Arte–Definição e história–parte final

História

Ver artigo principal: História da Arte

Desenho em Lascaux, França: local famoso por sua arte rupestre.

  • clip_image001O método formalista mais antigo, entende que a obra de arte se dá pelas formas e sua compreensão também.
  • O método histórico entende que a obra de arte é um fato histórico, portanto reflexo e ação em um determinado contexto histórico.
  • O 'método sociológico entende a obra de acordo com o estudo da sociedade a qual ela pertence.
  • O método iconográfico entende a obra pelos ícones e símbolos que ela carrega.

Se formos analisar a arte ao longo da história, podemos começar pela Arte da Pré-História, que é o período onde se mostram as primeiras demonstrações de arte que se tem notícia na história humana. Retratavam animais, pessoas, e até sinais. Havia cenas de caçadas, de espécies extintas, e em diferentes regiões. Apesar do desenvolvimentos primitivo, podem-se distinguir

diferentes estilos, como pontilhado (o contorno das figuras formado por pontos espaçados) ou de contorno contínuo (com uma linha contínua marcando o contorno das figuras). Apesar de serem

vistas como mal-feitas e não-civilizadas, as figuras podem ser consideradas um exemplo de sofisticação e inovação para os recursos na época. Não existem muitos exemplos de arte-rupestre preservada, mas com certeza o mais famoso deles é o das cavernas de Lascaux, na França.

Se pularmos um bocado, chegaremos à Arte do Antigo Egipto, o palco para uma das mais interessantes descobertas do ser humano. A arte egípcia, à semelhança da arte grega, apreciava muito as cores. As estátuas, o interior dos templos e dos túmulos eram profusamente coloridos. Porém, a passagem do tempo fez com que se perdessem as cores originais que cobriam as superfícies dos objectos e das estruturas.

clip_image002Os criadores do legado egípcio chegam aos nossos dias anónimos, sendo que só em poucos casos se conhece efectivamente o nome do artista. Tão pouco se sabe sobre o seu carácter social e pessoal, que se crê talvez nem ter existido tal conceito no grupo artístico de então. Por regra, o artista egípcio não tem um sentido de individualidade da sua obra, ele efectua um trabalho consoante uma encomenda e requisições específicas e raramente assina o trabalho final. Também as limitações de criatividade impostas pelas normas estéticas, e as exigências funcionais de determinado empreendimento, reduzem o seu campo de actuação individual e, juntamente com o facto de ser considerado um executor da vontade divina, fazem do artista um elemento de um grupo anónimo que leva a cabo algo que o transcende.

As grandes tradições na arte têm um fundamento na arte de uma das grandes civilizações antigas: Antigo Egito, Mesopotâmia, Pérsia, Índia, China, Grécia Antiga, Roma, ou Arábia (antigo Iêmen e Omã). Cada um destes centros de início civilização desenvolveu um estilo único e característico de fazer arte. Dada a dimensão e duração dessas civilizações, mais das suas obras de arte têm sobrevivido e mais da sua influência foi transmitida a outras culturas e tempos mais tarde. O período da arte grega viu uma veneração da forma física humana e o desenvolvimento de competências equivalentes para mostrar musculatura, pose, beleza e anatomia em geral.

Retrato de Celso Lagar, uma pintura do Expressionismo, pintada por Amedeo Modigliani.

clip_image003A arte gótica surgiu tempos depois, já na Arte pré-românica. Os monumentos construídos nessa época marcaram todo um modo especial de criar arquitetura e desenvolveu métodos preciosos e estilos definidos como sombrios e macabros.

A Arte Bizantina e a gótica da Idade Média ocidental, mostraram uma arte que centrou-se na expressão das verdades bíblicas e não na materialidade. Além disto, enfatizou métodos que mostram a glória em mundos celestes, utilizando o uso de ouro em pinturas, ou mosaicos.

A Renascença ocidental deu um retorno à valorização do mundo material, bem como o local de seres humanos, e mesmo essa mudança paradigmática é refletida nessa arte, o

que mostra a corporalidade do corpo humano, bem como a realidade tridimensional da paisagem.

clip_image004A pop art é completamente caracterizada como algo de humor e muito diferente da arte antiga, pois retrata, de maneira irônica, o que utilizamos nos dias de hoje, só que com outros tamanhos, ambientes e formas.

Os ocidentais do Iluminismo no século 18 faziam representações artísticas de modo físico e racional sobre o Universo, bem como visões de um mundo pós-monarquista, como a pintura que William Blake fez de um Newton divino. Isto reforçou a atenção ao lado emocional e à individualidade dos seres, exemplificados em muitos romances de Goethe. O século 19, em seguida, viu uma série de movimentos artísticos, tais como arte acadêmica, simbolismo, impressionismo, entre outros.

O aumento de interação global durante este tempo fez uma grande influência de outras culturas na arte ocidental, como Pablo Picasso sendo influenciado pela cultura da África. Do mesmo modo, o Ocidente tem tido enorme impacto sobre arte oriental no século XIX e no século XX, com ideias ocidentais originalmente como comunismo e Pós-Modernismo exercendo forte influência sobre estilos artísticos.

O Modernismo baseou-se na ideia de que as formas "tradicionais" das artes plásticas, literatura, design, organização social e da vida cotidiana tornaram-se ultrapassados, e que fazia-se fundamental deixá-los de lado e criar no lugar uma nova cultura. Esta constatação apoiou a ideia de re-examinar cada aspecto da existência, do comércio à filosofia, com o objetivo de achar o que seriam as "marcas antigas" e substituí-las por novas formas, e possivelmente melhores, de se chegar ao "progresso". Em essência, o movimento moderno argumentava que as novas realidades do século XX eram permanentes e iminentes, e que as pessoas deveriam se adaptar as suas visões-de-mundo a fim de aceitar que o que era novo era também bom e belo. No modernismo, surgiu vários estilos, os mais destacados são Expressionismo, Simbolismo, Impressionismo, Realismo, Naturalismo, Cubismo e Futurismo, embora tenham sido desenvolvidos diversos outros.

Atualmente, na Arte Contemporânea (surgida na segunda metade do século XX e que se alonga até os dias atuais), encontramos, entre outros estilos secundários, a Pop Art.

Características

A arte tende a facilitar a compreensão intuitiva, em vez de racional, e normalmente é, conscientemente, criada com esta intenção. As obras de arte são imperceptíveis, escapam de classificação, porque elas podem ser apreciadas por mais de uma interpretação.

Tradicionalmente, os maiores sucessos artísticos demonstram um alto nível de capacidade ou fluência dentro de outras obras, por isso se destacam.

Habilidade

A arte pode utilizar a imagem para comover, emocionar, conscientizar; ou palavras profundas para se apaixonar por um certo poema ou livro. Basicamente, a arte é um ato de expressar nossos sentimentos, pensamentos e observações. Existe um entendimento de que é alcançado com o material, como resultado do tratamento, o que facilita o seu processo de entendimento.

clip_image006Uma escultura do Antigo Egito: Note que o artista precisou utilizar uma percepção da forma que iria fazer para a obra sair com o resultado de um rosto.

A opinião comum diz que para se fazer uma arte que tenha como resultado uma obra de qualidade, é preciso uma especialização do artista, para ele alcançar um nível de conhecimento sobre a demonstração da capacidade técnica ou de uma originalidade na abordagem estilística. Notamos nas peças de Shakespeare uma profunda análise de psicologia sobre os personagens, como em Hamlet.

As críticas quanto à algumas obras, deve-se muitas vezes, segundo o crítico, à falta de habilidade ou capacidade necessária para a produção do objeto artístico. Habilidade e capacidade necessária para a produção do tal objeto são dois itens completamente importantes. No entanto, é importante definir que nem toda obra de arte vale através da arte. Vemos, como exemplo, a obra My Bed, da artista britânica Tracey Emin. A cama demonstra desorganização. A artista usou pouco ou nenhum reconhecido tradicional de conjunto de competências, embora tenha demonstrado uma nova habilidade (diferente do mais comum, que seria uma cama arrumada).

A montagem dos materiais de uma obra requer técnica e criatividade e também conhecimento. Um exemplo é um dramaturgo ter em mente que o material que usará para criar sua peça de teatro será a palavra e um aprofundamento sobre as personagens, o enredo e etc. Depois disto, basta usar toda sua criatividade e conhecimento para ir moldando o texto da peça.

Estética

Ver artigo principal: Estética

A beleza de uma obra torna-a mais destacada quando é comparada às outras. O material usado pelo artista e suas técnicas são o que tornam uma obra de arte bonita, com uma boa aparência. Entretanto, é importante destacar novamente a obra My Bed, de Tracey Emin, onde a cama não possui uma beleza comum, embora apresente uma situação.

A estética é fundamental numa obra de arte. Vemos como exemplo a arquitetura com seus edifícios majestosos, grandes, esbeltos, o que faz com que as pessoas admirem. Assim é também com um bom conto, em questão de literatura, e com uma boa pintura. Como já foi falado, o material usado é o que irá mostrar a beleza da arte.

É importante ter um estudo mais profundo sobre a estética. Conseguimos isso separando quais conceitos formam a estética, a começar pela beleza. A beleza é uma percepção individual caracterizada normalmente pelo que é agradável aos sentidos. Esta percepção depende do contexto e do universo cognitivo do indivíduo que a observa. O belo depende muito da sociedade e de suas crenças. Um exemplo disto é o quadro Abaporu, de Tarsila do Amaral. Para ela, a figura do quadro era um monstro e para a maioria das pessoas. Mas por quê? Será que por que não corresponde ao padrão de beleza da nossa sociedade? Na época de Leonardo da Vinci, as mulheres eram tidas bonitas quando eram rechonchudas. Exemplo disto é a Mona Lisa.

Outro aspecto da estética é o equilíbrio. O equilíbrio se encontra quando todos os elementos que compõe a imagem estão organizados de tal forma que nada é enfatizado, todos passando uma sensação de equilíbrio visual. O equilíbrio é mais utilizado nas pinturas. O que influencia o equilíbrio são as cores, as imagens, as superfícies, os tamanhos e as posições dos itens presentes na pintura, ou numa outra arte plástica. Reflita sobre um quadro cujo desenho seja um horizonte, o pôr do sol e um lindo mar refletindo a luz alaranjada do sol. No fundo do mar,

há um enorme navio, quase ocupando todo o espaço do quadro. Esta figura, o navio, dá ou não dá equilíbrio à pintura como um todo? Se não, o que seria necessário fazer para dar mais equilíbrio? Por qual motivo a figura do navio é enorme?

Harmonia é relacionada à beleza, à proporção e também à ordem. Um exemplo, é a música: todos os ritmos precisam estar bem delineados, bem ordenados para que haja uma harmonia, uma beleza no som. Quanto ao design, podemos definir harmonia como efeito da composição de formas, não de maneira aleatória, mas de modo que contornos e enchimentos sejam bem definidos, variando segundo um grau de importância pré-estabelecido e se relacionando ao esquema geral da organização do objeto. Este objeto pode ser um quadro, um site, enfim, qualquer entidade que esteja sendo composta por partes (engrenagens) menores.

Na escultura e na arquitetura, a forma também é uma das coisas mais importantes. Nas esculturas de Michelangelo, ou nas de Rodin, como, por exemplo, Davi, notamos que é um ser ali esculpido e este ser possui um corpo. Portanto, a forma do corpo precisa ser bem definida, bem adquirida para que se assemelhe a um corpo humano. No entanto, se o escultor for esculpir um monstro, como exemplo, é preciso haver a mesma coisa, embora ele tenha em mente um corpo totalmente diferente do comum.

O que define uma obra como esteticamente bonita e importante, além dos recursos que fora usado nela e de suas técnicas, é também seu valor, o que veremos a seguir.

Valor

clip_image007O Pensador, de Rodin: o que a levou ter o valor que tem hoje?.

Uma outra característica da arte é o valor[1]. Esta vem depois de sua realização pelo artista. É quando já está exposta ao público. Aqui, não é discutido especialmente a estética, e sim o valor relacionado a importância da obra, segundo a maioria. Podemos exemplificar esse raciocínio com a seguinte pergunta: por qual motivo o quadro Mona Lisa tem um grande valor? Ou até mesmo: por que as obras de Shakespeare são tão famosas e tidas como as melhores do mundo? E até: por que várias músicas do Beatles são tão prestigiadas?

Para começar, é importante relacionar quais elementos tornam uma obra de arte tão glamurosa. Quanto à Mona Lisa e as peças de Shakespeare, podemos notar algo semelhante: um elemento novo até então. Por exemplo: na Mona Lisa, há o sfumato. Nas peças mais famosas de Shakespeare, há técnicas ímpares para o teatro, como, p. exemplo, em Hamlet: o teatro no teatro. As músicas dos Beatles possuem ritmos e melodias pioneiros. Mas será que é apenas um elemento novo que faz uma obra ficar em destaque?

Além da distribuição e divulgação de uma obra, coisas que contribuem bastante para a sua fama, há também um outro item: a forma como a obra é criada e, assim, como ela sobrevive depois de anos. Este item é mais aplicado na literatura, onde diversos romances permanecem prestigiados mesmo depois de muito tempo escritos, por terem um valor social e emocional ainda muito presente no ser humano, como as peças de Shakespeare.

Além disto tudo, quando uma obra influencia outras por conter coisas novas e quando essa mesma obra possui aspectos que atraiam o espectador por algum motivo (seja motivacional, de reflexão, ou outro), ela então se torna valiosa pelos que gostaram.[2]

 

 

Ver também

Bibliografia

Referências

Ligações externas

Artigos sobre Artes

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Fenômenos estranhos no céu da China - Vídeo

Fenômenos estranhos no céu antes do terremoto na China - Vídeo 

Vídeo: 30 minutos antes do terremoto de 2008 em Sichuan, China

Por Administrator

20 de julho de 2008

Fonte: Blog De Olhos

Matéria indicada por Greice Raia

No mundo que habitamos acontecem estranhos fenômenos de diversas ordens, coisas inexplicáveis que estão muito distantes do alcance da nossa ciência. Este vídeo é apenas uma pálida amostra de outros acontecimentos que não tem explicação razoável que nos faça entender.

antromsil

Preságio de uma catástrofe:

estas luzes foram vistas nos céus da China antes do terremoto.

Muitos relatos de luzes no céu antes, durante e depois dos terremotos já foram descritos em vários episódios de catástrofes com terremotos. No grande terremoto ocorrido no Peru em agosto de foram 2007 vários episódios foram relatados e divulgados pela imprensa local: Vizinhos asseguraram ter visto relâmpagos no céu de Lima.
No terremoto ocorrido em Sichuan, na China em maio de 2008 pode-se verificar fenômenos semelhantes ao ocorrido em Lima no Peru.

Gás ionizado produzido em terremotos

O professor canadense Michel Persinger, diz que existe um fenômeno relacionado com os terremotos que pode ser facilmente confundido com os OVNIs

Os movimentos das camadas tectônicas no interior da Terra, devido ao atrito das rochas, produz um gás quente e ionizado. Ele escapa para superfície, em forma de bola luminosa e produz radiofreqüência, causando interferência eletromagnética, exatamente como acontece com o fenômeno OVNI.
Com informações do site
ceticismoaberto.com e fenomeno.trix.net

http://www.cubbrasil.net/index.php?option=com_content&task=view&id=2372&Itemid=94

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Baterias ultra-rápidas recarregadas em segundos

Energia

Baterias ultra-rápidas poderão ser recarregadas em segundos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/03/2011

clip_image002O processo de construção da nanoestrutura 3D é composta de vários passos, mas utiliza técnicas já presentes na indústria. [Imagem: Zhang et al.]

Que tal recarregar seu celular em alguns segundos e seu notebook em poucos minutos?

Ou ter um carro elétrico que recarrega completamente em menos de uma hora?

Isso poderá ser possível com uma nova tecnologia de baterias, que está sendo desenvolvida na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

 

Baterias e capacitores

O grupo do Dr. Paul Braun criou eletrodos que podem carregar ou descarregar em poucos segundos, de 10 a 100 vezes mais rápido do que o material original.

Isso significa que a nova bateria tanto consegue armazenar uma grande quantidade de energia, quanto liberá-la de forma rápida.

"Esse sistema nos dá uma potência semelhante à dos capacitores, com uma energia semelhante à das baterias," diz o Dr. Braun.

Os capacitores conseguem liberar energia rapidamente, o que os torna adequados para alimentar dispositivos de alta potência - mas eles armazenam pouca energia e precisam ser recarregados constantemente.

As baterias, por sua vez, conseguem armazenar uma grande quantidade de energia, mas essa energia é liberada lentamente, o que as torna inadequadas para alimentar dispositivos de mais alta potência. Force-as além da sua capacidade e elas costumam explodir.

Um dispositivo que mescle as melhores características de cada um desses sistemas de armazenamento de energia pode não apenas representar um salto qualitativo para todos os equipamentos atuais, como viabilizar novas aplicações, como os carros elétricos.

 

Filmes finos

Os pesquisadores desenvolveram uma nanoestrutura tridimensional para o material usado como catodo nas baterias.

Eles fizeram isto superando um outro trade-off, este presente na tecnologia atual das baterias.

O desempenho das baterias de íons de lítio (Li-íon) ou de hidreto metálico de lítio (NiMH) degrada-se muito quando elas são carregadas e descarregadas rapidamente.

A velocidade de carregamento e descarregamento pode ser aumentada drasticamente fabricando os catodos na forma de filmes bem finos - mas, ao reduzir a área disponível para guardar a energia, diminui ainda mais drasticamente a capacidade de armazenamento da bateria.

O grupo do Dr. Braun dobrou os filmes finos em uma estrutura tridimensional, alcançando simultaneamente um grande volume ativo de material - capaz de guardar muita energia - e grande capacidade de corrente.

O resultado é uma bateria que pode recarregar e liberar sua energia até 100 vezes mais rápido do que as baterias atuais.

 

Possibilidades futuras

Segundo os pesquisadores, todos os processos usados por eles no laboratório já são utilizados pela indústria, o que permitirá que a tecnologia seja levada para escala industrial muito rapidamente.

Se o rendimento apresentado em escala laboratorial for mantido em escala industrial, pode-se prever celulares sendo carregados em alguns segundos e carros elétricos que não precisarão ficar a noite toda ligados à tomada.

O Dr. Braun cita também a possibilidade de uso das baterias em desfibriladores mais eficientes e capazes de salvar mais vidas, que não exigirão que os profissionais fiquem esperando o carregamento entre os pulsos.

 
 

Bibliografia:

 

Three-dimensional bicontinuous ultrafast-charge and -discharge bulk battery electrodes

Huigang Zhang, Xindi Yu, Paul V. Braun

Nature Nanotechnology

20 March 2011

Vol.: Published online

DOI: 10.1038/nnano.2011.38

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Filosofia–Definição e história–Parte 3

Evolução histórica

Pensamento mítico e pensamento filosófico

clip_image002                              A Morte de Sócrates, Jacques-Louis David, 1787.

A filosofia surgiu nos séculos VII-VI a.C. nas cidades gregas situadas na Ásia Menor. Começa por ser uma interpretação des-sacralizada dos mitos cosmogônicos difundidos pelas religiões do tempo. Não apenas de mitos gregos, mas dos mitos de todas as religiões que influenciavam a Ásia menor.

Os mitos foram, segundo Platão e Aristóteles, a matéria inicial de reflexão dos filósofos. Os mitos tornaram-se um campo comum da religião e da filosofia, revelando que a pretensa separação entre esses dois modos do homem interpretar a realidade não é tão nítida como aparentemente se julga.

Filosofia antiga

Histórica e tradicionalmente, a filosofia se inicia com Tales de Mileto. Ele foi o primeiro dos filósofos pré-socráticos a buscarem explicações de todas as coisas através de um princípio ou origem causal (arché) diferentemente do que os mitos antes mostravam.

Ao apresentarem explicações fundamentadas em princípios para o comportamento da natureza, os pré-socráticos chegaram ao que pode ser considerado uma importante diferença em relação ao pensamento mítico. Nas explicações míticas, o explicador é tão desconhecido quanto a coisa explicada. Por exemplo, se a causa de uma doença é a ira divina, explicar a doença pela ira divina não nos ajuda muito a entender porque há doença.

Platão é quem inicia esta nova linguagem, a filosofia como a conhecemos, a busca da essência, a ontologia dos conceitos universais em detrimento do conhecimento vulgar e sensorial.

Por muito tempo a Filosofia concebia tudo o que era conhecimento, basta ver a vasta obra de Aristóteles, que abrange desde a física até a ética. Ainda hoje é difícil definir o objeto exato da filosofia.

Seus objetos próprios são:

· Metafísica: Concerne os estudos daquilo que não é físico (physis), do conhecimento do ser (ontologia), do que transcende o sensorial e também da teologia.

· Epistemologia: Estudo do conhecimento, teoriza sobre a própria ciência e de como seria possível a apreensão deste conhecimento.

· Ética: Para Aristóteles, é parte do conhecimento prático já que nos mostraria como devemos viver e agir.

· Estética: A busca do belo, sua conceituação e questionamento. O entendimento da arte.

· Lógica: A busca da verdade, seu questionamento, a razão.

Filosofia medieval

Ver artigo principal: Filosofia medieval

 

A filosofia medieval é a filosofia da Europa ocidental e do Oriente Médio durante a Idade Média. Começa, aproximadamente, com a cristianização do império romano e encerra-se com a Renascença. A filosofia medieval pode ser considerada, em parte, como prolongamento da filosofia greco-romana[13] e, em parte, como uma tentativa de conciliar o conhecimento secular e a doutrina sagrada.[14]

A Idade Média carregou por muito tempo o epíteto (Palavra ou frase que qualifica pessoa ou coisa; alcunha, codinome) depreciativo de "idade das trevas", atribuído pelos humanistas renascentistas; e a filosofia desenvolvida nessa época padeceu do mesmo desprezo. No entanto, essa era de aproximadamente mil anos foi o mais longo período de desenvolvimento filosófico na Europa e um dos mais ricos. Jorge Gracia defende que “em intensidade, sofisticação e aquisições, pode-se corretamente dizer que o florescimento filosófico no século XIII rivaliza com a época áurea da filosofia grega no século IV a. C.”[15].

Entre os principais problemas discutidos nessa época estão a relação entre fé e razão, a existência e unidade de Deus, o objeto da teologia e da metafísica, os problemas do conhecimento, dos universais e da individualização.

Entre os filósofos medievais do ocidente, merecem destaque Agostinho de Hipona, Boécio, Anselmo de Cantuária, Pedro Abelardo, Roger Bacon, Boaventura de Bagnoregio, Tomás de Aquino, João Duns Escoto, Guilherme de Ockham e Jean Buridan; na civilização islâmica, Avicena e Averrois; entre os judeus, Moisés Maimônides.

Tomás de Aquino (1225-1274), fundador do tomismo, exerceu influência inigualável na filosofia e na teologia medievais. Em sua obra, ele deu grande importância à razão e à argumentação, e procurou elaborar uma síntese entre a doutrina cristã e a filosofia aristotélica. A filosofia de Tomás de Aquino representou uma reorientação significativa do pensamento filosófico medieval, até então muito influenciado pelo neoplatonismo e sua reinterpretação agostiniana.

Filosofia do Renascimento

Ver artigo principal: Filosofia do Renascimento

clip_image005O Homem vitruviano, de Leonardo Da Vinci, resume vários dos ideais do pensamento renascentista.

A transição da Idade Média para a Idade Moderna foi marcada pelo Renascimento e pelo Humanismo.[16] Nesse período de transição, a redescoberta de textos da Antiguidade[17] contribuiu para que o interesse filosófico saísse dos estudos técnicos de lógica, metafísica e teologia e se voltasse para estudos ecléticos (Relativo ao, ou que é partidário do ecletismo; formado de elementos colhidos em diferentes gêneros ou opiniões) nas áreas da filologia, da moralidade e do misticismo. Os estudos dos clássicos e das letras receberam uma ênfase inédita e desenvolveram-se de modo independente da escolástica tradicional. A produção e disseminação do conhecimento e das artes deixam de ser uma exclusividade das universidades e dos acadêmicos profissionais, e isso contribui para que a filosofia vá aos poucos se desvencilhando da teologia. Em lugar de Deus e da religião, o conceito de homem assume o centro das ocupações artísticas, literárias e filosóficas.[18]

O renascimento revigorou a concepção da natureza como um todo orgânico, sujeito à compreensão e influência humanas. De uma forma ou de outra, essa concepção está presente nos trabalhos de Nicolau de Cusa, Giordano Bruno, Bernardino Telesio e Galileu Galilei. Essa reinterpretação da natureza é acompanhada, em muitos casos, de um intenso interesse por magia, hermetismo e astrologia – considerados então como instrumentos de compreensão e manipulação da natureza.

À media que a autoridade eclesial cedia lugar à autoridade secular e que o foco dos interesses voltava-se para a política em detrimento da religião, as rivalidades entre os Estados nacionais e as crises internas demandavam não apenas soluções práticas emergenciais, mas também uma profunda reflexão sobre questões pertinentes à filosofia política. Desse modo, a filosofia política, que por vários séculos esteve dormente, recebeu um novo impulso durante o Renascimento. Nessa área, destacam-se as obras de Nicolau Maquiavel e Jean Bodin.[19]

Filosofia moderna

Ver artigo principal: Filosofia do século XVII e Iluminismo

clip_image007René Descartes, fundador da filosofia moderna e do racionalismo.

A filosofia moderna é caracterizada pela preponderância da epistemologia sobre a metafísica. A justificativa dos filósofos modernos para essa alteração estava, em parte, na ideia de que, antes de querer conhecer tudo o que existe, seria conveniente conhecer o que se pode conhecer.[20]

Os principais debates dessa época foram, portanto, debates epistemológicos. O racionalismo, a escola que ressalta o papel da razão na aquisição do conhecimento, teve como seu principais protagonistas René Descartes, Baruch Spinoza e Gottfried Leibniz. Por outro lado, a escola empirista, que defende que a nossa única fonte de conhecimento é a experiência, teve como defensores Francis Bacon, John Locke, David Hume e George Berkeley.

Em 1718, Immanuel Kant publicou a sua famosa Crítica da Razão Pura, em que rejeita aquelas duas correntes e propõe uma alternativa. Segundo Kant, apesar de o nosso conhecimento depender de nossas percepções sensoriais, essas não constituem todo o nosso conhecimento, pois existem determinadas estruturas do sujeito que as antecedem e tornam possíveis a própria formação da experiência. O espaço, por exemplo, não seria uma realidade que passivamente assimilaríamos a partir de nossas impressões sensoriais. Ao contrário, somos nós que impomos uma organização espacial aos objetos. Do mesmo modo, o sujeito não aprende, após inúmeras experiências, que todas as ocorrências pressupõem uma causa; antes, é a estrutura peculiar do sujeito que impõe aos fenômenos uma organização de causa e efeito. Uma das consequências da filosofia kantiana é estabelecer que as coisas em si mesmas não podem ser conhecidas. A fronteira de nosso conhecimento é delineada pelos fenômenos, isto é, pelos resultados da interação da realidade objetiva com os esquemas cognitivos do sujeito.

Na França, difundiram-se as ideias do empirismo inglês; e o entusiasmo com as novas ciências levou os intelectuais franceses a defender uma ampla reforma cultural, que remodelasse não só a forma de se produzir conhecimento, mas também as formas de organização social e política. Esse movimento amplo e contestatório ficou conhecido como Iluminismo. Os filósofos iluministas rejeitavam qualquer forma de crença que se baseasse apenas na tradição e na autoridade, em especial as divulgadas pela igreja católica. Um dos marcos do Iluminismo francês foi a publicação da Encyclopédie. Elaborada sob a direção de Jean le Rond d’Alembert e Denis Diderot, essa obra enciclopédica inovadora incorporou vários dos valores defendidos pelos iluministas e contou com a colaboração de vários de seus nomes mais destacados, como Voltaire, Montesquieu e Rousseau.

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Pepsi anuncia garrafa de origem 100% vegetal

Meio ambiente

Pepsi anuncia garrafa de origem 100% vegetal

As técnicas de processamento da biomassa permitem a fabricação de uma "garrafa vegetal" virtualmente indistinguível da garrafa PET normal.[Imagem: PepsiCo]

Garrafa vegetal

A empresa PepsiCo anunciou o desenvolvimento da "primeira garrafa de plástico PET feita inteiramente de matérias-primas totalmente renováveis, à base de plantas."

Segundo nota divulgada pela empresa, a garrafa "verde" é 100% reciclável e "supera largamente as tecnologias disponíveis na indústria".

A empresa não divulga informações ou artigos científicos fundamentando a descoberta, citando apenas que o avanço inclui "uma combinação de processos biológicos e químicos".

Esses processos biotecnológicos criam uma estrutura molecular que é idêntica à do PET (polietileno tereftalato) - um plástico à base de petróleo.

A matéria-prima utilizada é a biomassa de milho, pinus e de uma gramínea conhecida como switch grass.

Cultivando garrafas

As técnicas de processamento da biomassa permitem a fabricação de uma "garrafa vegetal" virtualmente indistinguível da garrafa PET normal e com igual capacidade de proteção dos líquidos.

A empresa afirma que as pesquisas prosseguem para a inclusão de outros vegetais na produção da garrafa ecologicamente correta, incluindo cascas de laranja, batata e aveia.

As primeiras garrafas à base de plantas começarão a ser produzidas em escala piloto em 2012. Se os testes forem bem-sucedidos, a empresa planeja passar diretamente à produção em escala comercial.

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A natureza agradece assim como também os homens de boa vontade. São iniciativas como esta que fazem a diferença, um padrão a ser imitado por todo o mundo civilizado, se não quiser arcar com a pecha do descaso, da insensatez, de não fazer nada em favor de um meio ambiente melhor.

Já estamos bastante atrasados, por nossa própria incúria. Devemos,  portanto, seguir o exemplo e fazermos a nossa parte, por insignificante que seja, mas que adicionada às outras pequeninas partes formarão um  conjunto harmonioso e de grande importância.

antromsil

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Governo corta R$ 1,7 bilhão do orçamento de ciência e tecnologia

Plantão

 

Janaína Simões - Inovação Unicamp - 22/03/2011

Discurso e prática

imageEm um momento de discussão sobre a nova fase da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), em que membros do governo enfatizam que a inovação será prioridade da política industrial brasileira, e de elaboração do Plano de Ação para a Ciência, Tecnologia e Inovação para o período 2011-2014, repercutiu negativamente entre entidades que representam segmentos dos setores empresarial e acadêmico o corte de R$ 1,7 bilhão no orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) em 2011.

"O corte reflete o que estamos dizendo há muito tempo: a política de desenvolvimento tecnológico não está na agenda", afirma Roberto Nicolsky, diretor geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec).

"A medida não vai ao encontro do discurso de que precisamos fazer mais inovação", concorda Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

"Embora entendendo a necessidade de corte, temos que considerar realisticamente seus impactos negativos na área de inovação, e garantir que a dinâmica positiva do momento atual se mantenha", afirma o presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Carlos Calmanovici.

Incorporação de inovações

"Se a política de desenvolvimento tecnológico fosse uma política de Estado, seria de longo prazo. Deveria independer das circunstâncias econômicas", aponta Nicolsky, da Protec.

A entidade é uma associação civil em prol da inovação tecnológica nacional, que reúne as chamadas entidades tecnológicas setoriais (ETS), como o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos Farmacêuticos, Fármacos e Agro-químicos (IPD-Farma), o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Máquinas e Equipamentos (IPD-Maq), o Instituto de Gestão de Pesquisa e Desenvolvimento para a Indústria Elétrica e Eletrônica (IPD-Eletron), o Instituto Tecnológico da Borracha (ITeB), e o Instituto de Tecnologia e Estudos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Itehpec).

Nicolsky explica que o País só conseguirá se desenvolver e tornar mais competitivo se houver uma intensa taxa de incorporação de inovações. Um dos caminhos para a indústria nacional é incorporar inovações que outros mercados já têm. Para ele, uma das deficiências da política pública de apoio à inovação no Brasil é ela ter um viés acadêmico muito forte.

"Temos a visão acadêmica da descoberta, das novas soluções, novos produtos e tecnologias, uma expectativa ingênua, pueril, de que daremos o salto para a liderança", analisa. "Se não lançarmos novos produtos e novos processos, não atingimos a liderança, mas se a gente não incorporar inovações que já existem, ficamos marginalizados no mercado. Precisamos investir em engenharia reversa para incorporar o que não temos", completa.

Essa incorporação, prossegue o executivo da Protec, deve ser sistemática e continuada. "Precisamos de iniciativas continuadas ao longo do tempo e de investimentos permanentes, mas o pouco que existe é interrompido por cortes, que geram insegurança quanto à continuidade da política e mostram que o desenvolvimento tecnológico, a inovação, deixam de ser política de Estado para ser política de governo", afirma.

Para ele, o corte no orçamento do MTC não afetará o comportamento das empresas que já investem tradicionalmente em inovação, pois essas contam pouco com o apoio do Estado. "O Brasil tem política de subvenção para projetos sonhadores, fora da realidade, focados em criar novos produtos, explorar novas fronteiras, projetos acadêmicos que não focam o mercado. Esses projetos, sim, serão muito afetados [pelo corte]", analisa.

Ciclo da inovação

Outro segmento empresarial que pode ser afetado pela redução do dinheiro para ciência e inovação, segundo Nicolsky, é o das empresas que estavam pensando em investir ou que começaram recentemente a aportar recursos em processos de inovação e, portanto, ainda não fecharam o ciclo, que se finaliza com a obtenção de faturamento obtido pela venda de produto ou processo novo ou melhorado no mercado.

"Quando pensamos que o Brasil vai começar mesmo uma política de Estado para inovação, com um orçamento sem contingenciamentos, vem o corte. É lamentável, indica que não fazemos uma política para construir o futuro, mas para atender o imediato", conclui.

"O corte no orçamento do MCT impacta diretamente na competitividade das empresas, já que inovação é um de seus pilares estruturantes", aponta Carlos Calmanovici, da Anpei. Segundo ele, a entidade entende que o governo precisa fazer cortes, mas é necessário estudar medidas para mitigar os impactos negativos. "Esta ação demanda um engajamento de associações como a Anpei junto ao governo para que, com criatividade, sejam desenvolvidas fontes alternativas de recurso financeiro", prossegue o executivo. "Dadas as ações já tomadas pela Anpei, estamos confiantes de que este quadro será revertido", completa.

Críticas do setor acadêmico

Helena Nader, da SBPC, diz que a entidade viu da "pior maneira" o corte no orçamento do MCT. "Não vai ao encontro do discurso de que o País precisa fazer mais inovação. Na última reunião que tivemos do CCT [Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia], em final de dezembro, foi apresentado um balanço dos investimentos e os discursos oficiais enfatizaram que o governo daria prioridade à educação e à ciência. Os cortes nos orçamentos do MCT e do Ministério da Educação mostram que há um descompasso entre o discurso e a ação", lembra ela.

A última reunião do CCT, que é presidido pelo presidente da República, ocorreu no dia 27 de dezembro, no novo prédio do CNPq, inaugurado na mesma ocasião. Participaram o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o hoje ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende; entre outros ministros, além de diversas autoridades. Helena, então vice-presidente da SBPC, também esteve no encontro.

Helena lembra, ainda, do pronunciamento feito por Dilma Rousseff, então candidata à presidência da República, na 62ª Reunião Anual da SBPC, realizada entre 25 e 30 de julho de 2010, em Natal (RN). Na ocasião, Dilma destacou a prioridade para a educação e ciência e tecnologia no desenvolvimento do País. "Os cortes não estão de acordo com o discurso feito durante oito anos do governo Lula e com o discurso da presidente Dilma, ambos do mesmo partido", afirma. Ela lembra que sem a educação básica, não há pessoas preparadas para o ensino superior. "Sem recursos humanos qualificados, sem educação e ciência, quem vai fazer inovação?"

A SBPC deverá pedir audiência com os ministros da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e da Educação, Fernando Haddad, para levar o posicionamento da comunidade científica sobre os cortes. "Entendemos ser necessário fazer os cortes, ninguém quer a volta da inflação, mas é preciso examinar onde esses cortes estão sendo feitos, não podem ser em educação, ciência e tecnologia, saúde", acrescenta. "O Brasil vai piorar no médio e longo prazo, isso está gerando um atraso. Melhoramos muito em relação aos investimentos em educação e C&T, mas estamos muito aquém do que o País precisa para tirarmos nosso atraso e do que é recomendado internacionalmente", alerta.

Contramão

imageA Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) foi outra entidade a protestar contra o corte orçamentário do MCT. Em texto divulgado dia 21 de fevereiro, a entidade afirma que "a política de corte nos investimentos nas áreas sociais e em áreas estratégicas, tais como educação, defesa e ciência e tecnologia, vai na contramão do desenvolvimento econômico e social do País".

Para a ANPG, "o problema está na lógica da política macroeconômica, que favorece o pagamento de juros em detrimento de investimentos na produção e também nos chamados gastos sociais".

A entidade questiona o governo a respeito de como o País vai investir em formação de recursos humanos, em inovação tecnológica, em pesquisas de ponta, se diminui o orçamento do MCT, apontado no manifesto da ANPG como o principal órgão responsável por coordenar e investir nessas políticas. Lembra que a transferência para a reserva de contingência de R$ 610 milhões do FNDCT reduziu as verbas do ministério, mas ainda garantia um orçamento em 2011 maior do que o de 2010.

"Com o novo corte, o MCT terá menos condições materiais de fortalecer e ampliar suas políticas este ano do que teve em 2010", aponta. A entidade está fazendo um abaixo-assinado, disponível em seu site, pedindo por reajuste no valor das bolsas concedidas aos alunos da pós-graduação.

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O que são microprocessadores?–Parte 1

MICROPROCESSADORES

A marcha evolutiva dos processadores vem sendo paulatinamente acelerada a ponto de deixar confuso o mais experiente usuário que, a rigor, não tem tido tempo para analisá-los detalhadamente um por um, exceção feita somente aos especialistas do ramo, o que provoca um descompasso na utilização destes dispositivos, pois, quando pensamos estar usando o que há de mais avançado na realidade estamos mesmo é empregando tecnologias obsoletas.

Em face deste dilema, tomei a decisão de pesquisar e publicar um tutorial que reunisse informações detalhadas desde a definição, passando pelos pormenores técnicos, até o seu destino final como parte do sistema de computação.

Antromsil

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http://motta-caixas.blogspot.com/2009/03/o-que-sao-processadores.html

quinta-feira, 5 de março de 2009

 
1 - O que são Processadores?

imageO processador é um circuito integrado que realiza as funções de cálculo e tomada de decisão de um computador, por isso é considerado o cérebro do mesmo. Ele também pode ser chamado de Unidade Central de Processamento (em inglês CPU: Central Processing Unit). Nos computadores de mesa (desktop) encontra-se alocado dentro do gabinete juntamente com a placa-mãe e outros elementos de hardware. No passado, os processadores eram constituídos de elementos discretos e ocupavam grandes espaços físicos. Com o advento da microeletrônica, a válvula foi substituída pelo transistor, e este por sua vez, permitiu integração em alta escala, originando os microprocessadores. Os processadores trabalham apenas com linguagem de máquina (lógica booleana). Realizam as seguintes tarefas: - Busca e execução de instruções existentes na memória. Os programas e os dados que ficam gravados no disco (disco rígido ou disquetes), são transferidos para a memória. Uma vez estando na memória, o processador pode executar os programas e processar os dados; - Controle de todos os chips do computador.

Postado por Cristiano às 10:04

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2 – O Microprocessador

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O microprocessador, popularmente chamado de processador, é um circuito integrado que realiza as funções de cálculo e tomada de decisão de um computador. Todos os computadores e equipamentos eletrônicos baseiam-se nele para executar suas funções.

clip_image002Arquitetura interna de um microprocessador dedicado para processamento de imagens de ressonância magnética, a fotografia foi aumentada 600 vezes, sob luz ultravioleta para se enxergar os detalhes

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Vista inferior de um Athlon XP 1800+ núcleo Palomino, um microprocessador moderno.

 

O microprocessador moderno é um circuito integrado formado por uma camada chamada de mesa epitaxial de silício, trabalhada de modo a formar um cristal de extrema pureza, laminada até uma espessura mínima com grande precisão, depois cuidadosamente mascarada por um processo fotográfico e dopada pela exposição a altas temperaturas em fornos que contêm misturas gasosas de impurezas. Este processo é repetido tantas vezes quanto necessário à formação da microarquitetura do componente.

Responsável pela execução das instruções num sistema, o microprocessador, escolhido entre os disponíveis no mercado, determina, em certa medida a capacidade de processamento do computador e também o conjunto primário de instruções que ele compreende. O sistema operativo é construído sobre este conjunto.

O próprio microprocessador subdivide-se em várias unidades, trabalhando em altas freqüências. A ULA(Unidade Lógica Aritmética), unidade responsável pelos cálculos aritméticos e lógicos e os registradores são parte integrante do microprocessador na família x86, por exemplo.

Embora seja a essência do computador, o microprocessador diferente do microcontrolador, está longe de ser um computador completo. Para que possa interagir com o utilizador precisa de: memória, dispositivos de entrada/saída, um clock, controladores e conversores de sinais, entre outros. Cada um desses circuitos de apoio interage de modo peculiar com os programas e, dessa forma, ajuda a moldar o funcionamento do computador.

Índice

[esconder]

História

clip_image005Intel 8008, um dos primeiros microprocessadores comerciais.

O primeiro microprocessador comercial foi inventado pela Intel em 1971 para atender uma empresa japonesa que precisava de um circuito integrado especial.[1] A Intel projectou o 4004 que era um circuito integrado programável que trabalhava com registradores de 4 bits, 46 instruções, clock de 740Khz e possuía cerca de 2300 transistores. Percebendo a utilidade desse invento a Intel prosseguiu com o desenvolvimento de novos microprocessadores: 8008 (o primeiro de 8 bits) e a seguir o 8080 e o microprocessador 8085. O 8080 foi um grande sucesso e tornou-se a base para os primeiros microcomputadores pessoais na década de 1970 graças ao sistema operacional CP/M. Da Intel saíram alguns funcionários que fundaram a Zilog, que viria a lançar o microprocessador Z80, com instruções compatíveis com o 8080 (embora muito mais poderoso que este) e também de grande sucesso. A Motorola possuía o 68000 e a MOS Technology o 6502. Todos esses microprocessadores de 8 bits foram usados em muitos computadores pessoais (Bob Sinclair, Apple, TRS, Commodore, etc).

Em 1981 a IBM decidiu lançar-se no mercado de computadores pessoais e no seu IBM-PC utilizou um dos primeiros microprocessadores de 16 bits, o 8088 (derivado do seu irmão 8086 lançado em 1978) que viria a ser o avô dos computadores atuais. A Apple nos seus computadores Macintosh utilizava os processadores da Motorola, a família 68000 (de 32 bits). Outros fabricantes também tinham os seus microprocessadores de 16 bits, a Zilog tinha o Z8000, a Texas Instruments o TMS9900, a National Semiconductor tinha o 16032, mas nenhum fabricante teve tanto sucesso como a Intel, que sucessivamente foi lançando melhoramentos na sua linha 80X86, tendo surgido assim (por ordem cronológica) o 8086, 8088, 80186, 80188, 80286, 80386, 80486, Pentium, Pentium Pro, Pentium MMX, Pentium II, Pentium III, Pentium IV, Pentium M, Pentium D e Pentium Dual Core. Para o IBM-AT foi utilizado o 80286, depois um grande salto com o 80386 que podia trabalhar com memória virtual e multitarefa, o 80486 com coprocessador matemático embutido e finalmente a linha Pentium, com pipeline de processamento.

Como grande concorrente da Intel, a AMD aparece inicialmente como fabricante de microprocessadores da linha x86 alternativa mas a partir de um certo momento deixou de correr atrás da Intel e partiu para o desenvolvimento de sua própria linha de microprocessadores: K6, Athlon, Duron, Turion, Sempron, etc. Paralelamente à disputa entre Intel e AMD, a IBM possuia a linha PowerPC utilizada principalmente pelos microcomputadores da Apple.

A evolução tecnológica envolvida é surpreendentemente grande, de microprocessadores que trabalhavam com clock de dezenas de kHz e que podiam processar alguns milhares de instruções por segundo, atingiu-se clocks na casa dos 7 GHz e poder de processamento de dezenas de bilhões de instruções por segundo. A complexidade também cresceu: de alguns milhares de transístores para centenas de milhões de transístores numa mesma pastilha.

O CPU tem como função principal unificar todo o sistema, controlar as funções realizadas por cada unidade funcional, e é também responsável pela execução de todos os programas do sistema, que deverão estar armazenados na memória principal.

 

Componentes

O processador é composto por alguns componentes, cada um tendo uma função específica no processamento dos programas.

Unidade lógica e aritmética

Ver artigo principal: Unidade lógica e aritmética

A Unidade lógica e aritmética (ULA) é a responsável por executar efetivamente as instruções dos programas, como instruções lógicas, matemáticas, desvio, etc.

Unidade de controle

Ver artigo principal: Unidade de controle

A Unidade de controle (UC) é responsável pela tarefa de controle das ações a serem realizadas pelo computador, comandando todos os outros componentes.

Registradores

Ver artigo principal: Registrador

Os registradores são pequenas memórias velozes que armazenam comandos ou valores que são utilizados no controle e processamento de cada instrução. Os registradores mais importantes são:

    • Contador de Programa (PC) – Sinaliza para a próxima instrução a ser executada;
    • Registrador de Instrução (IR) – Registra a execução da instrução;
    Memory management unit

Ver artigo principal: Memory management unit

A MMU (em inglês: Memory Management Unit) é um dispositivo de hardware que transforma endereços virtuais em endereços físicos e administra a memória principal do computador.

Unidade de ponto flutuante

Nos processadores atuais são implementadas unidades de cálculo de números reais. Tais unidades são mais complexas que ULAs e trabalham com operandos maiores, com tamanhos típicos variando entre 64 e 128 bits.

 

Frequência de operação

O relógio do sistema (Clock) é um circuito oscilador a cristal (efeito piezoelétrico) que tem a função de sincronizar e ditar a medida de tempo de transferência de dados no computador. Esta freqüência é medida em ciclos por segundo, ou Hertz. A capacidade de processamento do processador não está relacionada exclusivamente à frequência do relógio, mas também a outros fatores como: largura dos barramentos, quantidade de memória cache, arquitetura do processador, tecnologia de co-processamento, tecnologia de previsão de saltos (branch prediction), tecnologia de pipeline, conjunto de instruções, etc.

O aumento da frequência de operação nominal do processador é denominado overclocking.

 

Arquitetura

Existem duas principais arquiteturas usadas em processadores:

· A arquitetura de Von Newmann. Esta arquitetura caracteriza-se por apresentar um barramento externo compartilhado entre dados e endereços. Embora apresente baixo custo, esta arquitetura apresenta desempenho limitado pelo gargalo do barramento.

· A arquitetura de Harvard. Nesta arquitetura existem dois barramentos externos independentes (e normalmente também memórias independentes) para dados e endereços. Isto reduz de forma sensível o gargalo de barramento, que é uma das principais barreiras de desempenho, em detrimento do encarecimento do sistema como um todo.

 

Modelos de computação

Existem dois modelos de computação usados em processadores:

· CISC (em inglês: Complex Instruction Set Computing, Computador com um Conjunto Complexo de Instruções), usada em processadores Intel e AMD; possui um grande conjunto de instruções (tipicamente centenas) que são armazenadas em uma pequena memória não-volátil interna ao processador. Cada posição desta memória contém as microinstruções, ou seja, os passos a serem realizados para a execução de cada instrução. Quanto mais complexa a instrução, mais microinstruções ela possuirá e mais tempo levará para ser executada. Ao conjunto de todas as microinstruções contidas no processador denominamos microcódigo. Esta técnica de computação baseada em microcódigo é denominada microprogramação.

RISC (em inglês: Reduced Instruction Set Computing, Computador com um Conjunto Reduzido de Instruções) usada em processadores PowerPC (da Apple, Motorola e IBM) e SPARC (SUN); possui um conjunto pequeno de instruções (tipicamente algumas dezenas) implementadas diretamente em hardware. Nesta técnica não é necessário realizar a leitura em uma memória e, por isso, a execução das instruções é muito rápida (normalmente um ciclo de clock por instrução). Por outro lado, as instruções são muito simples e para a realização de certas tarefas são necessárias mais instruções que no modelo CISC.

Continua...

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As diferenças entre processadores Celeron, Pentium Dual Core e Core2Duo

05 mai, 2009 | Arquivado em: Dicas e Tutoriais

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Os processadores de dois núcleos da Intel trazem um grande diferencial: ao contrário dos CPUs da AMD, a memória cache L2 é compartilhada para os dois núcleos.

Claro que a Intel possui essa característica devido ao fator de seus processadores terem uma arquitetura totalmente diferente dos da AMD.

 

Mas, apesar desse pequeno detalhe parecer fazer grande diferença, os processadores Intel não ficam nem um pouco atrás dos CPUs da concorrente.

Celeron

Ao conferir os detalhes de nossa tabela, vê-se bem o porquê do Celeron não ser indicado para tarefas pesadas. Repare que ele tem um número limitado de tecnologias, possui memória cachê L2 bem baixa, o clock dele é bem inferior e a maioria dos processadores da série Celeron possui apenas um núcleo.

Pentium Dual Core

Muitos confundem o Pentium Dual Core com o Pentium D, mas há muita diferença entre eles. Confira nosso artigo sobre Processadores Intel clicando aqui e saiba o que os diferencia. O Intel Pentium Dual Core é, na verdade, um processador que tem seu desempenho próximo a alguns Core 2 Duo e bem superior aos processadores Celeron.

Pentium Dual Core possui realmente dois núcleos?

Uma grande dúvida que muitos usuários têm quanto ao Pentium Dual Core é se ele realmente possui dois núcleos. De fato isso sempre foi um assunto meio nublado, pois a Intel não liberava muitas informações a respeito.

A tecnologia de Núcleo Duplo da Intel foi criada há um bom tempo, porém no começo os chips da fabricante eram fabricados com a tecnologia de 90nm (as peças eram maiores), fator que não permitia incluir dois chips separados no mesmo processador. Sendo assim, a empresa se forçou a colocar tudo junto. Com o lançamento da tecnologia de 65nm, finalmente a empresa pode separar os núcleos, sendo que cada núcleo teria acesso independente ao restante dos componentes do processador.

Mais sobre o Pentium Dual Core

Sendo um processador barato e apresentando um desempenho razoável para diversas tarefas, o Pentium Dual Core é altamente recomendado para usuários que não queiram gastar muito e desejem executar até alguns jogos recentes.

Core2Duo

Como você pode ver, o Core2Duo tem todas as características para ser o melhor processador. Veja que a frequência dele é muito superior aos demais CPUs, sem contar a memória cache L2 (que chega a ser 12 vezes maior do que a do Celeron). Relembra-se ainda que em um processador, a memória cache L2 e o clock realmente são fatores que fazem toda a diferença.

Além disso, a quantidade de tecnologias que os núcleos do Core2Duo possuem é bem maior. Ele é o único processador com instrução SSE4.1 e com a tecnologia de virtualização. Essas duas tecnologias são muito utilizadas nos mais recentes games e para sistemas operacionais avançados (os quais suportam rodar outro sistema simultaneamente por emulação).

A tecnologia “Intelligent Power Capability” é um dos fatores mais interessantes dos Core2Duo, pois é um recurso que faz o processador utilizar a energia de forma mais eficiente, gastando menos bateria (quando utilizado em notebooks) e esquentando menos o processador.

Detalhes gerais

Repare bem que há apenas dois fatores em comum nos processadores Intel: a memória cache L1 e o soquete do processador. Apesar de o soquete ser o mesmo, vale frisar que nem todos estes processadores funcionam em qualquer placa-mãe que venha preparada para processadores com soquete 775. Na verdade, a grande incompatibilidade de processadores com placas-mãe ocorre em decorrência do fator energia. Por exemplo: uma placa-mãe criada para processadores Celerons tende a não suportar um modelo de Intel Core2Duo, porque este processador utiliza muito mais energia.

Outro detalhe que diferencia muito estes processadores é o suporte a diferentes tipos de memória. Todos trabalham com memória DDR, todavia, os CPUs da linha Core2Duo suportam memórias com velocidade muito superior.

Você tem um processador Intel?

Infelizmente, não pudemos mostrar os infográficos da arquitetura de cada processador, porque a Intel não libera muitos detalhes sobre seus CPUs. Nosso artigo termina aqui, espero que tenha gostado. Compartilhe conosco sua experiência com processadores Intel, sua participação é fundamental em nossos artigos!

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Brasileiros criam sensor portátil de monitoramento ambiental

Meio ambiente

Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/03/2011

Brasileiros criam sensor portátil para monitoramento ambiental

O Caipora é a maleta na parte de baixo da bancada de testes. [Imagem: INT]

Sensores ambientais

O nome técnico do aparelho é Registrador Multipropósito Modular para Monitoramento Remoto - mas ele atende também por Caipora.

Pertencente a uma categoria emergente de equipamentos de monitoramento ambiental, o Caipora pode ser conectado a vários sensores, que podem monitorar parâmetros sobre o ar, a água e o solo.

A criação é dos pesquisadores Alexandre Benevento, do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), e Geraldo Cernicchiaro, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), que estão aperfeiçoando o equipamento desde 2006.

Monitoramento da água

Segundo Benevento, o uso atual do Caipora está mais focado no monitoramento da água.

"Hoje o que fazemos melhor é monitorar parâmetros físico-químicos de água. Mas, com os sensores adequados, podemos também monitorar os parâmetros de ar, como os de poluição e gases de efeito estufa", conta o pesquisador.

O Caipora trabalha com processamento distribuído. Em vez de um processador de alta capacidade que gerencie tudo, no registrador multipropósito cada placa eletrônica tem um processador. De acordo com Benevento, isso dá versatilidade ao equipamento.

Outra vantagem do processamento distribuído é a drástica redução de custos. "Os microcontroladores são baratos e, como são distribuídos, não precisam ter uma capacidade de processamento muito grande, o que otimiza ainda mais o custo," explica.

Bateria e energia solar

Ainda na sua primeira fase, o Caipora passou a ter um modelo com placas alimentadas por baterias, o que permite fazer o monitoramento em campo.

"Nós queríamos algo que se encaixasse bem no ambiente industrial," conta Benevento. Então, surgiu o formato de uma caixa industrial com o cabo do transdutor na lateral do aparelho.

Atualmente, o Caipora está na fase dois. O registrador multipropósito tornou-se uma maleta, ou seja, é inteiramente portátil. Além disso, o cabo que liga o sensor, o próprio transdutor que monitora os parâmetros da água, as baterias, e toda a eletrônica, ficam dentro da maleta.

O aparelho fica ligado a um modem que transmite as leituras à distância para um computador. "O transdutor vai para o Caipora, faz as medidas, registra em cartão de memória e, se programado, manda os dados por rede 3G ou internet", explica o o pesquisador.

O equipamento também já é dotado de um painel solar, permitindo que o monitoramento seja feito em qualquer lugar, mesmo em áreas onde não há disponibilidade de rede de energia elétrica.

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