Suécia tem cidade sem lixo

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Meio ambiente

Um exemplo a ser seguido por todo mundo. Isso prova que quando se quer acertar, se consegue, basta um pouco de perseverança e boa vontade. (antromsil)

Agência Fapesp - 12/04/2011

clip_image001Borás, a cidade sem lixo, mostra que progresso não precisa produzir sujeira. [Imagem: Wikimedia]

          Em Borás, na Suécia, a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela população de cerca de 64 mil habitantes é reciclada, tratada biologicamente ou transformada em energia (biogás), que abastece a maioria das casas, estabelecimentos comerciais e a frota de 59 ônibus que integram o sistema de transporte público da cidade.

          Em função disso, o descarte de lixo no município sueco é quase nulo, e seu sistema de produção de biogás se tornou um dos mais avançados da Europa.

"Produzimos 3 milhões de metros cúbicos de biogás a partir de resíduos sólidos. Para atender à demanda por energia, pesquisamos resíduos que possam ser incinerados e importamos lixo de outros países para alimentar o gaseificador", disse o professor de biotecnologia da Universidade de Borás, Mohammad Taherzadeh.

          Taherzadeh falou durante o encontro acadêmico internacional Resíduos sólidos urbanos e seus impactos socioambientais, realizado em São Paulo.

Promovido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Universidade de Borás, o evento reuniu pesquisadores das duas universidades e especialistas na área para discutir desafios e soluções para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, com destaque para a experiência da cidade sueca nesse sentido.

 

           Gestão de resíduos sólidos

          De acordo com Taherzadeh, o modelo de gestão de resíduos sólidos adotado pela cidade, que integra comunidade, governo, universidade e instituições de pesquisa, começou a ser implementado a partir de meados de 1995 e ganhou maior impulso em 2002 com o estabelecimento de uma legislação que baniu a existência de aterros sanitários nos países da União Europeia.

          Para atender à legislação, a cidade implantou um sistema de coleta seletiva de lixo em que os moradores separam os resíduos em diferentes categorias e os descartam em coletores espalhados em diversos pontos na cidade.

          Dos pontos de coleta, os resíduos seguem para uma usina onde são separados por um processo óptico e encaminhados para reciclagem, compostagem ou incineração.

"Começamos o projeto em escala pequena, que talvez possa ser replicada em regiões metropolitanas como a de São Paulo. Outras metrópoles mundiais, como Berlim e Estocolmo, obtiveram sucesso na eliminação de aterros sanitários. O Brasil poderia aprender com a experiência europeia para desenvolver seu próprio modelo de gestão de resíduos", afirmou Taherzadeh.

          Plano de Gestão de Resíduos Sólidos brasileiro

 

          Em dezembro de 2010, foi regulamentado o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos brasileiro, que estabelece a meta de erradicar os aterros sanitários no país até 2015 e tipifica a gestão inadequada de resíduos sólidos como crime ambiental.

          Com a promulgação da lei, os especialistas presentes no evento esperam que o Brasil dê um salto em questões como a compostagem e a coleta seletiva do lixo, ainda muito incipiente no país.

          De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 18% dos 5.565 municípios brasileiros têm programas de coleta seletiva de lixo. Mas não se sabe exatamente o percentual da coleta seletiva de lixo em cada um desses municípios.

"Acredito que a coleta seletiva de lixo nesses municípios não atinja 3% porque, em muitos casos, são programas pontuais realizados em escolas ou pontos de entrega voluntária, que não funcionam efetivamente e que são interrompidos quando há mudanças no governo municipal", avaliou Gina Rizpah Besen, que defendeu uma tese de doutorado sobre esse tema na Faculdade de Saúde Publica da USP em fevereiro.

 

          Coleta seletiva e reciclagem

          Na região metropolitana de São Paulo, que é responsável por mais de 50% do total de resíduos sólidos gerados no estado e por quase 10% do lixo produzido no país, estima-se que o percentual de coleta seletiva e reciclagem do lixo seja de apenas 1,1%.

"É um absurdo que a cidade mais importante e rica do Brasil tenha um percentual de coleta seletiva de lixo e reciclagem tão ínfimo. Isso se deve a um modelo de gestão baseado na ideia de tratar os resíduos como mercadoria, como um campo de produção de negócios, em que o mais importante é que as empresas que trabalham com lixo ganhem dinheiro. Se tiver reciclagem, terá menos lixo e menor será o lucro das empresas", disse Raquel Rolnik, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

          Nesse sentido, para Raquel, que é relatora da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos humanos de moradia adequada, a questão do tratamento dos resíduos sólidos urbanos no Brasil não é de natureza tecnológica ou financeira, mas uma questão de opção política.

"Nós teríamos, claramente, condições de realizar a reciclagem e reaproveitamento do lixo, mas não estamos fazendo isso por incapacidade técnica ou de gestão e sim por uma opção política que prefere tratar o lixo como uma fonte de negócios", afirmou.

 

          Produtos verdes

          A pesquisadora também chamou a atenção para o fato de que, apesar de estar claro que não será possível viver, em escala global, com uma quantidade de produtos tão gigantesca como a que a humanidade está consumindo atualmente, as políticas de gestão de resíduos sólidos no Brasil não tratam da redução do consumo.

"O modelo de redução da pobreza adotado pelo Brasil hoje é por meio da expansão da capacidade de consumo, ou seja: integrar a população ao mercado para que elas possam cada vez mais comprar objetos. E como esses objetos serão tratados depois de descartados não é visto como um problema, mas como um campo de geração de negócios", disse.

          Na avaliação de Raquel, os chamados produtos verdes ou reciclados, que surgiram como alternativas à redução da produção de resíduos, agravaram a situação na medida que se tornaram novas categorias de produtos que se somam às outras. "São mais produtos para ir para o lixo", disse.

 

           Gaseificadores

          Uma das alternativas tecnológicas para diminuir o volume de resíduos sólidos urbanos apresentada pelos participantes do evento foi a incineração em gaseificadores para transformá-los em energia, como é feito em Borás.

          No Brasil, a tecnologia sofre resistência porque as primeiras plantas de incineração instaladas em estados como de São Paulo apresentaram problemas, entre os quais a produção de compostos perigosos como as dioxinas, além de gases de efeito estufa.

          Entretanto, de acordo com José Goldemberg, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, grande parte desses problemas técnicos já foi resolvida.

"Até então, não se sabia tratar e manipular o material orgânico dos resíduos sólidos para transformá-lo em combustível fóssil. Mas, hoje, essa tecnologia já está bem desenvolvida e poderia ser utilizada para transformar a matéria orgânica do lixo brasileiro, que é maior do que em outros países, em energia renovável e alternativa ao petróleo", destacou.

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Leitura complementar

 

Compostagem

O que é compostagem, reciclagem do lixo orgânico, adubo orgânico, meio ambiente e saúde humana, usinas de compostagem.

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Adubo orgânico: resultado do processo de compostagem do lixo.

O que é compostagem

Compostagem é um processo de transformação de matéria orgânica, encontrada no lixo, em adubo orgânico (composto orgânico). É considerada uma espécie de reciclagem do lixo orgânico, pois o adubo gerado pode ser usado na agricultura ou em jardins e plantas.

A compostagem é realizada com o uso dos próprios microorganismos presentes nos resíduos, em condições ideais de temperatura, aeração e umidade.

 

Importância para o meio ambiente e saúde das pessoas

A compostagem, usada principalmente na zona rural, é de extrema importância para o meio ambiente e para a saúde dos seres humanos. O lixo orgânico, muitas vezes, é descartado em lixões, ruas, rios e matas, poluindo o meio ambiente. Além disso, o acúmulo de resíduos orgânicos a céu aberto favorece o desenvolvimento de bactérias, vermes e fungos que causam doenças nos seres humanos. Além disso, favorece o desenvolvimento de insetos, ratos e outros animais que podem transmitir doenças aos homens.

Com a compostagem, além de se evitar a poluição e gerar renda, faz-se com que a matéria orgânica volte a ser usada de forma útil.

 

A coleta seletiva do lixo orgânico

Para que ocorra a compostagem de forma adequada, é necessário que as pessoas realizem a coleta seletiva do lixo, encaminhando o lixo orgânico para usinas de compostagem e os resíduos sólidos para recicladores. A compostagem também pode ser realizada em casa, seguindo algumas orientações técnicas básicas.

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Segurança do Trabalho

imageAcidentes de trabalho no PAC é assunto entre entidade de segurança do trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego

Brasília, 11 de abril de 2011

Os presidentes da Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança (Sobes) nacional e da jurisdição do Rio de Janeiro se reuniram, no último 5 de abril, com o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Entre os assuntos abordados estavam os acidentes de trabalho nas obras do PAC e o Projeto de Lei nº 6.179/2009, cujo parecer da relatora “iguala as atribuições de Engenharia de Segurança às da Fisioterapia”, disse a presidente da Sobes, Marlise Vasconcellos.
“A reunião foi muito boa, a secretária de Inspeção do Trabalho do MTE é arquiteta, da área. O ministro abriu espaço para a gente. Não podemos perder espaço”, completou. De acordo com Marlise, os acidentes que têm ocorrido nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC –, cujo número de mortes chega a 40, foram o principal tema da reunião. “Tem que aumentar a fiscalização”, defendeu.
Outro assunto apontado durante a reunião foram os concursos públicos para auditor especialista em Engenharia de Segurança. “Antigamente os concursos exigiam profissionais especialistas em Engenharia de Segurança ou em Medicina do Trabalho. Agora o cargo é de auditor fiscal. Qualquer pessoa pode passar. Ficou muito generalista. Em uma obra com risco grave, se o fiscal não for engenheiro, ele não vai interditar”, explicou.
Além da presidente da Sobes, Marlise Vasconcellos, e da Sobes-RJ, Evaldo Pereira, também participaram do encontro a secretária de Inspeção do Trabalho, Vera Lúcia de Albuquerque, o representante do MTE Rinaldo Gomes e o assessor do ministro Francisco Assunção.

Beatriz Leal
Assessoria de Comunicação do Confea

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Transístor de grafeno bate recorde mundial de velocidade

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Eletrônica

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/09/2010

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Os pesquisadores criaram um novo processo de fabricação de transistores de grafeno que usa um nanofio como guia para o alinhamento das "pernas" do transístor.[Imagem: Liao et al./Nature]

Transístor de grafeno

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, superaram algumas das dificuldades técnicas para lidar com o material mais promissor do momento, o suficiente para construir o transístor de grafeno mais rápido já fabricado até agora.

Detentor do recorde de mobilidade de cargas elétricas entre todos os materiais conhecidos - a velocidade na qual a informação eletrônica é transmitida através de um material - o grafeno é um excelente candidato para a fabricação de equipamentos eletrônicos de alta velocidade.

Mas as técnicas tradicionais para fabricar transístor a partir das folhas de grafeno geralmente produzem um material de qualidade bastante aquém do seu potencial teórico.

 

Auto-alinhamento

A equipe do professor Xiangfeng Duan melhorou significativamente a qualidade dos transistores de grafeno criando um novo processo de fabricação que usa um nanofio como guia para o alinhamento das "pernas" do transístor.

O auto-alinhamento é um elemento chave na criação de nanotransistores porque, com a diminuição das dimensões do componente, é cada vez mais difícil fazer com que as portas do componente não fiquem desalinhadas - as portas são os conectores que permitem interligar os transistores ao restante do circuito.

"Esta nova estratégia supera duas limitações encontradas anteriormente em transistores de grafeno", explica Duan. "Primeiro, ela não gera quaisquer defeitos significativos no grafeno durante a fabricação, de forma que a mobilidade das portadoras de carga se mantém. Em segundo lugar, usando uma abordagem de auto-alinhamento com um nanofio como porta superou as dificuldades de alinhamento anteriormente encontradas, permitindo fabricar componentes com canais muito curtos, com um desempenho sem precedentes."

 

Transístor de grafeno mais rápido do mundo

Os avanços permitiram a fabricação de transistores de grafeno que operam com uma frequência de corte de até 300 GHz - comparável à velocidade dos melhores transistores do momento, feitos de arseneto de gálio ou fosfeto de índio.

A diferença é que, como o grafeno tem uma mobilidade de cargas muito superior à destes materiais semicondutores de alto desempenho, há muito espaço para sua otimização - os pesquisadores acreditam ser possível chegar na faixa dos terahertz.

Para se ter uma ideia do avanço, em 2008 a IBM ganhou as manchetes dos jornais ao apresentar um transístor de grafeno que chaveava a uma velocidade de 26 GHz - veja IBM constrói transístor de grafeno mais rápido do mundo.

Bibliografia:

High-speed graphene transistors with a self-aligned nanowire gate

Lei Liao, Yung-Chen Lin, Mingqiang Bao, Rui Cheng, Jingwei Bai, Yuan Liu, Yongquan Qu, Kang L. Wang, Yu Huang, Xiangfeng Duan

Nature

1 September 2010

Vol.: Published online

DOI: 10.1038/nature09405

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Transístor de grafeno se auto-resfria

Eletrônica

Redação do Site Inovação Tecnológica - 04/04/2011

clip_image002A ponta de um microscópio de força atômica revelou um forte efeito de auto-resfriamento no contato entre o grafeno e os eletrodos metálicos que formam um transístor de grafeno. Nesta ilustração, a cor representa os dados da temperatura. [Imagem: Alex Jerez]

Transistores de grafeno apresentam um efeito de resfriamento em nanoescala que reduz sua própria temperatura durante seu funcionamento.

A descoberta aumenta as perspectivas promissoras do grafeno que, além de componentes eletrônicos ultra-rápidos, agora promete também chips que resfriem a si próprios.

Eletrônica termoelétrica

A velocidade e o tamanho dos chips e processadores são limitados pelo calor que eles dissipam - todos os componentes eletrônicos dissipam calor gerado pelo fluxo de elétrons que os fazem funcionar.

William King e Eric Pop, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, descobriram que o grafeno possui um efeito termoelétrico que supera o aquecimento gerado pelo fluxo de elétrons que o atravessa.

Os chips atuais usam mecanismos externos - dissipadores e exaustores - para retirar seu calor.

Mas um efeito termoelétrico forte o suficiente pode fazer isso internamente, retirando o calor no local, ou nas imediações, onde ele é gerado.

Materiais termoelétricos convertem diretamente a eletricidade em diferenciais de temperatura - um fenômeno conhecido como efeito Peltier.

Resfriamento termoelétrico

Os pesquisadores usaram a ponta de um microscópio de força atômica como termômetro para medir a temperatura em um transístor de grafeno.

As medições revelaram o fenômeno da termoeletricidade com uma intensidade inesperada nos pontos de contato entre o grafeno e os eletrodos metálicos.

O efeito de resfriamento termoelétrico é maior nos contatos metal-grafeno do que o aquecimento resistivo, baixando efetivamente a temperatura do transístor.

"No silício e na maioria dos materiais, o aquecimento eletrônico é muito maior do que o auto-resfriamento," diz King. "Contudo, nós descobrimos que, nos transistores de grafeno, há regiões onde o resfriamento termoelétrico pode ser maior do que o aquecimento resistivo, o que permite que esses componentes resfriem a si próprios."

Esse efeito de auto-resfriamento significa que a eletrônica à base de grafeno poderá simplesmente dispensar os famosos "coolers" - ou exigir exaustores bem menores do que os usados hoje.

Bibliografia:

Nanoscale Joule heating, Peltier cooling and current crowding at graphene–metal contacts

Kyle L. Grosse, Myung-Ho Bae, Feifei Lian, Eric Pop, William P. King

Nature Nanotechnology

3 April 2011

Vol.: Published online

DOI: 10.1038/nnano.2011.39

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Quinta força fundamental da natureza ou nova partícula?

clip_image002Energia

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/04/2011

Confirmada ou não a descoberta, este já é um dos gráficos mais famosos da história da física. Mas o que ele realmente representa ainda é um incógnita. [Imagem: CDF Collaboration]

Partícula ou força

Um grupo internacional de cientistas pode ter encontrado um novo tipo de partícula ou uma quinta força da natureza.

Se a descoberta for confirmada, o que quer que os dados estejam revelando - uma nova força ou uma nova partícula - seria algo totalmente inédito, não explicado por nenhum modelo atual da física.

De certa forma, o achado teria maior impacto do que o tão esperado Bóson de Higgs, que está sendo procurado com afinco pelos cientistas do LHC - o Bóson de Higgs é algo previsto pela teoria e totalmente esperado, enquanto uma partícula que não se encaixa no chamado Modelo Padrão da Física, ou uma quinta força da natureza, abririam perspectivas de uma física totalmente nova.

Pico inesperado

Os cientistas da chamada Colaboração CDF (Collider Detector at Fermilab), que reúne mais de 500 físicos, trabalham no Tevatron, o maior colisor de partículas dos Estados Unidos, localizado no Fermilab (Fermi National Accelerator Laboratory).

Tudo começou quando eles observaram um pico totalmente inesperado no gráfico que mostra o resultado das colisões entre bilhões de prótons e antiprótons.

Como energia é igual a massa, segundo a teoria de Einstein, essas colisões de altíssima energia podem trazer à existência partículas subatômicas de existência extremamente curta, que não existem nas condições usuais de temperatura e pressão - os físicos as identificam estudando suas combinações, o chamado decaimento, que produzem partículas mais familiares.

O pico no gráfico mostra um excesso de eventos nas colisões de partículas que produzem um bóson W - uma partícula 87 vezes mais pesada do que um próton -, acompanhado de dois jatos de hádrons.

A anomalia inesperada apareceu na faixa de massa de 140 GeV/c2 - foram 250 eventos que parecem estar vindo de uma partícula 160 vezes mais pesada do que o próton - uma partícula, mas uma partícula não prevista pelo Modelo Padrão da Física.

Cautela

Por enquanto, o grupo está extremamente cauteloso: durante a apresentação do trabalho, realizada na tarde desta quinta-feira no Fermilab, a expressão "se for confirmado" foi repetida à exaustão.

A significância do pico verificado foi determinado em 3,2 sigma, o que significa que há 1 chance em 1375 de que o pico possa ser resultado de uma flutuação estatística aleatória.

Por outro lado, o colisor Tevatron já fez inúmeras colisões nessa faixa de energia, e o pico nunca havia sido observado. E 160 vezes a massa do próton é muito próximo da massa de dois bósons W.

Além disso, os físicos consideram ser necessário um sigma igual a 5,0 para que um evento seja considerado uma descoberta.

clip_image003O colisor Tevatron, onde a provável descoberta ocorreu, está para ser desativado em Setembro, por falta de verbas. [Imagem: Fermilab]

Não é o bóson de Higgs

Se não for uma flutuação estatística, o pico pode ser explicado por uma nova partícula, uma partícula não apenas desconhecida, mas uma que nunca havia sido prevista.

Se confirmado como uma descoberta, isso exigirá que o Modelo Padrão seja refeito, com inúmeras possibilidades de novas descobertas e novos entendimentos sobre a estrutura básica da matéria.

Os cientistas afirmam não se tratar do Bóson de Higgs, que deve estar em outra faixa - para ser o Bóson de Higgs, o pico nos dados deveria ser 300 vezes menor.

"As características deste excesso [de eventos] excluem a possibilidade de que este pico seja devido ao bóson de Higgs do Modelo Padrão ou a uma partícula supersimétrica. Em vez disso, podemos estar vendo um tipo completamente novo de força ou interação," afirmou o grupo em um comunicado.

Quinta força

Alguns modelos, ainda considerados especulativos ou "alternativos", que têm sido propostos e desenvolvidos ao longo dos últimos anos, propõem a existência de novas interações fundamentais da matéria, além das quatro forças conhecidas hoje.

Estas forças fundamentais - gravidade, eletromagnetismo, força fraca e força forte - são a base do Modelo Padrão da Física - se há de fato uma nova força, então o Modelo deve ser refeito.

Há cerca de 20 anos, Kenneth Lane, da Universidade de Boston, e Estia Eichten, do próprio Fermilab, propuseram uma teoria, chamada tecnicolor, que previa a existência de uma quinta força fundamental, muito similar à força forte, que mantém unidos os quarks no núcleo dos átomos.

Essa quinta força ficaria exatamente na faixa dos 160 GeV e, operando a energias muito mais altas do que a força forte, poderia ser a responsável pela massa das demais partículas - o que simplesmente dispensaria a existência do já tão famoso e ainda não encontrado Bóson de Higgs.

Dados, trabalho e dinheiro

A análise divulgada hoje baseia-se em 4,3 femtobarns inversos de dados. A equipe irá repetir a análise com pelo menos duas vezes mais dados para verificar se o pico - o excesso de eventos - se torna mais ou menos acentuado.

Eles têm até Setembro para coletar mais dados - o Tevatron deverá ser desativado em Setembro, por falta de recursos.

Mas os dados também poderão ser confirmados pelo LHC ou pelo DZero - os dois já têm dados coletados na faixa dos 140 GeV/c2, que deverão ser sofregamente analisados nas próximas semanas.

 
 

Bibliografia:

 

Invariant Mass Distribution of Jet Pairs Produced in Association with a W boson in ppbar Collisions at sqrt(s) = 1.96 TeV

CDF Collaboration, T. Aaltonen, et al

arXiv

4 Apr 2011

http://arxiv.org/abs/1104.0699

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Onda sonora direcionada

Informática

Físicos criam ondas de som à prova de ouvidos indiscretos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/04/2011

clip_image001O truque está em fazer o som se comportar como um estreito feixe de partículas, em vez de uma corrente de ondas que se espalham em todas as direções. [Imagem: TU Wien]

Cientistas da Universidade de Tecnologia de Viena, na Áustria, desenvolveram uma técnica para guiar ondas, de som ou de luz, ao longo de trajetórias específicas, sem nenhuma perda.

Desta forma, as ondas poderão ser enviadas diretamente até um objetivo, evitando ouvidos ou olhos indiscretos pelo caminho.

 

Diferença entre ondas e partículas

Arremessar uma bola para outra pessoa sem que alguém no caminho possa pegá-la é algo bem simples. Mas chamar alguém do outro lado da sala sem que ninguém mais ouça é algo bem mais difícil.

Parece haver uma diferença fundamental entre ondas e objetos sólidos: uma bola se move ao longo de uma trajetória direta e contínua, enquanto as ondas se espalham em todas as direções simultaneamente.

Mas talvez isso não precise ser sempre assim.

Stefan Rotter e seus colegas da área de física quântica estão agora propondo um novo método para fazer com que as ondas sonoras percorram trajetórias únicas, diretas e contínuas, como uma bola atirada precisamente em uma direção.

Se esta ideia for aplicada às ondas sonoras, poderá ser possível gritar para alguém do outro lado de uma sala sem que nenhuma outra pessoa seja capaz de ouvir qualquer ruído.

Onda que se comporta como partícula

O truque, segundo os físicos, está em fazer o som se comportar como um estreito feixe de partículas, em vez de uma corrente de ondas que se espalham em todas as direções - de fato, a física quântica conhece bem a íntima relação entre partículas e ondas.

"Inicialmente estávamos trabalhando com efeitos quânticos em semicondutores. Mas nossos resultados podem se aplicar igualmente a ondas acústicas e ópticas," explica o professor Rotter.

Até o momento, a equipe testou a teoria apenas em simulações computadorizadas, mas eles afirmam que toda a tecnologia necessária para testar suas ideias na prática já está disponível.

"Nós já contatamos alguns experimentalistas e esperamos ver aplicações práticas de nosso trabalho muito em breve," diz o físico.

clip_image003A matriz de dispersão tem que ser calculada previamente, transmitindo vários sinais de referência antes da mensagem propriamente dita. [Imagem: Monz et al.]

 

Matriz de espalhamento

"No modelo teórico, o comportamento da onda é descrito por uma matriz de espalhamento - um objeto matemático que caracteriza o transporte da onda," explica Florian Libisch, coautor da teoria.

Em um experimento, essa matriz de dispersão terá que ser calculada previamente, por exemplo, transmitindo vários sinais de referência antes da mensagem propriamente dita.

O procedimento de guiar a onda então determina como ela deve ser dirigida para se manter no caminho predeterminado.

Isto é feito combinando uma série de amplitudes e fases de tal forma que qualquer reflexão da onda em uma superfície seja anulada pela reflexão em uma outra superfície.

Pode parecer impraticável determinar todas as possibilidades de reflexão de uma onda, mas os físicos desenvolveram um método matemático que calcula essas informações a partir da matriz de espalhamento.

Usando simulações em computador, a equipe criou ondas-partícula, que eles batizaram de NOTES (noiseless time-delay eigenstates), em vários ambientes, incluindo uma caixa retangular, uma caixa com uma parede curva e duas caixas com superfícies refletoras aleatórias.

 

Segurança, economia de energia e saúde

Guiar ondas com precisão pode ser uma forma muito eficiente de economizar energia.

Segundo a nova teoria, as ondas podem ser ajustadas de forma a seguirem uma linha precisa. Quem estiver fora dessa linha nunca será atingido pela onda e, portanto, nunca poderá ver as ondas de luz ou ouvir as ondas sonoras assim guiadas.

Uma onda sonora, por exemplo, poderá ser guiada ao longo de uma sala, "quicar" nas paredes como se fosse uma bola de borracha e deixar a sala por uma porta ou por uma janela.

Com isto, a onda será depositada exatamente no ponto onde ela deve chegar, evitando todo o desperdício de energia associado com um espalhamento desnecessário.

Mas há várias outras aplicações práticas possíveis.

Além da economia de energia e das transmissões à prova de ouvidos indiscretos, a técnica também poderá ser usada para concentrar ondas em uma região particular do espaço.

"Isto poderá ser útil na radioterapia, onde a energia da onda deve ser dissipada em um tumor, deixando os tecidos ao redor intactos," diz Libisch.

Bibliografia:
 

Generating Particlelike Scattering States in Wave Transport

Stefan Rotter, Philipp Ambichl, Florian Libisch

Physical Review Letters

Vol.: 106, 120602

DOI: 10.1103/PhysRevLett.106.120602

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Thunderbolt: O USB do futuro

http://blogdalu.magazineluiza.com.br/thunderbolt-o-usb-do-futuro/7824/2011/04/?utm_source=Boletim&utm_medium=Banner_1&utm_campaign=So_Eletronicos&utm_content=Blog

Publicado pela Lu em 4/04/2011 às 14:42 em Telefonia.

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Vocês já ouviram falar da tecnologia Thunderbolt? Pois saiba que ela é cotada para substituir todos os padrões existentes de portas de entrada e saídas de dados. Isso mesmo: USB, HDMI e demais conexões serão possivelmente substituídas por esta nova tecnologia que promete velocidade e funcionalidades muito mais interessantes.

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Afinal, o que a tecnologia Thunderbolt tem de tão diferente?

Vamos começar pela diferença mais visível: ela é 20 vezes mais rápida do que a USB 2.0, alcançando até 10 Gbps bidirecionais (ida e volta ao mesmo tempo), contra 480Mbps do USB. Isso é tanta velocidade que você vai poder passar um filme no formato HD em 30 segundos! É ainda mais “parruda” em termos de passagem de energia elétrica, possibilitando carregar aparelhos de maior porte através desta conexão.

Um dos grandes diferenciais em minha opinião é que, como é compatível com diversos formatos (dados, vídeo, áudio e energia) poderemos utilizar uma única porta para ligar vários periféricos em série. Ou seja: um se conecta a porta e os outros se conectam nas entradas do primeiro periférico. Imaginou como isso será prático? É o fim do emaranhado de fios ao redor do computador!

Desenvolvida pela Intel, a Tecnologia Thunderbolt é ultra-compatível com outras tecnologias (Mini DisplayPorts da Apple, DVI, HDMI e VGA) e está disponível apenas nos novos modelos do MacBook Pro. Mas, como na USB, promete ser o próximo padrão para passagem de dados e carregamento de dispositivos.

E você, claro, ficou conhecendo-a por aqui! O que achou?

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Intel Lança Tecnologia Thunderbolt

Autor: Cássio Lima

Data: 24 de fevereiro de 2011 - 10:56 H

Categoria: Armazenamento

Mais Informações: http://newsroom.intel.com/community/intel_newsroom/blog/2011/0...

A Intel lançou oficialmente a tecnologia Thunderbolt, conhecida anteriormente como Light Peak. Thunderbolt é um padrão de conexão que utiliza fibra óptica e que promete oferecer taxa de transferência máxima de 10 Gbps. Para você ter uma ideia, a taxa de transferência máxima do barramento USB 3.0 é de 4,8 Gbps.

clip_image006Com o Thunderbolt é possível transferir um filme Blu-Ray em menos de 30 segundos. Outra vantagem do Thunderbolt é a possibilidade de executar vários protocolos ao mesmo tempo, permitindo conectar periféricos, computadores, monitores de vídeo, discos rígidos, etc.

A Apple é a primeira empresa a lançar produtos baseados na tecnologia Thunderbolt com os novos notebooks MacBook Pro.

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Mitologia Grega –2ª parte

Zeus

clip_image002Júpiter, dizem os poetas, é o pai, o rei dos deuses e dos homens; reina no Olimpo, e, com um movimento de sua cabeça, agita o universo. Ele era o filho de Réia e de Saturno que devorava a descendência à proporção que nascia. Já Vesta, sua filha mais velha, Ceres, Plutão e Netuno tinham sido devorados, quando Réia, querendo salvar o seu filho, refugiou-se em Creta, no antro de Dite, onde deu à luz, ao mesmo tempo, a Júpiter e Juno. Esta foi devorada por Saturno. O jovem Júpiter, porém, foi alimentado por Adrastéia e Ida, duas ninfas de Creta, que eram chamadas as Melissas; além disso Réia recomendou-o aos curetes, antigos habitantes do país. Entretanto, para enganar seu marido, Réia fê-lo devorar uma pedra enfaixada. As duas Melissas alimentaram Júpiter com o leite da cabra Amaltéia e com o mel do monte Ida de Creta.

Adolescente, ele se associou à deusa Metis, isto é, a Prudência. Foi por conselho de Metis que ele fez com que Saturno tomasse uma beberagem cujo efeito foi fazê-lo vomitar, em primeiro lugar a pedra e depois os filhos que estavam no seu seio.

Antes de tudo, com o auxílio de seus irmãos Netuno e Plutão, - Júpiter resolveu destronar seu pai e banir os Titãs, ramo rival que punha obstáculo à sua realeza. Predisse-lhe a Terra uma vitória completa, se conseguisse libertar alguns dos Titãs encarcerados por seu pai no Tártaro e os persuadir a combater por ele, coisa que empreendeu e conseguiu depois de haver matado Campe, a carcereira a quem estava confiada a guarda dos Titãs nos Infernos.

 

Foi então que os Ciclopes deram a Júpiter o trovão, o relâmpago e o raio, um capacete a Plutão, e a Netuno um tridente. Com essas armas, os três irmãos venceram Saturno, expulsaram-no do trono e da sociedade dos deuses, depois de o haverem feito sofrer cruéis torturas. Os Titãs que haviam auxiliado Saturno foram precipitados nas profundidades do Tártaro, sob a guarda dos Gigantes.

Depois dessa vitória, os três irmãos, vendo-se senhores do mundo, partilharam-no entre si: Júpiter teve o céu, Netuno o mar e Plutão os infernos. Mas à guerra dos Titãs sucedeu a revolta dos Gigantes, filhos do Céu e da Terra. De um tamanho monstruoso e de uma força proporcionada, eles tinham as pernas e os pés em forma de serpente, e alguns com braços e cinqüenta cabeças. Resolvidos a destronar Júpiter amontoaram o Ossa sobre o Pelion, e o Olimpo sobre o Ossa, desde onde tentaram escalar o céu. Lançavam contra os deuses rochedos, dos quais os que caíam no mar formavam ilhas, e montanhas os que rolavam em terra. Júpiter estava muito inquieto, porque um antigo oráculo dizia que os Gigantes seriam invencíveis, a não ser que os deuses pedissem o socorro de um mortal. Tendo proibido à Aurora, à Lua e ao Sol de descobrir os seus desígnios, ele antecipou-se à Terra que procurava proteger seus filhos; e pelo conselho de Palas, ou Minerva, fez vir Hércules que, de acordo com os outros deuses, o ajudou a exterminar os Gigantes Encelado, Polibetes, Alcioneu, Forfirion, os dois Aloidas, Efialtes e Oeto, Eurito, Clito, Titio, Palas, Hipólito, Ágrio, Taon e o terrível Tifon que, ele só, deu mais trabalho aos deuses do que todos os outros.

Depois de os haver derrotado, Júpiter precipitou-os no fundo do Tártaro, ou, segundo outros poetas, enterrou-os vivos em países diferentes. Encelado foi enterrado sob o monte Etna. É ele cujo hálito abrasado, diz Virgílio, exala os fogos do vulcão; quando tenta voltar-se, faz tremer a Sicília, e um espesso fumo obscurece a atmosfera. Polibetes foi sepultado sob a ilha de Lango, Oeto na de Cândia, e Tifon na de Isquia.

Segundo Hesíodo, Júpiter foi casado sete vezes; desposou sucessivamente Metis, Temis, Eurinome, Ceres, Mnemosine, Latona e Juno, sua irmã, que foi a última das suas mulheres.

Tomou-se também de amor por um grande número de simples mortais, que umas e outras lhe deram muitos filhos, colocados entre os deuses e semideuses.

A sua autoridade suprema, reconhecida por todos os habitantes do céu e da terra foi, no entanto, mais de uma vez contrariada por Juno, sua esposa. Ela ousou mesmo urdir contra ele uma conspiração dos deuses. Graças ao concurso de Tetis e a intervenção do terrível gigante Briareu, essa conspiração foi prontamente sufocada, e reentrou o Olimpo na eterna obediência.

Entre as divindades, Júpiter ocupava sempre o primeiro lugar, e o seu culto era o mais solene e o mais universalmente espalhado. Os seus três mais famosos oráculos eram os de Dodona, Líbia e de Trofônio. As vítimas que mais comumente se lhe imolavam eram a cabra, a ovelha e o touro branco com os cornos dourados. Não se lhe sacrificavam vítimas humanas; muitas vezes as populações se contentavam em lhe oferecer farinha, sal e incenso.

A águia, que paira no alto dos céus e fende como o raio sobre a presa, era a sua ave favorita.

A Quinta-feira (jeudi, em francês), dia da semana, era-lhe consagrada (Jovis dies).

Na fábula, o nome de Júpiter precede ao de muitos outros deuses, mesmo reis: Júpiter-Amon na Líbia, Júpiter-Serapis no Egito, Júpiter-Bel na Assíria, Júpiter-Apis, rei de Argos, Júpiter-Astério, rei de Creta etc.

Júpiter é geralmente representado sob a figura de um homem majestoso, com barba, abundante cabeleira, e sentado sobre um trono. Com a destra segura o raio que é representado ou por um tição flamejante de duas pontas ou por uma máquina pontiaguda dos dois lados e armada de duas flechas; com a mão esquerda sustém uma Vitória; a seus pés, com as asas desdobradas, descansa a águia raptora de Ganimedes. A parte superior do seu corpo está nua, e a inferior coberta.

Esta maneira de representá-lo não era contudo uniforme. A imaginação dos artistas modificava o seu símbolo ou a sua estátua, conforme as circunstâncias e a região em que Júpiter era venerado. Os cretenses representavam-no sem orelhas, para mostrar a sua imparcialidade; em compensação, os lacedemônios davam-lhe quatro para provar que ele ouvia todas as preces. Ao lado de Júpiter vêem-se muitas vezes a Justiça, as Graças e as Horas.

A estátua de Júpiter, por Fídias, era de ouro e marfim: o deus aparecia sentado em um trono, tendo na cabeça uma coroa de oliveira, segurando com a mão esquerda uma Vitória também de ouro e marfim, ornada de faixas e coroada. Com a outra mão empunhava um cetro, sobre cuja extremidade repousava uma águia resplandecendo ao fulgor de toda espécie de metais. O salão do deus era incrustado de ouro e pedrarias: o marfim e o ébano davam-lhe, pelo seu contraste, uma agradável variedade. Aos quatro cantos havia quatro Vitórias que parecia se darem as mãos para dançar, e outras duas estavam aos pés de Júpiter. No ponto mais elevado do trono, sobre a cabeça do deus, estavam de um lado as Graças, do outro as Horas, uma e outras filhas de Júpiter.

Referências Bibliográficas:

BURN, Lucilla. O Passado Lendário - Mitos Gregos. São Paulo: Moraes, 1992.

CERAM, C.W. Deuses, Túmulos e Sábios. São Paulo: Melhoramentos, 19.ª edição, 1989.

COMMELIN, P. Mitologia Grega e Romana. Rio de Janeiro: Tecnoprint.

DUMÉZIL, Georges. Jupiter Mars Quirinus, essai sur la conception indo-européenne de la société et sur les origines de Rome. Paris, Gallimard, 1941.

ELIADE, Mircea. História das Crenças e das Idéias Religiosas. Tradução de Roberto Cortes de Lacerda. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1978, tomo I, vol. II, p. 15.

MÉNARD, René. Mitologia Greco-romana. São Paulo: Opus, Volumes I, II, III, 1991.

__ PRADEC CULTURAL. Programa Ativo de Desenvolvimento Cultural. São Paulo: Nova Central Editora, Vol. II, p. 677/679.

© Texto Produzido Por Rosana Madjarof - 1999 - Respeite os Direitos Autorais

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Arqueologia Proibida

Matérias - Enviado dia 30 de Maio de 2001

Arqueologia

 

Alguns achados arqueológicos podem derrubar as atuais teorias de evolução do homem, confira aqui alguns.

"... falamos de uma grande ocultação de provas. Nos últimos 150 anos, estes arqueólogos e antropólogos ocultaram tantas provas quantas desenterraram, literalmente."

Michael Cremo

Co-autor de Forbidden Archaeology

Em entrevista ao programa da Discovery Channel: "The Orygins of Man"

A questão é: Porque não soubemos disso antes?

O Homem e o Macaco

clip_image002Será que nós evoluímos mesmo dos macacos? Será que nós temos mesmo um ancestral em comum? Observando as exposições dos museus de História Natural, achamos que essa quetão foi respondida decisivamente. Mas a pergunta está longe de ser respondida de fato. A representação a que temos acesso, a de que o Homem é descendente dos macacos, é uma mera interpretação dos fósseis encontrados - a interpretação de um grupo de cientistas. Há outras interpretações para os fatos e fósseis encontrados, mas nenhuma delas é encontrada em um só museu do mundo.

Segundo o modelo da evolução, o Homem e o macaco partilham um ancestral em comum, mas a existência desse ancestral ainda é muito contestada. Por isso ainda se chama elo perdido.

Hoje, museus de todo o mundo expõem modelos de outro esqueleto clamado como sendo o elo perdido: Lucy, a famosa australopithecine descoberta por Donald Johannsen. Segundo Johannsen, Lucy era muito parecida com o Homem, porém, o famoso antropólogo e co-autor do livro Forbidden Archaeology, Michael Cremo, diz que esteve num Congresso de Antropólogos no qual muitos diziam que ela mal se distinguia de um macaco.

O que acontecerá ao modelo evolucionário se o elo perdido não existir? Sem ele, há pouco apoio para a ligação do Homem com o macaco. Com isso, voltamos a velha pergunta: "Quem somos? De onde viemos?".

Seria o Homem milhões de anos mais antigo que o modelo evolucionário atual sugere?

A teoria convencional diz que o Homem moderno surgiu no sul da África há cerca de 100 mil anos. Da África, migrou para o norte, Europa e o sul da Ásia. Atravessou a Ásia e cruzou o estreito de Bering em direção às Américas há cerca de 30 mil anos. Da América do Norte, desceu para a América do Sul, onde teria chegado há 15 mil anos.

Porém, diversos artefatos que foram encontrados nas Américas, do Norte e do Sul, são tão antigos que ameaçam derrubar completamente essa teoria.

Fatos que ameaçam essa teoria:

Ferramentas de 55 milhões de anos na África?

Em 1880, o geólogo da Califórnia J.D.Whitney ficou intrigado com uma descoberta inesperada feita 100 metros sob a Table Mountain. Mineiros que procuravam ouro, decobriram ferramentas de pedra como pilão, almofariz e conchas. Incrivelmente, o estrato rochoso em que as ferramentas foram encontradas data de 55 milhões de anos. Whitney fez um relatório sobre os achados e chegou a uma conclusão impressionante: o Homem podia ser milhões de anos mais antigo que o modelo evolucionário atual sugere. Esta evidência bizarra parece ter sido bem documentada, mas o público em geral e muitos da comunidade científica desconhecem estas descobertas.

Sítio Arqueológico no México com mais de 200 mil anos

Em 1966, uma coleção de ferramentas de pedra, incluindo uma ponta de lança em forma de folha foi descoberta em Hueyatlaco, México, pela geóloga PhD Virginia Steen-McIntyre. Para determinar a idade das pontas de lança, peritos do US Geological Survey foram chamados.

- Quando começamos a trabalhar no sítio de Hueyatlaca - conta McIntyre - achamos que fosse um sítio antigo. Estávamos em 1966. Pensamos que tivesse cerca de 20 mil anos. Na época, era considerada uma idade avançada para um sítio. Fizemos a chamada datagem radiométrica, que fornece uma data verdadeira. Usamos dois métodos diferentes: um deles com átomos de urânio, e o outro deles com pequenos cristais de zircão. Quando chegamos às datas, e ambos os métodos as apontaram, o resultado foi 250 mil anos. Para falar a verdade, eu ficaria feliz com uma data de 20 mil anos. Teria feito a minha carreira. Era muito antiga para a época, mas não o bastante para ser controversa. As pessoas podem dar passos de 20 mil anos, mas não mais de 200 mil anos de uma vez. Eu era muito ingênua e pensei: "Temos algo grande aqui mas vou ser fiel às datas. Temos a informação, os fatos. Vamos divulgar os fatos e partir deles. Não percebi que arruinaria a minha carreira."

Segundo a Dra McIntyre, porque ela foi fiel aos fatos, suas oportunidades profissionais desapareceram. Desde então, ela não trabalha em sua área. O sítio foi fechado e uma licença para uma investigação mais a fundo, negada, para sempre.

Pegadas humanas lado a lado com a de dinossauros

Segundo a teoria mais aceita, a extinção dos dinossauros se deu devido à colisão de um enorme meteoro o qual levantou uma imensa nuvem de poeira bloqueando o Sol durante anos, acabando assim com a cadeia alimentar desses grandes répteis. Segundo esta mesma teoria, não havia nenhum humano vivo nesta época para presenciar o ocorrido... ou será que havia?

Há mais de 100 milhões de anos, a pedreira de calcário do Rio Paluxy, no Texas, era uma planície lamacenta. Lá, inúmeros dinossauros deixaram pegadas que foram fossilizadas e preservadas para sempre. Mas a trilha de outra criatura também foi perpetuada nestas margens. Possivelmente a do Homem.

O antropólogo Carl Baugh comanda há mais de 12 anos o trabalho de investigação destas pegadas controversas.

- Minha reação foi de choque - conta Carl Baugh. Soube que pegadas humanas haviam sido descobertas no Rio Paluxy, perto de Glen Rose, Texas, mas eu era cético. Aqui, após remover camadas de rochas, a equipe e eu escavamos pegadas de dinossauros. A 46,25 cm de uma dessas pegadas, achamos uma pegada humana de 24 cm. Escavamos 12 pegadas em série. Quando se acha uma trilha com passos do pés esquerdo e direito à distância correta, deve-se interpretá-la como pertencente ao Homem.

Foi dito que as pegadas do Rio Paluxy são uma fraude e que foram talhadas na rocha como atração turística.

- Encontramos trilhas seguindo para baixo das camadas de calcário. Removemos as camadas, uma lasca de rocha por vez. Descobrimos que as pegadas de dinossauro e as humanas continuam sob as camadas de rocha. Esta evidência é real.

Hoje, muitas das chamadas pegadas humanas foram vitimadas pela erosão e pelas mãos de vândalos. Porém, Carl Baugh tem uma das pegadas mais convincentes já descobertas.

- Conheci a pegada Burdick - conta Dr. Dale Peterson, M.D. - ao visitar Glen Rose, em 1984. Na época tive a impressão de que era perfeita demais. É claramente uma pegada humana, apresentando uma seção do calcanhar, a curvatura, a base dos metatarsos, o primeiro dedo ou dedão, o segundo, terceiro, quarto e quinto dedos.

- Após examinarmos a pegada - conta Don Patton, geólogo - vimos que estava no calcário cretácio, na mesma formação que a pegada de dinossauro. No corte da pegada, pudemos ver os contornos óbvios sob o dedo e as estruturas sob cada dedo. Numa certa parte sob a pegada, vimos uma inclusão de calcita, onde a força foi concentrada e produziu as estruturas da pegada. Exatamente o que os geólogos procuram. Eliminamos a idéia de que foi esculpida. Com certeza é uma impressão original no sedimento.

Um dedo fossilizado de um ser humano, foi descoberto no mesmo estrato que as pegadas de dinossauro datando de mais de 100 milhões de anos.

- Tinha o que parecia ser uma unha, uma cutícula, uma ponta, um formato humanóide - conta o Dr. Dale Peterson. - Quando vi a cintilografia, não tive mais dúvidas. Ele mostra o formato de um dedo, mostra o tecido sob a pele do dedo, mostra os ossos, as articulações e os ligamentos. Isso me diz que é um dedo humano.

A camada de calcário que preservou estes artefatos é datada de cerca de 135 milhões de anos.

E não é a única evidência de que humanóides estiveram por aí muito antes do que a "ciência" aceita: Ou as formas de datação estão todas equivocadas (reconheçam então que não sabem a idade de nada com mais de 1.000 anos) ou aceitem estes fatos, pois as evidências aqui mostradas foram todas meticulosamente analisadas e estão disponíveis pra quem quiser tirar a prova. Infelizmente os "cientistas tradicionais" preferem que nos esqueçamos que elas existem.

clip_image003Marcas de um par de botas, encontrada num rio seco dos EUA, datando de aproximadamente 500 milhões de anos. Detalhe: Esmagando um trilobite (animal pré-histórico que viveu na mesma época)

Esferas metálicas com mais de 2,8 milhões de anos

Em Klerksdorp, África do Sul, centenas de esferas metálicas foram encontradas por mineiros em estrato pré-cambriano, de supostamente 2,8 milhões de anos.

A controvérsia envolve finos encaixes circundando algumas esferas. Técnicos de laboratório não puderam explicar sua formação por processos naturais existentes.

O curador do Museu de Klerksdorp, Roelf Marx, disse: "As esferas são um completo mistério. Parecem feitas pelo Homem, mas na época em que foram deixadas nesta pedra, não havia vida inteligente. São diferentes de tudo o que eu já vi."

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DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

Um texto de antromsil

Em pleno século XXI ainda cultivamos hábitos medievais, costumes bárbaros e um comportamento pra lá de grosseiro.

Somos imperfeitos sim, mas maduros suficientes para assimilar novas práticas salutares de civilização como a urbanidade, por exemplo. Errar é humano, entretanto, permanecer errando é burrice e não mais adianta usar este chavão como desculpa. Os tempos são outros e precisamos nos adaptar a eles.

Aqui em Sobral o tratamento policial dado a algumas pessoas é completamente diferente daquele dispensado a outras, quando deveria ser igual para todos, senão vejamos alguns casos:

Uns podem, dentre outros abusos, extrapolarem o limite permitido do volume dos seus equipamentos sonoros pelas ruas da cidade, até mesmo em horários de repouso e nunca são incomodados pela fiscalização da Guarda Municipal ou pelas Polícias. Outros, por sua vez, utilizam seus veículos, principalmente motos, com descarga intencionalmente adulterada, livre ou com defeito fazendo incômodo barulho por onde passam, mas, também não são punidos.

Por outro lado, existe uma determinação para que alguns eventos, como as populares serestas, somente se estendam até às 2:00h da madrugada, - possivelmente o horário ideal para encerrar tais festividade, - o que, diga-se de passagem, é fielmente cumprido e ai daquele que se atreva a desobedecer tais resoluções, porque, ao se aproximar do horário, certamente três viaturas, sendo uma da Policia Civil, uma da Patrulha e outra do Ronda do Quarteirão, dificilmente deixam de marcar presença no local neste horário, como costuma acontecer.

Até aí, tudo bem, se é pra acabar, que se compram as ordens emanadas da autoridade policial. O que não se aceita passivamente é o tratamento dispensado por alguns policiais aos promoventes dos eventos que são, por assim dizer, forçados sob insistentes ameaças a fechar com urgência os seus estabelecimentos.

Ora, o cidadão que se dispõe a fazer um evento desses, paga, além dos impostos de praxe, uma licença na prefeitura, salvo engano, outra na delegacia, sem contar com despesas adicionais com segurança, etc. Ao final do acontecimento tem que recolher mesas, cadeiras, gradis e outros utensílios e guardá-los; tem que prestar contas com garçons, segurança particular e ajudantes; deve ainda, por determinação da Prefeitura, efetuar a limpeza do local. Estes são trabalhos que demandam tempo, não se pode simplesmente amontoar as coisas umas sobre as outras, desordenadamente.

Agora imaginem senhores, a pressão psicológica sofrida por quem passa por tal constrangimento, de estar sendo humilhado em seu próprio estabelecimento, tratamento semelhante àquele imposto ao escravo e às vítimas porões da ditadura, coisa que há muito deveria constar apenas dos arquivos do nosso passado histórico. E não se trata de exagero, porque eu conheço de perto, pois, fui e ainda sou policial, hoje aposentado. Sei também que do meu tempo pra cá, pouca coisa mudou.

E tem mais. Existem alguns estabelecimentos em determinados locais da cidade que são imunes a essas determinações, posto que viram a noite até o raiar do dia, com seus comércios abertos e vendendo bebidas alcoólicas. Nada contra, até porque todos precisam ganhar o pão de cada dia. O que se pergunta é por que somente uns poucos podem ser favorecidos em detrimento dos outros, que são maioria? Por que a ordem natural das coisas é assim invertida? Qual o critério?

Vê-se então, que tem alguma coisa que não se encaixa porque as leis são feitas pra todos ou eu estou enganado? Se é permitido a um comerciante permanecer aberto ao público sem restrições, enquanto o outro tem horário certo pra fechar, este pode e aquele que embora venda as mesmas mercadorias, não pode. Dá pra entender?

Só resta então àqueles que se sentem prejudicados apelar às autoridades competentes para que se disponham a apurar a veracidade da denúncia e tomar as providências cabíveis para corrigir as discrepâncias existentes, de modo a equilibrar o fiel da balança da equidade.

Antromsil (Ant. Romão Silva)

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Simulador portuário criado no Brasil começa a ser exportado

Informática

Simulador portuário

Com informações do Planeta Coppe - 30/03/2011

clip_image001Os simuladores funcionam com uma réplica da cabine com todos os comandos ativos integrados a um sistema de visualização em caverna digital. [Imagem: Coppe]

 

Caverna digital

A empresa Virtualy, da Incubadora de empresas da Coppe, acaba de inaugurar o primeiro Centro de Simulação de Guindastes Portuários e Offshore (adv. longe da costa, em alto-mar. adj. de terra; costeiro) do país, com tecnologia 100% nacional.

Equipado com dois simuladores com projeção em caverna digital e duas estações de mesa para operação a partir de monitores interligados, o Centro funcionará como ambiente de treinamento para operações em guindastes de bordo, portainer, ponte rolante e caminhões.

A tecnologia do Centro foi desenvolvida no Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) da Coppe e já está sendo utilizada para treinamentos em portos italianos.

Por meio de um convênio entre a Coppe e a Universidade de Genova, na Itália, a Virtualy comercializou um simulador de portainer que opera no Porto de Cagliari, na Sardenha, e um simulador de caminhão de operações portuárias para treinamento, no Porto de Gênova.

Simulador portuário

Os simuladores funcionam a partir de uma réplica da cabine com todos os comandos ativos integrados a um sistema de visualização avançado. O cenário virtual em 3-D, que pode ser projetado em uma caverna digital ou em monitores interligados, simula sons e condições meteorológicas em tempo real.

Os cenários são reproduções do ambiente de portos brasileiros, entre eles o porto de Santos e do Rio de Janeiro, e o Portocel, no Espírito Santo.

A técnica pode ser adaptada para a construção de simuladores que possam atender a demandas de outros setores, como construção civil, mineração e aviação.

Manipulação de cargas

O pesquisador da Coppe e sócio da Virtualy, Gerson Cunha, explica que os simuladores proporcionam situações que podem ser vivenciadas durante o exercício da função, como procedimentos padrões de manipulação da carga, abastecimento e descarga de navios, e condicionamento em situações de emergência e situações adversas de clima, entre outros.

Segundo Gerson, o equipamento foi desenvolvido levando em conta até mesmo as propriedades mecânicas e elásticas do material a ser manipulado.

"Construímos uma forma de reproduzir o cenário real dos profissionais que atuam no ambiente portuário e offshore, o que é muito importante para a capacitação de pessoas. Agora temos condições de garantir segurança e agilidade nas operações, reduzir custos e aumentar a produção, já que os treinamentos não precisam mais ser feitos no próprio equipamento ou, em alguns casos, até mesmo fora do Brasil, como ocorre atualmente", explica o pesquisador da Coppe.

Treinamento

O diretor comercial da Sampling Planejamento, Ivan Pereira, destaca a importância do Centro no treinamento e na qualificação de profissionais para a operação de guindastes. Segundo Ivan, a Sampling capacita, por mês, entre 1.500 e 1.800 técnicos para operar, com segurança, equipamentos no ambiente offshore.

"Até o momento, todo o treinamento é oferecido no próprio local de operação, o que demanda mais tempo e é bastante oneroso. A partir de janeiro de 2011, nossos treinamentos passarão a ser realizados no Centro de Simulação da Virtualy", afirma o diretor comercial da Sampling, primeira empresa a contar com as inovações do Centro.

O Órgão do Gestor de Mão-de-Obra (OGMO) do Estado do Rio de Janeiro, responsável pela gestão de profissionais e técnicos do setor portuário que atuam nos portos de Sepetiba, Niterói, Forno e Rio de Janeiro, também pretende utilizar as técnicas do Centro para capacitação de profissionais.

Segundo o encarregado do setor de treinamentos do OGMO-RJ, Sérgio Oliveira de Araújo, a empresa treinará no Centro futuros operadores de guindastes. "A parte inicial do treinamento será no Centro e, posteriormente, as aulas práticas serão oferecidas nos cais dos portos", explica.

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Técnica de transporte de voz otimiza sistemas de telefonia

Informática

Glenda Almeida - Agência USP - 31/03/2011

Pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da USP, desenvolveram uma técnica para transportar informações de voz para uso em redes de acesso cuja infraestrutura seja baseada inteiramente em fibra óptica.

clip_image002Os ganhos incluem a eliminação do desperdício de banda, menores custos e a possibilidade de que os serviços, como novas linhas telefônicas, cheguem a um número maior de usuários.

Padrões de transferência

O método é uma alternativa para as operadoras de telefonia, que hoje têm à disposição dois padrões de transferência, conhecidos como SDH (Synchronous Digital Hierarchy) e Ethernet (utilizando o CES - Circuit Emulation Service).

O que o pesquisador Marcelo Guimarães propõe é uma adaptação do SDH à infraestrutura de fibra óptica, de maneira que as operadoras de telefonia possam distribuir informações de voz de forma mais eficiente.

"Não era possível conseguir todos esses resultados simultaneamente ao se utilizar um dos dois padrões já existentes", garante o pesquisador.

Redes de acesso

De acordo com Guimarães, todos os dias o universo virtual põe à disposição do internauta milhares de vídeos, músicas e imagens. E essas inúmeras possibilidades de donwload aumentam a demanda por velocidade e qualidade da conexão.

Sendo assim, para elevar as taxas de transmissão de dados, voz e imagem, surge a necessidade de serem desenvolvidas novas gerações das chamadas 'redes de acesso', que utilizam fibra óptica, capazes de suportar esse atual fluxo de informação.

Como explica o pesquisador, a aplicação desse material em toda a rede, responsável por conectar as centrais telefônicas - distribuidoras de informação - aos usuários finais, que utilizam serviços de dados, voz e imagem, ainda não é uma realidade no Brasil.

clip_image004Segundo Guimarães, elas são geralmente compostas da seguinte forma: da central até os chamados "armários", que ficam nos bairros e quarteirões, as transferências são feitas por meio da fibra óptica. Porém, dos armários às casas e escritórios, o material usado é o fio de cobre, também denominados de "legados da telefonia".

O engenheiro aponta que a atual demanda por um fluxo maior de dados transmitidos na rede (aumento na largura de banda) torna o fio de cobre obsoleto, tendo em vista um ambiente global, onde o acesso à informação tornou-se crítico.

Dessa forma, Guimarães sugere a modificação desse quadro, afirmando que "se a fibra óptica estiver presente em todo o processo de transmissão de informações, os usuários poderão usufruir de serviços de voz, vídeo e dados em uma única infraestrutura de banda larga".

Foi a partir desta premissa que o pesquisador elaborou seu projeto, tendo como referência as redes de acesso chamadas GPON (Rede Óptica Passiva com capacidade Gigabit), padronizadas pelo ITU-T, um órgão internacional de normatização em telecomunicação.

 

Tecnologia GPON

Segundo Guimarães, para atender a essas demandas, a tecnologia GPON, que utiliza a fibra óptica até o usuário, emerge como uma opção de arquitetura atraente em termos de custo (baixo) e banda (alta).

"Essa tecnologia é capaz de oferecer aplicações de comunicação e entretenimento que incluem HDTV (high-definition TV), IPTV (Internet Protocol TV), VoIP (voice-over-IP), dentre outras", afirma. "Entretanto, era preciso encontrar uma outra maneira do tradicional tráfego de voz TDM (Time Division Multiplexing) - que representa uma parcela importante da receita das operadoras - continuar sendo utilizado, porém, adaptado sobre a nova infraestrutura", completa.

De acordo com o engenheiro, em uma rede GPON típica, existem duas formas básicas por meio das quais se pode transmitir as ligações telefônicas: através do padrão Ethernet e do padrão SDH (ou TDM nativo). "É até possível, com o CES, transportar canais de voz de forma fragmentada - a partir do que chamamos de um "tronco E1" - , ou seja, fornecer, para um escritório, por exemplo, o número de linhas telefônicas desejadas, bem distribuídas, sem que falte linha para nenhum usuário.

Mas segundo o estudo, esse método implica uma menor eficiência da banda utilizada, o que se traduz em desperdício para a operadora. O que Guimarães propõe é fazer com que as operadoras consigam oferecer o número desejado de linhas telefônicas, ou seja, distribuir os dados de forma adequada, "fracionada", com o uso do próprio TDM nativo, que torna o tráfego de informações de voz mais eficiente, com mais qualidade, o que ainda não era possível.

Economia de banda

"A forma padrão de transmissão de voz em uma rede GPON prevê o uso do padrão SDH, mas os dados de voz não são fragmentados, ou seja, adequadamente compartilhados. A outra opção, para as quais as operadoras muito comumente recorrem, é o transporte através do padrão Ethernet (CES)", aponta Guimarães.

"Porém, esse tipo de transferência funciona como se a operadora contratasse um frete para levar os dados aos usuários, mas não utilizasse todo o espaço livre, acarretando em desperdício. Em termos mais técnicos, essa opção representa o acréscimo de informações de controle a serem trafegadas na rede, reduzindo a eficiência de uso do espectro disponível", complementa.

O objetivo do estudo foi fazer com que não haja esse desperdício de banda, e, mesmo assim, seja possível a fragmentação dos canais de voz transportados em níveis de 64 Kilobytes por segundo (Kb/s), a partir da utilização do TDM nativo (SDH). Deste modo pode-se atender as necessidades das operadoras e usuários, que necessitam de um serviço que seja oferecido de forma mais eficiente e robusta.

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