primeiro processador para uso espacial

O chip NSC21101 é um processador dual-core composto de dois processadores mini-MIPS de 32-bits. [Imagem: Cortesia NSCAD]

O chip processa programas armazenados em memória FLASH e em memória SRAM. O programa deve ser gravado na memória FLASH externa e, conforme o modo de operação, é copiado para a memória SRAM externa e processado.

Os resultados gerados pelo processamento são armazenados na mesma memória externa SRAM e poderão ser também copiados para a memória FLASH externa conforme a necessidade.

Radiação espacial

A energia da radiação espacial induz a criação de pares elétrons-lacunas nos circuitos eletrônicos. A atmosfera terrestre oferece uma proteção contra a quase totalidade desses efeitos, mas os processadores que operam no espaço não contam com esse escudo.

Essa radiação é medida em rad, a unidade de radiação absorvida por cada grama de matéria.

Como, na eletrônica o material básico é o silício, usa-se a nomenclatura rad(Si), ou krad(Si), onde o k tem o mesmo efeito multiplicador que o kbyte tem em relação ao byte.

Chips que funcionam no espaço estão sujeitos a dois tipos de radiação, uma cumulativa (TID: Total Ionizing Dose) e outra de pico (SEE: Single Event Effects).

A dose de ionização total (TID) é medida pelo acúmulo de ionização que o circuito integrado recebe ao longo de sua vida útil no espaço. A tolerância de um circuito à TID depende do seu processo de fabricação e do leiaute dos transistores.

Os efeitos de eventos individuais (SEE) são caracterizados por falhas transientes que podem ocasionar a inversão dos valores nos elementos de memória. A principal técnica de tolerância a falhas SEE é a redundância em hardware, geralmente com a triplicação da lógica e o uso de "votadores de maioria".

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Boeing e Embraer assinam acordo

Plantão

Boeing e Embraer assinam acordo que vai além dos biocombustíveis

Redação do Site Inovação Tecnológica - 26/04/2012

Relacionamento importante

A Embraer e a Boeing anunciaram a celebração de um amplo acordo de cooperação que está suscitando especulações os planos futuros das duas empresas.

Segundo nota da Embraer, "o acordo estabelece um relacionamento importante entre duas das maiores empresas aeroespaciais do mundo para cooperação em temas relacionados à melhoria da eficiência operacional, segurança e produtividade de aeronaves e satisfação dos clientes, gerando valor para as duas empresas e seus clientes."

O acordo da Embraer e da Boeing foi selado no mesmo dia em que foi assinado o Memorando de Entendimento para Parceria em Aviação entre os governos brasileiro e norte-americano.

Esse acordo Inter governos visa expandir e aprofundar a cooperação entre os dois países na aviação civil, por meio do estreitamento da comunicação entre as agências governamentais e o aumento da cooperação do setor privado, criando parcerias econômicas e promovendo investimentos.

"As duas empresas também buscarão outras áreas de cooperação visando benefícios mútuos e valor para seus clientes," afirma a nota.

Biocombustíveis para aviação

A Boeing e a Embraer já possuem outros acordos de cooperação.

Em julho de 2011, as empresas anunciaram planos para financiarem uma análise de oportunidades para a produção de combustível sustentável para a aviação, a partir da cana-de-açúcar.

Em março de 2012, a Boeing, a Embraer e a Airbus anunciaram um memorando de entendimento para o desenvolvimento conjunto de biocombustíveis para a aviação com custos econômicos acessíveis e desempenho equivalente aos de origem fóssil.

Recentemente, a Embraer anunciou a criação do Centro de Tecnologia e Engenharia Embraer EUA, para conduzir atividades de pesquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologia para todas as suas linhas de negócios.

Apoio científico

Ao mesmo tempo, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), anunciou que o trio - FAPESP, Boeing e Embraer - iniciou "um estudo sobre os principais desafios científicos, tecnológicos, sociais e econômicos para o desenvolvimento e adoção de biocombustível pelo setor de aviação comercial e executiva no Brasil".

O estudo deverá fundamentar um novo projeto de pesquisa conjunto, cobrindo os temas prioritários apontados no levantamento.

O setor de aviação, que contribui com 2% das emissões totais de gases de efeito estufa no planeta, está enfrentando o desafio de reduzir pela metade a emissão de CO2 em 2050, em comparação com 2005, e se tornar neutro carbono até 2020, conforme estabeleceu a Associação de Transporte Aéreo Internacional.

"Nós ainda não temos uma perspectiva de em quanto tempo teremos biocombustíveis produzidos em escala comercial e que possam ser utilizados na aviação de forma global, e não prevemos que no futuro próximo haverá a substituição completa do combustível fóssil utilizado na aviação por biocombustíveis", disse Mauro Kern, vice-presidente executivo de engenharia e tecnologia da Embraer.

Biocombustíveis para aviação

Já existem biocombustíveis para aviação, produzidos em pequena escala, mas que chegam a custar o dobro do querosene de aviação.

O objetivo do acordo é aproveitar a experiência do Brasil, mais precisamente dos cientistas reunidos sob a égide da FAPESP, que tem sido o mais forte apoiador do setor de etanol no Brasil, ainda que o etanol não seja um combustível ideal para a aviação.

"A grande vantagem de estar realizando esse tipo de pesquisa no Brasil é que o país tem experiência na utilização da cana-de-açúcar, usando uma fonte renovável de combustível. Podemos aprender e utilizar essa experiência para aplicar na área de aviação", afirmou Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil.

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Primeiros Socorros no Trânsito

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Introdução
Educando com valores

O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras atividades humanas, quatro princípios são importantes para o relacionamento e a convivência social no trânsito.
O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para o convívio social democrático, como o respeito mútuo e o repúdio

Download: http://www.detran.ba.gov.br/noticias/NOCOES_1_SOCORROS.pdf

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Redes elétricas inteligentes

Energia

Brasil prepara adoção de redes elétricas inteligentes

Com informações da Agência Brasil e CGEE - 18/04/2012

Brasil estuda adoção de redes de energia elétrica inteligentes

Ainda há controvérsias sobre o impacto das redes inteligentes de eletricidade sobre as camadas mais pobres da população. [Imagem: UCLA Smart Grid Energy Research Center]

Desperdício de energia

Quinze de cada 100 quilowatts da energia elétrica produzida no Brasil se perdem entre a geração e o consumo.

De acordo com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a proporção é mais do que o dobro da registrada em outros países, que chega aos até 7%.

O desperdício sozinho fica acima da oferta interna de energia de origem térmica, com base em carvão, gás, petróleo e energia nuclear, que somam 14,4%, segundo o Balanço Energético Nacional.

A perda de energia levou o CGEE a fazer um amplo estudo sobre o uso de redes inteligentes (ou smart grids, como são mais conhecidas em inglês) para gerenciamento da geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica.

A tecnologia pode informar em tempo real, por exemplo, a ocorrência de pane e a eventual suspensão do fornecimento.

"Quando cai a energia, qualquer que seja o motivo, você liga para a concessionária. Pelo smart grid, isso passa a ser automático, não precisa ligar", explica Ceres Cavalcanti, pesquisadora do CGEE.

Vantagens das redes inteligentes de energia

Além das concessionárias, o uso de redes inteligentes permite que os usuários façam o controle do consumo diretamente.

No futuro, quando houver tarifa diferenciada conforme o horário, os medidores domésticos informarão quanto está sendo gasto a cada momento e o valor das tarifas cobradas.

De um lado, afirma-se que isto dará a possibilidade de o consumidor utilizar os eletrodomésticos em horário de tarifas mais baratas. De outro, porém, alguns especialistas afirmam que este é um benefício que só vale para o setor industrial, mas não para os consumidores domésticos, que não têm como controlar seus aparelhos ou mudar seus horários de uso.

Uma possibilidade menos controversa é tornar o consumidor credor do sistema.

Por exemplo, quem captar energia solar em casa, por exemplo, poderá ter desconto nas tarifas, pois a rede inteligente identifica a geração doméstica de energia.

"Hoje, a informação do sistema elétrico é direcional. Com o smart grid, passa a ser bidirecional. O consumidor passivo passa a ser ativo e vai ter vários tipos de serviços," diz Ceres.

Brasil estuda adoção de redes de energia elétrica inteligentes

Um item com presença obrigatório na pauta de discussões sobre o fornecimento de eletricidade no futuro são os carros elétricos. [Imagem: Green Car Initiative]

Eletrodomésticos e carros elétricos

Para a pesquisadora do CGEE, a adoção das redes inteligentes vai gerar negócios para a indústria de componentes do sistema elétrico e também para a área de tecnologia da informação e comunicação.

"Vai gerar um mercado muito bom para a indústria. E isso tem vários desdobramentos no sentido de desenvolvimento de ciência e tecnologia. Tem uma série de linhas de pesquisa que podem vir a partir daí," destaca.

Uma das possibilidades ficou demonstrada recentemente por uma pesquisa realizada na Unicamp, que demonstrou que as geladeiras domésticas, um dos principais itens de consumo doméstico, poderiam ser gerenciadas, isto é, ligadas e desligadas em determinados horários, sem prejuízos de sua função principal.

Outro item com presença obrigatório na pauta de discussões sobre o fornecimento de eletricidade no futuro são os veículos elétricos.

Uma pesquisa na Alemanha mostrou que os carros elétricos, em vez de simplesmente representarem mais uma categoria de consumidor, podem na verdade viabilizar a adoção de fontes de energia limpa.

Outro estudo, este realizado nos Estados Unidos, mostrou que os carros elétricos usados em meio urbano, a exemplo do que já acontece com seus antecessores a gasolina, ficarão a maior parte do tempo estacionados.

Isso significa, segundo o Dr. Willett Kempton, que os carros elétricos poderão fornecer eletricidade para a rede de distribuição.

As possibilidades são tantas que muitos especialistas na área não hesitam em falar de uma "Internet da energia", capaz de descentralizar a geração e a transmissão de eletricidade.

Brasil estuda adoção de redes de energia elétrica inteligentes

A busca por fontes de energia limpa está levando os pesquisadores a sonharem com uma Sociedade do Lítio. [Imagem: ChemSusChem]

O outro lado da moeda

Os especialistas brasileiros já visitaram a Alemanha e a Inglaterra, onde estabeleceram parcerias com as entidades distribuidoras de energia desses países, já bastante adiantados em direção às redes inteligentes de distribuição de energia.

Talvez por isso, é justamente de lá que veem as primeiras preocupações com a adoção de novas tecnologias na área.

Embora os "gatos" apareçam sempre taxados como ações criminosas, o professor Steve Thomas, da Universidade de Greenwich, aponta que as novas tecnologias na área na verdade representam uma "ameaça à saúde e ao bem-estar das pessoas que vivem em áreas residenciais mais pobres e mais vulneráveis".

Ele aponta sobretudo para o "outro lado da moeda" dos medidores inteligentes, que estão sempre conectados com a concessionária.

O problema, segundo o pesquisador, é que a troca de dados é de mão dupla, o que permite, por exemplo, que a concessionária altere o preço da energia conforme a a demanda, o que pode nada ter a ver com o consumo diário de uma casa.

Segundo ele, os aventados benefícios dos medidores inteligentes - leituras mais precisas, estimativa dos gastos em energia do mês e monitoramento do próprio consumo - poderiam ser alcançados por meio mais simples e mais baratos.

Para ele, enquanto na indústria o conceito é bem-vindo, já que as empresas podem mudar o turno de operações se a energia encarecer em determinados horários, para as residências isso significará uma "destruição de consumo".

Isso, segundo Thomas, porque as famílias não podem mudar o horário do banho ou o aquecimento para o meio do dia, simplesmente para terem descontos, e, ao contrário da indústria, não possuem um funcionário monitorando continuamente o preço da energia para poderem tirar vantagens disso.

Brasil estuda adoção de redes de energia elétrica inteligentes

O setor de energia limpa já deixou de se restringir a aplicações em nichos específicos, para se transformar em uma indústria mundial na primeira década do século XXI. [Imagem: Chandra Marsono]

Redes inteligentes no Brasil

O trabalho que está sendo produzido pelo CGEE, será a primeira etapa da proposta do grupo de especialistas e compõe uma das metas da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

O Brasil já conta com alguns estudos relativos ao tema Smart Grid em andamento. Entre eles, o da Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), em conjunto com a Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (Apel), ambos coordenados pela Aneel.

Esta iniciativa propõe um plano nacional para a migração tecnológica do setor elétrico brasileiro, da atual posição, para a adoção plena do conceito de Rede Inteligente.

O estudo, que conta com a participação de mais de 63 concessionárias brasileiras, deve ser concluído no final do ano.

Algumas concessionárias públicas de energia, como a Cemig, a Light e a Eletrobrás, também fazem pesquisas e projetos na área.

O projeto Smart City (Armação de Búzios - RJ) é uma iniciativa nacional das empresas Emdesa/Ampla, parecida com o projeto desenvolvido em Magália, região da Espanha.

A versão fluminense receberá R$ 30 milhões nos próximos dois anos para instalar iluminação pública abastecida por painéis solares e miniaerogeradores, medidores inteligentes e carros elétricos.

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Energia) investirá R$ 215 milhões em três anos para implantar tecnologias que incluem sistemas de telemedição (que atingirão 25 mil clientes até 2013), maior mobilidade ao enviar informações para eletricistas por meio de palmtops e instalação de chaves e equipamentos que flexibilizem e agilizem os centros de operação do sistema, caso haja problemas nas redes (já são mais de 2.000 chaves instaladas e, até 2013, serão pelo menos 5.000 pontos telecomandados).

"A oportunidade no mercado de trabalho é imensa e as empresas de energia estão de olho nela. A demanda é grande e tende a aumentar," conclui Ceres.

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ABC DA ASTRONOMIA - EP 01 - ASTRONOMIA - HD

O ABC da Astronomia tratasse de uma série de 30 programas de curta duração. Esses programas falam de palavras ou expressões que consideramos importante discutir com as pessoas para continuarem suas investigações no assunto de astronomia.

Cada episódio empreende a leitura de um aspecto do assunto tratado. Mas não pense que cada verbete tratado nessa enciclopédia responderá todas as dúvidas no tempo de exibição do programa.

Cada episódio também traz o desafio de produzir inquietações, impelindo assim o telespectador a procurar mais sobre o assunto, para aumentar por si mesmo os conhecimentos apresentados. Então, o ABC da Astronomia não tem a função completa de dicionário ou mesmo de enciclopédia. Eu Pessoalmente diria que cada episódio é uma corda da curiosidade, coisa que a Astronomia tem e nos dá de sobra!

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ABC do Espiritismo

imageE-book - ABC do Espiritismo

Para quem deseja conhecer um pouco da doutrina, esse livro já é um bom começo, pois, a literatura espírita é muito vasta.

Download:  http://www.espiritismogi.com.br/livros/abc.zip

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Ir à Lua com 0,1 litro de combustível?

Espaço

Motor suíço irá à Lua com 0,1 litro de combustível

Redação do Site Inovação Tecnológica - 04/04/2012

Motor iônico irá à Lua com 0,1 litro de combustível

O motor iônico é minúsculo: o módulo apontado pelo engenheiro já contém o combustível necessário para levar um nanossatélite até a Lua. [Imagem: Empa]

Motor econômico

Que tal enviar uma sonda espacial da Terra à Lua gastando um décimo de litro de combustível?

É o que prometem engenheiros da Escola Politécnica de Lausanne, na Suíça.

Eles apresentaram o primeiro protótipo de um motor-foguete ultracompacto cujo objetivo declarado é "reduzir drasticamente o custo da exploração espacial".

O motor inteiro, incluindo combustível e controle eletrônico, pesa 200 gramas e foi projetado especificamente para impulsionar satélites e sondas espaciais de pequeno porte.

O motor é a primeira peça de um satélite-gari para limpar o lixo espacial, cuja construção foi proposta há cerca de um mês.

Ele também será usado em uma constelação de nanossatélites que a Alemanha está construindo para gravar sinais de rádio de frequência ultrabaixa no lado oculto da Lua.

Liberdade para os satélites

Com a miniaturização dos equipamentos, os nanossatélites caíram no gosto dos cientistas porque seu custo de fabricação e de lançamento é muito mais baixo do que um satélite convencional.

Seu grande inconveniente é justamente a falta de propulsão, o que limita sua capacidade de coleta de dados científicos de elevada precisão.

"Até agora, os nanossatélites ficam travados em suas órbitas. Nosso objetivo é torná-los livres," disse Herbert Shea, coordenador do projeto.

Motor iônico

Em vez de um combustível inflamável, o novo minimotor espacial usa um líquido iônico, um composto químico chamado EMI-BF4, que funciona tanto como solvente quanto como eletrólito.

Ele é composto de moléculas eletricamente carregadas, ou íons - como o sal de cozinha, com a diferença que o combustível do foguete é líquido a temperatura ambiente.

Para que o motor funcione e empurre o satélite, os íons são arrancados do líquido e ejetados por um campo elétrico.

Esse é o princípio básico do motor iônico: o combustível não é queimado, ele é expelido.

A saída do motor iônico também não é feita por aquele bocal tradicional dos motores foguetes: são mais de 1.000 furos por centímetro quadrado em uma placa de silício.

Funcionamento do motor iônico

Primeiramente o combustível é levado por capilaridade até um reservatório na extremidade dos microbocais.

Lá os íons são extraídos por um eletrodo mantido a uma tensão de 1.000 volts, acelerados, e finalmente emitidos da traseira do satélite, produzindo o empuxo.

A polaridade do campo elétrico é revertida a cada segundo, permitindo que tanto os íons negativos quanto os positivos sejam ejetados.

Ao contrário de um motor foguete comum, que queima o combustível, o motor iônico acelera lentamente, mas continua acelerando por muito mais tempo - sua aceleração é de um décimo de milímetro por segundo ao quadrado, o que significa que ele faz de 0 a 100 km/h em 77 horas.

Tirando a limpo

Os testes mostraram que, depois de seis meses de funcionamento, a velocidade do micromotor iônico passou de 24.000 km/h - típica de um objeto em órbita da Terra - para 42.000 km/h.

"Nós calculamos que, para alcançar a órbita lunar, um nanossatélite de 1 quilograma impulsionado por nosso motor vai levar seis meses e consumir 100 mililitros de combustível," explicou Muriel Richard, membro da equipe de desenvolvimento.

Depois de ter levantado suspeitas e recebido críticas quando da apresentação do projeto do satélite-gari, o CleanSpace, os engenheiros suíços agora afirmam que pretendem finalizar o protótipo do seu limpador de lixo espacial em um ano.

O protótipo será testado com o nanossatélite SwissCube, que já está fora de operação, mas ainda em órbita.

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SEBRAE - Unidade produtora de artefatos de cimento

imageSérie Perfil de Projetos
Unidade produtora de artefatos de cimento para uso na construção civil

Traz informações sobre o mercado, investimentos necessários à atividade, previsão de resultados operacionais, fontes de financiamento e diversas informações relevantes que, em conjunto com outras literaturas sobre o mercado que se pretende atuar, contribuirá com eficiência maior para uma tomada de decisão segura e com consideráveis perspectivas de sucesso.

Download: http://201.2.114.147/bds/bds.nsf/50A8AD9D835D0C0A83257436004C28AB/$File/Unidade%20Produtora%20de%20artefatos%20de%20cimento.pdf

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Panorama de Patentes de Nanotecnologia

imageA Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) foi criada pelo governo em 2004 e tem a missão de promover a execução da política industrial do País, em consonância com as políticas de Comércio Exterior e de Ciência e Tecnologia. Ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a Agência exerce a função de Secretaria Executiva da política industrial, ao lado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos ministérios da Fazenda e da Ciência
e Tecnologia. A ABDI atua, ainda, como Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e do Comitê Nacional de Biotecnologia.

Fruto de uma parceria entre o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), este boletim reúne os pedidos de patentes de residentes brasileiros feitos no mundo todo, publicados pela primeira vez no ano de 2010, com soluções técnicas em nanotecnologia que podem ajudar sua empresa.

Download: http://www.abdi.com.br/Estudo/INPI_patentes_FINALreduzido.pdf

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